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MINHA PRINCESA É UM PRÍNCIPE 👑 (cap 6)

Autor: METH
Categoria: Homossexual
Data: 05/11/2017 21:15:27
Nota 10.00
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MINHA PRINCESA É UM PRÍNCIPE

Cap.:6 Eu digo meus sonhos a você

de meth d'villa

Continuação...

Nos dias seguintes, eu já estava mais saindo com Arthur do que com o ciclo de amizade que eu tanto andava. É claro que eu os via, mas normalmente era em momentos em que nossas aulas batiam, e não em horários que marcávamos depois do colégio.

Fill estava faltando algumas vezes por conta da sua nova namorada, algo que eu entendi perfeitamente. Ele era o único dos meus três amigos que não jogava piadas sobre Arthur e eu, enquanto os outros não desperdiçavam oportunidades para zoar comigo todas as vezes em que me viam. Eu ria pelas brincadeiras, mas internamente eu não estava me importando.

— Às 18:30 hoje? — pergunto com o sorriso mais largo após abraçar Arthur no corredor.

— Às 18:30 — confirma, acenando na minha direção ao mesmo tempo em que entra na sua sala.

Fico parado até vê-lo se ocupar em sua carteira, mas só consigo sair mesmo do lugar quando o sino me obriga. Vejo Jones saindo de sua sala, percorrendo os olhos pelos corredores e encontrando os meus, onde parece se sentir aliviada. Acho que ela estava procurando por mim.

— Nicholas, eu preciso falar com você. É breve, não se preocupe.

Assinto e vou com ela à diretoria. Nós não entramos; apenas ficamos do lado de fora, o que significava que nossa conversa seria mesmo curta.

— Fizemos uma monitoria com alguns alunos da sala de Arthur para separá-los em grupos — começa ela. — Como muita gente ficou de exame final em Genética e a prova será daqui a duas semanas, o colégio convocou um professor de reforço.

Franzo a testa, já sendo dominado por aquela sensação horrível de que alguma coisa não vai dar certo.

— Então não precisa mais ensinar Arthur, tudo bem? — pergunta. — Mas eu espero que não volte a aprontar mais. — Ela sorri para depois voltar a andar para onde quer que fosse.

Meus olhos tornam-se ofuscados um segundo depois, pois eu estava ciente de que minha alegria que tanto me fez bem durante essas semanas foi por água abaixo. Não, isso não, por favor...

Como se minha vida dependesse disso, viro meu corpo para Jones e digo:

— Não.

Ela olha para mim, sem entender.

— Quer dizer, não precisa contratar ninguém. — Regulo a respiração que me sufoca. Não quero perdê-lo! — Eu posso ajudá-lo. Eu sei que posso.

Eu já esperava que ela fosse me questionar o porquê do meu desejo estranho, então eu já me posiciono a respeito:

— Sem contar que ele está entendendo tudo. Pode perguntar dele. Ele é inteligente.

— Nicholas — ela sorri —, eu sei que seu castigo foi obrigar você a fazê-lo passar na matéria, mas eu exagerei. Não reprovarei você. Eu só achei que... um professor pudesse ser útil.

— Por favor — peço, o rosto idêntico a um cachorro sem dono. É a primeira vez em que não atuo com essa expressão.

A senhorita Jones volta a caminhar até mim, dessa vez devagar.

— Eu não entendo — ela admite, balançando a cabeça. — Por que quer tanto ensiná-lo?

— Porque... porque... — Suspiro e recomeço: — Porque ele é uma pessoa melhor do que eu imaginava ser. Ele me faz puro. Ele tira toda a minha maldade, e isso é uma coisa que ninguém conseguiu fazer. Andar com Arthur me faz bem.

Jones arregala os olhos por uma fração de segundo; depois assente após pensar, voltando a me dar vida.

— Certo. Pode prosseguir, então. — Ela sorri de novo.

— Obrigado. Eu dou minha palavra de que vai valer a pena.

👑

Por conta da minha segunda chance que Jones me deu, transbordei alegria o resto da tarde. Soube até responder questões sobre forças magnéticas que meu professor perguntou na aula de Física — no último tempo —, e até mesmo ele olhou para mim como se não acreditasse que abri minha boca para falar algo que prestasse.

— Então vocês estão estudando mais do que Biologia? — questiona Fill quando saímos juntos do laboratório.

— Sim, inclusive a parte do Necrotério, para eu cuidar do corpo de Gabriel quando eu matá-lo por conta própria.

Fill ri alto.

— O que foi que ele fez dessa fez?

Antes de responder, percebo que o motivo é por causa de Arthur, e eu não saberia dizer sem denunciar que eu estou amando passar meu tempo com ele.

— Nada que eu possa resolver — murmuro.

— Hum... Vai à casa de Arthur hoje? — Ele já o puxa do meu pensamento e o coloca na nossa conversa.

— Vou. Por pouco eu deixo Jones anular meu estudo com ele — comento. — Ela contratou um professor para ajudar todos que precisam de reforço, mas eu não quis deixar Arthur entrar na lista.

Fill ergue seu olhar ao meu.

— Esse garoto realmente mudou você. Parece até que são... — Ele para de falar, apesar de eu já saber do resto. — Melhores amigos.

Rio nervoso e fito o chão, sem dizer mais nada. Melhores amigos? Acho que não. Talvez seja o que ele insinuou antes.

Talvez seja algo maior que isso, mas não sei nomear.

👑

— Você é doido, Nick! — diz Arthur quando eu disse sobre Jones em sua casa, rindo.

— Me desculpe. Se você quiser me trocar pelo professor...

— O quê?! Bobo, claro que não. Só estou surpreso. — Ele me pega num abraço, algo que estava ficando normal cada vez que passávamos os dias juntos. — Isso merece um brinde. Fique aqui, eu vou pegar bebida para nós.

— Refrigerante, você quer dizer?

— Com certeza. — Arthur sorri e sai do quarto logo em seguida.

Fico sozinho. Bem lentamente, ando pelo seu quarto e percorro meus dedos no armário dele, onde continha os livros de ficção e romance que ele lia frequentemente. Haviam colunas empilhadas em categorias de 1 a 5, e eu suspeito que seja a ordem de sua preferência.

Pego um livro de material fino e analiso a capa, que dizia Simplesmente Acontece, onde um casal está se abraçando. Começo a ler a sinopse distraidamente, chegando até a me entreter. Ao terminar, ponho-o no lugar e retiro outro, agora intitulado PS.: Eu te amo, coincidentemente da mesma autora. Não me admira Arthur ser tão romântico.

Ele abre a porta justamente na hora em que eu termino de ler o que dizia atrás, trazendo uma bandeja com nossas bebidas e pizzas.

— Você também gosta de ler? — me pergunta, olhando para o livro nas minhas mãos.

— Não, eu só... queria ver. Espero que não se importe.

— De forma alguma. — Ele põe nosso lanche na cômoda e se aproxima de mim. — Acho eles incríveis. Os escritores. Eles conseguem te tirar de sua própria vida e te fazer entrar na dos personagens.

Enquanto Arthur observa o livro que estou segurando, eu fito seu rosto angelical, estruturando sua fala no meu pensamento. A forma como ele fica distraído pelas características do livro me causa uma sensação tranquila, calma, como se meus problemas não existissem mais.

— O meu sonho é publicar um livro, sabe? — diz ele olhando para mim quando eu coloco seu livro no armário. — Sempre desejei ver meu nome no topo do Times, não por causa da colocação em si, mas porque isso significa que muita gente também saiu de seu mundo e embarcou na vida que criei no papel.

— Você já tem uma história pronta?

— Já. Inclusive eu já estou escrevendo uma nova à mão. Acho que já estou na 73° página. Mas não sei se teria capacidade para...

— Não diga isso, Arthur — peço, franzindo o rosto. — Você pode conseguir tudo o que quer, e ninguém vai te impedir disso.

Arthur mostra um sorriso generoso.

— Obrigado, Nick, mas eu tenho um sonho um pouco diferente dos outros autores em relação à escrita. — Ele faz uma pausa. — Eu gostaria de publicar meu livro com minha caligrafia.

Ergo as sobrancelhas, admirado com a ideia diferente que ele pensa.

— Eu sei o que você vai dizer. Que é um desejo sem nexo, não é?

— Aí que você se engana — digo. — Ler um livro com sua escrita à mão seria um brilho nos olhos de quem fosse ler.

Ele me olha detalhadamente, percorrendo sua visão em todo o meu rosto.

— É sobre o que, a história? — pergunto.

Arthur balança o rosto em negação, o sorriso fofo evidente, como se não quisesse que eu soubesse do conteúdo de seu livro.

— Acho melhor você não saber.

— Tem medo que eu o plagie? — brinco.

— Não, não é isso. — Ele ajeita o cabelo para trás, um ato dele que eu percebi indicar timidez. — Hã... Outro dia, tá bom? Outro dia eu o mostro a você.

Fico encarando-o fixamente, mostrando uma expressão que fingia estar zangado.

— Contém erotismo, não é? — tento.

— O quê?! — Ele ri alto, suas lindas esmeraldas piscando. — Passou bem longe.

— Tá bom, tá bom. Desculpe. Eu não vou mais insistir.

Arthur estreita os olhos, na certa não acreditando no que eu afirmei.

— Só não se esqueça de mim quando fizer sucesso com seu livro — digo divertidamente, pondo as mãos no bolso da calça.

— Pode deixar.

👑

Assim que chego em casa, conecto o cabo do meu celular no notebook e vou ao Google pesquisar por algum aplicativo de música eficiente e rápido. Baixo o primeiro que me agrada e, após o download, coloco "Flashlight" na barra de buscas. Ponho a música para tocar no computador e deixa-a na opção para repetir, enquanto abro meu Facebook para tentar encontrar Arthur.

Ao encontrar o perfil dele, meu coração pulsa mais rápido e mais um sorriso enorme rasga meu lábio. Ele é mesmo lindo!

Peço a solicitação de amizade, mas não paro por aí: vou às suas fotos e olho uma por uma, sempre recebendo um tipo de alegria ao ver seu rosto em diferentes posições

Peço a solicitação de amizade, mas não paro por aí: vou às suas fotos e olho uma por uma, sempre recebendo um tipo de alegria ao ver seu rosto em diferentes posições. Até mesmo nas fotos em que ele está acompanhado por pessoas eu só consigo prestar atenção nele, como se seus amigos estivessem com borrões nas faces.

Uma notificação logo aparece avisando que ele aceitou ser meu amigo. Ao clicar nela, admiro mais uma vez sua foto de perfil e — loucamente pensativo — a salvo na minha galeria como "<3". Na mesma hora meu celular toca, um número desconhecido surgindo na tela, o que me faz imediatamente atendê-lo com a esperança de que fosse Arthur me ligando.

— Alô? — digo quase sem voz.

— Oi. Decidi retribuir o favor te ligando, já que você me encontrou nas redes sociais.

E é ele. Minha pulsação torna-se indiferente, obrigando meu corpo a se levantar da cadeira e caminhar sem rumo definido pelo meu quarto.

— Ah. — Sorrio, mesmo que ele não me veja. — Como encontrou meu número?

— Está escrito nos dados de seu perfil.

— Hum... — murmuro em compreensão. — E eu pensando que você havia me ligado para finalmente falar sobre seu livro.

Escuto a risada suave dele e, se eu me concentrasse profundamente no meu cérebro, poderia sentir o cheiro de seu hálito doce no meu nariz.

— Ainda não, bad boy. Mas tem uma coisa que eu queria falar.

— O quê?

— Jones me ligou assim que você saiu de casa hoje — diz Arthur. — Ela disse que não havia outro jeito de me ensinar se não fosse pelo novo professor, então ela cortou você, Nick. Eu sinto muito, mas amanhã você não precisa vir aqui, tá bom?

Todos os meus traços que me faziam feliz são evaporados tão rápido quanto haviam chegado, causando até uma queimação nos meus olhos. Mas por que isso? Ela não havia concordado em me deixar ajudá-lo?

— Nick, você está aí?

Engulo em seco, perdido nas minhas próprias falas.

— Hã... Estou. Desculpe, o que foi que ela disse?

Ele fica mudo um segundo.

— Hey, eu estou brincando, Nick. — A voz dele encontra-se animada de novo. — Não me mate, por favor. Eu só queria ver sua reação.

Solto o ar e fecho os olhos, tornando a sorrir. Levo até a mão no peito, percebendo o quanto os batimentos cardíacos se elevaram pela falsa revelação dele.

— Que susto, Arthur! — exclamo aliviado.

— Agora sou eu quem peço perdão. Opa, Kelly — Arthur provavelmente está falando com alguém próximo a ele. — Mana, eu estou ocupado. — Percebo que ele afasta o telefone do ouvido. — É só um minuto, Kelly. Depois eu falo com você, tá?

Escuto o resmungo de uma garotinha do outro lado.

— É minha irmã caçula — explica Arthur. — Ela chegou de viagem ontem da casa da tia. Está energética demais.

— Eu gostaria de conhecê-la — digo.

— Ah, ela também. — Ele ri. — Ela está vendo suas fotos no Facebook agora e está babando por elas. Ela acabou de dizer que você tem um sorriso lindo... E agora que você é lindo...

Acho graça, mas sentindo as bochechas corarem de leve. Me questiono se o vermelho no meu rosto se intensificaria caso eu ouvisse esses elogios vindos do próprio Arthur.

— Eu vou colocá-la para dormir, senão ela não vai acordar amanhã cedo para ir ao colégio.

— Tudo bem. Eu vejo você amanhã, então. — Volto a sentar na cama com meu notebook ainda aberto no perfil de Arthur. — Boa noite, Arthur.

— Para você também, Nick. Tchau. — Ouço de novo sua respiração antes de ele encerrar a ligação.

Gravo seu número no meu celular e uso a foto que salvei do computador em seu contato. Espero que ele não veja isso.

Me deito na cama, trazendo o notebook ao meu lado e deixando-o ligado até cair no sono. Fecho os olhos tranquilamente ao saber que, de alguma forma, um olhar verde e brilhante está me observando dormir.

👑

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Quando vocês estão apaixonados, vocês enxergam o mundo como Nick? É uma das melhores sensações, não é? Parece que sua vida gira em torno dessa pessoa...

Enfim, espero que estejam gostando deste romance e que tenham se identificado de alguma forma com ele. ♥

— Meth d'villa

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Comentários

06/11/2017 18:19:24
Por favorrr cadê o capítulo 7...kkk conto maravilhoso
06/11/2017 17:19:05
Pessoal muito obrigado por seus comentários, fico muito feliz em saber que vocês estão gostando e isso me dá ânimo pra seguir em frente e da vida a cada capítulo... Não posso falar nada pra não perder a graça, mais posso dizer que vocês vão se Emoçionar muito com a história de amor de Nicolás e Arthur. Uma história que vai marcar vocês...
06/11/2017 16:37:37
Tão eu quando tô apaixonado kkkk Fico igualzinho o nick, falando da história vejo muito verdade nos sentimentos do nick em relação a Arthur. E o bom em tudo isso é que nick não estar lutando contra esse sentimento, muito pelo contrário ele está aceitando muito bem que sabe que o Arthur é muito especial... Tô amando essa história não acho o Arthur muito ingénuo muito pelo contrário me parece que ele é muito fofo mesmo, inocente e com um coração muito puro ou talvez haja algo por trás de toda essa doçura... Talvez ele guarde um segredo, só acho não.. Parabéns meth sua história está maravilhosa tô amando cada capítulo, me apaixonei pelo nick e Arthur.... Espero que eles Superem todos os problemas que vierem juntos um ao lado do outro. Ancioso pelo próprio capítulo. Abraços do kaius.
06/11/2017 01:23:50
Muito perfeito, nick ta pior que eu apaixonado ta muito meloso mds kk muito bom so quero ver eles juntos o.mais rapido possível
06/11/2017 01:18:10
Perfeito!
06/11/2017 00:51:23
TODO APAIXONADO FICA BOBO. MEIO VIVO MEIO MORTO. MAS NÃO EXISTE OUTRA FORMA DE SE CHEGAR AO AMOR SEM ANTES PASSAR PELA PAIXÃO.

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