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O DELEGADO e O PRISIONEIRO (cap 15)

Autor: Kaius Cruz
Categoria: Homossexual
Data: 12/10/2017 17:32:36
Última revisão: 12/10/2017 18:31:43
Nota 9.70
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O DELEGADO E O PRISIONEIRO

CAP : 15 - AMOR E SANGUE... ESSE É O FIM?

de KaiusCruz

"I'm so tired of being here

Suppressed by all my childish fears

And if you have to leave

I wish that you would just leave

'Cause your presence still lingers here

And it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal

This pain is just too real

There's just too much that time cannot erase

When you cried, I'd wipe away all of your tears

When you'd scream, I'd fight away all of your fears

And I held your hand through all of these years

But you still have all of me

You used to captivate me

By your resonating light

Now, I'm bound by the life you've left behind

Your face it haunts my once pleasant dreams

Your voice it chased away all the sanity in me"

Evanescence - MY IMMORTAL

*Por Lucas

Meu mundo começa a desabar naquele instante em que vejo o homem de minha vida baleado e morrendo em meus braços. De repente ouço Carol e Jojô correm para onde eu e Guilherme estava caído e gritam:

- Lucas se abaixe!!!!! Tá tendo tiroteio!!!!!

Quando minha vó sai correndo de dentro de casa, depois do barulho de tiro, ela grita:

- Meu Deus ouvir um barulho de tiro!!! Vocês todos estão bem?! Ela então ver Guilherme todo ensanguentado em meus braços e entra em desespero. Minha vó corre em minha direção e ouvimos mais saraivadas de tiros, só que agora de metralhadoras, ela se abaixa e nos abraça, como se tentasse nos proteger, eu e Guilherme de mais tiros. Jojô então grita:

- Lucas!!! Vamos levar ele para dentro de casa agora, senão nós, seremos os próximos a sermos atingidos!!!

Eu e Jojô seguramos Guilherme, que ainda estava meio acordado e sangrando muito e o levamos até a porta de minha casa, Carolzinha abre a porta rapidamente, então todos entramos, ela e minha vó correm em direção ao meu quarto e já preparam a minha cama, então colocamos Gui deitado nela, ele ainda estava meio acordado, então fala:

- Lucas eu te amo... como nunca amei ... ninguém... eu sinto... muito... Ele fala com a voz já falhando. Não meu amor, o meu delegado, estar morrendo...

- Guilherme meu amor... não me deixe... Não me deixa não! Não me abandona não...

- Eu sinto muito... eu... sinto... Guilherme apaga em meus braços.

Levanto de uma vez da cama e o deixo sob os cuidados de minha vó, corro até o carro e mesmo em meio ao tiroteio consigo entrar na Hillux e retiro do porta luvas a arma de Guilherme e seu rádio comunicador. Volto rapidamente para dentro de casa, ativo o rádio e começo a pedir por socorro:

- Alo!!! Alo!! Tem alguém ai?! Tem alguém ai na delegacia?!!!

- Alo! Quem tá falando?! Delegado Guilherme? É você?!

- Não! Aqui é Lucas Araújo!! Com quem estou falando pelo amor de Deus?!!

- Lucas aqui é Luiz Paulo... Mas por que você tá com o rádio de Guilherme?!

- Luiz Paulo!!! Graças a Deus... Falo exasperado.

- O que tá acontecendo Lucas?! Por que você tá assim?!!!

- Luiz Paulo é o Guilherme...

- O que tem o Guilherme?!! O que tá acontecendo?!

- Luiz Paulo o Guilherme foi baleado aqui na Rocinha!!! Ele veio nos deixar, mas quando chegamos começou um tiroteio e ele foi baleado!!! Não sei o que fazer... Me ajude!!! Ele tá sangrando muito e não tá falando... Falo mais desesperado ainda.

- Calma Lucas... Calma Lucas...

- Eu não sei o fazer Luiz, acho que ele morreu... Começo a chorar e Luiz fala:

- Lucas me passa seu endereço que nos estamos chegando ai em no máximo dez minutos! Ok?! Agora eu preciso saber de uma coisa?

- O que? O que você quer saber?!

- Lucas eu estou indo para aí com uma força tarefa... mas preciso que você faça o que vou lhe pedir...

- O que devo fazer Luiz?! Eu estou desesperado... eu não posso perder o amor da minha vida! Eu não vou suportar mais uma perda...

- Lucas você vai verificar onde foi o tiro e ver se a bala saiu ou se ainda estar alojada dentro dele ok?!

- Sim entendi! Vou fazer isso agora...

Me aproximo de Guilherme e o virando de costa, com a ajuda de minha vó, Jojô e Carolzinha percebo que Gui levou uma bala na região das costas e que pelo visto ela ainda estava dentro dele. Quando o viramos mais uma vez, ele acaba acordando novamente e falando:

- Lu... Lucas... eu te amo... meu amor...

- Eu também te amo meu amor!!! Te amo! E você não vai morrer... você prometeu... lembra? Você prometeu me amar... e me proteger... então fica comigo... nos vamos casar! Lembra? Vamos ter três filhos... vamos ficar velhinhos... juntos! Lembra?!

- Lembro... mas não sei se vou aguentar mais...

- Vai você vai... pois eu estou aqui!!! Para sempre... para sempre ao seu lado...

- Eu te amo Lucas...

- Eu sei meu amor... eu sei... agora fica acordado comigo... a ajuda já tá chegando...

Corro para o rádio, dou minhas coordenadas para Luiz Paulo:

- Então Luiz Paulo você entendeu meu endereço direitinho?!

- Compreendi Lucas... e preciso que você prepare tudo, tem 20 viaturas da PF entrando no morro agora... e quatro helicópteros da força tática, que vão dar cobertura para o resgate... preciso que vocês estejam do lado de fora de casa, pois nós vamos descer e resgatar todos em uma operação que não pode ultrapassar os 3 minutos! Você está me entendendo?!

- Sim Luiz... Mas vocês já estão onde ?!

- Lucas nós já estamos sobrevoando a Rocinha!!! Não desliga o rádio, pois vamos usar o sinal para triangular a posição de vocês...

De repente ouço mais barulhos de tiros e helicópteros ouço viaturas e mais disparos, parece que estamos no meio de uma guerra... De repente... silencio, um silencio ensurdecedor. A porta de minha casa é então aberta de uma vez, quando corro para ver o que estar acontecendo, vejo Luiz Paulo e mais cinco policiais dentro de minha casa, com exceção de Luiz, todos os outros estava com capacetes e mascaras que só deixavam seus olhos a vista. Luiz Paulo corre em minha direção então falo:

- Ah Luiz Graças a Deus!!!

- Lucas não temos tempo! Onde estar o meu amigo!??

- Estar no meu quarto, vamos lá?!

Luiz Paulo me segue e junto a eles três policiais, eles entram no quarto com uma espécie de maca, colocam Guilherme em cima o imobilizando, começam a correr para fora de casa com o corpo do meu Delegado imóvel e morto... será que ele morreu? Não! Ele está vivo!!! Para de pensar besteira Lucas... Guilherme é forte e não vai acontecer nada!!

- Lucas seus amigos e sua vó já estão nos helicópteros você precisa vir conosco!! O mundo tá acabando lá fora... vamos!! Fala Luiz Paulo gritando. Eu corro atrás dele e entro no mesmo helicóptero que Gui foi colocado, ao que parece um dos policiais era um para médico, e com o helicóptero já no ar podemos ouvir mais tiros. Do nosso helicóptero, um policial que estava praticamente pendurado para o lado de fora, atirava para baixo com uma espécie de metralhadora, mais e mais tiros, parecia uma guerra, nunca tinha visto algo parecido na minha vida, estava em pânico, não por causa dos tiros, mas por causa do homem que eu amava, que estava ali, ao meu lado, morrendo. No final ele prometeu o que falou, me protegeu... Não Lucas, não pensa no pior! Ele vai ficar bem!! Eu pensava tão alto que chegava a falar... Luiz Paulo me abraça e fala:

- Vai ficar tudo bem com ele... você vai ver! Ele é forte Lucas... e ele ama você... ele não vai nos deixar!!! Fala Luiz pelo fone de ouvidos.

- Vai! Eu tenho certeza... Falo mais afirmando para mim, do que para Luiz. Ele me olha nos olhos e posso ver que ele estava assustado, tanto quanto eu.

Parecia que uma década havia passado quando finalmente pousamos no heliporto do hospital, rapidamente vários enfermeiros e médicos que já aguardavam lá, se aproximam da maca de Guilherme, um médico já examinando e outro encubando meu namorado falam:

- Paciente Guilherme Leão de Albuquerque, tiro nas costas, bala ainda alojada, ferimento grave, batimentos caindo, hemorragia interna, preparem a sala de cirurgia ou o paciente não vai resistir... Fala uma das médicas, então não aguentando ouvir aquilo, corro e abraço Luiz Paulo forte e começo a chorar. Eles levam Guilherme para dentro e nós vamos correndo atrás deles.

De repente um enfermeiro me para falando:

- Senhor... o senhor não pode ultrapassar daqui!!! Fala um dos enfermeiros, então Luiz aparece e me segurando me leva para um dos bancos, nos sentamos e eu começo a chorar. Luiz não fala nada, parece tão absorto naquela situação, quanto eu. De repente minha vó, Jojô e Carolina entram na sala de espera e se juntam a mim. Minha vó senta ao meu lado e me abraçando fala:

- Calma meu neto... Calma... vai ficar tudo bem!

- Mas vó ele tava morrendo... ele tava morrendo... Falo em meio ao choro.

- Calma meu filho... Ele é forte, você vai ver... ele vai ficar bem...

- A senhora acha vó... a senhora acha...

- Tenho certeza meu filho... Fala minha vó, me abraçando e massageando a minha cabeça. Por alguns instantes consigo me sentir seguro, mas logo volto a lembrar do tiro e meu mundo volta a cair.

Eu fico ali, com minha vó, entregue ao desespero e a dor da incerteza. É incrível que em menos de um mês, eu fui quase atropelado, quase apanhei na praia, quase fui abusado por meu patrão, pelo irmão de meu namorado, mas uma coisa era incrível, ele sempre estava lá para me abraçar e me proteger, como se fosse um anjo. Eu não me conformaria nunca, perder Guilherme não era uma opção para mim, pois eu o amava e sei que ele também me amava, o meu mundo naquele momento estava de cabeça para baixo, o medo de perdê-lo não saia da minha cabeça eu estava desesperado, pois me sentia cada vez mais perdido. É como se Guilherme fosse meu porto seguro, a corrente de ligação entre minha terra o paraíso de seus braços...

Já se passavam das três da tarde, quando de repente Marrie e Dr. Marcus adentram com tudo a sala de espera ela olha para mim eu retribuo o olhar, ela então corre em minha direção e me abraça de uma forma forte e urgente e fala:

- Como tá meu filho?! Me diz Lucas, como ele tá?

- Eu não sei Marrie... eu não sei... e não estou aguentando essa espera interminável... ele vai ficar bem Marrie? Falo em meio ao choro e ao desespero que só aumentava dentro de mim. Ela olha no fundo de meus olhos e fala:

- Ele vai ficar Lucas! Ele vai ficar você vai ver... Ele vai voltar pra gente... Fala ela mais para si, como se quisesse se convencer.

- Eu amo ele Marrie... eu amo muito ele... não suportaria perdê-lo... Eu amo muito seu filho!!!! Falo e acabo chorando ainda mais. Ela me abraça mais forte e fala:

- Eu sei meu filho... que você o ama, pude ver isso naquele jantar, seus olhos brilhavam quando olhava para meu filho... E o meu filho sempre ficava mais radiante e feliz toda vez que falava seu nome... Ah Lucas ele também o ama muito... e ele precisa que você seja bastante forte neste momento... Fala a mãe de Guilherme se entregando as lágrimas.

Minha vó se levanta do banco e segue em nossa direção, quando ela se aproxima, ela abraça Marrie forte e a acalenta de forma doce e gentil, ela se entrega ao abraço de minha vó e chora.

O pai de Guilherme estava aparentemente firme, mas seu semblante era de muita dor, ele sabia que poderia perder o filho, que ele mais amava e admirava, naquela fatídica tarde de domingo. Eu ainda me perguntava o que faltava acontecer, pois aquele dia eu nunca mais esqueceria, um dia marcado pela dor, pelo medo e pelo sofrimento. É então que a mesma médica que o atendera chega próximo da gente e fala:

- Quem aqui é da família do paciente?!

- Nós somos! Fala Dr. Marcus e Marrie.

- Muito bem seu filho ainda estar na sala de cirurgia, mas devido a perca de sangue e a hemorragia interna, ele acabou perdendo muito sangue e por isso precisa de um doador urgente!!! E como o sangue dele é do tipo B negativo, um tipo muito raro, e o nosso hemocentro não tem no momento, ele corre um grande risco de não resistir a cirurgia e morrer! Então qual de vocês dois tem sangue B negativo para doar?! Pergunta a médica, olhando para os dois.

Marrie e Dr. Marcus se entreolham e respondem:

- Doutora meu sangue é do tipo A negativo! Fala o pai de Guilherme.

- O meu, doutora é do tipo B mais é negativo, mas não posso doar...

- Por que a senhora não pode doar?! Pergunta a medica curiosa.

- Por que peguei hepatite recentemente em uma de minhas viagens para a Amazônia, inclusive ainda estou fazendo tratamento para a mesma... Fala Marrie abaixando a cabeça, pensando em sua incapacidade de ajudar o filho.

A médica se vira para a nós e fala:

- Algum de vocês tem sangue do tipo B negativo é um caso de urgência!??

- Eu não sei qual é meu tipo de sangue, mas se for do mesmo tipo, eu aceito fazer a doação agora mesmo! Fala Jojô se levantando.

- Eu também! Fala Carolzinha.

- Eu também! Fala minha vó. Então a medica a olha e fala:

- A senhora infelizmente não pode, pois já é muito idosa... Minha vó apenas assente com a cabeça e volta abraçar Marrie, que agora chora cada vez mais forte, já deduzindo a eminencia da morte do filho.

- Eu posso doar doutora?! Sei que não tenho 18 anos, mas eu posso doar?! Falo determinado.

- É claro! Qual sua idade e peso atualmente?

- Eu tenho 17 anos e peso 75kg... eu acho?!!!!

- Tudo bem vocês podem fazer os exames de tipagem sanguínea e segurança viral!!! Depois dos resultados que são bem rápidos vocês poderão ficar sabendo se podem ou não doar sangue ao paciente... ok?!!

Apenas balançamos a cabeça e seguimos a medica até a ala de doação de sangue. Chegando lá e dada a emergência do caso, somos os primeiros a ser atendido, são feitos vários exames em todos ali presente: Dr. Marcus, que resolvera doar sangue mesmo sem ser compatível com o tipo sanguíneo do filho, Jojô, Carolzinha, Luiz e eu.

Voltamos a sala de espera onde estávamos antes e depois de quase quarenta minutos, uma enfermeira aparece e olhando para nós fala:

- Quem é Lucas Araújo de Sousa? A enfermeira pergunta.

- Sou eu! Levanto a mão e me aproximo dela.

- Ela então fala:

- Lucas o seu sangue é único compatível com tipo do paciente Guilherme Leão, então precisamos que você comesse o processo de doação o mais rápido possível!!! Ok?!?!

- Sim!!! Vamos logo então!!

Falo e sigo a enfermeira de volta ao hemocentro, eles me aplicam uma agulha grossa em meu antebraço e então começo ver meu sangue saindo pelo fino tubo transparente e sendo depositado numa espécie de bolsa plástica, passam-se alguns minutos que já estou ali, quando vejo Dr. Marcus entrar na sala e sentando ao meu lado para também poder doar sangue.

São feitos nele os mesmos procedimentos, que fora feito em mim, então percebo o seu sangue descendo e sendo depositado em um bolsa também, abaixo a cabeça e começo a chorar baixinho, até que escuto sua voz:

- Lucas... Lucas... Você ama mesmo meu filho!

- Eu o amo muito Doutor... Eu amo muito seu filho!!! E sei que o senhor não gosta nem um pouco de mim ou da ideia de seu filho estar com outro homem, mas saiba de uma coisa, eu farei de tudo para salva-lo, nem que para isso eu tenha que dar minha vida!!! Falo olhando no fundo dos olhos azuis do pai de meu namorado.

- Eu agora sei... que seu amor pelo meu filho é real, Lucas! E peço perdão pelo que fiz e pelo modo como te tratei, pelo modo como tratei a você e ao meu filho... me deixei segar pelo ódio e pelo preconceito...mas agora eu sei... O meu filho precisa de você!! Ele precisa de você para continuar vivo!!! Fala o pai já se entregando as primeiras lágrimas, ele estava transtornado, quebrado por dentro. O Dr. Marcus, que era tão seguro de si, naquele momento, parecia um leão que fora rendido e finalmente domado.

Eu seguro em sua mão e apertando falo:

- Dr. Marcus... ele vai ficar bem! E o senhor sabe por que? Porque ele prometeu que voltaria, por que ele nos ama!!!

O pai de meu namorado aperta firme a minha mão e mesmo entregue a dor e as lágrimas, ele sorri, um sorriso fraco, mas um sorriso.

Ficamos os dois ali, doando sangue e de mãos dadas, selando nosso momento de paz no meio do fogo da batalha, precisávamos daquele momento de silencio, até que terminamos os procedimentos, nos abraçamos e voltamos para a sala de espera. Quando chegamos lá, todos os amigos mais próximos de Guilherme e que trabalhavam com ele na delegacia estavam ali presente, apreensivos e ansiosos por notícias.

Um a um eles nos cumprimentam, mas a mim e a Marrie todos abraçam, como se tentassem com um abraço diminuir a nossa dor. Ficamos todos ali, rezando, chorando e torcendo, para que tudo desse certo.

De repente a médica que atendera Guilherme, durante nossa chegada a tarde, aparece na sala de espera e acompanhada de um outro médico, e se aproximando de todos nós, com uma expressão séria fala:

- Foram mais de cinco horas de cirurgia senhores, o paciente já saiu da sala de cirurgia e foi conduzido para o centro de terapia intensiva, os danos que foram causados pelas duas balas foram grandes demais e Guilherme teve um dos pulmões atingidos, a outra bala o atingiu numa região muito próxima da coluna vertebral... ele ainda perdeu muito sangue, mas a transfusão foi um sucesso. Fala o cirurgião olhando para Marrie e Dr. Marcus, então eu falo:

- E como ele estar doutor?! Ele vai sobreviver, não vai?

A médica olha para mim e com uma expressão séria fala:

- Você deve ser o Lucas?! Certo?!

- Sim!!! Falo balançando a cabeça em afirmativa.

- Ele chamou pelo seu nome durante vários momentos durante o processo de reanimação Lucas, eu não sei o que ele é seu... mas na verdade... você o ajudou a ficar vivo... ele dizia a todo momento entre um momento e outro que o amava e que não poderia morrer antes de dizer que o amava... Fala a médica com um semblante triste.

- Mas doutora eu preciso saber!? Ele vai sobreviver?! Ele vai voltar para mim...?

- Isso nós não podemos lhe garantir Lucas! Fala o médico dessa vez.

- Nós podemos vê-lo doutor?! Fala Marrie, ainda chorando.

- Vocês podem vê-lo agora, mas não vão poder ficar por muito tempo no CTI para não estressar o paciente! Certo?!

- Tudo bem! Fala Dr. Marcus.

- Eu também posso vê-lo doutor?!! Por favor... eu o amo muito... me deixe vê-lo...! Falo quase implorando, os médicos se olham e depois olham para mim, afirmando com a cabeça.

Eu, Marrie e Dr. Marcus seguimos os médicos em direção a ala dos CTI. Ao entrar no quarto onde Guilherme estava, o olho e ele estava lá, apagado, parecia morto, com todos aqueles aparelhos e tubos ligados a ele.

Nós nos aproximamos e de repente algo acontece, a máquina que monitorava seus batimentos cardíacos, que antes pulsava de forma lenta e vagarosa começa a fazer um barulho continuo, como um "pi" constante. Vários médicos e enfermeiros invadem o quarto de uma vez e nos afastando da cama onde Gui estavam fala em voz alta:

- O paciente estar entrando em colapso, o coração estar parando!!!!

- Aplicar 300 miligramas de adrenalina!! Tragam a carga!!! Carregar máquina!! Afastem agora!!!! Gritava a medica enquanto eletrocutava o peito de Guilherme que subia e descia a cada carga que recebia, a máquina apitava, mas logo parava de responder e o médico continuava a gritar ordens:

- Senhores o paciente estar morrendo!!! Carregar máquina!!! Afastem!!! Mais choque no peito do meu grande amor. Eu não estava aguentando, Guilherme estava me deixando e dessa vez era para sempre.

- Afastem!!!! Carregar!!!! Afastem!!!

- Doutora a atividade neural do paciente parou de responder!!! E agora?!!

- Quero mais 400 miligramas de adrenalina!!! Carregar!!! Afastem!!! Vamos lá Guilherme não nos deixe!!! Sobreviva!!! Afastem!!!! Esbravejava o médico cardiologista enquanto fazia massagem cardíaca no meu delegado.

Meu coração estava aos pedaços, eu o estava perdendo para morte, meu coração não estava aguentando, Marrie já estava em desespero abraçada ao marido que também chorava desesperadamente pelo filho.

- Vamos lá soldado!!! Carregar 3.000 volts!!! Afastem!!!!

- Senhora já chega!!! O paciente assistulou, o coração e cérebro não estão mais respondendo... O paciente infelizmente veio a óbito... Fala um dos cardiologista auxiliar sério e a medica apenas acena com a cabeça e fala:

- Paciente Guilherme Leão de Albuquerque... Hora da morte, 10:45 desta noite de domingo...

Quando a médica fala aquilo, Marrie desmaia e Dr. Marcus tentando segura-la é ajudado por alguns enfermeiros, que estavam ali. Eu entro em desespero, sinto como se parte de mim também estivesse morrido naquele momento, na verdade meu coração tinha sido quebrado em pedaços, e a morte já poderia me levar também, pois não conseguiria viver em mundo sem o meu grande e único amor.

Sem pensar direito e entregue aos pratos, corro até a cama onde estava o corpo de Guilherme, os médico e enfermeiros tentaram me segurar, mas pareciam ser tentativas em vão, pois consegui chegar até ele, então deitando sobre seu peito nu eu batia e gritava em meio as lágrimas de dor e desespero:

- NÃO GUILHERME, VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR AGORA!!! VOCÊ NÃO PODE ESTAR MORTO!! VOCÊ ME PROMETEU LEMBRA!!! NÓS ÍAMOS NOS CASAR E TER TRÊS FILHOS!!! POR FAVOR.... NÃO ME DEIXE... NÃO ME ABANDONE... POR FAVOR!!!! AI,AI,AI,AI,...

Alguns médicos tentaram me acalmar e me segurar, mas não conseguiam e eu continuava lá, dando socos no peito de Guilherme e gritando:

- EU TE AMO GUILHERME!!! EU TE AMO!!! NÃO ME DEIXA.... POR FAVOR FICA COMIGO!!!! VOLTA PRA MIM...

Ainda chorando eu falava:

MEUS DEUS NÃO LEVA ELE DE MIM AGORA!!! EU TE IMPLORO SENHOR... NÃO DEIXE O MEU AMOR PARTIR... NÃO DEIXE MEU CORAÇÃO CAIR MAIS UMA VEZ!!!

Bom pessoal boa tarde a todos e a todas!!!

NO PRÓXIMO CAPÍTULO " A EMOÇÃO VAI TRANSBORDAR .... O ANJO FAZ O SEU MILAGRE ; O PROTEGIDO PROTEGERÁ O SEU PROTETOR."

Esse capitulo foi forte né!? É só isso que tenho a dizer...

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO E SOFRIDO COMO EU SOFRI, PARA ESCREVÊ-LO...

ENTÃO: VOTEM, COMENTEM E DIVULGUEM... Quero vê geral comentando.

AH! COMO PROMETIDO LÁ NO GRUPO DO WHATSAPP: "MEUS AMORES", DEDICO ESTE CAPITULO A:

- AMANDA SOUZA ( MINHA AMIGA E CAPISTA MARAVILHOSA, OBRIGADO PELO CARINHO !!!)

- EMERSON ( MEU AMOR... EU TE AMO!!!)

- SONIA ( MINHA LEITORA PERSPICAZ!)

- EVA (MINHA LEITORA APAIXONADA)

- RUTY (MINHA NOVA ESPOSA)

- lUAN (TARADINHO)

- ELDEN ( QUE SEMPRE CUIDA E SE PREOCUPA COMIGO, MESMO A DISTANCIA!)

- GABY (MINHA LEITORA FOFA!!!)

- LUCAS (QUE QUER FURAR MEU OLHO!!!)

- ARTHUR ( MEU HARRY POTTER GAY!!)

- MULHER GATO ( LEITORA MISTERIOSA)

- HENRIQUE ( MEU LEITOR PERVERTIDO)

- CELLY ( SAFADINHA DO MEU CORAÇÃO)

- FRANCISCO

- ISADORA (MINHA MAIS NOVA LEITORA!)

- MATHEUS (MEU LEITOR CANTOR)

- MAYQUE (MEU LEITOR AFRO-JAPONES)

- NUBIA BATISTA (LEITORA INSACIÁVEL)

- PANDA ( LEITORA DOS PEITOS BONITO)

- THAYNARA

- MAX CALISTO

- GIL ( O GATINHO DO PLANALTO )

- JUNIOR MOURA ( SAFADO)

- DIDI (UMA LINDA QUASE MULHER!)

ENFIM ESPERO NÃO TER ESQUECIDO DE NINGUÉM ESPECIAL...

Próxima dedicatória será para os meus queridos leitores da CASA DO CONTO .

DEPOIS DESSE CAPITULO, NAO SEI SE VOCES AINDA ME AMAM, MAS AMANHA TEM MAIS....

BEIJOS... DO SEU

KAIUS CRUZ

Comentários

13/10/2017 15:49:10
Guilherme vai voltar a vida pq ouviu Lucas lhe implorar . Ou Lucas vai ter algo paranormal? Kkkkk Só assim para q o Guilherme proteja
rbh
13/10/2017 00:36:01
Chorando...mas o Amor do Lucas já esta fazendo o coração do Gui bater novamente para esta vida. Foi só um susto que a vida pregou. Ansioso para ler os proximos capitulos.
12/10/2017 23:23:13
Maravilhoso, quero entrar nesse grupo como faz ??
12/10/2017 23:22:53
Não compreendo a razão de todos os escritores de livros e contos homossexuais enfatizam tanto o sofrimento. Sempre há uma conspiração, sempre há uma morte, sempre há tristeza. Porque os gays nunca tem o direito à felicidade, porque as histórias nunca são felizes?
12/10/2017 22:18:20
Meu Deus como foi difícil ler este capitulo, quanta emoção. Amo esta narrativa . Parabéns.
12/10/2017 22:01:17
Ai mds meu coração
12/10/2017 21:13:39
ENGANO DE TODOS. GUILHERME JAMAIS CONSEGUIU PROTEGER O LUCAS. SE QUER CONSEGUIU PROTEGER A SI MESMO. MAS UMA COISA É CERTA CASO GUILHERME DE FATO MORREU, PAREI DE LER ESSE CONTO AQUI E AGORA. NÃO TENHO MAIS ESTRUTURAS. LAMENTO. AQUI AOS PRANTOS.
12/10/2017 19:38:35
Meu Deus chorei com esse capítulo
rah
12/10/2017 19:13:23
Vc disse amanhã? 😨 continua hoje pfvr
12/10/2017 18:21:08
Caramba..... que capitulo forte cara? Caralho.... Muito triste com a morte de Guilherme... Lucas não merecia isto. Por favor, arrume a situação. Não faça isso com o Lucas.... Ele não merece.... Abraços Peludodfdf

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