Casa dos Contos Eróticos

Recordações

Autor: Borges
Categoria: Heterossexual
Data: 13/11/2017 15:03:14
Nota 10.00
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Até hoje tenho dúvidas se durante o namoro, estando brigada com seu namorado, ao sair com outro cara se isso deve ser considerado como traição. Mesmo sem ter convicção, sigo negando até para mim mesma ter traído meu marido durante nosso namoro. Mas você pode julgar como quiser pois nada vai mudar. Entretanto é melhor saber como tudo aconteceu para poder avaliar melhor.

Antes de Pedro tive muitos namoradinhos, os dois primeiros platônicos e os outros nem tanto. Quando cai nas mãos dele era mesmo inexperiente, virgem. Ou quase!

Cai nas mãos de Pedro literalmente. Meu namoro já tinha acabado, mas eu estava triste e fechada para novos romances. Minhas colegas, solidárias, me obrigaram a ir numa festinha e lá meu “ex” estava agarradinho com minha vizinha. Saí correndo, eu não queria ver aquilo. Não que eu fosse “apaixonada”, mas esse é o tipo que dói por inesperado. Minha vizinha! Babaca.

Saí correndo. No jardim tropecei em algo e Pedro me amparou evitando minha queda com suas mãos e fortes braços. Em poucos meses eu já confiava tanto e me sentia tão parceira dele que decidi que ele seria “o cara”.

No dia éramos dois inexperientes experimentando sexo pela primeira vez. Foi desajeitado, interessante, engraçado, dolorido, delicioso, mas sem atrativos para um relato sensual.

Naquele verão resolvi passar quinze dias de férias no sítio dos tios de Ângela. Minha colega de turma era safadinha, dava pra todo mundo, já tinha até tentado agarrar o Pedro. Foi por isso que ele fez de tudo para que eu não fosse. Sua falta de confiança em mim me revoltou tanto que brigamos e no dia da viagem fiquei rindo da cara triste dele e a volúpia da vingança cresceu em mim pela desconfiança que seu semblante parecia transmitir.

Bela, a tia de Ângela tinha apenas três anos a mais que ela e parecia que ser safadinha, era coisa de família. Mas ela há três meses estava “casada” com Felipe, doze anos mais velho que eu, corpo malhado, barriga de tanquinho, alto, moreno, bronzeado, esportista. E todos no sítio estavam a passeio e de férias.

Bela (Belarminda) estava querendo rever alguém, Ângela me explicou que não poderia me levar, saíram cedo e eu fiquei na piscina. Logo Felipe acordou, me chamou para tomar café com ele. Ele, antes de me chamar, tinha preparado tudo.

Passei por ele com a toalha enrolada na cintura e ele arrancou num puxão. Foi assim que tudo começou.

— Deixe de frescura. Linda, maravilhosa, gostosa, sensual, por que se esconder numa toalha? Não tem uma estria ou celulite.

Enquanto ele falava as mãos dele passeavam pelo meu corpo como apontando partes para comprovar o que estava dizendo. Antes que eu me defendesse, ele foi mais rápido e passou a me fazer cosquinhas prendendo meu corpo no seu corpo me imobilizando com os braços e mãos e eu, rindo feito uma babaca, não tinha forças para escapar e estava a cada instante mais excitada. Aquele homem me deixava acessa só com seu olhar que me desnudava, imagina me tocando e prendendo.

— Ainda bem que você é bastante madura para não ficar de frescuras com minhas brincadeiras.

Ele falou colocando-me em seu colo, meu corpo colado ao dele, levando minhas pernas para se prender em sua cintura e ajeitando minhas mãos em volta do seu pescoço.

Quis resistir, pensei em fugir, mas ele, esperto e experiente, saiu bailando comigo agarrada a ele sem me segurar. Senti que ia cair e estava tão gostoso que...

O que? Eu estava sentido toda sua enorme ereção entre minhas pernas? Fiquei vermelha.

— Acanhada? Uma mulher madura como você e assim deliciosa já deveria estar acostumada a deixar um homem excitado. Olhar para você me provoca deliciosas ereções como essa.

— Você está abusando do meu medo de cair.

— Você, afinal, está mentindo para mim ou para você mesma?

Enquanto ele fala libera sua enormidade que pulsa entre minhas pernas.

— Safado!

Tentei irritá-lo e foi pior. Ele afastou o biquíni e deixou aquela ferramenta na entrada da minha melada vagina que entregava a ele todo meu desejo babando em sua enorme pica.

— Se você quisesse se afastar era só abaixar as pernas, elas não estão amarradas, estão?

Enquanto falava ele bailava, me invadia interiormente com seu olhar penetrando o meu e me oferecia seus lábios.

Mesmo inexperiente consegui alojar aquilo tudo no caminho certo e enquanto ele seguia seu caminho natural comecei a beijar Felipe e o orgasmo me atingiu tão forte e inesperado que mordi seus lábios e levei uma bofetada.

— Cada mordida você leva uma palmada ou um tapa ou um tapinha. Nos lábios um tapa na cara, no ombro ganha palmadas na bundinha, se morder meu peito dou tapinhas em seu grelinho.

Tola entrei na brincadeira, desejando ser beijada, dei uma mordidinha em seus lábios e a cada mordida uma bofetada e eu entrei numa masoquista brincadeira que me deixou louca quando beijei o ombro dele.

As palmadas, diferente das bofetadas, doíam, ardiam e certamente estavam marcando minha bundinha. Mas a cada palmada ele estocava fundo aquela pica que estava rasgando minhas entranhas. Era minha segunda pica e na terceira palmada já me fazia gozar pela segunda vez. Mas desta vez eu enlouqueci de prazer e dei mil mordidinhas naquele ombro levando uma surra que me levaram a gozar com uma facilidade inesperada, eram sucessivas gotas de prazer deliciosos mas me deixavam, ao invés de satisfeita, ainda mais faminta.

Mordi o peito dele!

- Nesta posição não vou poder dar uma surra no seu grelinho, fica prometida para mais tarde, mas você não vai ficar impune.

Então o bobo enfiou o polegar na minha boca. Aquilo não me excitava. Ele percebeu e tirou o dedo da minha boca. Só então descobri qual seria meu castigo. Perdendo de vez o fôlego, tentando gritar e com o corpo estremecendo pela intensidade de prazer senti aquele polegar indo, aos poucos, dominar meu cuzinho que logo piscava contraindo-se descontroladamente. Nunca experimentara nada no meu cuzinho, aquilo não era, até aquele momento, área de laser.

Quando recobrei um pouco de consciência estava nua, no quarto e fui deitada arreganhada, com a bunda sobre um travesseiro e a boca daquele homem lindo e delicioso se apoderou de minha buceta esfogueteada a gulosa. Foram mais dois intensos orgasmos.

Ele me ofereceu aquela pica e só então tive a visão concreta do porte daquela porra. Me senti fêmea de fato, dera conta daquilo tudo que incomodava forçando minha boca.

Ele interrompe aquela apaixonante chupada e num papai-mamãe mais uma vez me penetra e logo eu sinto que vou explodir. Já não sabia quantos gozos, mas mesmo cansada queria muito mais.

Foi neste momento que ele saindo de mim encostou aquilo tudo na entrada do meu cuzinho e enquanto forçava a entrada decidido, passou a dar palmadinhas no meu grelinho. Que delicia aquelas agressões. Meu cuzinho, mais entusiasmado e com menos juízo que eu, acreditava que dava conta e piscava para a pica que pretendia arromba-lo definitivamente. Achei mesmo que não restariam pregas. Eu sempre imaginei que era impossível ter orgasmo pelo cuzinho. Quando eu ia entrar em êxtase ele saiu, rolou meu corpo e levantou bem minhas ancas. Vi suas pernas junto a minha cintura e ele trepando literalmente em mim numa posse total e minha entrega era inevitável. Eu jamais pensei que sentiria um prazer tão intenso, logo pelo cuzinho que meu namorado dizia que não era para fazer sexo.

Meu corpo trepidava o que aumentava o prazer e logo eu estava sem qualquer controle e certa de que depois daquilo eu não gozaria mais. Estava enganada. Quando eu ia pedir arrego ele acelerou seus movimentos, urrava e parou bem no fundo de meu cuzinho. Eu senti o calor de algo que aos jatos me inundava. Eu tinha feito aquele homem maravilhoso ter prazer e meu corpo fez questão de gozar junto com ele me invadindo em um inesperado e intenso ímpeto de um orgasmo delicioso, rápido, mas delicioso.

A partir daí a Bela saia para a sacanagem com sua priminha Ângela e nós ficávamos de sacanagem por toda casa. A cada instante aquele homem conseguia me surpreender, me ensinava novas fontes de prazer e arrancava de mim meus maiores prazeres e eu estava viciada.

Era o nosso último final de semana e eu já estava triste. Bela saiu cedo na manhã de sábado e, para minha surpresa, até me convidou, claro que eu não ia.

Elas saíram e ele com muitas promessas de me manter feliz e satisfeita foi me enchendo de carícias. Nós não tínhamos pressa. Elas demoravam, iam fazer o mesmo que nós, por que ter preocupações?

Naquele dia ele escolheu o banheiro. Me levou para o chuveiro. Eu louca para trepar com ele e ele me dando um delicioso e carinhoso banho. Logo sua boca, sua língua, seus dedos me excitavam e eu ficava cada vez mais gulosa daquela enormidade que eu queria só para mim. Na verdade aquelas férias estavam tão deliciosas que jamais poderia dizer que Felipe era uma vingança contra Pedro. Eu tinha esquecido dele, ele não fizera falta, eu não estava com saudades.

Felipe me abraçou por trás e entre carícias foi me invadido a vagina que ainda se sentia arrombada a cada oportunidade de prazer. Escutei o portão da garagem abrindo e Felipe nem se abalou.

De repente tudo mudou. Pedro chama por mim logo na entrada. Nesta hora ele sai da minha vagina e começa a forçar a entrada no meu cuzinho. Eu queria responder ao Pedro que estava tomando banho, mas esta fase sempre dói um pouco e eu estava ofegante, como responder?

Pedro bate na porta do banheiro perguntando se eu estava lá. A pica enorme já tinha vencido a primeira resistência e agora se alojava inteira em mim. Com Felipe inteiro enterrado em meu cuzinho fingi surpresa.

— Pedrinho!

— Pergunta o que ele está fazendo aqui. – Felipe me orientava.

— O quê... – a pausa foi maior do que devia, faltava fôlego pois Felipe estava me estocando deliciosamente – você está fazendo aqui?

- Nós não desmanchamos? – Ele seguia murmurando em meu ouvido me causando arrepios.

— Não desmanchamos?

— Nunca, eu te amo querida, sai logo daí!

— E se eu estivesse com outro homem no banheiro? – Felipe sugeriu, beliscou os bicos do meu seio enquanto a outra mão surrava meu grelinho me deixando a dois passo do paraíso.

— Se tivesse um cara... – tomei fôlego, meu corpo já queria estremecer e se entregar ao prazer – tivesse tomando banho comigo?

— Você também me ama, você jamais faria isso comigo.

Felipe era agora o meu demônio, e eu estava adorando aquela tentação.

— Conta a ele que você está gozando agora, mas deixe ele perceber que é verdade.

Eu não ia fazer aquilo. Eu não podia descer tanto, ceder tanto. Bela chamava por Felipe. Ela ia notar que ele estava comigo. Não sabia o que fazer e tanta pressão, as estocadas fortes e longas, as palmadas no grelinho me fizeram gozar e, sem que eu conseguisse conter, um gemido seguido de um gritinho gutural anunciaram – agora sim – o meu mais intenso gozo e meu ouvi falando:

— Estou gozando com meu macho, meu corninho babaca. Estou gozando muito.

— Agora não fala mais nada. Deixa ele ficar doido, só sai daqui a uns dez minutos.

Eu não tinha condição de falar nada quando ele me largou caí mole no chão do box. Depois que ele saiu, com facilidade, pela janela, segui o roteiro sugerido.

Pedro lá fora parara de esmurrar a porta. Chorava. Estava colado nela. Aquilo estava me machucando. Aquilo e uma imensa culpa. Como eu conseguiria contar a ele que sua falta de confiança era merecida. Eu era uma puta, uma vadia, uma safada como Ângela e Bela. E, o que é pior, estava feliz por isso. Alguns minutos depois Felipe bate na porta e manda eu sair logo que meu namorado está chorando sentado na porta do banheiro.

Ouço Bela correr para Felipe perguntando onde estava.

— Você não está vendo? Comprando cervejas para nossos visitantes. Ainda bem que ele avisou que estava chegando.

Felipe sabia de tudo. Não me contara nada. Planejara cada passo, o safado. Queria ficar com raiva, mas fora deliciosa a mistura de adrenalina com todo prazer.

Tudo se resolveu. Mas algo me deixou intrigada. Eu estava realizada, tinha gozado maravilhosamente com Felipe. Mas ao abrir a porta me vi agarrada por um namorado desesperado que estava dizendo para não deixa-lo que ele me perdoava, perdoaria tudo e qualquer coisa, que nem queria saber.

Ainda agarrado a mim falou alto:

— Pode sair camarada. Está tudo certo.

— Você tá maluco? Que camarada você está mandando sair?

— Você, você, você – ele gaguejava em desespero, sem conseguir falar o que seu pensamento mandava – você não estava...

Ele parou implorando ajuda com o olhar. Percebi que sexo é sexo e amor é amor. Definitivamente era a Pedro que eu amava. Sabia que jamais resistiria a um chamado de Felipe, mas casaria com Pedro, ali, naquela hora, enquanto ele me perdoava e ficava feliz de pensar que eu só estava castigando ele. De certa forma eu estava, mas ele nunca imaginou como e o quanto foi bom castigá-lo.

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Comentários

14/11/2017 10:17:08
O início indicava que seria mais um conto com a temática da traição como milhares de outros. Mas o relato ganhou densidade e uma tensão erótica crescente até os últimos momentos. Parabéns pelas fabulosas descrições
13/11/2017 19:57:16
Adorei este primor de relato, muito bom. O Pedro mereceu o troco, afinal estava se engraçando com a vizinha. Enquanto eu lia seu relato, as imagens dos fatos vinha na minha mente. Nota máxima pra ti... Publiquei há pouco um novo conto. Visite-me novamente. Beijinhos adocicados.
13/11/2017 18:16:46
Muito bom, parabéns !!!

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