Casa dos Contos Eróticos

De volta ao cinema

Autor: Fabinho
Categoria: Homossexual
Data: 14/11/2017 11:04:38
Nota -
Assuntos: Gay, Homossexual
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Andei meio sumido do cinemão... Tive umas decepções por lá, aqueles dias em que você paga o ingresso, entra e já sai logo em seguida, sem nem ver uma rola que não seja aquelas na tela. Dá o azar de só ter velhos ou gente procurando exatamente a mesma coisa que você.

Mas, depois de uns bons seis meses sem aparecer, não resisti e resolvi voltar. A lembrança de outros dias bem mais felizes, com fodas antológicas, também pesou na decisão.

Sempre que vou, passo na farmácia e compro logo um pacotinho de meia dúzia. Sou um otimista. Posso até não usar nenhuma, mas existe sempre a possibilidade de acabar com todas elas e eu não quero arriscar.

E a primeira camisinha do pacote não demoraria a usar. Nem precisei esperar que os olhos se acostumassem com a escuridão. Fui para a sala de TV ao lado, onde ficava o bar (fechou?) e os bebedouros. Um belíssimo espécime da raça negra aguardava sentado, mexendo no celular. Parecia que estava esperando por mim.

Interessou-se logo de cara, não precisei sequer demonstrar o quanto curti aquele peitoral sarado e braços definidos, exibidos orgulhosamente pela camiseta regata surrada. A bermuda de brim, abaixo dos joelhos, escondia as coxas também grossas e fortes. Uma delícia de homem, em síntese.

E grossa também já estava a vara. Excitação instantânea é a minha praia. Macho que já fica de pau duro só de olhar para a "presa".

Beijo, confesso que não curto muito... A não ser que esteja completamente enlouquecido de tesão. Mas uma barba roçando no pescoço é uma loucura. Aquele perfume bem masculino rescendendo. Uma língua quente e áspera deslizando pelos meus mamilos. O arrepio tomou conta dos braços e das costas, de alto a baixo.

Minha mão direita já estava apalpando o volume na frente da bermuda, mas ainda do lado de fora. Não sou apressado. Sexo para mim é um ritual completo. Uma experiência sensorial, que envolve todos os meus sentidos.

Começando pelo tato. Sentir um pau grande ficando enorme. No comprimento e no calibre. Deslizar os dedos e sentir a maciez da pele, a temperatura, a textura.

Seguindo pela audição. O barulhinho gostoso do zíper abrindo e o elástico da cueca batendo contra o púbis.

Continuando pela visão. O êxtase de mirar o objeto do desejo, antes só sentido, agora contemplado. Saber que está ao seu alcance.

E o olfato, ah, o aroma inconfundível e inebriante de uma bela piroca. Às vezes, artificialmente perfumada. Mas quase sempre com seu cheiro natural e delicioso.

E finalmente o paladar. Aquela primeira lambidinha safada, só na pontinha, para sentir o sabor. Depois colocar a cabeça na boca e apertar bem com os lábios. Deslizar a língua por todo o comprimento e largura. E enfim engolir tudo, sentir bater no fundo da garganta. Engasgar, babar, quase sufocar. Mas chupar com gosto aquela enorme tora negra. Entrando e saindo vigorosamente.

Ele parecia ansioso para acabar logo... A minha saliva se misturava com as primeiras gotinhas lubrificantes que saíam da cabeçorra. Se eu continuasse naquele ritmo, em instantes receberia no rosto aqueles jatos fortes que adoro. Mas queria mais do que isso.

Levantei, virei de costas e deixei meu shorts cair vagarosamente. Senti aquelas duas mãos enormes apertando com força minhas nádegas, daquelas de deixar marcas. E um dedão grosso e safado, quase me confundindo, fazendo pensar que era outra coisa, cutucando meu anel e preparando o caminho para o que viria em seguida.

Só aquele dedo, já me satisfaria... Quando entrou o segundo, então, delirei. A barba por fazer roçava agora na minha nuca. Quando a língua entrou pelo meu ouvido, não resisti mais... Implorei para ser comido.

Nunca é fácil ser penetrado por um mastro daquela grossura. A dor é lancinante, a sensação é de ser rasgado por dentro, mas felizmente dura apenas alguns segundos. Logo o prazer toma conta, e o que parecia impossível, acontece. Aquela jeba imensa está inteiramente alojada dentro de mim. O barulho das estocadas fortes contra minha bunda me deixa ainda mais alucinado. Rebolo feito uma cadelinha no cio, querendo mais e mais.

Não há, como em outras vezes por ali, outro camarada para eu mamar enquanto sou enrabado. Nem precisa. Sou guloso assumido, adoro pica por todos os lados. Mas meu macho, me fodendo com gosto, dá conta do meu apetite insaciável por vara. Pena que por pouco tempo. Logo a voz rouca anuncia o gozo inevitável.

Paro todo o movimento. O último ato é apenas sentir cada pulsação em meu interior. Expulsando o líquido quente e viscoso, que a camada de látex me impede de sentir, mas que é meu, só meu. Fui eu que fiz aquele cara gozar. Ele esporrou tudinho dentro do meu rabo.

Foi uma delícia de volta ao cinema... Depois, ainda rolaram mais umas brincadeiras, mas nenhuma como essa primeira. Estou até agora vendo estrelas. Não tenho mesmo como ficar longe de lá.

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