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Júlia, a reconciliação com Dalilah, minha conversa com a morte - Capítulo Treze - Re-editado

Autor: Noah
Categoria: Heterossexual
Data: 07/12/2017 04:43:33
Última revisão: 14/03/2018 14:17:51
Nota 10.00

Júlia - Ela queria ser mais que a cozinheira.

Como contei, tudo na minha fazenda está ligado à cozinha. De fato, duvido que qualquer outra casa seja diferente. As coisas, conversas, discussões mais importantes acontecem na cozinha.

A cozinha é um símbolo. É o lugar aonde mortais vão se reabastecer, vão se reinventar, vão se alimentar. Alimentação é tudo na vida de um ser biológico e a cozinha é palco perfeito e único para essa atividade.

No mundo Judeu, a cozinha é parte tão integrante da realidade Judaica quanto ir à Sinagoga. Manter uma dieta Kosher é tão importante quanto frequentar a Sinagoga e, por isso, ela tem destaque principal. Minha família contava 20 gerações de mulheres judias na árvore genealógica que arrumamos documentação, sabendo que era muito mais além disso, acreditando que nosso sangue dá para ser verificado para o tempo das diásporas.

Hitler matou mais de uma centena de meus parentes, mas não nos exterminou. Hoje, lamento não ter nascido naquela época ou o matava sabendo do que sou capaz e o Poder do Exército Brasileiro (apesar dos próprios brasileiros duvidarem...)!

As mulheres ancestrais da minha família deixaram cartas e documentos e falavam que somos da tribo de Judá pelos costumes e tecidos. Os tecidos são confeccionados em um determinado padrão que era usado desde aquela época para identificar as tribos. Afora o aspecto romântico disso, fato é que vovó, mamãe, Sarah, Estherzinha e Hannah e as filhas delas, são todas judias natas.

O mesmo se aplica a Kamilah e Francisca e suas filhas, já que são convertidas e não há que se fazer diferenciação de modo algum!

Fico honrado com isso! Para ser Judeu nato a mãe tem que ser judia; pais não contam. Renata lamentava Ercilha não ser e, ao tempo dos fatos que este capítulo narra, ela estava em processo de conversão.

Franscisca se desenvolve cada vez mais no Judaísmo e mostra um conhecimento e devoção que nós nos olhamos e rimos junto dela! Hehehe!

Sem digressão. Este capítulo começa antes e termina após o evento de Hannah, já narrado em seu capítulo.

Com a questão da Dona Joanna e seu ataque cardíaco, contei que minha mulher Sarah decidiu contratar outras moças para ajudá-la no dia à dia da fazenda, que alimentava mais de cem almas todos os dias.

Para registro, hoje são mais de duzentas almas a cada refeição, todos os dias. Temos cristãos, católicos, protestantes, muçulmanos todos à mesma mesa, amados e respeitados de forma e modo iguais, como vovô por parte de mamãe dizia:

- "Um homem poderoso não constrói cercas altas, mas uma mesa maior e mais farta!", coisa que levo a cabo sempre.

Joanna contratou três gurias: Júlia e outras duas. Falei sobre elas antes, mas o foco é em Júlia, daí somente indicando seus nomes.

Joanna tinha Hannah como o xodózinho dela. Sempre foi assim; nunca disputamos; nunca questionamos. Desde seu nascimento, Joanna cuidava da alimentação Kosher da pequena Hannah como se fosse sua netinha. A amáva profundamente como ainda a ama!

Júlia tinha 18 anos quando foi contratada. Nova e inexperiente - mas com conhecimento que a ressaltou entre as outras candidatas na cozinha industrial - aprendeu muito pela demanda que a sede exigia, com ressalva que ela não sabia cozinhar Kosher, o que vimos não ser problema. Falo "vimos", mas essas ordens e escolhas vieram de Sarah, a Senhora da casa, que eu jamais mudo mas respeito.

Ela é minha Senhora e a Senhora dessa casa, minha Alma Gêmea! Ela fala com as que chama de suas irmãs e suas filhas e toma as decisões ela mesma. Há um dizer no mundo Judaico: a melhor parte e virtude de um varão Judeu é sua esposa. Eu não saberia dizer algo melhor sobre esse assunto!

Voltei de uma excurção pelas minhas terras e estava, bem, todo melado de suor, feno, terra e trigo de cavalgar nas minhas terras. Faço isso constantemente, então nada anormal.

Ao chegar, escolhi ir para as cocheiras a fim de dar água para meu animal. Fui e amarrei minha montaria no alpendre para que comesse e bebesse e se recuperasse de nossa viagem, mas não havia água no cocheira.

O que eu não esperava ver é uma guria linda, cabelos castanhos claros até a cintura, olhos esverdeados, pele morena bem clara e um corpo cheio de curvas, perfeito, com ancas largas, coxas redondas e viçosas, a famosa "saboneteira" perfeita, seios médios pontudos debaixo do uniforme, debruçada no açude, tirando água para minha montaria no alpendre ao me ver voltar.

Estava só de shorts, sem calça, botas ou camisa, já que queria jogar água no corpo antes de entrar na sede e fazer a famosa "lambança", para "delírio" de Sarah (Rs!). Sim, tomo bronca dela e é engraçado ver uma pequena de 1.60m reclamar de um homem de 2.10m! HEHEHE!

Fiquei calado a princípio, sem ser notado, mas saí da sombra e sorri, cumprimentando Júlia!

- "Olá guria! Como estás? Buscas água para os animais e para mim, se te posso pedir, pequena?"

Quase mato a pequena do coração!! Hahaha!! Ela se assustou, olhando para mim só com shorts em sua frente, jogou o balde longe de si com o susto e começou a puxar seus cabelos para trás! Sorri!... Esperei ela se recompôr.

- "Senhor Noah! Perdão! Não devia estar aqui! A senhora Joanna vai me matar! Aqui tem água para seu cavalo e tudo mais que o senhor quiser!", e pegou o balde novamente, resmungando: "Que homem lindo, grande e peludo, meu Deus..."

Fingi não ouvir sua última sentença.

- "Relaxa, pequena! Ninguém vai te matar ou nada do gênero! Prazer em conhecê-la! Feliz em tê-la a serviço de minha casa! Ouvi falar de ti e teu trabalho em outras fazendas, apesar de tão jovem! Acho que aprenderás a trabalhar aqui rapidamente, pequena!"

- "O... O... Obrigada, Senhor Noah! Não quis interromper..."

- "O quê? Eu me lavando ou tu dando água para os animais, guria?"

- "O senhor! Dando água para sí ou lavando os animais.... Arghhhhhh! O contrário, senhor Noah!!! O contrário!!!! Deusss!", soltando os braços ao lado de seu corpo lindo, suspirando e olhando para o chão em sinal de respeito e submissão e, bem provavelmente, pela confusão e nervosismo que mostrava.

Rí gostoso e alto, do meu jeito alvoroçado!!

- "Ok! Então bebo água dos meus animais e, possivelmente, preciso de sela e espora para ter bons hábitos!"

- "Nãooooo! Deus!!!!! Deusssssss!!! Sou uma idiota!!!! Não, senhor Noahhh!! Não!!!!"

- "Pequena. Terminas o que fazias aqui antes e vá-te para a sede e faze café forte e um chá inglês! Consegues fazer isso sem gaguejar tanto ou peço à Joanna, já que não me destes a água que pedi?"

- "Simmm!!! Não!!!! Quer dizer, sim... faço o café e chá!!!! Deusss!! Sim, faço sim, senhor!!! Obrigada!!!"

Sorri, enquanto a via sair do alpendre tropeçando nos degraus, olhando para mim assustada! Gostei dela: linda de corpo, linda mesmo, mineirinha linda! Adorei seu embaraço e só pensava nas suas curvas enquanto saia para preparar o chá...

A noite falei com Sarah sobre ela. Conto tudo para ela, sem exceção.

Daí o evento da Hannah aconteceu. O que narro agora foi após aquele evento.

- "Sobre Júlia... Tu a desejastes? O que tem nela que não te dou?...", ela redarguiu, triste, arrumando seus cabelos loiros.

- "Não é sobre tu, prenda! Tu me fazes completo! Só a curiosidade e vontade que senti.. Nada que não tenhas em ti! Mas tu sabes como sou... Peço perdão por isso, prendinha!!.. Talvez tu merecesses um bagual com atitude diferente... Um guri da cidade grande... Peço perdão!", fiquei chateado mesmo e segurava o chôro.. Tinha as mulheres mais lindas do planeta e estava com os olhos em Júlia... Devo ser um doente ou um homem sem caráter, ou ambos...

Saí de seu quarto triste, pesando 500 kilos por assim dizer, caminhando pesado olhando o chão, e fui para o celeiro. Sarah veio logo após, vendo a tristeza com que deixei seu quarto, e pedi para ela sair, negando conversar mais sobre isso ou ser consolado.

Estava mal.

Triste.

Ela insistiu, então aceitei: nada nego à minha Sarah. No meu rádio passava essa canção (https://www.youtube.com/watch?v=FHw4MXNAmEw). Sim, todas as passagens de minha vida foram eternizadas por músicas.

Ela começou:

- "Eu sei de tua natureza e nunca a rejeitei. Tu tens seis mulheres além de mim. São as mulheres mais lindas desse planeta, Noah. Penso em mudar isso as vezes mas não quero de fato, pois amo cada uma de minhas irmãs; é tua natureza e te aceitei desde antes como tu és. Só peço que mantenhas a descência dessa casa que tu mesmo exiges e que não me deixes às escuras em tuas aventuras, as quais não posso te acompanhar. Não te sou suficiente? Ou minhas outras irmãs, que precisas possuir nossa funcionária também?"

- "Prenda. Tu és minha alma e tu me és suficiente em qualquer coisa que posso pensar ou desejar. Fato é que não sei explicar quando sou assolado pelo desejo como fui e jamais te trocaria por tais desejos, mas não posso ignorá-los também. Devo ser um homem ruim, mal, ingrato e indecente. Peço perdão, amor meu, alma minha! Não te mereço, amor...", confesso que estava triste e meus olhos lacrimejavam direto, escorrendo lágrimas por minha face, escondendo-se em minha barba.

- "Não sei o que te assolas amor, mas sei que não és indecente, mal ou ingrato. Tu és o homem perfeito que eu sempre desejei! Tu és meu homem para toda a minha vida, no juramento de sangue que te fiz. És meu Judeu. És meu gigante. Te pertenço e sou tua cativa. Mas não sei o que tu buscas em outras mulheres que não o tenhas encontrado em mim ou em minhas irmãs, porém não mudo tua natureza livre, fogo e guerra, como mamãe me falou desde que eu era pequena, e que papai preconizou como o soube também por mamãe. Ela me disse que tu fostes sentenciado a seres totalmente sozinho a despeito das que te amassem. Eu discordo. Sei que te vi feliz pois vi teus sorrisos e amor com nossas trigêmeas. Teu amor, carinho e a bondade do teu coração superam em muito teu tamanho imenso! Talvez o que dizes sobre ter tua alma, em pedaços, distribuídas entre eu, minhas irmãs e nos teus filhos seja, de fato, quem tu és."

Continuou: - "Eu te vi homem completo e feliz quando me tornei tua mulher, ainda mais quando tu soubeste das nossas tri-gêmeas. Tu ainda me amas? Devo estar fraca e sem atrativos à ti após tantos filhos...", falou, com os olhos azuis marejados, para meu desespero.

Revoltei-me e me lancei ao chão ante aquela Deusa Grega, beijando seus pés:

- "Sarah!!! Tu és a mesma guria que iniciei quanto tinhas treze anos de idade!! Eras completa! És completa! Sou completo! Tu és minha alma gêmea, meu espírito, meu corpo e se queres prova de sangue, me sangro aqui, em tua frente e agora. É tu falares palavra e te mostro, prendinha!! Tu trazes significado à minha existência!! Pedes minha vida aqui e agora e t'a dou já, sem pensar, na tua frente nessa solidão do meu celeiro, amor!"

Arranquei minha faca da cintura e a pús no meu pescoço, puxando-a começando a sangrar meu pomo de Adão e minha garganta.

Sarah viu o sangue e pulou e puxou minha mão para não causar mais dano ao meu pescoço, já que estava resolvido a tirar minha vida naquele momento pela angústia que senti ao ver Sarah julgar-se não mais desejada por mim.

- "Elohimmmm!!! Noahhhh!!!! Não fazes isso, amor!!!! Pára agoraaa!!! Se tu perdes tua vida, eu serei a primeira a me jogar morta pela minha própria mão no teu caixão!! Serei seguida por Hannah, Esther e as minhas irmãs logo após. Teu filhos farão o mesmo em seguida. Tu nos fazes completas e mulheres melhores do que naturalmente seríamos. Tu nos ama individual e conjuntamente como nenhum homem jamais amou uma mulher!! Tu fazes tuas crias conosco serem jóias da corôa do Criador!! Jamais brincas com isso de novo, Noah Whitaker!! Jamais, ou tu me magoas para além de reparo, amor!... Amor?? Amor?????????? Noahhhhhhhhhhhhh???????????????"

A merda, porém, é que na emoção do momento eu, de fato, cortei meu pescoço muito profundamente, acabando por causar uma pequena incisão na minha jugular e uma grande hemorragia.

Sarah notou e, médica que era, logo pegou o lençol e fez pressão no corte, colocando minha cabeça em seu colo, gritando do celeiro às suas irmãs.

Eu não quis, ou talvez quis, mas não percebi que minha faca muito afiada foi além do que esperava. Comecei a me sentir cansado e fraco, com o corpo pesado, e ouvia de longe a voz de Sarah, descansado que fiquei em seu colo empapado de meu sangue.

- "Deus!!! Vanessa!!!!!!!!!!! Teixeiraaaaa!! Noah está partindo!!!!!!!!!! Amor, tu sangras sem parar!!! Meu Deus!!! Vanessa!!!!! Vanessa!!!!!!!!!!!!!!! Traz minha maleta médica!!! Preciso agora da braçadeira hemostática ou vamos perder o Noah!!!!!!!!!!!!"

Eu não esperava isso, ou esperava, não sei, mas cortei mais que esperava da minha garganta e estava morrendo de fato. Vanessa veio gritando com puro horror, trazendo a maleta médica de Sarah; Estherzinha, Hannah e Kamilinha vieram tão desesperadas quanto Vanessa e Franscisca perdeu a cor.

- "Deus!!!!!! Noah está morrendo, mamãe!!!!!!! Meu Noah está morrendo!!!!! Vou morrer junto!!!! Noah está morrendo!!!", gritou Kamilinha.

- "Papai está morrendo!!! Mamãe, o que tu fizeste com ele??? Mamãe, papai está morrendo!!! Está sangrando!!! Deussss!!! Meu Deussssss!!! Papai está morrendo!!!!", gritou Esther e Hannah.

Eu senti as coisas ficarem pálidas, escuras e ví minhas fêmeas alí e relaxei, feliz, deixando meu pesado corpo cair ao chão. Decidi morrer. A herança estava dividida após Dalilah, então achei que era a melhor coisa a fazer.

Vi Renata aparecer aos gritos, mas eram flashes do que eu via. Só ouvia os gritos dela falando: "Priminho!!!! Tu és minha vida!!! Sou tua Rezinha!!! Priminho!!! Eu me mato após tu!!! Tu és minha vida, primo!!!! Lembra das nossas crias, primo!!!!".

Eram flashes de novo e eu cai no chão do celeiro. Eram só flashes e vi nada mais, apagando para o descanso dos guerreiros!

Vi meus gurizinhos e gurizinhas vindo e chorando perto. Sentia suas lágrimas escorrendo em meu corpo. Relaxei mais e deixei me cair completamente.

Sarah trabalhava rapidamente, pinçando a jugular e colocando um agente cicatrizante em cima, estancando a hemorragia em segundos. Sarah é extremamente eficiente e decidiu pela cirurgia por suas habilidades. Só não esperava que ela as tivesse que mostrar comigo.. Rs..

Vi Teixeira e Argemiro entrarem no celeiro e vi seus rostos sérios, rolando lágrimas de seus olhos e apaguei novamente.

Voltei novamente, cuspindo sangue, sendo carregado para a sede, e balbuciei em meio a meus engasgos:

- "Eu te amo, Sarah! Sempre te amei! Com todas as minhas forças, com todo meu coração!! Eu te amo, minha mulher!"

- "Também te amo, meu homem maluco!! Se tu morres, tu vais ter meu sangue ao teu lado, amado!! Deixa teu desejo e teu corpo seguirem seu curso. Tu és meu que sei, amor! Se tu morres agora tu terás meu cadáver ao teu lado, meu doidinho muito amado!"

Apaguei. Sarah fez um procedimento cirúrgico em seu quarto aonde fiquei, dando pontos internos e externos.

Todos lhe perguntaram o que aconteceu. Ela contou que fiquei triste e quis provar meu amor para ela, acabando por causar o acidente.

Acordei com um peso no meu peito. Era meu filho Luccas, Matheus e Déborah, minha guriazinha com Francisca e um monte de gurizinhos em cima de mim, em minhas pernas...

Abri os olhos e vi Sarah do lado esquerdo, trocando o curativo, Vanessa ao lado direito, Hannah dormindo no sofá, segurando meu pé, Kamilinha dormindo no meu outro pé esquerdo. Franscisca fazia algo que não me lembro com as mãos, tipo uma fieira que viria a saber ser um suéter para mim. Esther dormia com a mão no meu peito e Pedrinho, meu maninho, tinha vindo à fazenda e estava coberto a distância, deitado no divã.

Mia e Rachel estavam deitadas dormindo no sofá ao lado do divã. Passaram a noite acordadas comigo, mas não saíram do quarto.

A esposa de Pedrinho, Priscila, estava fora do quarto, mas eu a via, de portas abertas, falando algo com Joanna e Júlia. Cinthya estava com elas também. Não vi Patrícia, filhinha de Valéria (não mais nesse mundo! Infelizmente!!!) com Pedrinho. Júlia concordava com algo que eu não sabia o que era e saiu rapidamente.

Conto no capítulo de Cinthya e Valéria sobre elas e suas crias.

De novo apaguei. Estava muito fraco e sentia minha gurizada sobre mim e a mão de Sarah me cuidando, adicionando antibióticos ao sôro que corria em meu braço. Confesso que eu estava feliz ao ver toda minha família naquele quarto. É assim que um homem, um guerreiro, deve morrer, pensei.

De novo voltei e sentia minha garganta doer muito. Meus gurizinhos pequenos estavam sobre mim. Não tocava mais a mão de Sarah e busquei uma, sendo abraçado por Esther que me segurava com força e amor e Dalilah, que ainda não tinha visto.

Rachel tocava hinos e músicas Judaicas na sala principal e o som atravessava as paredes e trazia paz profunda a todos!

Dalilah me olhou e sorriu, muito nervosa, sem saber se eu a aceitaria ou não, e disse:

- "Papai? Sou eu papai! Aonde tu estavas com a cabeça, papai? Tu não sabes que tua vida e a minha são uma só? Quase me mato, papai!". Beijou-me e ficou calada, chorando em meu peito, e dormi novamente.

Acordei de novo com alguém puxando minha barba. Era Déborah em sua curiosidade. Não sei como as babás deixaram ela escapar... Rs!

Tossi sangue de novo e Francisca pegou Déborah e a levou para a babá.

Vanessa viu e me limpou os lábios. Sarah estava ao lado e segurou minhas mãos, com seus grandes olhos médicos em mim. Mia levou as gazes sujas e Cinthya me olhava e se abraçava sozinha, olhando profundamente para mim e chorando do jeitinho dela, com muitas lágrimas, caretinhas, olhos pretinhos vermelhos, mas sem som... Minha primeira guria na vida, o que explico melhor no capítulo dela.

Apaguei de novo.

Voltei e sentia a cabeça de Sarah no meu peito. Vi outra cabeça loira parecida com Vanessa do lado e toquei, arrumando os cabelos. Quando vi, não era Kamilah ou Vanessa como pensei, mas Dalilah novamente.

Senti a raiva de antes por um momento, mas fui tomado pelo amor que tinha por ela e fiz foi arrumar seus cabelos em uma trança e fazer carinho nela. A vi levantar a cabeça com os olhos cheios de lágrimas, chorando alto e falar algo que não entendi. Nunca vi uma mulher chorar tanto quanto Dalilah...

Apaguei.

Acordei novamente e sentia lábios em meu peito e meu rosto. Olhei e vi Déborah, minha guriazinha, e beijei seus pequenos lábios. Ela era meu coraçãozinho e arrumou um jeito de enganar a babá e Francisca e me escalar de novo! Minha moreninha persistente, filha Judia com sangue de Apolo! Rs!

Olhei e vi Dalilah de novo com os olhos cheio de lágrimas. Ela me beijou nos lábios e nos meus olhos conforme nosso costume e se deitou em meu peito em um chôro efusivo como jamais vira até aquele momento.

- "Rachel! Quero orgão! Toca, filhinha minha!", e tossi! Kamilah ouviu e correu falar com ela, que começou a tocar o orgão incansavelmente, minha guria!

Olhei para Dalilah e puxei seus cabelos sem a machucar e trouxe seu rosto para mim.

- "Papai!!!! Deus!!!! Papai!!!! Não quero nada de ti!! Usei tua herança e sou uma párea fétida e nojenta que não merece nada de ti!! Não quero nada de ti, papai, porque não tenho direito a nada! Fui uma estúpida, doente, idiota, ignorante, insensível! Eu falei que desejava a morte do meu próprio papai!!! O único homem que eu amei e amo em toda a minha vida!!! Como fui louca e doente, papai!!! Não tenho nem mereço nem quero nada de ti, papai!! Eu jamais desejei tua morte, papai!! Prefiro a minha no lugar da tua papai!!"

- "Mas ainda sou tua preazinha que tu fez com mamãe quando tu ainda eras guri, papai!! Não tenho e nem quero direito a nada, mas quando eu soube que tu ias morrer eu amolei a faca pra morrer junto, papai! Se tu queres, fala e eu me mato aqui, papai e deixo meu sangue correr no teu corpo, papai! Eu desejo a minha morte se for pra te manter vivo, papai! Aceita meu sangue, paizinho!!"

- "Eu sou tua filhinha e te amo muito papai!! Eu mereci cada côro que tu deu em mim, papai. Eu não quero nada e jamais vou pedir ou esperar nada papai. Só não morre, porque eu quero morrer no teu lugar, sofrer no teu lugar, dar minha vida no teu lugar, desde que eu saiba que meu papai está bem!!"

- "Eu te amo papai, de todo meu coração!! Eu sou tua papai! Tua prendinha!! Sempre fui, sempre vou ser!! A coisa de falar que eu era putinha é mentira, papai! Eu só fui do Rodrigo e jamais fui de outro homem porque eu sei que isso ia te machucar, papai! Eu só fui dele porque o senhor nunca me quis, papai! Senão eu seria somente tua, papai! Eu jamais iria me deitar com outros homens porque meu sangue é o teu sangue, papai!"

- "Só não me deixa, não morre, ou eu vou me matar junto de ti, porque não sei como viver sem ser contigo, papai! Só não morre, papai! Eu prometo sair da sede quando eu souber que o senhor melhorou, papai!! Não me expulsa antes disso, por piedade, papai!!! Eu te imploro, paizinho!!!"

Era o jeitinho de Dalilah: a cada sentença, falava um "papai" ao final e o repetia como se a cada sentença ela tivesse que reafirmar um "papai" de novo, coisa típica e única dela... Rs...

Naquele momento me arrependi profundamente de ter pensado ter feito a coisa errada quando eliminei o tal Oswaldo e pensei besteira de Dalilah, ainda que a pequena era só uma gurizinha! D-us!!! Como eu pude ficar tão cego de raiva e frustração que ignorei o profundo amor que tinha por Dalilah e ela por mim, desde que era preazinha?? Como pude conceber tamanho pensamento hediondo de uma preazinha pura???

Olhei profundamente em seus olhos e vi verdade e amor lá, sem sombra de malícia!... Sorri e abracei ela... Ela me olhou e começou a chorar efusivamente... Levantei sua cabeça e beijei seus lábios, seus olhos como faço com minhas crias em um ato de amor paterno, e a deitei novamente com sua cabecinha em meu peito até eu apagar novamente, segurando firmemente seus cabelos em mim...

Acordei novamente e ainda segurava firme os cabelos de Dalilah sem largar e ela me olhou. Kamilah trouxe comida e retirou minhas mãos dos cabelos de Dalilah, tentando tirá-la de mim, ao que rejeitei a comida, olhei severo para Kamilah, e puxei Dalilah novamente para mim, para minha boca.

Beijei seus olhos e só falei roucamente:

- "Morres por mim, Dalilah? Mostra-me, então!". Em minha cabeça, estava brincando literalmente com ela, sem esperar que ela agisse mas ficasse assustada e eu riria logo após, com o mesmo amor. Porém, estava errado:

- "Sim, papai! Minha vida pela tua, papai! Eu te ofereço a minha vida agora! Recebes, papai! É tudo que eu posso te ofertar e minha vida é tua!", e ela tirou um canivete da cintura e o pôs em seu pescoço na hora e fez movimento de puxar ele, ao que segurei seu braço com força na hora, toda a força de meu corpo debilitado, o que era nada na minha saúde, quebrando seu pulso e mão na hora em pedaços, que parei de fazer força para não pulverizar seus ossinos, fazendo-a parar!

Lancei o canivete no chão e trouxe ela para mim novamente:

- "Eu te amo, filhinha! Minha guriazinha amada! Vives, porque meu coração bate dentro do teu como tu bem sabes! Tu jamais tocas no canivete ou em outra coisa para tirar tua vida! Obedeces!".

Entre o chôro contínuo mas contido, respondeu:

- "Sim papai! Eu jamais vou ameaçar minha vida como tu me ordenas. Vou viver por ti, papai! Jamais tu me verás arriscar minha vida, como me ordenas! Mas quando tu me pedires, entrego-lhe a vida que me deu e a tiro na hora! Estou sempre nas tuas mãos, papai! Se precisares de prova ou do meu sangue, o terás de tua primogênita, papai! Eu te pertenço e sou tua para o que tu precisares! Sou tua cria mais velha, teu primeiro poder e tu tens tudo isso em mim, papai! Eu te cuido e de nossa família a preço de minha vida que tu podes pedir quando quiseres, papai! Sou tua primogênita e vou cuidar da minha mãe, das minhas mães de criação, dos meus manos e manas! Sou mulher, papai, mas ai daquele que tocar em minha descêndencia ou em minhas mães! Ai do que for, papai! Sou tua primogênita e esta é a minha família! Quero ser Judia como Rute o quanto antes. Tu és Judeu e o meu papai! Eu sou tua primogênita e quero ser tua filha Judia também!"

- "Se tu quiseres, me machucas mais! Tu és meu papai e tens o direito de me machucar como vês necessário! Sou tua, papai!"

A deitei novamente em meu peito e apaguei novamente, sem comer. Francisca pegou o canivete do chão e o derreteu no forno à lenha que tínhamos.

Confesso: falei para ver sua reação apenas e jamais pensei que ela fosse levar a cabo o que falou como eu ví! Poderia segurar seu pulso só com a força da mão, mas ela poderia morrer, então segurei com a força do meu braço nela, o que triturou seus ossinhos na hora e ela perdeu a força da mão.

Vanessa enrolou o punho e a mão de Dalilah em faixas e Dalilah gritou chorando que ninguém a tiraria do meu lado. Ela gemia de dor e chorava muito, mas ficou do meu lado e Sarah falava que ela precisava de um X-ray para o pulso mas ela negou.

- "Esse é meu papai! Eu fui errada e pequei contra ele e ele me corrigiu, mas ele me aceitou! Estou muito machucada sim e meu pulso e mão doem muito, mas é meu papai que me castigou e me machucou e só saio daqui quando ele me mandar embora! É meu papai e sou sua primeira cria, sua primeira filha, sua primogênita, antes de todos os seus outros filhos, antes de Luccas, e não saio daqui antes do meu papai mandar! Obedeço só a ele e vou sobreviver à dor da minha mão e pulso que meu papai quebrou! É meu papai e faz o que quiser comigo, como quiser!... É meu papai, não me toquem até meu papai deixar!", respondeu, chorando de dor e do que ela acreditava.

Ouví tudo.

Ouvi Dalilah.

Apaguei novamente. Estava muito fraco!

Acordei e ainda a prendia em seus cabelos.

Falei:

- "Sarah - cuidas dessa pequena agora! Seu pulso está torto! Cuidas da minha primogênita agora, te peço!"

Sarah veio na hora, tirou a faixa, fechou os olhos e começou a sentir os ossinhos dela.

- "Amor, posso arrumar ela. Devo ou tu preferes ela ir ao hospital?".

Respondi:

- "Se tu te sentes confortável para fazê-lo, faze então aqui! Se não, chames a ambulância para ela agora! Essa é a minha filha primogênita, Sarah, tua filha agora! Pensas! Ages!"

- "Eu sei. Sou tua esposa e te obedeço sempre, amor! Eu a recebi como tal desde a primeira vez que a ví. Dalilah é minha! É nossa!. Eu consigo acertar os ossinhos dela, mas tu não a toca por três meses, até que ela sare!"

- "Entendo! Não o farei, amor. Tratas e curas minha primogênita completamente e usas todos os recursos que precisar, alma minha! Essa é a minha primogênita!"

Após o exame detalhado de Sarah, Dalilah estava maluquinha para urinar!

- "Papai, posso fazer xixi, papai?", Sarah ainda avaliava sua mãozinha que eu triturei.

- "Esperas, filha. Esperas tua mãe te autorizar!", respondi.

- "Mamãe Sarah está me vendo. Vou esperar então, papai!"

Sarah a fez gritar muitas vezes, até estar com a mãozinha pronta. Dalilah fez xixi na sua roupa por duas vezes durante o processo de ajustar seus ossinhos e Sarah pôs uma frauda nela para a noite e a enfaixou novamente, sem engessar. (Sarah tinha todos os recursos que precisasse que não envolvem uma bomba atônica em casa! Rs)

Dalilah veio e começou a falar comigo de novo, ao meu lado.

- "Xixi, papai? Quero tirar a fralda que a tia Sarah me vestiu, mas é o senhor que diz, papai..."

Dalilah me perguntou, sorrindo mas em desespero, a mão esquerda quebrada e enfaixada, então usava a mão direita para me tocar.

- "Tiras a fralda, pequena! Corres fazer xixi e voltas para teu papai! Andas! Agora!", e ela tirou o pijama e a fralda sob o olhar de Sarah e sumiu por segundos, até voltar toda desarrumada e subindo o pijama com um braço só, para ficar comigo.

Minha primogênita voltou e a prendi pelos cabelos como o tinha feito antes!

- "Voltei, papai! Não tenho direito a nada do senhor! Mas fiquei perdida ao saber que o senhor ia morrer e ia me matar junto, papai!! O Teixeira me impediu de me matar, papai... Por isso vim aqui, para me matar se tivesse certeza da tua morte, papai! Te amo, papai! Peço perdão de tudo, papai!!"

Deu sua mãozinha atada à Sarah, que começou a verificar se os ossinhos ainda estavam no lugar. Dalilah gemia, mas não se movia de mim e Sarah a estralou o pulso por muitas vezes, todas com o chôro de Dalilah, que mantinha os olhos em mim, até que parou e enfaixou seu pulso e mão de novo.

Eu não tinha voz para responder alto à Dalilah, mas falei em baixo tom:

- "Dalilah. O que tu perdeu, tu perdeu. Não há herança para ti comigo. Se tens essa expectativa, saí dessa casa agora, guria!"

Ela me olhou, resignada.

- "Papai! Tu pensas que vim aqui para dinheiro ou herança ou achas que tenhos expectativas? É isso que tu vês em mim?"

Respondi:

- "Não, filhinha, mas quero ressaltar o que tu sabes agora e vivas sem o apelo que tinhas antes."

Ela sorriu e suspirou:

- "Tenho tudo que preciso! Tenho casa, mãe, filha, viajo e vivo como eu desejo! Há dinheiro que possa pagar isso, papai? Só não tenho o senhor e tia Sarah! Então tudo fica vazio, pai! Pára de me enxotar, papai..."

- "Bom saber que estás pura e sincera aqui. Estou feliz que entendes isso porque é o que meus advogados têm também, o que é alterado somente por Sarah se eu vivo não estiver! Tu nada tens comigo, pequena!"

Ela começou a chorar profudamente e não aceitou outra pessoa tocar nela. Por fim, falou:

- "Papai! Ofereci minha vida ao senhor há momentos atrás! Tia Sarah é minha mamãe! O que vier de ti ou dela é meu, sejam as migalhas da tua mesa! Por que tu ainda me tens como interesseira, pai? Melhor eu ir embora e sumir mesmo da tua vida, papai!"

Ouvi ela. Não aceito jogo emocional.

- "Queres sumir, olha a porta, filha! Segue teu destino!", apontando para a porta de saída.

Ela me olhou e começou a chorar compulsivamente.

- "Pára, papai!... Não aguento mais ser enxotada pelo senhor!!... Por que não aceitou meu sangue então, papai?... O senhor me odeia... Por que não deixou eu morrer aqui ao invéz de quebrar meu pulso, para eu ao menos me sentir útil em alguma coisa para o senhor, papai?...".

Sorri e levantei meus braços para ela. Ela se jogou largada em mim e todos a viam e vi, realmente, sinceridade em Dalilah! Tive que testar e Sarah sabia disso e me olhava conforme fazia as perguntas.

Disse:

- "Tu és sempre minha guriazinha!! Tu és de papai!! Tu vais sempre ser minha filhinha mais velha, o primeiro fruto da minha força de macho, de homem!! Peço-te que perdoes meu juízo duro sobre ti, filha!! Não me arrependo de tê-la surrado como fiz, mas jamais devia tê-la mandado embora do teu lar com teu pai, mãe, tias e irmãos, como direito sagrado teu é!! Fui severo demais em meu julgamento e pensamentos!!"

- "Fico feliz que tu não tenhas te rendido à luxúria e desonra do teu corpo após o porco do teu ex-marido, pequena!! Aceito um novo casamento ou o relacionamento que desejares, mas jamais tua desonra!! Tu me honrastes, honrastes a ti mesma, honrastes ao nosso sangue, honrastes ser minha primogênita e não te honrei como devia, nem dei-te chance de corrigir teu erro!"

- "Decido hoje.". Olhei para Vanessa, Kamilah e Sarah, para que me ouvissem e prestassem atenção no que ia falar, já que minha voz ainda era baixa.

Olhei para os olhos de Dalilah por segundos, profundamente em sua alma. Só vi pavor e amor, além da expectativa do que eu iria falar e do arrependimento dela em ter perdido minha confiança antes.

Disse:

- "Dalilah! Tu és Dalilah Sterling Whitaker, filha de Vanessa Sterling, minha filha primogênita! Ordeno-te que regresses à esta sede, teu lar, Ala Norte, aonde minhas filhas estão e novamente ocupes teu quarto e teu lugar no seio de nossa família, junto à tua mãe, tias e irmãos e este teu velho pai. Hoje eu te recebo novamente como minha prendinha que sempre fostes!", ao chôro alto de Vanessa e sua irmã Kamilah que a tudo ouviam.

Sarah me olhou e sorriu profundamente. Olhei para ela e disse: - "Faze acontecer, Sarah! Tu és Senhora desta casa! Faze acontecer!".

O sorriso de Dalilah, Vanessa, Kamilah e Sarah ofuscavam o quarto em que eu estava!

Ela deitou-se no meu peito e lá ficou pelos cinco dias seguintes, chorando sem interrupção, beijando minhas mãos, meu peito, minha cabeça. Dalilah só saiu do quarto para se banhar e se alimentar, voltando logo em seguida. Eu tinha perdido 30 kilos.

Algumas semanas após, Sarah me acordou aos gritos:

- "Tu eras para morrer!! Não morreu!! Tu levantas dessa cama agora e tomas tua força de novo!!! Agora!!!! Não me casei como um homem morto!!!! Tu és guerreiro e tens de voltar ao teu combate!!! Tu não és frouxo!!! Acabou isso!! Te ajudo a levantares!!! Andas!!!".

- "Tu não vais fazer essa vergonha com Dalilah ou tuas fêmeas. Tu perdoastes Dalilah, então vives ao que fizestes!!!"

Estava fraco mas (glup!) aquela era minha mulher, minha esposa! Levantei, cadavérico, lutando contra uma tontura imensa, e fui de encontro a ela, apoiado por Dalilah e Hannah.

Sarah me abraçou e falou:

- "Vamos comer juntos hoje, como uma família completa!!".

Vi a minha ninhada a minha volta e ela, literamente, me tocou comida! Não vomitei e comi tudo que ela me deu, tentando controlar meus enjôos com respirações profundas. Dalilah tinha voltado a morar na fazenda conforme ordenei e Sarah e Esther confirmaram a ordem e tudo aconteceu em um único dia! Dalilah estava de volta à sua casa e sua família!

Sarah passou a me dar cinco refeições por dia até eu voltar a minha dieta de 5.000 calories por dia, até que retirou os pontos.

Ela me cuidou e me curou perfeitamente, fazendo um procedimento plástico no corte de modo a ficar uma cicatriz bem pequena, quase imperceptível.

Fez a reconstrução da jugular e da minha garganta, de modo que me recuperei totalmente do "acidente".

Até terminar minha recuperação, foi assim pelas três semanas seguintes, com Sarah, Cinthya, Esther, Dalilah e Júlia revezando-se no meu quarto todos os dias e noites! Meus outros familiares voltaram à sua rotina normal após o perigo ter passado.

Sarah me trouxe de volta à vida!!!!

A amei intensamente nessas semanas e ela só não ficou grávida porque já estava da nossa sexta filha como contei!

Dalilah vinha sempre me ver. Eu a recebi inteiramente e a pús para trabalhar junto à sua irmã Kamilah. Dalilah demorou a ter o status que tinha antes, mas nem por isso foi menos amada, respeitada ou menos influente, culminando por aprofundar meu relacionamento com ela para além do que eu planejava quando fomos a uma viagem de negócios à Londres e Paris, que conto em um capítulo futuro.

Uma noite, Sarah me perguntou sobre Júlia de novo. Disse não saber nada sobre aquilo ou se ela queria que a mesma coisa acontecesse novamente, já que eu não aguentaria... ao que ela sorriu:

- "Tu sabes sim. Conheço teu corpo, teu sangue, tua força de macho. Essa vontade não vai embora, vai? Rss"

Sorri, andando. Falei:

- "Sarah! Após tudo que passei... Júlia? Sério?"

- "Amor... Júlia chorou todos os dias aos teus pés, sem quem a pudesse consolar! Eu te amo, mas vejo o amor dela também e a pequena, por qualquer razão, te ama profundamente e ficou desolada e fez o mundo por ti quando tu estavas semi-morto na cama... Nunca vi alguém cozinhar tanto e tão bem como ela! A própria Joanna ficou escandalizada com seus esforços!! Ela preparou pratos que nós jamais tínhamos ouvido!! Ela faz comida Kosher parecer o alimento dos deuses!! Não posso negar o ciúmes que sinto dela tanto quanto não posso negar o amor dela por ti, Noah!... Ao menos dás a pequena desfecho se tu nada mais sentes por ela. Se tu sentires, me contas e entendo, só não me tenhas às escuras, sem saber!!".

Voltei ao celeiro e aquilo tudo ficou no passado e eu corria como antes fizera e cavalgava meus alazões como antes, deixando meus guardas comendo poeira por horas, até eu voltar.

Um dia, voltando, vi Júlia na região da cocheira e desmontei de meu alazão para ela dar água. Ela o fez e, quando ia saindo da cocheira em direção à sede, falei:

- "Agradeço teu cuidado por mim... Tu és um tesouro desta casa! Somos honrados em tê-la aqui e ouvi de Sarah que tu fazes comida Kosher parecer um manjar dos deuses! Estou-lhe grato por isso também, pequena!"

- "De nada senhor Noah. Feliz em ver tua recuperação tão rápida..."

- "Minha recuperação foi por tua causa também. Senti teu chôro aos meus pés, ou estou enganado?"

Ela escondeu seus olhos, respondendo:

- "Todos estamos felizes! Eu estou feliz também!"

- "Todos? É somente isso, então?", falei, aproximando-me dela e segurando seu queixo, trazendo seus olhos esverdeados contra os meus cinzas. Senti todo seu corpo tremer e suas mãos ficaram inquietas.

Olhando-me profundamente, vi seus olhos lacrimejarem e ela respondeu:

- "Senti tua falta, mas não me compete sentir tal coisa ou pedir mais do que eu posso ter, patrão!"

- "Então pediu mais? O que mais pedistes, pequena?"

Ela tentou tirar o queixinho bem feito de minha mão mas não o permiti, lembrando-me de como tinha feito com Angélica, segurando-a firme e forçando-a a olhar diretamente para mim.

- "Trocaria minha vida pela tua, moço!... Você é minha própria existência!!! Sei que não tenho esse direito, mas te amo com toda a força do meu corpo e minha alma, Noah!! Nunca senti isso por alguém; nunca fui tocada por homem algum; nunca um homem segurou meu queixinho como você está fazendo agora, e eu peço desculpas por falar isso para o senhor, mas é a minha verdade mais única e mais íntima.", e começou a soluçar, fazendo lágrimas rolarem de seus olhos verdes pela sua face perfeita.

- "Desde quando, Julia?", me atrevi.

- "Desde que te conheço... Peço perdão pela ousadia, mas desde a primeira vez que te vi não faço mais que te amar... perdão por ser tão atrevida em falar isso para o senhor..."

- "Júlia! Sou homem de algumas fêmeas e muitos filhos! Tu sabes, não?"

- "Todos meus, Noah... todos os teus filhos são meus, sem exceção e completamente!!! Eu trocaria a minha vida para evitar que a Hanninha ficasse doente e busquei fazer o que pude para ajudar a menina!! Eu vejo ela como minha filhinha e penso que são minhas irmãs as outras senhoras dessa casa. Não me sinto melhor ou pior que elas, mas outra mãe adotiva dos filhos e filhas do homem que amo e desejo para mim... perdão, Noah...", e começou a chorar.

- "Se tiver tua permissão, quero me tornar Judia também! É o meu povo agora. Meu povo que eu amo!"

Me aproximei dela e lhe tomei os lábios em um beijo longo e bem delicado.

- "Tu tens minha permissão! Inicias já, ordeno-te!"

- "Sim senhor! Eu vou fazer como você me mandou, Noah!"

Ela era pouco mais alta que Sarah, então me abaixei e tomei seus lábios com vontade. A princípio ela não abriu a boca, mas forcei minha língua e ela cedeu. Percebi que ela não sabia beijar e continuei a explorar seus lábios, língua, dentes, sugando sua saliva e colocando a minha dentro de sua boca para que ela bebesse a minha.

Conforme a beijava, puxei seu corpo mais para mim, sentindo suas mãos no meu peito. Agachei-me um pouco e a levantei, segurando-a por sua cintura, encaixando-me nela de encontro ao meu membro que fazia volume em minha calça. Senti seu corpo estremecer e suas mãos passaram a alisar os pêlos do meu peito, passando para meu pescoço, me abrançando mais apertado.

Segurando-a no ar, dei estocadas suaves, forçando meu membro entre suas pernas. Ela sentiu e deu um suspiro mais forte, roubado pelo meu beijo, e separou mais suas pernas para me sentir mais em seu corpo. Após uns minutos, a pús de volta ao chão e me afastei dela.

Ela estava vermelha, suada, e me disse, simplesmente:

- "Você roubou meu coração e alma com um olhar. Agora me roubou meu primeiro beijo e é o primeiro a sentir meu corpo, como você é o primeiro corpo de homem que eu senti. Roubou meu primeiro abraço também!..."

- "Pequena, se não me controlo roubo tua virgindade e teu corpo inteiro com o prazer e vontade que tu me causas!"

- "Noah, meu corpo sempre te pertenceu. Você tem direito sobre mim e sua vontade é soberana sobre a minha. A hora que você quiser, te dou meu corpo e minha alma para sempre. Só me deixa continuar nessa casa e alimentar meus filhos e filhas, minhas senhoras e você. Não me despeça por esse contato que tivemos, por favor, ou não vou ter mais razão para viver, que não nesse lugar que eu chamo de minha casa."

Ante o que me disse, a tomei novamente, a ergui e apoiei contra a parede, sugando seu pescoço, mordendo e marcando ela. Em seguida tomei seus seios médios e firme e os apalpei com vontade, beliscando e puxando seu mamilo para seu delírio e gemido alto.

A levei para dentro do celeiro aonde eu possuia minhas fêmeas e comecei a tirar suas roupas, deixando-a nua na minha frente. A coloquei carinhosamente no colchão e passei a tirar minha roupa sob seu olhar atento a cada pedaço que eu desnudava.

Ouvi seu gemido ao me ver nú:

- "Meu Deus... Que homem gigante... Meu Deus!... Minha mãezinha...".

Percebi seu medo mas escolhi ignorar. Cobri seu corpo com o meu e voltei a beijá-la forte.

Chupei seu pescoço, beijando forte e marcando ele com manchas vermelhas naquela pele clara. Mordi forte sua nuca até ver seu sangue sair de sua carne aonde meus dentes entraram e a marquei como faço com minhas fêmeas, ouvindo seu grito alto e seu chôro pela dor de ser marcada.

Desci beijando seu colo e fui para seus seios. Chupei muito, forçando os bicos para fora e mordendo eles com firmeza, sem ferí-la. Ela gemia alto e segurava meus cabelos com suas mãos.

Desci pela sua barriga e chupei e beijei em volta de seu umbiguinho totalmente escondido. Marquei todo seu corpo com chupões fortes e mordidas, fazendo-a sentir-se possuída por um macho.

Desci ao seu sexo com poucos pêlos castanhos claros e o beijei, puxando com meus lábios aqueles lábios rosados lindos e pequenos, ouvindo seu gemido de prazer. Olhei em seus olhos e ví suas lágrimas e boca aberta pelo prazer que sentia e sorri. Ela me sorriu de volta.

Mordi suas coxas e sua virilha, marcando-a entre suas coxas, e voltei ao seu sexo.

Dei um beijo nele novamente e olhei sua reação. Ela não sabia o que fazia.

Abri sua bucetinha e vi seu clitóris pequeno e muito inxado, sua minúscula uretra e sua vagina, selada por uma pele esbranquiçada, seu hímem.

Olhei para ela e sorri novamente. Voltei e dei um beijo de língua em seu sexo, bem babado e chupado, forçando a língua em seu clitóris, em movimentos circulares, em seguida passando na uretra, descendo até a entrada de sua bucetinha. Forcei a língua dentro dela, para que entrasse, e ouvi seu gritinho e gemido mais altos, tentando fechar as pernas.

A coisa é que suas pernas estava abertas ao lado de meus ombros, então muito arregaçadas e sem ter como fechar. Comecei a explorar e forçar minha língua contra seu hímem. A cada vez que forçava mais, ela gemia alto e contorcia todo o corpo, e eu mantinha a pressão nele até sentir que, aos poucos, ele cedia e ficava mais fraco e tenro.

Percebi um pouco de sangue saindo dela e chupei ele todo. Ela gemia e chorava baixinho e segurava meus cabelos, me olhando explorar seu sexo e abrir seu corpo.

Voltei com a língua e fiz uma pressão mais forte contra sua vagina, sentindo, aos poucos, vencer sua resistência e ir cedendo, saindo um pouco mais de sangue que chupei e bebi.

Vi que já tinha começado a romper sua virgindade mas queria consumar o ato com meu membro, como uma prenda deve se tornar mulher.

Levantei e a vi assustada, olhando meu membro duro como aço, com a glande toda babada do meu líquido seminal.

Peguei sua mãozinha e passei na cabeça, tirando muito do líquido, em seguida guiei para sua boca. Ela entendeu e começou a chupar os dedos, sentindo meu gosto, com aqueles olhos esmeralda fixos em mim.

Puxei ela para se sentar e levei sua boquinha ao meu membro. Ela me olhava fixa e sem saber o que fazer. Tomei sua mão e a fiz pegar em meu membro e segurar. Comecei a fazer os movimentos para cima e para baixo, até ela fazê-los sozinha, me olhando e sorrindo, vendo minhas reações e se estava fazendo direito.

Pus a mão em seu pescoço e puxei sua cabeça para meu membro. Ela abriu a boquinha e começou a beijar a cabeça do meu pinto, passando a língua, sentindo meu gosto. Me olhou com carinha de sapeca e voltou a mamar a cabeça, sugando o líquido que saia e engolindo ele.

Forcei mais sua cabecinha e ela começou a abrir a boca para tentar chupar mais. Senti sua mandíbula abrindo e estralando quando consegui penetrar a cabeça e ela passou a sugar e tentar abrir mais a boca.

Pedi que ela usasse a língua, passando embaixo do membro e comecei a puxar ela mais, até ela engasgar e tossir. Puxei ela para fora e deixei que recuperasse a respiração, sorrindo para ela. Ela mesma voltou e começou a tentar por mais e iniciei os movimentos, segurando sua cabecinha e ia até sentir sua garganta.

Ela tossiu algumas vezes, mas aprendeu a controlar a respiração e mamar como gente grande, usando a língua e os lábios e evitando seus dentes em mim, o que ficou uma delícia!...

Quis forçar para ver até onde ela ia, e segurei sua cabecinha firme, penetrando até passar por sua epiglote, e segurei ela lá por alguns segundos, vendo seus olhos lacrimejando e seu rosto ficando vermelhinho... Puxei para fora e ela tossiu forte e puxou o ar forte, se recuperando, até ela mesma voltar e forçar meu pinto fundo na sua garganta, o que me deu um imenso prazer.

Comecei a fuder aquela boquinha e deixava ela sem ar só para vê-la ficar vermelhinha, tirando para ela se recuperar, e afogando ela novamente. Fiz mais forte e falei:

- "Amorzinho, vou gozar e quero que tu bebas tudo como guria gulosa que és!"

Ela me olhou e começou a se esforçar mais e chupar mais forte, até que eu não resisti, enfiei a cabeça na garganta dela e comecei a ejacular no fundo e forte, por alguns segundos, vendo-a engolir todo o gozo com sua gargantinha se movendo e seu rostinho vermelho!

Terminei e tirei, e ela começou a tossir forte, se recuperando e me olhando. Abriu sua boquinha para eu ver que tinha engolido tudo e voltou a chupar a cabeça, tirando o restinho que viu...

Eu sorri para ela e fiz carinho em seu rostinho, ao que ela me devolveu um sorriso lindo!

- "Teu gosto é gostoso, Noah! Nunca pensei que fosse experimentar nada disso! Que fosse mamar um macho e beber seu leite, mas faço tudo para você e gostei de aprender de você como eu sempre sonhei, amor..."

Mas ainda estava duro e longe de estar satisfeito! Queria mais daquela guria mineirinha linda! Queria seu sexo!

A deitei novamente e beijei sua barriga, seus seios, já totalmente marcados e voltei a sua boca.

Deitei-me e deixei um pouco do pêso do meu corpo cair sobre o seu, ao que ela gemeu.

- "Tu queres que te faça mulher aqui ou queres esperar até estares mais preparada?"

- "Noah.. Eu sou tua e te pertenço desde o momento que eu te vi. Já mamei teu leite e você já me abriu um pouco porque doeu e ví sangue nos teus lábios. Não me deixa meio-mulher, me completa e me faz tua mulher, pertencente ao meu senhor! Eu te amo, Noah.. Entende isso, amor..."

Ao ouvir aquilo, peguei o membro e coloquei na entrada de sua vagina. Sabia que sentiria dores porque a glande cobriu a vagina inteira como se fosse um tampão nela. Olhei para seus olhos e comecei a deixar meu quadril descer, forçando seu sexo.

Ela apertou os olhos e tentou fechar as pernas, sem poder. Pôs as mãozinhas nos meus braços que suportavam meu pêso e os apertou conforme eu forçava seu sexo.

Olhando para ela, dei uma estocada mais forte, sentindo entrar a cabeça até seu hímem e ouvindo seu lamento alto, seguido de um chôro incontido da dor que sentia. Novamente estoquei novamente, mais forte e mantive a pressão, até sentir uma dor intensa na minha glande e sua bucetinha rasgar e abrir como uma flor e ceder ante seu invasor.

Ela deu um grito alto e começou a chorar. Eu tomei seus lábios, beijando-a, falando em seu ouvido:

- "Tu desejastes isso. Tu querias ser minha. Sentes como é ser minha fêmea!... É assim que elas sentem e sei que tu imaginavas como era e como te sentirias! Agora tu sabes, amorzinho... Meu coraçãozinho lindo!"

- "Dói muito, Noah... Parece que está rasgando tudo por dentro, amor... Nóooo! Tem dó de mim, moço... Tá me machucando demais, sô... Estou ficando toda rasgada..."

Sorri e deixei o pêso do corpo cair sobre ela, penetrando sua bucetinha até o final. Senti a carne macia do cólo de seu útero, mas forcei tudo até que os 26cm entrassem nela, forçando o útero mais para o fundo, para seu chôro alto e desespero.

Deixei ela se acalmar, enfiado inteiro no seu sexo e comecei a rebolar para rasgar e alargar sua bucetinha para meu tamanho, seguido de seus gemidos e choro...

Passado alguns minutos fazendo aqui, ela passou a chorar bem sentido, não alto, mas sentido, e eu sentia o caldo quente do sangue de sua virgindade escorrendo.

Deixei meu pêso cair sobre ela e ela sentir o pêso do homem que desejara lhe cobrindo como fêmea que era.

Ela respirava e soluçava alto, entre seu chôro e exclamações:

- "Minha Nossa Senhora... Que homem grande e pesado, mãezinha... Me rasgou até o fundo e nem sinto meu corpo com esse pêso todo... Me ajuda, Nossa Senhora... Me dá força pra aguentar esse homem que eu amo tanto, mãezinha!..."

Levantei meu tronco, apoiando-me nos braços, e comecei a meter nela devagar, com carinho, lentamente, até que senti sua vagina ficar bem molhada e reduzir o apêrto em meu membro, adaptando-se à nova realidade de mulher possuída.

Comecei a estocar olhando em seus olhos, e confesso que fui tomado de um amor e carinho imensos pela guria que acabara de fazer mulher. Não queria machucar ela mais, mas tinha fome de seu corpo e voltei a estocar fundo nela.

Amei Júlia naquele momento tanto quanto Renata ou Kamilah...

Ela começou a relaxar mais e tornar seu chôro em pequenos lamentos e gemidos de prazer, e mantive o rítimo, sem forçar demais seu sexo já machucado. Mantive a sequência das estocadas sem parar, até que senti ela fechar os olhos e começar a dar pulos com seu tronco e pernas. Ao sentir seu orgasmo, enfiei novamente o pinto inteiro, empurrando o cólo de seu útero e deixei meu pêso novamente cair sobre ela.

Ela se debatia mas não tinha o que fazer, já que estava totalmente presa embaixo de mim!

Deixei ela se debater até se acalmar e me apoiei novamente em meus ombros.

- "O que aconteceu, Júlinha? O que foi isso?", perguntei, sorrindo, sabendo a resposta.

- "Ficou tudo escuro, Noah! Senti o céu e cada célula do meu corpo vibrar! Teu cacete estava inteiro dentro de mim e me senti a mulher mais amada e feliz desse planeta!"

- "Feliz que sentistes isso, pequena. Tu ficas linda tendo um orgasmo, amorzinho! Eu te amo sim, Júlia! Agora é minha vez..."

Comecei a estocar mais forte e ela começou a gemer mais alto, quase gritando, e fiquei no "bate-estaca" em seu corpo até começar a sentir vontade de gozar. Quando estava no limite, deixei sobre seu corpo, pondo novamente meu pêso contra ela, e comecei a rebolar e assentar bem a uretra na entrada do cólo de seu útero.

Ouvi seu gemido mais alto quando acertei o local e estoquei para encaixar e, na mesma hora, ela largou os braços e pernas, tronco e pescoço, perdendo toda a força do corpo, se abrindo inteira como ainda não tinha feito, e senti a boquinha macia, a bucetinha toda relaxada e seus olhos revirando e parei lá, somente rebolando e estocando curto por poucos segundos, até que meu orgasmo chegou e eu forcei aquela boquinha macia de novo e parei, começando a jorrar jatos de meu sémem diretamente em seu útero!

Ela se contorcia mas não tinha força alguma no corpo e sentia meu leite invadir seu corpo outrora virgem e puro, agora devassado, possuído, tomado, pertencente a um homem.

Não contei, mas sentia jatos saírem sem parar, como quando amo Sarah, e não me movimentava daquela boquinha e mantinha a pressão, sem deixar espaço para escapar para a vagina, para ter certeza que tudo estava entrando diretamente em seu útero, como gosto de fazer principalmente quando sou o primeiro homem a possuir a fêmea.

Ao terminar, deitei-me sobre ela, beijando seu pescoço e a olhei. Ela foi retomando a força do corpo me vendo observá-la:

- "Como tu te sentes, pequena? Como estás?"

- "Eu me sinto tua, Noah... Eu estou no céu e nunca mais me dou a nenhum outro homem, amor. Você entrou em algum lugar dentro de mim que doeu e perdi toda a força e me abri inteira e só senti uma coisa quente entrando em mim... Fui para o céu de novo, amor... Você me deu outro orgasmo melhor que o primeiro ainda... Sou tua para sempre e jamais quero outro macho tocando meu corpo, como nunca deixei antes de você. Ele é teu sempre que você quiser essa criada tua te servindo, amor! Eu te amo muito, Noah... Não fica mais longe de mim, tá?"

Sorri e beijei seus lábios e sai de seu corpo.

Seu sexo estava bem vermelho rubro, aberto, com o tunelzinho do amor à vista e com muito sangue também, mas sem meu esperma descer.

Ela pediu ajuda para se levantar e eu a trouxe nos braços, beijei-a novamente, e a ajudei a vestir-se, vestindo-me após.

Ao sair do celeiro, ela viu Sarah, que lhe observava com olhar misterioso. Passou por ela, somente dizendo: "Senhora Sarah, com licença! Já faço o café da senhora!..", e seguiu seu caminho, mancando fortemente.

Sarah não olhou para ela com ciúmes ou ódio. Simplesmente a olhou e veio me ver. Eu tentava me livrar do lençol com o sangue da guria mas Sarah viu e, literalmente, me pegou no pulo... Rs

- "Estás satisfeito agora, homem?"

- "Estou satisfeito agora que tu estás aqui, amor..."

- "Não vou mandá-la embora. Não vou fazer retaliação alguma contra ela pois gosto da guria. Mas mantenhas a descência dessa casa que tu nos força a ter."

Fui beijar Sarah, mas ela não quis e se afastou, voltando para à sede. Chorei pela sua negação. Ela voltou após alguns minutos e me tomou nos lábios, pedindo perdão por me ter negado quando a busquei.

Possui Júlia outras vezes, sempre com conhecimento de Sarah, e vocês podem imaginar o produto desse amor.

Júlia vive conosco há anos e é nossa cozinheira chefe, apesar de não falarmos isso para Dona Joanna. Ela trata todos os meus filhos com minhas fêmeas como se fossem dela própria e é super discreta em nossos encontros, bem como foi explicando sobre nossas crias nascidos aos nossos cuidados e pelas mãos de Sarah ao longo dos anos.

Júlia se batizou Judia, tornando nossas crias Judias também.

Todos sabem mas ninguém fala nada, o que eu prefiro, e não há diferença entre cuidado, amor e carinho entre a gurizada, todos sendo tratados e respeitados igualmente, levando umas palmadas no bumbum de vez em quando, vivendo como irmãos e irmãs!

Esse é o capítulo com Júlia.

Noah

Comentários

10/05/2018 10:10:56
A Ká falou tudo, então só nota 10. Risos! Laís.
17/03/2018 02:01:35
Nossa Noah!! Que intenso e q burrada com a faca. Eu gostei da Dalilah voltar pra sua família e tadinha da Júlia estrear com um mamute. Rsrsrsrs. Lindinha a Deborah subindo em tudo!HUAHUAHUA! Vc tem a coisa do sangue super forte como minha família mas a pele fala mais alto. A Sarah lida bem c/td isso e o desespero da Renata foi autêntico. Eu fiquei arrepiada c/o jeito q vc retornou a Dalilah pra família. Nada de netflix ainda. Beijinhos da Karen!
11/01/2018 10:56:54
Acho que é o capítulo mais dramático de todos que vc escreveu, Noah. Gira em torno da Julia, porém, nos dá uma boa ideia da vida numa família incomum, pela quantidade de integrantes e seus laços de parentesco, dos quais, nem me arrisco a dizer a genealogia. Desde 2016 parei de escrever, estando atualmente apenas como leitora e comentarista. Bjs, Val.
08/12/2017 08:00:37
Muito bom!!!
07/12/2017 23:32:19
Novo site galera! Visitem! contos e muita putaria https://kxcontos.blogspot.com.br/

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