Casa dos Contos Eróticos

Irresistível Força 2 - Capítulo 2

Autor: Anthony
Categoria: Homossexual
Data: 29/01/2018 19:18:10
Última revisão: 29/01/2018 19:21:53
Nota 10.00

Os garotos se separaram do beijo e continuaram olhando para os agressores.

- Já tem pouco viado nessa escola, ainda acham pouco e trazem mais um. - Falou o outro.

Silas pegou o que o xingou primeiro pela gola do uniforme e o encostou na parede.

- Olha, eu sou na minha, não gosto de ser radical com ninguém, mas se você continuar me ofendendo eu vou partir sua cara agora mesmo. Babaca!

Silas largou o garoto que o olhava assustado. Ele foi até Felipe e o empurrou.

- Você estava desculpado pelo acidente com o sorvete, mas já sei de quem eu não quero ser amigo nessa escola. Por favor, quando me ver, finge que não me conhece.

Silas ameaçou ir pra cima do outro garoto que liberou a passagem e deixou ele sair.

Ele foi até a sala e pegou sua mochila na carteira. Demétrio, que estava na sala com o Hugo e seus amigos, foi até o irmão.

- Que cara é essa, mano? Aonde você vai?

- Pra casa. Não estou me sentindo bem.

- Vai ter aula de Física, maluco. E ninguém vai deixar você sair.

- Ainda que o Stephen Hawking fosse dar aula, eu não iria assistir. Não tô bem e vou embora.

- Eu vou com você. - Demétrio pegou sua mochila.

- Não, você vai ficar e assistir a aula. Faz as anotações que eu pego mais tarde.

- Bom, se tu não tá bem é melhor ir mesmo. Liga para o pai Rê ou para o pai Miguel se você passar mal. Você vai de quê?

- Chamo um carro pelo aplicativo. Vou ficar bem. Tchau.

Os gêmeos se abraçaram e Silas foi embora.

- Pra onde ele tá indo?

- Ele não está se sentindo bem, Hugo. Eu tentei ir com ele, mas ele disse que era pra anotar o conteúdo. O Silas tá estranho ultimamente. Eu vou ligar para o meu pai.

Demétrio pegou o celular e tentou ligar para Miguel sem sucesso. Então resolveu ligar para Renan.

- Pai, que bom que atendeu. Tentei ligar para o pai Miguel, mas não consegui. O Silas foi pra casa agora.

- Como assim, vocês não tem aula?

- Temos, mas ele disse não estar se sentindo bem. Pai, deve ter acontecido alguma coisa com ele e não quis me contar. Se o senhor puder, por favor, converse com ele. Tô muito preocupado.

- Obrigado por avisar, filho. Tô indo para casa encontrar com ele.

Desligou o celular.

Na Garini Novaes Med, Renan já estava perto de participar da sua primeira reunião no retorno a empresa.

- Rô, eu vou precisar ir para casa. Aconteceu alguma coisa com o Silas e vou precisar saber o que foi.

- Rê, vai lá. Eu seguro as pontas na sua ausência. Você preparou o portfólio para a reunião?

- Tá na minha mesa. Fica à vontade para apresentar caso eu não retorne a tempo.

- Nem precisa voltar se quiser. Cuida do seu filho. Eu peço para a Stela dar uma carona para o Demétrio.

- Obrigado.

Renan pegou o celular e ligou para casa.

- Hilda, o Silas chegou em casa?

- Oi, Rê, ele não chegou. Ele não está na escola?

- O Dem disse que ele não estava bem e iria pra casa. Vou chegar daqui a pouco. Qualquer novidade você me avisa.

- Sim, vou esperar vocês.

Silas passou pela Pri e os meninos que ainda estavam no pátio. Felipe estava com eles, mas baixou a cabeça quando Silas olhou para eles.

Pri foi até o Silas e quis saber para onde ele ia.

- Silas, está indo pra onde?

- Eu vou pra casa. Não estou me sentindo muito bem.

- Nós vamos ter aula do pior professor dessa escola. Você só pode ter ficado maluco. Dá pra aguentar não?

- Não, Pri. Eu tô com a cabeça fervendo. Olha só, pega meu contato com o Dem ou com o Hugo. Se você quiser, as portas lá de casa estão abertas. Leva os meninos também. Não chama o Felipe. E antes que me pergunte, depois eu conto tudo.

Silas abraçou Pri, sorriu para os meninos do grupo e foi até a diretoria do Equivalente.

- Bom dia, senhora. Eu gostaria de falar com o diretor.

- Bom dia, querido. Seu nome? - Perguntou a secretária do diretor. Uma senhora muito simpática.

- Silas Garini.

- Vou ligar para ele.

A secretária discou o número do ramal e falou com o diretor, que autorizou a entrada dele.

- Silas, algum problema?

- Diretor, eu não estou me sentindo muito bem. Gostaria de ir pra casa.

- Você sabe que isso não é possível. Temos uma enfermaria aqui. Se você tiver com alguma coisa, eles vão examinar e medicar vocês.

- Diretor, eu peço por favor. Eu não costumo fazer isso, o senhor conhece os meus pais e sabe do meu histórico.

- Realmente você tem boas notas, mas isso não é motivos para liberar você. Olha só, como é o primeiro dia, os assuntos não serão tão intensos, vou permitir que vá para casa. Irei informar aos seus pais sobre sua saída. Você vai de quê? Seu motorista está aí fora?

- Não, diretor. Como o senhor sabe a gente se mudou a pouco tempo e meus pais precisaram contratar alguns funcionários novos. Eu acho que o motorista nem deve ter começado ainda. Vou chamar um carro pelo aplicativo.

- Bem, sendo assim, irei acompanhar você até a chegada do carro. Não posso deixar você sozinho, com o celular, esperando o carro na frente da escola.

- Muito obrigado, diretor. Meu irmão vai anotar os assuntos e eu pego com ele em casa.

O diretor liberou a saída do Silas e ficou esperando com os seguranças até o carro chegar.

- Bom dia! Silas Garini?

- Bom dia! Eu mesmo.

- Conduza meu aluno em segurança, certo? - Falou o diretor Davi abaixando um pouco para olhar o motorista.

- Pode deixar, senhor. O rapaz chegará em paz no endereço dele. - Respondeu ao diretor.

Silas entrou no carro e fechou a porta. O motorista fechou os vidros e ligou o ar-condicionado.

- Leblon, correto? - Perguntou verificando o endereço de destino.

- Isso, é o meu condomínio. Quando chegarmos lá eu libero sua entrada.

- O trânsito está um pouco melhor esse horário. Chegaremos logo.

O motorista sugeriu a Silas que ele colocasse alguma música para tocar, mas ele não quis. Pediu desculpas ao motorista e colocou seus fones de ouvido.

Silas começou a ouvir uma música da Adele, All I Ask. Não pensar no beijo do Felipe não foi possível e começou a chorar. Era como se o verdadeiro Silas quisesse sair para fora, se mostrar ao mundo. O medo de ser hostilizado, de sofrer preconceito era latente, mas ele precisava aceitar quem era de verdade.

Conforme músicas aleatórias foram tocando, Silas cochilou e só acordou quando foi chamado pelo motorista.

- Garoto, nós já chegamos.

- Me desculpa. Eu acho que cochilei um pouquinho. Qual o seu nome?

- Sérgio.

- Sérgio, vou pedir aos seguranças que liberem sua entrada, um momento.

Silas baixou o vidro e pediu aos seguranças que liberassem a entrada do carro no condomínio. O porteiro deu sinal e o carro entrou.

- Minha casa é a terceira, a de muro marrom.

- Você quer dizer mansão, não?

- Sim, é do meu pai. Herança dos meus bisavós.

- Muito bonita por sinal.

- Obrigado. Não quer tomar uma água, um suco?

- Muito obrigado, meu garoto, mas preciso continuar ganhando meu pão. Tenho três para sustentar. Vou finalizar a corrida, tudo bem?

- Tudo, pode finalizar e me diga quanto deu.

- Bom, deu esse valor aqui com o desconto.

- Certo. Já foi efetuado o pagamento no cartão.

- Tenha um bom dia, meu jovem. Se precisar estamos à disposição.

Sérgio entregou um cartão. Silas apertou sua mão, abriu a porta, desceu do carro, caminhou até o portão da casa e abriu com o controle remoto.

Quando Silas chegou em casa, Hilda, a governanta, já estava esperando por ele na sala.

- Silas, seu pai me ligou. Tá sentindo alguma coisa, meu filho? - Hilda falou abraçando ele.

- Hildinha, eu só preciso tomar um banho e ficar sozinho.

Beijou a mão dela e subiu para o quarto. Jogou a mochila numa cadeira, entrou no banheiro e tirou a roupa.

A água caiu sobre o corpo do Silas deixando-o relaxado. Ele começou a pensar mais um vez no beijo e se pôs a chorar. Era fácil compreender o que ele estava passando. Por mais que alguém achasse que expor a sexualidade para os pais homossexuais era mais fácil, com certeza ele não achava isso. Ele teria que enfrentar muitos desafios dali para a frente, mas tinha todo o apoio do mundo para isso.

Após 10 minutos de um banho esclarecedor e refrescante, Silas pegou o roupão que estava pendurado no banheiro e vestiu.

Foi até uma das gavetas do closet e pegou uma cueca box. Pôs desodorante nas axilas e penteou o cabelo no banheiro. Pegou o celular e resolveu tirar uma selfie para os stories.

"Quando seu primeiro dia de aula é um lixo."

E postou a foto. Muita gente começou a mandar direct para saber o que tinha acontecido. Silas não deu a mínima.

Ele saiu do Insta e abriu seu WhatsApp. Viu que tinha algumas mensagens do seu irmão, da Pri e do seu pai. Todos preocupados com ele.

"Filho, vou abrir mão da reunião. Tô indo pra casa. Beijos. Te amo." - Dizia a mensagem de Renan.

A mensagem da Pri dizia: "Salva meu número, gatinho. Tô preocupada contigo. Já sei o que aconteceu. O Fê me contou."

Silas respondeu: "Número salvo. Depois a gente se fala."

Mensagem do Dem: "Tive que avisar ao nosso pai. Ele falou que estava indo pra casa. Se cuida. Mais tarde colo aí."

Silas jogou o celular no criado mudo e sentou na cabeceira da cama com as duas mãos apoiadas no colchão.

Hilda chegou e bateu na porta entreaberta.

- Meu filho, preparei um lanchinho para você. Você tá sentindo alguma coisa?

- Hilda, eu tô sem fome. Tô querendo ficar só e pensar na vida.

- Bom, vou deixar a comida aqui na mesa, para o caso de você sentir fome. Seu pai já está chegando.

- O Dem não deveria ter atrapalhado o nosso pai na reunião.

- Seu irmão só quer o seu bem, Silas. Ele te ama muito.

- Eu sei disso, mas é que o Dem consegue as coisas mais fáceis, para mim é tão difícil.

- O que te aflige?

- Hildinha, eu amo muito você. Você é como uma mãe pra mim, mas eu não quero falar sobre isso no momento. Na hora certa você vai saber.

- Tudo bem, descansa e me chama se precisar de algo. Quando o seu pai chegar eu peço para ele vir aqui.

Hilda beijou Silas e foi dar ordens para que preparassem o almoço.

- Façam um peixe escabeche com arroz de coco. Se vocês precisarem de ajuda, é só me chamar. - Deu ordem as duas empregadas que tinham vindo de Fortaleza.

Renan chegou e Hilda o recebeu.

- Rê, o Silas está no quarto dele. Ele está com um conversa estranha. Talvez tenha acontecido alguma coisa no colégio.

- Tô subindo, Hilda. Vê se você consegue falar com o Miguel e pede para ele vir pra casa. O celular dele só dá na caixa postal.

- Vou ver se consigo.

Renan foi até o quarto do filho.

- Posso entrar, meu amor?

- Entra, pai, e fecha a porta, por favor.

- Claro.

Renan entrou e fechou a porta. Ele sentou na cama ao lado do Silas e afrouxou a gravata que estava usando.

- Eu vi seu stories. Filho, o que aconteceu na escola?

- Pai, antes de te contar o que aconteceu na escola, eu preciso te dizer uma coisa.

- Claro, filho. Você sabe que estou aqui pra tudo, não é?

Renan pegou pegou na mão do Silas e colocou a outro por cima. Ele olhou nos olhos marejados do filho.

- Confia em mim. Fala.

- Pai, eu acho que sou gay.

- Meu filho... Eu tô surpreso. Você "acha" ou tem certeza?

- Eu nunca havia ficado com nenhum garoto. Nem o Bruno, lá de Fortaleza.

- E o que aconteceu exatamente? Eu achei que você fosse hétero. Sempre vi você com meninas.

- Eu já fiquei, já até transei algumas vezes, mas sempre senti que faltava alguma coisa. Hoje eu conheci um menino muito bacana, o Felipe. Ele derrubou sorvete em mim por acidente e foi me ajudar a limpar no banheiro. Ele se desequilibrou, aí nos aproximamos demais e nos beijamos. Dois garotos nos flagraram no banheiro e ficaram nos zoando. Eu quase bato em um deles. Pai, aí eu fiquei chateado com o Felipe, sabe? Mas fiquei pensando esse tempo todo em como te contar isso, em como me assumir. Eu usei a palavra errada, pai. Eu sou gay.

- Meu filho, você nasceu assim. Foi difícil para mim também. Assumir nossa sexualidade não é fácil. Mas hoje eu sou feliz, tenho vocês, minha família. Você tem meu total apoio. Olha, se posso te dar um conselho, conversa com o Felipe. Não faz sentido agir dessa maneira por um beijo acidental. Mas, dada as circunstâncias, eu acho que ele te curtiu. Você precisa decidir se vai conversar com ele ou vai fingir que não foi nada.

- Eu disse algumas coisas pra ele. Tipo, eu o repreendi pelo beijo.

- Olha, pensa bem em tudo. Quando o seu pai chegar, você conversa com ele, tá bom? Se você quiser assumir para seus amigos, tem todo o meu apoio. Você é maravilhoso. Isso não muda quem você é.

- Pai, você é incrível. Obrigado por ter nos adotado, nos dado seu nome e seu amor.

- Na verdade foram vocês que nos adotaram. Minha vó sempre dizia isso.

- Eu sinto tanta saudades dela. A melhor pessoa do mundo. Lembra quando ela nos contava sobre a Kátia Cascata? Era uma diva mesmo.

- Tenha sempre muito orgulho dela. Tenho certeza que ela, onde estiver, tem muito orgulho de vocês, da nossa família. Você leva o nome do meu pai, e o Dem do meu avô, os homens mais incríveis que eu já conheci. Por isso vocês são maravilhosos.

- Eu te amo, pai. Sempre vou te amar.

- Eu também te amo. E já que se abriu comigo, eu vou me abrir com você: nossa família vai crescer.

- Sério?

- Sim, vamos conhecer sua futura irmã no abrigo hoje.

- Pai, que notícia maravilhosa. É segredo, né?

- Era pra ser, mas vou contar para o seu irmão também.

Renan e Silas passaram o resto da manhã fazendo planos sobre as viagens em família com a nova Garini.

Na escola, os comentários sobre o beijo na banheiro já tinham ganhado os corredores.

Dem, quando ficou sabendo, foi tirar satisfação com Felipe.

- Ei, que história é essa que você tá espalhando por aí, seu idiota? - Falou empurrando Felipe contra os armários.

- Do que você tá falando, cara?

- Você encheu o colégio sobre ter beijado o meu irmão! Tá afetado, man? Você tem certeza que quer treta? Quer ganhar fama nas nossas custas? Meu irmão tá se sentindo um lixo. Tu fez isso por quê? Manda a real.

- Olha, cara, a gente se beijou de verdade, mas não fui eu que espalhei isso. Só pode ter sido os moleques do primeiro ano que nos viram no banheiro. Foi depois de ter derrubado sorvete na roupa dele. Tu pergunta pra ele e ele vai explicar.

- Não vou fazer nada por enquanto, mas se tu tiver envolvido nisso, vai se ver comigo. Mexe com o meu irmão não que viro uma fera.

Demétrio empurrou Felipe e foi encontrar o Hugo e sua turma.

- Ei, DG, é verdade que teu irmão tava se pegando no banheiro? - Neto falou chamando atenção dos amigos.

- Olha só, deixa o meu irmão quieto, Neto. E se foi? A vida é dele. Nossos pais são gays. Temos a mente muito aberta quanto a isso.

- Já se viu onde ele aprendeu a fazer isso.

- Orientação sexual não se aprende e nem se impõe, cada um é o que é e nasce assim. Tu é muito babaca e não vou perder tempo contigo não.

- Neto, respeita os meus tios. Eles são as melhores pessoas que existem. - Hugo se manifestou. - Se tu quiser continuar na nossa turma, é melhor ficar pianinho e se desculpar com o Dem.

Neto virou as costas e saiu. Ele sabia que havia sido um idiota.

- Ele sabe que falou merda. Liga não, Dem, depois a poeira baixa aqui no colégio.

- Eu tô ligado, Hugo, mas se for verdade o Silas devia ter me falado. A gente não tem segredos. Sem contar que a gente já ficou com várias minas em Fortaleza.

- Talvez ele ainda estivesse se descobrindo. A sexualidade desperta com um estalo para algumas pessoas. - Pri falou fazendo todos a olharem.

- Gostei dessa frase, Pri.

- Por isso vou fazer Psicologia, Helen. Entender as pessoas é o meu forte. Ninguém vem com uma cartilha, nem programado para se descobrir da mesma maneira. Dou muito apoio ao Silas.

- Obrigado pelas palavras, Pri.

O assunto havia ganhado toda escola. Demétrio só não tinha brigado com a escola toda pelo apoio recebido dos meninos do novo grupo dele.

Miguel chegou em casa e foi direto para o quarto do filho.

- Vim assim que pude. Filho, tá sentindo alguma coisa? Posso receitar algum remédio.

- Amor, ele não está doente. Ele só precisava conversar.

- E sobre o que você quer conversar?

Miguel sentou na cama e começou a alisar a cabeça do Silas.

- Pai, eu sou gay.

- Silas, não há nada de errado nisso.

Silas contou ao pai tudo o que aconteceu.

- Meu filho, você precisa conversar com esse garoto. Não faz sentindo você o culpar pelo o que aconteceu. É resolver isso e seguir a vida. Você sempre será o nosso filho amado.

Os três se abraçaram e foram almoçar.

Silas contou a novidade para a governanta e os empregados. Todos apoiaram o jovem.

Os pais conversaram com o filho a tarde toda e precisavam ir para o abrigo de menores para ver a nova filha.

- Você quer ir com a gente?

- Não, pai Miguel. Eu tenho que resolver uma coisa. Tô torcendo que para que dê tudo certo.

- Não vai fazer nenhuma besteira. Te amamos. Qualquer coisa liga.

- Tá, pai Rê. Eu ligo.

Miguel e Renan beijaram o filho e foram embora.

Mais cedo Silas tinha visto uma mensagem do Demétrio no WhatsApp.

"Tá todo mundo comentando sobre você e o Felipe. Quero saber dessa história bem direitinho. Se cuida. Te amo."

Silas só tinha visualizado sem responder.

Quando os pais saíram, ele foi até o quarto, colocou uma camisa longline vermelha, uma calça skinny jeans azul destroyed e uma bota vermelha de cano longo. Pegou o celular e desceu as escadas.

- Hilda, o motorista chegou?

- Não, filho. Ele só começa amanhã. Ele teve um imprevisto e seus pais liberaram ele.

- Tudo bem. Vou ligar para um amigo.

Silas ligou para Sérgio e pediu que ele o buscasse no condomínio.

- Hilda, liga para a portaria e pede para eles deixarem o carro com essa placa entrar. - Anotou e deu para a Hilda.

- Tá bom. Você vai sair?

- Vou dar uma volta.

O Sérgio demorou um pouco a chegar, mas o Silas conseguiria chegar a tempo na escola antes dos alunos largarem.

Silas chegou antes do sinal tocar e ficou aguardando na porta até os alunos saírem. Quando o sinal tocou, ele pagou ao Sérgio e agradeceu pela viagem.

Os alunos começaram a largar no Equivalente e muitos já apontavam para Silas e riam.

Dem vinha com Pri, Helen, Laura, Débora, Vitória, Clayton, Hugo e Tomaz. Quando ele viu o irmão correu logo em sua direção.

- Você tá bem? Não respondeu minha mensagem. O que você tá fazendo aqui?

- Tá todo mundo comentado sobre você e o Felipe. - Falou Hugo.

- Eu sei o quanto esses caras podem ser cruéis. Existem poucos negros aqui na escola. Já passei por muita coisa. - Helen disse segurando a mão do Dem.

- Cadê o Felipe?

- O que você vai fazer, mano? - Dem perguntou.

- Ele está vindo ali, ficou cabisbaixo o dia todo. - Pri respondeu e apontou para ele.

- Vou dar motivos para todo mundo falar mais de mim.

Silas foi até onde estava Felipe que parou e tentou se desculpar.

- Não quis te causar...

Silas colocou a mão na boca de Felipe fazendo ele se calar.

- Foda-se o que eles pensam.

Silas beijou Felipe deixando todos boquiabertos.

Continua...

Mais um capítulo. O próximo talvez siga o programa. Levarei de 3 a 5 dias para postar.

Comentários

30/01/2018 18:15:03
uau!!

Comente!

  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.