Casa dos Contos Eróticos

MINHA PRINCESA É UM PRÍNCIPE 👑 (cap 7)

Autor: METH
Categoria: Homossexual
Data: 06/11/2017 17:46:43
Última revisão: 07/11/2017 19:46:17
Nota 10.00
Ler comentários (4) | Adicionar aos favoritos | Fazer denúncia

MINHA PRINCESxA É UM PRÍNCIPE - 7 | Descontrole

de meth

Meu corpo afunda num estrondo na piscina do colégio após meu professor ter apitado. Eu estou completamente feliz pela decisão de Arthur em aceitar meu convite para me ver nadar, o que exigiu que ele faltasse à aula de Sociologia. Por essa razão nado com vontade até o fim, voltando no sentido contrário em segundos rápidos — surpreendo a mim mesmo.

Gabriel, o desprezível garoto que infelizmente representaria nosso colégio comigo, seria o próximo a pular. Pelo menos ele não se rebaixou a ponto de querer uma briga a murros como pensei que fosse fazer depois de enfrentá-lo na semana passada, embora olhasse torto para mim todas as vezes em que nos cruzávamos no corredor.

Subo quando termino a corrida na água e ouço o time de encerramento no relógio do professor.

— E aí? Fui bem? — arfo, buscando a toalha abaixo do meus pés. Limpo meu rosto para enxergar melhor.

— Dezesseis segundos — ele diz, a voz orgulhosa. — Quase iguala ao seu recorde, mas temos que dar um desconto. Afinal, é sua primeira corrida hoje.

Sorrio e lanço meu olhar para a arquibancada, erguendo um gesto de vitória para o menino que tanto está me fazendo saudável esses dias. Arthur ri, acenando de volta com uma alegria igual à minha.

— Gabriel, é sua vez — chama Dennis.

Gabriel se levanta de seu ciclo de amigos sem graça e se encaminha até a borda da piscina, enquanto eu vou onde Arthur está. Seu look é tão impecável quanto ele: calça jeans justa e rasgada acima dos joelhos, camisa branca sob outra em xadrez e um gorro azul escuro na cabeça — que agora já não tinha mais aquela faixa cobrindo sua testa.

— Licença, é aqui que fica a Beleza Tour? — pergunto educavelmente para ele com ambas as mãos para trás.

— Aqui mesmo, por quê? — Ele segura um riso.

— Nada, eu só queria saber se ainda posso comprar meu ingresso para entrar.

Arthur revira os olhos, dessa vez gargalhando.

— Você sabe que já é de casa, Nick — diz ele.

Dou um sorriso e me sento ao seu lado, enxugando meu rosto com a toalha.

— Preparado para o campeonato? — pergunta. — Sei que está bem perto...

— Pois é — suspiro. — A gente nunca está, mas eu me garanto na vencida.

— Eu torço por você. — Ele me observa atentamente por um tempo. — Hum... Nick... Minha prova de Genética é sexta-feira agora.

Levanto as sobrancelhas. Faz sentido, pois o conteúdo que estávamos estudando praticamente chegou no fim, coincidindo exatamente com a data da prova de Arthur. Eu só não fico feliz por uma coisa: não poderei mais ir na sua casa, e não sei se ele vai querer falar comigo com a mesma frequência depois. Isso me deixa triste e solitário.

Me deixa sem vida.

— Agora é minha vez de perguntar: você está pronto?

— Com um professor como você pegando no meu pé o tempo inteiro — ele diz sorrindo —, é impossível não estar.

Abro a boca para falar mais alguma coisa — que eu iria sentir falta da sua companhia quando fosse acabar os estudos —, mas Dennis me chama pelo apito, me desnorteando completamente.

— Vai lá, eu espero você.

Assinto um pouco relutante e retorno à piscina, infeliz ao saber que a pequena parte da minha vida onde Arthur se encaixou está mais próximo do fim do que eu imaginava.

👑

Aperto a campainha na casa de Arthur após sair do colégio, e uma garotinha de olhos verdes e cabelo trançado abre a porta para mim, sorrindo abertamente. Não tem como resistir aos encantos dela.

— Thur, o menino do sorriso lindo está aqui! — ela grita, correndo até o fim do corredor, onde acaba se esbarrando no irmão. Também sorrio pelo comentário.

A garotinha o abraça pelas pernas, e Arthur me paralisa — mais uma vez — simplesmente pelo fato de surgir com seu rosto desconcertador.

— Vem. — Ele faz um gesto para que eu entre. — Calma aí, sapequinha, eu preciso estudar agora... — diz para a irmã, fazendo cócegas em sua barriga para que ela o largue.

Eu me aproximo deles e a menina fica me olhando com avaliação, o rosto amistoso e meigo.

— Olá — a cumprimento, me ajoelhando para ficar ao nível dela. — Então você é linda Kelly?

Ela faz que sim com a cabeça; em seguida compartilha um olhar entre Arthur — que segura sua mão em pé — e eu, seus olhos, tão chamativos quanto os do irmão, cintilando.

— Você que é o namorado do Thur? — pergunta, com algum tipo de esperança na voz que me faz acreditar que ela quer uma resposta afirmativa.

O rosto de Arthur queima no mesmo instante, intensificando sua reação ao arregalar os olhos em completa surpresa. Eu abro a boca — internamente me imaginando dando pulos de alegria no ar —, sem saber o que dizer.

— Hã... Kelly, você não q-quer ver onde está a mãe para mim? — o irmão pede, fugindo da conversa.

Ela parece se desanimar com o pedido de Arthur, mas não resmunga ou insiste em querer saber qual seria minha resposta. Em vez disso, Kelly solta a mão dele e, com uma risadinha, rodeia seus pequeninos braços ao redor do meu pescoço, onde eu acabo retribuindo.

— Cuide bem dele, tá? — diz afavelmente. — Meu mano é muito importante para mim.

Ah, se ela soubesse que poderia dizer o mesmo, só que emocionado...

Kelly desgruda do abraço e sai pulando exatamente como eu havia me visto no pensamento, feliz como se a vida só girasse em torno de coisas boas. Me levanto logo após, pondo uma mão no bolso do short e apertando meu queixo com a outra enquanto sorrio sem parar.

— Ela é um amor de pessoa — a elogio para ele, não conseguindo interromper a minha mente de pensar no "namorado".

— Normalmente ela é mais legal quando está com a boca fechada, o que só acontece quando dorme ou come. — Ele ri, caminhando comigo até seu quarto. — E às vezes quando não quer ir para o colégio, então minha mãe já sabe que algo está errado com ela. Mas assim que minha mãe a deixa ficar em casa, Kelly volta a tagarelar.

Pela primeira vez eu não interpreto as falas de Arthur com a mesma facilidade de antes, pois eu só fico observando o movimento de seus lábios vermelhos subindo e descendo. E quanto mais ele fala, menos eu presto atenção. Acho que "hipnotizado" seria a palavra certa para me definir agora.

Acho que deveria haver uma regra às pessoas que abusam tanto de sua beleza, mesmo sabendo que o caso de Arthur está longe de ser proposital.

— ... até ontem, acredita?

Ele olha para mim sorrindo.

— Hum? O que foi? — pergunto, confuso.

— Nick, você está bem? — Ele estreita o olhar. — Parece distraído...

Suspiro, achando graça introspectivamente pelo fato do causador da minha distração me acusar de estar distraído.

— Não, eu só estou cansado por causa da natação — minto, porque nunca poderia estar cansado perto dele.

— Então você quer deixar os estudos para lá? — propõe. — Eu posso estudar soz...

— Não, que isso — digo rapidamente. Eu não estou louco a ponto de não passar este dia com ele, ainda mais sabendo que estamos quase encerrando as aulas de reforço. — Eu vou ficar, não se preocupe. A não ser que você me mande embora.

Uma sobrancelha sua é levantada quando ele abre seu quarto.

— Bobo. Venha.

Rio e entro em seu quarto iluminado pelas estrelas que se destacam em seu teto de vidro. É definitivamente uma das mais belas cenas que já vi, perdendo apenas pela primeira posição — que é ver Arthur.

👑

Eu estava tão concentrado na revisão que passei para Arthur que ultrapassei do horário imposto pelos meus pais — que se limitava às 23 horas. Ao ver o relógio no meu celular, levanto-me num pulo, totalmente assustado.

— Meu Deus! — exclamo, apertando meu cabelo. — É hoje que eu morro!

— Por quê? O que foi? — Arthur me pergunta, tão assustado como eu.

— Já vai passar da meia-noite e eu ainda estou aqui — explico. — Caramba...

Começo a colocar meus livros e cadernos na bolsa rapidamente. Droga, droga, droga!

— Calma, Nick! — conforta ele. — Escuta, por que você não dorme aqui?

Paro de guardar meus materiais e olho para seu rosto desafiadoramente lindo, meu interior encontrando a fórmula para a felicidade.

— É sério?

— Sim.

— Mas e sua mãe? — Eu já estou prestes a me estrangular por ainda criar obstáculos, sabendo que não é isso o que eu quero perguntar.

— O que tem ela?

— Ela não vai brigar?

Arthur sorri e se levanta também.

— Nick, minha mãe adora você! Eu nem preciso avisá-la, porque obviamente ela deixaria.

Demonstro um rosto igual a uma criança quando vai à seção de brinquedos no shopping.

— Tá — digo com maciez. — Só vou dar um telefonema para minha mãe.

— Okay. — Ele pega os livros acima do sofá de sua sala. — Esperarei você no meu quarto.

👑

Arthur está ajeitando a cama depois que eu avisei meus pais que iria dormir na casa de um amigo, quase escapando dos meus lábios a palavra que Kelly se referiu a nós. Acho que estou tão conectado ao o que ela disse que não consigo pensar com clareza.

Ele usa um short fino vermelho escuro e uma camisa branca sem as mangas, de modo que pela primeira eu visse suas pernas à mostra. O cabelo loiro dele está com o topete que eu tanto gosto, dessa vez para trás, e não para o lado como ele sempre faz.

— Você não se importa de dormir na mesma cama, se importa? — questiona, mordendo a boca enquanto segura o lençol.

Deixo minha bolsa no chão, trazendo apenas meu celular e fone de ouvido comigo.

— Não, Thur. — Na verdade, dormir com você seria uma dádiva, e eu só me importaria se não dormisse ao seu lado, martela meu pensamento.

Ele assente e liga a central, sentando-se na cama. Suas esmeraldas ficam me observando ficar em pé. Decido sentar ao seu lado também, um gesto que me causa uma gelidez no coração, apesar de aparentemente não ter ocorrido o mesmo com Arthur.

Abro meu aplicativo de música e dou um dos lados do fone para ele com o rosto tímido.

— Quer ouvir comigo? — pergunto. — Baixei Flashlight.

Ele abre um sorriso grandioso, pondo o fone em seu ouvido numa rapidez que me faz rir. Coloco a música para tocar e levanto meu rosto para o teto, fitando a constelação que tanto deixa o céu embelezado.

E então Arthur encosta sua cabeça no meu ombro, uma atitude que me torna uma estátua, sem saber o que fazer; tenho medo de me mexer e acabar assustando-o, pensando que eu não estou confortável com isso. Faço exatamente o que meu coração manda e rodeio minha mão nas suas costas, apertando-o mais ao meu lado. Ouço-o suspirar, e felizmente ele não retira meu braço dali.

Após repetir a música algumas vezes, sempre refrescando a tradução que eu li, Arthur pega no sono e dorme tranquilamente no meu ombro. E, se ontem eu imaginei a respiração dele por telefone, agora eu a sinto — suave e gelada.

Viro meu rosto para ele, sem acordá-lo, e repouso um beijo em sua testa — outro gesto no qual eu nunca fiz com garotas —, deitando-o delicadamente na cama em seguida. Retiro o fone de seu ouvido devagar, guardando meu celular acima de sua cômoda.

Uso um dos lençóis finos que ele distribuiu em uma pilha e o cubro, uma linda vista me desequilibrando em fração de minuto. Provavelmente ele iria rir do meu rosto boquiaberto, ainda sem saber que eu estou agindo assim porque ele me tira toda a respiração.

Pego um cobertor largo de tecido confortável para mim, desligando a luz de seu quarto e deitando-me ao seu lado depois. Mexo em seu cabelo como última coisa que faço, e me pego dormindo ao sentir os fios loiros e macios de Arthur entre meus dedos.

👑

Acordo no meio da noite.

Dou de cara com as estrelas carregadas de fulgor acima de nós, uma piscando mais forte que a outra. Deve ser ótimo acordar na madrugada e se deparar com a beleza lunar da natureza te dando as boas-vindas.

Mas melhor ainda é encontrar Arthur deitado na mesma cama que eu, os cílios espessos fechados e o peito subindo e descendo constantemente. Ele é um anjo até dormindo.

Ergo minhas costas, agora sentado, e observo ele até cansar — ou seja, eu não desvio o olhar em momento algum. Como se soubesse que eu o estou vendo, Arthur abre os olhos lentamente, encontrando os meus. O verde deles quase não aparece diante da ausência da luz.

Ele sorri, ajeitando-se para me ver melhor, os lindos dentes voltando a iluminar tudo.

— Não consegue dormir? — pergunta quase num sussurro.

Balanço a cabeça, concordando.

— No que você está pensando?

Fico quieto um minuto, mas não desvio minha atenção dele. E então respondo a mais pura verdade:

— Em você.

Suas sobrancelhas se erguem, a boca um pouco aberta. É beleza demais para mim.

Ponho uma mão no pescoço dele e inclino meu corpo ao dele, realizando o tão inquietante desejo que minha mente me lembrava todos os dias e beijo-o com vontade, como se não fizesse isso há anos.

Imprenso meu peito no seu, alegre ao saber que Arthur retribui levando sua mão à minha nuca e me puxando para colar nossos corpos. Nossas línguas dançam sem parar, descendo o tão delicioso gosto dos lábios dele na minha garganta. Que boca gostosa é essa?

Trago-o para meu colo e ponho uma perna em cada lado do meu quadril, beijando seu pescoço, queixo, até mesmo o lóbulo de sua orelha incontrolavelmente. Pouco me interessa se esse é o estopim para minha declaração de homossexualidade. Eu só estou me importando com minha felicidade, que está aqui comigo.

Quando eu começo a perder o controle com seus tão irresistíveis toques, um clarão atinge minha visão...

👑

... e eu percebo que meu beijo não passou de um sonho.

👑

___

Gente, este capítulo dá ódio até em mim mesmo por causa do final! 😢 E vocês? O que acharam?

Por favor deixem seus votos e seus comentários, quero saber o que vocês estão achando da história do nosso casal...

Bom só um detalhe sobre o doce Arthur... Bom pessoal o Arthur não é fraco, medroso ou covarde.... Essa coisa dele fugir das pessoas de não reagir é de sua natureza pois ele é um jovem puro sem maldade e sem ódio e quando não há ódio os outros não pdem te atingir outro detalhe é algo que envolve Arthur e que é o enredo de toda essa história.. Por tanto continuem acompanhando a história e vamos descobri o furuto do casal mais lindo e romântico desse site...

— meth

___

Comentários

07/11/2017 01:03:28
Ainnn que raiva kkkkk ta otimo o conto. ❤
06/11/2017 23:06:32
Quanta maldade 😢😢 poderia ser real, to quase batendo no nick por não se declara logo pro arthur,mds quanta angústia, continua logo.
06/11/2017 21:43:13
😂😂😂 fui trouxa
06/11/2017 18:34:34
PELO AMOR. ISSO NÃO PODERIA TER SIDO SONHO E SIM A MAIS PURA REALIDADE. VC FOI HORRÍVEL. MUITO ESPERTINHA A IRMÃ DE ARTHUR. GOSTEI DELA. MUITO FRANCA, ESPONTÃNEA. AH, SE TODOS FOSSEM ASSIM, SEM MALDADE COMO ELA.

Comente!

  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.