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Tímido, fui adestrado à distância pelo Carioca safado

Categoria: Homossexual
Data: 20/07/2017 05:05:09
Última revisão: 24/08/2017 05:59:10
Nota 9.11
Assuntos: SEXO VIRTUAL, adestrador de cadela, adestrador, cadelizado, servindo, empregadinho, cachorra, Ciúmes, Brotheragem, broderagem, Brothagem, brodagem, brother, Aventura, aventura sexual, Juventude, Punheta, Praia, fluminense, paizão, Perdendo a virgindade, Primeira vez, Viagem, maludo, mala, pés, abuso, abusado, Atitude, marra, favela, Periferia, subúrbio, mulato, negro, favelado, piranho, Putão, cafajeste, MENTIROSO, canalha, Desejo, Sexo Anal, uso, objetificação, MACHO, machista, machismo, Empregada, Empregado, serventia, cachorrização, Cadelização, cadela, adestrado, adestramento, amante, trintão, verão, calor, carioca da gema, o rio é o meu país, Observação, flamenguista, Flamengo, sodomita, Sodomia, Sacanagem, Putaria, Tensão Sexual, xixi, mijão, mijo, Dominação, Obediência, Submissão, exposição, Em Público, mineiro, belo horizonte, Mg, RJ, rio de janeiro, Minas Gerais, conexão, Bareback, sem camisinha, Virgindade, timidez, tímido, Cafuçu, infiel, adultério, Traição Infidelidade, Casado, Heterossexual, ego, egocêntrico, jovem, putinho, cuceta, beijo grego, cunilingue, cunete, curirica, dominado, intimidade, exposto, biscoito, Chinelo, pardo, cariocando, carioquice, regional, sudeste, interurbano, cidades diferentes, gírias, sotaque, Cultura, luxúria, vaidade, Selvagem, animal, sexo selvagem, mochileiro, brasil, interestadual, Zona Norte, rio, barba, barbudo, pelos, sovaco, Axilas, suor, masculinidade, testosterona, Virgem, cabaço, moreno, peludo, Bruto, cafuçaria, Fetiches, Submisso, escravização, servente, Masturbação, linguajar baixo, linguajar chulo, malícia, marrento, pentelhudo, pau preto, truculência, mandão, folgado, Madureira, moleque, vídeo, Prazer, Exibido, exibição, Webcam, pornografia, nudes, bundão, rabudo, Academia, malhação, Viciado, Sauna, Motel, sol, Possessividade, POSSE, obedecendo, Cross-dresser, cross-dress, fogo no cu, Tara, Tesão, lembrança, torcedor, Futebol, Safadeza, pederastia, promiscuidade, mestre sexual, mestre, escravo, escravo sexual, feminização, Feminilização, afeminado, afeminação, carica, carioca, Rafael, igor, vergonha, ex-hétero, Hétero, viado, Gay, Homossexual
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Este conto possui dois pontos principais: ao mesmo tempo que vou contar minha experiência com um carioca marrento, também falarei um pouco sobre o que aprendi na minha ida ao Rio de Janeiro, que aconteceu bem antes de conhecê-lo.

Meu nome é Igor e tenho 20 e tantos anos. Sou moreno claro, baixo, magro e o tipo caladão de pessoa, desde sempre. Nascido e criado em Belo Horizonte, Minas, me formei em engenharia e logo comecei a trabalhar. Como tive apoio financeiro dos meus pais desde cedo, não fiquei muito tempo morando com eles, me mudando pra um apartamento onde vivo até hoje, um pouco mais distante, mas ainda na cidade. Ainda na época da faculdade, por ser bastante tímido, não conversava ou interagia com ninguém, tampouco frequentava as festinhas que rolavam. Acho que, por conta disso, passei a depender muito de pornografia online pra saciar meus desejos sexuais. Eu os sentia, mas acabei me habituando às punhetas, então nunca me via obrigado a arranjar alguém ou algo do tipo. Se por um lado era tímido e quieto, por outro era o maior safado. Eu tava o tempo todo me masturbando, vendo vídeos e filmes eróticos e até lendo contos de autores amadores pela internet. Os meus favoritos eram sempre aqueles que envolviam cafuçus, homens geralmente residentes de áreas periféricas, com menor infra estrutura, trabalhadores de serviços pesados e de linguajar curto e grosso. Imaginava um macho desses chegando suado e deitando em cima de mim, então passava bastante tempo lendo histórias de um autor chamado André Martins (olha o merchan!). Esse vício ficou tão absurdo que, a partir de um determinado momento, me vi completamente necessitado de uma foda, porque só as leituras não davam mais conta. Até pensei em pagar um garoto de programa, mas algo em mim ainda mantinha aquele velho moralismo do pagar por sexo. Estava no ponto de olhar pra um moreno ou negro na rua e não conseguir mais parar, sentindo o coração acelerado de nervoso e também medo de ser notado. Pensando em como era sempre eu olhando alguém, decidi que precisava também de chamar atenção.

Por causa de todas estas questões, comecei a dividir o tempo entre o trabalho e a academia, na intenção de malhar meu corpo e finalmente aparecer na visão alheia, talvez assim poderia dar o cuzinho pela primeira vez, que era meu maior desejo até então. No começo não foi fácil, porque nunca malhei antes e o cansaço do dia corrido me matava, mas a determinação foi grande e assim consegui dar bastante atenção à bunda, que era o que mais queria que crescesse. Tomei alguns suplementos com cuidado, treinei muito os glúteos e fiz bastantes corridas e séries focadas na musculatura traseira. Em 3 meses, me olhava no espelho e ficava contente. Ao fim do primeiro semestre, eu só mantinha a forma, sem muitos excessos, mas com a raba dos sonhos. Não me definia como metrossexual porque não passava cremes e nem nada, mas mantinha o bundão lisinho, firme, e ainda tomava um sol no apartamento, pra ficar com a marquinha do bronzeado. Adivinhem o que uma pessoa tímida, mas safada, orgulhosa de seus atributos e com internet faz? Isso mesmo, ela se mostra na webcam anonimamente. Eu não era muito de sair, então não existia melhor maneira de conseguir a atenção que queria, se não fosse pelo "sexo virtual". Quero dizer, eu realmente só mostrava a raba mesmo, sem rosto, sem enfiar nada e sem me masturbar.

- Caralho, que delícia! Abre o cuzinho pra gente!

- Rabão da porra!

- Pqp!

Lia os comentários e me empinava ainda mais, sentindo que toda à dedicação valia a pena. Mas ainda assim, faltava alguma coisa pra chegar à realidade de uma transa. Um contato mais direto e corriqueiro que aquele dos sites de putaria social.

O fato que veio a me dar a oportunidade de ter o cuzinho enchido de pica foi ter entrado pra um grupo de putaria no whatsapp. Não lembro bem como isso aconteceu, porque não era de ficar conversando muito com os outros, mas como era um putinho que adorava exibir a raba, vi aquela como mais uma das chances de exibir o que tinha de bom. O nome do grupo era "PUTARIA - SUDESTE" e tinha muitos participantes, tanto homens quanto mulheres que interagiam e mandavam fotos nus, áudios, vídeos, todo mundo bem à vontade, bem entretido. Aquilo me excitava por conta da diversidade geral, muita pele negra, marrom, branca, parda e por aí vai. Passei duas semanas só lendo o excesso de putaria instantânea que rolava 24h por dia, até não me aguentar mais e enviar a primeira e única foto que mandei ali. Nela, eu tava com as pernas juntinhas, mas o saco pra frente, pelado e empinado que nem um berimbau, ainda abrindo a raba e piscando o cuzinho pra fora, todo tesudo e me querendo, doido pra levar piroca no cu. O pau nem aparecia. Não passou um minuto sequer e começaram os comentários.

- Arrasou, viado!

- Caralhoowwwww!

- Caraca, fiquei até com inveja aqui!

- Que bundão ein! kkkkkk

Fiquei animado como sempre, mas a empolgação logo passou quando percebi que não ia dar em nada. No entanto, um membro com o nome de "Adestrador de Cadela" só viu a imagem depois e, mesmo com a mudança de assunto no grupo, voltou a respondê-la com um áudio que mudou todas as estruturas da minha vida.

- Mermão, que cuzinho responsa ein! Um rabão desse é de primeira linha!

O jeito arrastado e desleixado de falar incendiaram meu corpo. O tom sério e a voz grossa num áudio de 7 segundos. Eu não sabia de qual parte do Sudeste ele era, mas tinha certeza que só podia ser de um lugar. Do modo como o "reixponsa" e o "primêra" saíram, conseguia imaginar o safado fazendo bico pra falar, enquanto admirava minha foto abrindo o cuzinho e se masturbava lentamente com a outra mão. Esse foi nosso primeiro contato, que não respondi por não saber bem o que fazer, e ainda achando que não daria em nada.

Pois bem. Qual foi a minha surpresa um dia depois de ter enviado a tal foto no grupo? O tal Adestrador de Cadela mandou uma mensagem direta pra mim, fora do grupo. Eu não o tinha adicionado ainda, então não via sua imagem, mas o nome ainda era o mesmo.

- Bom dia, gostosa!

Até aí me senti nervoso pra responder, afinal de contas era uma interação direta comigo por parte de outra pessoa. O coração bateu forte, me senti sufocado, mas não tinha mais escapatória, tinha que ir adiante.

- Bom dia!

Mandei meio que automático. Ainda estava deitado na cama, esperando o relógio tocar pra ir trabalhar, quando recebi a resposta quase que no mesmo instante que enviei.

- Suave?

O linguajar só confirmava que era ele.

- Tudo indo, e você?

O chat passou a fluir instantaneamente e meu nervoso foi passando aos poucos, mas ainda assim sentia um friozinho na barriga, ao mesmo tempo que o cu piscava pela tensão sexual da situação. Estava conversando com um completo desconhecido, que veio puxar assunto depois ter visto a foto do meu rabo aberto, eu todo exposto no meu próprio banheiro.

- Ah, tô mais ou menos.. kkkkk

Não esperei ler isso e acabei caindo no jogo dele.

- Uai, o que cê tem? - perguntei.

O corpo esquentou com a resposta.

- É que ainda não consegui tirar esse rabão da cabeça! kkkkkkk

E ainda mandou uma carinha tímida dando a língua. Fiquei feliz e excitado, mas mega constrangido por não saber bem o que responder.

- Obrigado!! kkkkkk

Mandei. E foi aí que tudo, infelizmente, fez sentido.

- Obrigado!? - ele perguntou.

- Sim! Valeu mesmo! Tô sempre malhando a bunda, então é legal ser elogiado. :)

Alguns minutos se passaram e meu alarme disparou. Pensando que não seria mais respondido, comecei a me arrumar pra ir trabalhar. O celular vibrou e voltei a dar atenção.

- Tu é homem?

Só então compreendi tudo. Voltei a analisar minha foto e, por não mostrar a parte frontal do corpo e nem o saco, não dava pra ver se era homem ou mulher. Por isso que ele mandou "bom dia, gostosa", achando que eu fosse mulher.

- Sim! - respondi.

Ficou um tempo digitando e mandou umas linhas sinceras.

- Poxa mano, mil desculpas!! Não tive a intenção de te ofender ou faltar com respeito!! Foi mal!

Não tinha o que fazer. Ele pelo visto era hétero e se confundiu. Eu só o via interagindo com mulheres no grupo, então essa era a única explicação.

- Acontece!

- Sim kkkkkkkk! desculpa aí qualquer coisa.

- Sem problemas.

Ficou offline e o fogo dentro de mim morreu. Fui me arrumar pro trabalho.

Passei o dia todo só pensando em o quão frustrante tinha sido minha primeira experiência sexual, ainda que virtual, com outro cara. Já tinha ficado alucinado com o áudio safado e a voz do filho da puta me elogiando, falando do meu corpo e se excitando, sentindo prazer com o que via. Ter que aceitar que foi tudo um mal entendido era a parte chata. Lembro-me que não consegui fazer nada direito no trabalho e nem na academia, completamente desatento, pensando em como não poderia deixar aquilo acontecer novamente. Cheguei em casa à noite, tomei banho, jantei e fui pra cama, mas ainda custei a pegar no sono. Hesitante, comecei a ouvir Kelela pra relaxar e, quando vi, já era 1h da manhã. Fechei os olhos e senti a calmaria tomar conta, mas aí o celular vibrou na cama e me trouxe de volta. Meio puto, desbloqueei a tela e puxei a borda de notificações.

- Boa noite!

E um par de olhinhos. Era o Adestrador de Cadela. Os dedos tremeram, porque achei que nunca mais falaríamos outra vez, mas ali estávamos nós, ainda dois desconhecidos. O que ele ainda tinha pra dizer?

- Boa noite! - mandei.

Resposta imediata, então provavelmente sua atenção era focada em mim, em plena madrugada de dia de semana.

- Tudo bem? rs

- Sim e contigo?

- Ah, tudo indo..

Isso nos remeteu ao momento em que conversamos pela primeira vez, mais cedo, no qual o safado elogiou meu corpo inadvertidamente.

- Tô brincando kkkkkk

Comecei a rir também, porque ele mesmo fez questão de descontrair.

- Relaxa! kkkkk - falei.

E foi aí que a conversa fluiu.

- Tá podendo conversar? - perguntou.

- Sim! Fale aí.. - menti.

Na verdade eu tinha que dormir.

- Pô mano, só queria mesmo me desculpar outra vez pelo vacilo. kkkkkk

Li e pude sentir o cheiro de mentira. Na verdade esse puto tava querendo era atenção, por isso veio de historinha no meio da noite. Ser tímido me fez passar a vida só observando os homens e seu comportamento possessivo e egocêntrico, então agora que finalmente começava a me soltar no sentido social da coisa, me sentia mais atento a como funcionava esse jogo na prática sexual.

- Relaxa, bicho! Já te falei que não teve problema!

O tempo em que ele permanecia digitando nunca parecia condizer com o tamanho das mensagens. Ficava com a impressão de que o safado tava se controlando ao máximo em suas intenções, por mais que eu ainda não soubesse quais eram claramente.

- Porra, ainda bem! kkkkkk achei que tinha ficado bolado.

E se tivesse? Eu era só um estranho pra um hétero.

- Não, pelo contrário. Elogio é sempre bem vindo! - respondi.

- Tu gosta de elogio, é?

- Quem não gosta? kkk

- É.

A falsa falta de assunto só dava a prova de que era tudo enrolação pra não ir direto ao ponto. Eu não tinha o que falar e estava curioso pra saber como aquilo ia prosseguir.

- Aí..

Ele começou.

- Tu malha ou algo assim?

- Sim! Três vezes na semana.

- Porra mano, então é por isso que tu tem mó rabão né! kkkkkkkk tô brincando

- É por isso! kkkkkk

- Que responsa!

Até me descobri na cama, de tão calor que sentia, aflito pra confirmar o que suspeitava sobre a cidade onde o cara morava. Ia começar a digitar, quando veio a mensagem.

- Aí..

Esperei.

- Com todo o respeito, mano.. tu é viado mesmo, né?

Na mosca.

- Sim.

- Saquei.. E tu já deu o cuzinho alguma vez?

Junto com um par de olhinhos. Mandou logo outra mensagem já se desculpando.

- Desculpa perguntar assim kkkk

- Não tem problema kkkkk bom, eu nunca dei não.

Em seguida, apareceu que ele estava gravando um áudio e meu cu piscou de excitação, mas nada veio. O cara devia estar louco com a resposta, só pode.

- Não acredito!!!???

- É sério! kkkkk nunca dei.

- Mas por que?? Com todo o respeito mano, mas uma bunda deliciosa dessa e é virgem? Até eu que sou hétero fiquei galudão kkkkkk

Fiquei rindo, as coisas tavam rolando.

- É porque não saio muito de casa, eu acho.

E aí sim o safado mandou áudio, de novo com aquela voz puxada e de malandro.

- Porra, que isso viado! Um rabo desse tem que "tê" uma atenção, chega a "sê" um insulto!

Enlouqueci. Não sabia mais como lidar, só não ia ter como dormir tranquilo depois disso. O tom sério dominou meu corpo. Normalmente, essa energia capaz de atiçar uma putaria por áudio de whatsapp só pode ser encontrada no brasileiro, isso todos nós sabemos. Mas o sotaque saliente característico, capaz de atiçar o cu de um viado à mais de 430 quilômetros de distância, eu só conheci em uma cidade que visitei. Um lugar até que problemático, mas com uma paisagem Maravilhosa.

- Da onde cê é? kkkkkkkk - perguntei.

Outro áudio.

- Eu sou carioca da gema, viado! "Tamo" junto!

Basicamente, eu tava de conversinha com um macho carioca, do tipo meio "hétero brotheragem", que come pelas beiradas. Não posso afirmar que as outras cidades do país não tenham suas próprias energias sexuais, mas posso falar em específico do Rio de Janeiro, porque passei algumas semanas lá de férias com umas tias e tudo parecia ser bem quente e sexual, mas isso foi há bastante tempo, quando ainda nem sonhava em conhecer o Adestrador de Cadela. Na época, tive aquela conversa com meus pais antes de ir.

- Você conhece o Rio de janeiro, Igor?

- Só do que ouço falar.

Menti. Viciado em pornografia virtual, meu maior fetiche era ser fodido por um cafuçu carioca, então sabia de cor muita coisa sobre o Rio e seus machos, ainda que na teoria. Mas como nem ela e nem meu pai tinham ciência de minha orientação sexual ainda, guardei só pra mim. Normalmente, chama-se de fluminense aquele que nasce no estado do Rio de Janeiro. Carioca é quem nasce especificamente dentro da cidade, e daí vem o "da gema". Mas nada disso muda o fato de que, essencialmente - e com isso quero dizer realmente na essência -, o carica é aquele que exagera no uso de gírias e do linguajar considerado chulo pela maioria. Seu jeito à vontade em qualquer situação é quase que vulgar, de tão livre no ser. Na maior parte do tempo, é o máximo do coloquial possível, como se todo mundo fosse seu amigo íntimo e se conhecessem de longa data. Pra ele não existe mal que sempre dure, porque aparenta e age como se tivesse a solução pra tudo, mesmo debaixo de uma tempestade. No lado sexual, o carioca é um bicho que tá sempre dando um sorriso abertão, mas pra quem sabe bem da fama deles, mesmo em baixo da tempestade ele fareja um cuzinho. Afinal de contas, teria explicação maior pro Adestrador de Cadela, um autêntico macho nascido na Cidade Maravilhosa, ter me encontrado no meio de Minas Gerais assim?

- E o que você ouve falar?

Ainda conversava com minha mãe.

- Ah, que é bastante perigoso, né?

- E é mesmo. Mas me diz qual lugar não é hoje em dia?

- É, tem lógica.

- Cada lugar tem um perigo característico, mas lá no RJ eles são mais expostos, você sabe. Mas todas as experiências são válidas, então quando for, tente conhecê-lo de verdade, além da Zona Sul que passa na televisão. Vai pro subúrbio ver as engrenagens que sustentam as paisagens e o povo que vive lá, sabe? Sem riscos, é claro.

Por mais que não soubesse que sou gay, minha mãe era a melhor pessoa na hora de dar esses incentivos. Ela baseou sua vida na aquisição de experiências que guardaria para sempre, ao invés de adquirir bens materiais que, na verdade, ficariam aí depois de tudo. Sendo assim, fui pra minha tia e lá fiquei durante duas semanas. Ainda que nas minhas lembranças, sejam bem vindos à Cidade Maravilhosa!

O Rio de Janeiro tem um fogo único sob o seu chão, qualquer um sente isso assim que pisa nele pela primeira vez. É uma energia, um calor que parece conduzir a vida de todas as pessoas, fluindo constantemente sob seus pés. Se nos outros cantos do mundo o ser humano vive em prol da sexta-feira à noite, a mente do cidadão carioca aproveita toda e qualquer oportunidade de transformar qualquer dia da semana na sua própria sexta-feira. Quando ele é macho, então, cai logo na objetificação e na cadelização de quem quer que seja, não tem erro. Vi tudo isso acontecer quando, durante uma caminhada por um bairro chamado Madureira, na Zona Norte, todas as luzes simplesmente estavam acesas. Quase 22h da noite de quinta, mas todo mundo na rua. Um churrasquinho de gato comendo solto em cada esquina, ninguém muito preocupado com horários, mas ainda assim com suas responsabilidades e aquela "ginga" única. Música alta em qualquer lugar. O tom de pele majoritariamente moreno, dominando a cena. As mulheres com roupas mais curtas por causa do calor, as barriguinhas de piercing no umbigo de fora e o andar naturalmente rebolante. E o que falar dos caras? As havaianas quase não cabendo nos pés, o jeito solto de andar, com os ombros meio largados, aquela eterna marra de moleque criado no asfalto e o olhar em chamas, de quem procura problema em tudo que enxerga. Aliás, seus corpos morenos pareciam estar sempre recebendo o calor do chão, da terra firme. Uma blusa jogada no ombro, a estampa da cueca de fora e boné pra trás. Um fogo invisível que passa de conversa de bar em bar, no olho em olho, até culminar numa putaria. Quieto como sempre, eu podia simplesmente olhar e dizer os tipos diferentes de machos cariocas, descrevendo cada um deles, baseado só no jeito petulante e pela marrinha natural de cada um:

a) O carioca comum é, no mínimo, tarado numa sacanagenzinha. Junta ele e uma safada num motel, disposta a foder, que o puto acaba com a bocetinha dela. É o que mais tem por lá;

b) O carioca autêntico já é um pouco mais raro, mas não menos abundante, porque a putaria só faz englobar. Esse é aquele cara que até vai no motel comer uma safada, mas vai querer o cuzinho. Se ela não der, ele vai, no mínimo, pedir pra ela levar uma amiga que dê. Um cu é um cu, né?;

c) Mas o carioca genuíno, daquele legítimo, por mais que seja ainda menos comum que os outros dois, é o mais fácil de se identificar. Está explícito em seu olhar pra quem quiser ver que ele é um putão de primeira linha, capaz de fazer o que for em prol de um cu. Ele domina e possui tudo que vê pela frente. Tudo isso não cabe apenas num corpo bronzeado pelo sol, então também acaba sendo externalizado em suas atitudes, postura e também na fala.

Esse tipo era o mesmo do qual os amigos do meu primo faziam parte, porque vez ou outra eu pegava eles conversando putaria e ficava louco, só escutando pela porta.

- Te falei que tô comendo a Fabi?

- Caô!? Aquela mina virgem!?

- Essa "mermo". Mó safada do caralho, ela!

- Moleque, mas a mãe dela não é aquela que leva atpe no ginecologista pra saber se já deu?

- Isso aí, pô! Ela só deixou eu comer o cuzinho, que é pra mãe não descobrir. Vê se pode, viado!

- Caralho, sarneou menó!

O semblante desse tipo de macho era o mesmo que podia ver no frentista do posto de gasolina, com a mala balançando no uniforme enquanto enchia o tanque do carro. Era o sadismo sexual mais do que explícito no rosto do cafuçu descendo o morro e também no moto-táxi no pé da comunidade, ainda que fosse necessário alguém capaz de descobri-los, percebê-los. Em duas curtas semanas, presenciei muito da tensão sexual que exala desse eterno calor de verão carioca. Ele persiste pelos mais frios dos invernos, os mais secos dos outonos e atravessa todas as primaveras, até desembocar na folia, no carnaval. Aí, meus amigos e amigas, só me resta mesmo imaginar o que acontece, porque voltei pra casa antes de começar o período de recesso.

Retornando ao presente do conto, não sabia como lidar com aquele último áudio que recebi, ainda deitado.

- Eu sou carioca da gema, viado! "Tamo" junto!

Tomei coragem e decidi gravar meu primeiro áudio pro tal Adestrador de Cadela.

- E eu sou mineiro, uai!

Ele escutou na mesma hora e respondeu.

- "tmj" kkkkkk.

A partir daí, perdi a vergonha. Só áudios entre nós dois, sem mais letras.

- Eu desconfiei que cê fosse carioca pelo jeito de safado.

- Tu me achou safado, viado? Mas eu só elogiei teu rabo! HAHAHA

Vê-lo fazendo esse jogo só me deixava querendo mais. Era incrível ver a mudança radical de um hétero educado para um macho com jeito de putão só porque viu a foto do cu de um cara rabudo. Isso pra não falar do fato de que ele viu a necessidade de continuar a conversa, mesmo ainda se definindo como hétero e tudo mais. Mesmo já sido esclarecido que naquela foto é o meu corpo.

- Eu não acho, eu tenho a certeza. Só pela tua fala!

Ele riu.

- Tu gostou? Todo mundo fala que carioca é putão, né? Mas nada a ver, mano. "Mó" papo furado.

A resposta carregada de "x" puxados, como sempre.

- E não são?

- Eu não.

Com carinha de lua.

- Como não? Veio elogiar minha bunda pela segunda vez.

E ri também.

- Mas já te falei, porra. Tu tem mó rabão, tá de parabéns! É por causa desse tipo de viado que eu tenho uns "parcero" que come "umas boneca"!

Cada vez mais, seu tom me deixava com a rabiola piscando de aflição, doido pra ser finalizada.

- Tu já se vestiu de mulher alguma vez?

Eu sei que mulher não é uma fantasia pra se vestir, mas muito homem curte no sentido sexual, pelas roupas e tal.

- Nunca, mas não vejo problemas! Tenho até vontade!

Ao ouvir minha resposta, o Adestrador de Cadela deu os primeiros sinais do porque esse era seu apelido naquele whatsapp de putaria.

- MENTIRA!? Caralho, então "se liga" que tu vai fazer o seguinte..!

O cu não parava de piscar, o coração tornou a pular, mas não era mais de nervoso, e sim de desejo e muito, muito tesão por um macho mandão e carioca, que agora se mostrava mais tarado ainda. Mal mandou o primeiro, já começou a gravar o segundo.

- Tu vai arranjar um vestido daqueles "curtin" de dormir, "tá ligado"?

- Que nem babydoll?

- Tipo isso aí! Arranja um, pode ser da cor que tu quiser, e vê se consegue também umas meias, não precisam ser grandes não. Tu não parece ser muito alto.

- Não sou mesmo.

- Então, faz isso! Porra, aposto que vai ficar "pica" em tu! E vê se alguma das tuas amigas também empresta uma calcinha, mas tem que ser fio dental, "tá ligado" qual é? Aquelas "fininha"! Nessa bunda aí, porra! Sei não, ein mano!?

- Sei, sei, daquelas que parece só uma tira!

E ri.

- Isso aí. Depois, se tu arranjar me fala, "já é"?

- Ok, posso tentar ver isso.

- Mano, vou dormir aqui que o sono bateu. Depois falo contigo, "tamo junto"!

- Valeu, boa noite.

Tive que bater punheta pra dormir, porque não tinha mais como controlar todo o fogo que passara pra mim por áudios. Estava iniciando meu processo de adestramento com um macho carioca que ainda não sabia como era fisicamente.

No dia seguinte mesmo, saí durante a hora do almoço do trabalho e dei uma passada rápida no shopping. Experimentei pela primeira vez algumas peças femininas e separei um vestidinho que parecia uma camisola, o par de meias altas e a calcinha mais fio dental que encontrei. Senti um pouco de timidez na hora de passar no caixa, mas lembrei que minha missão era importante e finalizei as compras. Trabalhei animado o resto do expediente, malhei que nem louco pra inchar ainda mais a raba e fui correndo pra casa com as roupas novas. Pra atiçar ainda mais a energia que percorria meu corpo, o filho da puta ainda mandou mensagem.

- E aí, mano? Conseguiu "as parada"?

Não tinha nem 24 horas que eu disse que ia tentar e o safado já tava cobrando, sendo que ainda nem tínhamos falado abertamente sobre ele me comer ou não. Quero dizer, ainda não tinha escutado da boca dele. Entre outras palavras, ainda era uma situação na qual um "hétero" simplesmente havia elogiado outro cara e comentado sobre comprar roupas femininas, o que não confirmava nada. Não respondi, só tomei um banho rápido e comecei a vestir as peças. Botei o pau pra baixo e a calcinha ficou bem socadinha no olho do cu, mastigada, entre duas nádegas imensas e rígidas. O vestido deixava as polpas do bundão de fora e logo abaixo estavam as meias, bem marcadas nas minhas coxas grossas e malhadas. Refiz a posição do banheiro e tirei uma foto parecida com a primeira, só que feminilizado conforme o safado desejara implicitamente. Peguei o celular pra enviar e já tinha outra mensagem dele, me apressando.

- Tá aí, mano???

O que uma raba não faz, né?

Mandei a imagem e aguardei. Ele ficou online e passou um minuto quieto. Aí apareceu o "gravando aúdio".

- PORRA! MEU-AMIGO!

Parou. Outro áudio.

- Que isso brother! Pra tu ver como o amor é cego mesmo, meu pau não tá nem te vendo e eu acho que ele já tá apaixonado!

E risadas gostosas saíram pelo alto-falante. Tudo saía entre os lábios dele, como se gravasse fazendo bico, arrastado. Era o clímax da putaria à distância. Talvez estivesse escondido, falando aquilo baixinho pra não ser pego. O macho que come pelas beiradas. Minha resposta precisava estar à frente pra continuar fluindo.

Veio outro áudio.

- Caralho, sabe o que tu vai fazer agora?

Mas muito excitado, não esperei o próximo. Tornei a me empinar no armário e refiz a foto, só que afastando o elástico do fio dental pra deixar o cuzinho bem exposto, tomando um arzinho propositalmente. Enviei antes dele terminar de gravar e isso o fez cancelar pra gravar outro.

- CARALHO, VIADO! ASSIM NEM O PAI AGUENTA!

O tom de susto fazendo meu cu piscar ainda mais.

- Assim até eu mesmo ia acabar comendo teu cuzinho se "brotasse" por aí! Do caralho, ein mano!

Não sabia o que responder e queria também ver o que mais poderia sair dali, caso esperasse mais um pouco. Mantive a calma e ele não resistiu, teve que falar mais.

- A piroca "chega" subiu aqui, faz isso comigo não!

E mais outro áudio.

- Porra, a só! Ouve aí..

E no fundo, um barulhinho rápido e baixinho, como se ele tocasse insistentemente em algo babado. Tomado de fogo, eu escutava pela primeira vez meu adestrador se masturbando com a imagem que ele mesmo construíra de mim. Eu era a obra admirando e desejando o artista que me fizera.

- Tô batendo um punhetão aqui!

Não pude resistir e respondi nesse momento.

- Uai, mas cê num é hétero?

Ele nem perdeu tempo.

- E sou, ué! Só tô batendo punheta, não tô te comendo!

Pra mim dava no mesmo, mas esse jogo de denominação me dava muito tesão, então instigava mesmo e o filho da puta sabia bem disso, tanto é que respondeu.

- Mas comia, viado! Te tacava a piroca desse jeitinho que tu tá aí mesmo, tá no ponto! Quer dizer, se tu quisesse levar a minha pica, né?

E riu. Foi aí que lembrei do que tava faltando: a minha confirmação. Por isso a inquietude daquele macho carioca. Como qualquer outro macho possessivo e egocêntrico, ele queria uma confirmação, queria me ver indo até a metade do caminho na linha do interesse, já que, por ser hétero, ele mesmo já estava ali indo até a metade do seu próprio caminho só pra interagir comigo, me dominar, me adestrar. Ficar sem resposta não fazia parte do feitio daquele abusado, mas eu gostava de brincar com isso, então o deixei esperando uns minutos. O tesão naquele cara só crescia, mesmo que a distância fosse enorme.

- Manda uma foto desse cacete aí!

Era tudo que ele queria, tanto é que a foto veio rápido, como se já tivesse sido tirada. Em frente a um espelho, um mulato do tipo meio claro, mas no tom de pele escuro, pardo, talvez um pouco maior que eu, ombrudo, corpulento e com uma aparência física de uns 33, 34 anos. Ele não tinha tórax definido, pelo contrário, era até meio parrudo, mas não necessariamente gordo. Apesar do flash ofuscar seu rosto, ainda conseguia ver uma barba e, por conta da posição, os pelos do sovaco fartos. Uma trilha de pelos também descia pelo peitoral e ia até o umbigo, culminando em mais pentelhos e a maior e mais suculenta de todas as surpresas que teria até então: um pau grosso e preto, muito do gostoso. Grosso mesmo, do tipo que até a pele do prepúcio era espessa, cobrindo parte da cabeça e meia bomba, ainda assim era cumprido. Um par de ovos comportados num sacão peludo. As coxas também peludas e os pezões 44 sustentando toda aquela magia carioca num chão de cimento, com fundo de tijolo. Estava sem ar, com a boca cheia de água e desorientado, mas veio outra foto.

- Durão pra tu!

Aquela parecia ter sido tirada naquele exato momento, por conta do ambiente. Parecia um quarto, ele tava deitado e de pernas cruzadas, com os pés visíveis no fundo. A mão veiuda, um relógio no pulso, e a caralha preta empenada, com a cabeça farta esbanjando uma quantidade enorme de pré-porra, baba de piroca, que ele tocava com a ponta do dedo indicador. Foi nesse momento que, num descuido fútil do Adestrador de Cadela, detalhei todos os cantos da imagem e percebi a aliança dourada no dedo anelar. Não hesitei.

- Não sei se tô com mais tesão nessas fotos, no seu corpo ou nisso aqui.

Cortei bem no anel e mandei. Ainda completei.

- Não sei nem se isso é certo, mas tô aqui aflito!

- Grava um vídeo pra mim então, vai?

Conforme recebia novos treinos de adestramento, entrava completamente na dança do meu treinador. Nesse dia, lembro que gravei um vídeo me dedando e enviei pro safado. Ele respondeu com um vídeo dele em frente ao espelho da primeira foto, tocando uma punheta bem lenta e intensa, de tão grossa que a vara era, parecia até ter dificuldades. Baixinho, podia ouvi-lo gemendo, assim como enxergava também a aliança de casado no dedo.

- ssssss!

Na terceira puxada na pica, mais baba escorreu e ele gemeu.

- E olha que eu não tenho pau babão! Tudo isso é fome do teu cu, viado! sssss

O fato de ser adestrado ainda somou com tudo que era capaz de sentir ao ver o que aquele homem fazia ao me ver do jeito que queria, fazendo o que mandava. Ele gostava de dar ordens, eu amava cumpri-las, então não tinha combinação melhor. Em alguns dias, ele não dava as caras porque estava com a mulher e me deixava isso claro.

- Manda mensagem não, se não vai dar "caô".

- Sem problema.

Na maioria das vezes, era no começo da madrugada que o carioca adestrador de cadela aparecia pra me treinar e apresentar novas formas de me submeter sexualmente, mesmo de muito longe.

- Tu nunca nem botou nada nesse cuzinho, viado?

- Nunca.

- Porra, então se liga..

Quando falava assim, já sabia que teria uma missão pela frente.

- Tu vai no sacolão, tem sacolão por aí, né?

- Sacolão?

- É, onde vende fruta, verdura, "essas porra"!

- Ah, sim! Hortifruti!

- Isso aí, então! Vai e compra uns dois ou três "pepininho" que tu olhar assim e achar médio. Tá entendendo?

- Aham.

- Compra e compra também umas camisinhas. Aí tu me avisa, "já é"?

- Claro! Deixa comigo.

- E ah!.. O meu nome é Rafael.

E uma carinha dando a língua. Que cara mais filho da puta. Tava tudo na mão. Gravei o vídeo me alargando com três pepinos, enfiando um de cada vez no cuzinho e contraindo firme o anel com cada botada e tirada que dava, ao mesmo tempo em que chamava por ele.

- Era assim que tu queria, Rafael? Sssssss! Tô botando tudinho bem lá dentro pra você! Tá apertadinho, imagina se fosse você aqui comigo? Hmmmmm!

Entre uma fala e outra, girava o fruto encapado pela camisinha e gemia ainda mais. Ainda tirava e ficava me dedando, ou abrindo a rabeta pra mostrar o quão larguinha ficava depois de invadida pelos desejos daquele homem casado e adúltero, carioca mandão.

- CARALHO, IGUINHO!

O apelido que ganhei do meu macho.

- Tu mora sozinho? Tem carro?

Ele falava bem baixinho, quase não entendia o que dizia. No fundo, ainda ouvia um barulho parecido com ronco, como se alguém dormisse perto.

- Como assim? Por que?

E aí recebi o vídeo. Num quarto muito escuro, uma luz fraca iluminava o corpão do filho da puta, deitado na cama de casal e peladão, tocando um punhetão na vara grossa. Como se não bastasse a ousadia da aliança no dedo, a mulher dele aparentemente tava dormindo bem ao lado, mas mesmo assim ele filmara e sussurrara pra eu ouvir.

- Olha o que tu tá fazendo comigo, sua cadelinha! Se tu continuar me provocando eu vou onde tu mora e te dou uma curra, ein caralho!

Impaciente, ele não se aguentou e levantou, indo em direção a um banheiro pra ficar mais à vontade. O vídeo acabou e aí recebi a chamada de vídeo. Comecei a ficar nervoso, mas atendi. De cara, já veio o rosto dele, e pela primeira vez identifiquei o cara com quem conversava e me expunha. Sobrancelhas grossas, barba por fazer, e o rosto clássico, másculo, meio quadrado. A cara de sono e o sorriso de piranho, me olhando na cara, ainda que pela tela. Apontou-me o dedo e falou entre o bico.

- Presta bem atenção que essa é minha última punheta antes de ir aí comer teu cu, seu filho de uma puta. Bota esse telefone numa mesinha aí e vira o cuzinho pra tela, vai!

Tentava não parecer nervoso, mas obedecia. O fato de chegarmos aquele ponto, no qual ele mostrava seu rosto e queria mais informações, só mostrava a evolução do nosso caso. Nesse dia, ele tava com tanto tesão que tocou punheta e gozou duas vezes. A porra quente e espessa caiu bem em cima do visor da câmera, tampando tudo. Ele ainda passou o dedo pra limpar, mas o gozo só fez prender entre seus dedos grossos e melecar pontes entre eles. Aflito, também gozei enquanto gemia seu nome e me masturbei.

Não acreditava muito nas palavras do Rafael, mas como sempre, cumpria cada uma delas. Dois dias se passaram e nós só nos conhecemos mais, além dele ter marcado que iria vir aqui.

- Já que tu mora sozinho, na sexta eu broto aí e passo o fim de semana! Tu tem carro, né?

- Como assim, cê tá louco?

- Tem carro?

Ele ignorava o que eu dizia, como se nem cogitasse não aparecer mesmo.

- Tenho.

- Então, tu me busca na rodoviária que não tem "caô".

- Mas e tua mulher?

- Minha mulher é você, Igor!

Eu obedecia, mas não caía nesse truque, porque sabia que era só papo de fodedor.

- É sério, uai! Ela não vai desconfiar de tu sumir?

- E tu acha que eu não vivo sumindo? Trabalho viajando, viado!

E foi aí que pude perceber que as coisas realmente poderiam acontecer.

- Se liga no que tu vai fazer..

- Fala.

- Tu vai comprar outro vestido parecido com aquele lá, só que vermelho.

- Por que outro?

- Porque agora eu quero vermelho. Vou ver os horários e o valor das passagens e te falo, "já é"? Aí tu me busca na rodoviária, mas tem que ir já com a roupinha.

Tinha como negar o pedido?

- Tudo bem, mas como vou dirigir por aí vestido assim?

- Relaxa que tu só vai "pilotar" na ida, viado!

A petulância, a ousadia, o abuso. Eu era todo dele, não tinha como. Separei tudo conforme o combinado e passei a semana aflito com o primeiro encontro, assim do nada.

- Sete horas de viagem, noventa reais de passagem. Olha o que eu vou fazer por causa de tu e da tua bunda, "Iguin"!

- Cê é doido, Rafael!

- Eu sou, doido por um cu.

Depositei metade do valor em sua conta e, no dia combinado, quase não saí do vaso de tão nervoso que tava, com o coração disparado e as pernas bambas. Finalmente a ficha estava caindo: perderia a virgindade com o tão sonhado cafuçu carioca, que estava apenas há poucas horas e quilômetros de distância, vindo do Rio de Janeiro, no qual deixou mulher e família, só pra saciar a vontade de lotar um cuzinho de viado com sua pica, até vazar leitinho de macho. Isso não tem preço! Coloquei a roupa conforme ele pediu, entrei no carro dentro da garagem e parti pra rodoviária.

Por sorte, o estacionamento estava praticamente vazio por conta do mau tempo e eu não precisei sair do carro. Com o corpo pegando fogo de aflição, detalhei meu veículo pra ele e disse onde estaria. Só com uma mochila nas costas, me veio o marrento. Blusa do Flamengo, cordão no pescoço, chinelos de dedo nos pés, boné na cabeça e a bermuda caindo, como se tivesse saído falando com a esposa já de costas, como quem não tá nem aí.

"- Falou, tô saindo!"

Dobrando a esquina, viu a rapaziada e perguntou.

"- Quem vai pro pagode tomar uma gelada?"

E aí parou em Belo Horizonte, ainda trazendo a chuva consigo. Que carioca pé frio! Mesmo de longe e no meio d'água, já detalhava todo o jeito incorrigível e inegável dele correndo, cruzando o pátio com a bolsa na cabeça. Pisquei o farol do carro com a mão tremendo e dei uma buzinada. Ele virou na direção e veio afoito. Sem qualquer hesitação e num movimento único, o Rafael abriu a porta do carro, se jogou no banco e a fechou. Tudo isso em menos de cinco segundos, rápido. Junto dele, um perfume amadeirado bem gostoso, misturado com água de chuva. Só então o safado virou na minha direção, já com metade do sorriso de piranho estampado no rosto bruto.

- Qual foi, Igor?

Eu de olhos arregalados, ele nem metade da preocupação que eu sentia. Como disse antes, o macho que nasce no Rio de Janeiro parece que conhece todo muito há muito tempo, então é difícil ficar tímido nessas horas.

- E aí, Rafael?

- Rafael não. Pra você eu sou o Carioca, adestrador de cadela.

- E aí, Carioca?

- Agora sim, viado!

E foi mordendo a boca, rindo. De dentro da mochila, começou a tirar alguma coisa.

- Trouxe dois "bagulho" aqui pra tu..

- Além da chuva? - brinquei.

- Vish, lá também tá assim. Começou a Temporada de Chuvas no Rio..

A gente riu. Ele tirou uma pacotinho e me deu, com algo embrulhado. Comecei a desembrulhar enquanto o cafuçu só me observava, aquele olhar de quem ia me comer a qualquer momento. Quando desfiz o embrulho, tinha nas mãos uma espécie de gargantilha com uma plaquinha de prata, na qual estava escrito "Do Carioca".

- Enquanto eu tiver aqui, tu vai usar isso pra mim!

Coloquei no pescoço e o nervosismo foi passando um pouco, dando lugar a um grande sentimento de luxúria por ser oficialmente posse de um homem. O processo de adestramento estava definitivamente concluído. Dei um sorriso e ele aprovou o visual.

- E o segundo presente? - perguntei.

Num só movimento, como fez quando entrou no carro, o puto tirou a mochila do colo e o caralho preto já tava pra fora, durão, não somente ao vivo e à cores, mas também pulsando aflito. Aí sim ele deu o sorriso completo de cafajeste e veio devagarzinho com a mão na minha nuca, como quem não queria nada.

- Todo teu, viado!

- Aqui!?

No meio do estacionamento do aeroporto.

- Agora! Anda, pode "vino"!

Não tinha como negar.

Cheguei o corpo pra cima do Carioca e, antes de começar a chupá-lo, precisava de brincar e analisar detalhadamente aquela vara escura e deliciosa, apetitosa. Minha mão não chegava nem a fechar toda em seu talo, além de ser quente e corpulenta. Ainda que dura, não parecia estar em seu total potencial, então só dependia de mim. Segurei os dois bagos pesados e lotados de leite, abaixei a cabeça e passei só a pontinha da língua quente no buraco por onde sai o mijo, sentindo inclusive o gostinho salgado que provavelmente era do último mijão que o puto deu antes da parada que o ônibus fez. Com o dedo no meu queixo, ele me fez encará-lo sem parar o que eu fazia, só pelo prazer e satisfação de ter um viado atraído por seu corpo, suas atitudes, sua piroca preta. Foi nesse curto momento entre a encarada e a lambida que, numa só vez, abocanhei todo o rolo de piru até onde aguentei. Como era a primeira experiência, fui mais do que deveria e senti a glande bater na garganta, mas consegui controlar a tosse e não fiz feio. Estava com a boca completamente aberta, tomando todo o cuidado pra não ser arregaçado e tê-la rasgada, porque a grossura era mesmo enorme, ainda mais na base, no talo da ferramenta. O safado esticou as pernas como pôde por dentro do carro e jogou o corpo pra cima de mim, praticamente me dando o piru pra comer

- Ssssssssss! Filha da puta "mermo" ein!

Deu o primeiro tapa na minha cara, que esquentou e me deixou ainda mais solto. Nas poucas vezes em que desgarrava daquela rola, era pra tentar engolir os dois ovões duros de touro do Rafael, também pretos que nem seu varal. Eram até mais quentes e com pelos na medida. Aí ele parava e batia na minha fuça com o caralho, enquanto se masturbava e mordia os beiços, se controlando como se não quisesse me estragar ali mesmo.

- Quero que tu me chupe e converse comigo ao "mermo" tempo, tu consegue?

Tornei a mamá-lo e logo ele começou.

- Tá gostando de mamar a piroca do Carioca, tá?

- Hmm-hmm.

A boca lotada, era difícil dizer qualquer coisa. Quando a tora fazia volume de propósito em uma das minhas bochechas, ele brincava de escová-las e ainda batia com a mão pelo lado de fora, rabiscando o céu da minha boca de baba. Nessas horas, até os dedos da mão tentavam entrar juntos, eu me esforçava ao máximo pra permitir isso porque queria satisfazê-lo de todas as formas possíveis.

- Que que um cuzinho não faz, né? Falando nisso..

Empinou-me no banco e, levantando o vestidinho vermelho, alcançou minha bunda por trás. Com uma mão completamente aberta sobre uma de minhas nádegas marcadinhas de sol, ele deu a maior de todas as apertadas e puxou a carne toda pra si. Eu sentia seus dedos atravessando meus músculos traseiros de forma quente, tal qual gado era ou ainda é marcado pelo dono da fazenda. Mas nesse caso eu era a cadela adestrada, totalmente entregue e disposta. Ele chegou mais pra cima de mim pra poder usar a outra mão e isso me deixou praticamente atolado nele, tragado por sua pica e de cara na pentelhada com cheiro de macho. Que delícia era a submissão!

- Sssssss! Vou acabar não aguentando, Iguinho!

Separou as duas nádegas malhadas e foi descendo o dedo médio bem por cima do elástico do fio dental. Com o dedão, afastou o tecido e continuou até a pele começar a enrugar e se transformar em preguinhas, que não resistiram ao primeiro contato abafado de seu primeiro desbravador. A piscada que dei foi tão intensa que senti o botãozinho que era o cu literalmente morder o dedo moreno do Carioca. Senti a mão levantar no ar e cair com tudo, voltando a me marcar com vários tapas, agarrões, puxadas e apertões.

- Caralho, tua bunda parece até "daquelas mina" de pornô, "tá ligado"?

- Hmmmmm.

Mamando, ainda não dava pra falar nada, só sentir mesmo.

De onde tava, só via pentelho e sentia o cheiro do corpo vindo cada vez mais pra cima de mim. Me olhando, ele lambeu um dedo inteiro e tornou a brincar de deslizar no meu rego. Dedou um pouquinho, lambeu mais e voltou à brincadeira. As pregas iam cedendo e piscando cada vez mais violentamente, cientes de que encontrariam a curra, digo cura, para todo o desejo acumulado. Mesmo descontrolado, eu sabia que poderíamos ser pegos ali a qualquer momento, então precisava ir logo pra casa pra poder ficar mais à vontade. Mas como contei a vocês, Carioca tá sempre em casa, não importa onde. Quando dei por mim, o cu já lutava intensamente contra a insistência de dois dedos completamente atolados e mexendo lá dentro, como se quisesse passar pra mim o calor do próprio corpo.

- SSSSSSSSS! Vira aqui, vira!

- A gente tá na rodoviária ainda.

- E daí? Só vira, viado!

Hesitante, desci ambos os bancos e facilitei o posicionamento. Virei de costas pra ele, meio que de ladinho, e o safado já veio se encaixando atrás de mim, não tinha nem tirado a bermuda e nem a camisa do Flamengo, de tão prático ou piranho que era, movido à sodomia. Segurou uma perna minha no ar e, com certa dificuldade, encaixou o caralho na portinhola do meu rabo, bem entre as nádegas. Mexendo de um lado pro outro, tentou a entrada, mas o anel freou e não permitiu. Ele meteu a mão no meu pescoço, meio que me puxando pra si, e foi pedindo.

- Confia em mim, vai! Relaxa que vai dá bom!

Descendo a mão, começou a alisar meus mamilos e massageá-los entre os dedos. Fui ficando mais excitado ainda e ao mesmo tempo menos nervoso, e aí o Carioca aproveitou e foi deslizando, expandindo meu cabaço pela primeira vez.

- Hmmmmmmmm!

Meus dedos dos pés torciam pela sensação de alargamento e lotação, mas ao mesmo tempo começava a me sentir completo. Mesmo antes da cabeça ter passado por completa, ele já foi tirando e entrando de novo, não muito rápido, mas também sem muito tempo pra me acostumar.

- Ssssssss! Olha esse cacete sumindo dentro de tu, viado!

Quando aquele homem agarrou minha cintura pelos lados pela primeira vez, senti que estava prestes a ser fodido de verdade, que foi o que acontece. O carro já tava todo embaçado, a chuva nem tava tão forte assim, mas nenhum de nós nem aí. Até suando já estávamos e meio ofegantes. Ele limpava o suor da testa esfregando-se no meu corpo, porque uma mão me puxava pra si e a outra suspendia minha coxa, ao mesmo tempo que o caralho impaciente me explorava com o impulso do quadril.

- Hmmmmmmmm! Caralho!!

A piroca foi ficando cada vez mais corpuda, ocupando mais e mais espaço, eu não sabia mais se aguentaria tanto tempo. Foi aí que o safado tirou tudo e foi se ajeitando.

- Agora troca de lugar comigo, anda!

- Como assim?

- Tu vai me mamando até lá.

Não acreditei.

- Tá com a carteira de motorista aí, pelo menos?

- Eu nem tenho.

E riu.

- Anda logo, porra!

Trocamos de lugar e só aí percebi que o Carioca não era dali. Ele ligou o motor e deu partida, pegando a avenida à nossa frente com experiência.

- E cê sabe chegar lá em casa?

- Quem disse que "tamo" indo pra tua casa?

Deu duas voltas na rua ao lado de onde saímos e pegou um retorno. Atrás do prédio, o letreiro enorme: MOTEL. O cu piscou e senti o vazio deixado pelo exercício de alargamento praticado com a vara dele. Com uma mão no volante, ele pegou minha nuca e abaixou em sua virilha.

- Num falei pra tu ir mamando até lá?

Obedeci, óbvio.

Na portaria, assim que entramos, parei o serviço e o canalha só fazia me deixar mais excitado ainda pra voltar a foder.

- Tem dinheiro aí, né?

- Tenho.

Sustentar esse vício era a cereja do bolo. Subi ainda de vestido e o safado com o caralho marcado na bermuda. Mal entramos no quarto gelado e ele me jogou em cima da cama redonda, olhando o teto espalhado. Me colocou de quatro, puxou a calcinha pro lado, arreganhou minhas pernas e raba e veio com a cara toda, a língua certeira no olho do meu cu. Ainda tentou morder, virando o rosto pros lados e linguando fundo, apertando minhas coxas pra que não saísse. Eu piscava mais que tudo, totalmente perdido de tesão, puxando o lençol e me arrastando pra cima dele, de tão intenso que tava. Ainda rebolava enquanto forçava sua cara no meu cu.

- SSSSSSSSSSSSS!

Tomei dois tapas e ele se ajeitou, ficando parado atrás de mim. Posicionou as mãos sobre meu cóccix como se fosse projetado pra isso e ficou sarrando o caralho duro na portinha do cuzinho, de um lado pro outro, pela bermuda. Escutei o zíper abrindo, um cuspe e logo ela veio outra vez, a vara que tanto queria. Agora de quatro, entrou mais fácil que tudo de uma só vez e o puto agarrou minha gargantilha e a puxou, me trazendo pra trás. Completamente empinado, o cu automaticamente apertou na caralha e ela pulsou firme. O Carioca me envolveu num abraço quente e apertado, ainda que todo torto, e enfiou o linguão com o gostinho do meu cu na minha boca, dando um puta beijão pornográfico, do tipo de lambe a cara toda, morte, chupa, pra escrachar mesmo. Isso tudo sem parar de meter contra meu anel latejante.

- Sssssssssss!

Às vezes parava o beijo e abria minha boca, cuspindo lá dentro e vindo em seguida pra esfregar o linguão de novo, que nem bicho. Enquanto isso, o quadril só estocando de tudo que era direção, pra ter certeza que comeu todas as preguinhas, uma de cada vez. Nem sabia mais se o cabaço ainda existia de tão entregue que estava, tomado pelos sentimentos da luxúria e da putaria.

- Vira aqui!

Eu só virava, mesmo que não quisesse, porque era ele quem controlava meu corpo. Deitou-me de bruços e, segurando meus braços como se eu fosse um carrinho de mão, danou a meter e me puxar pra trás, contra a própria vara. Toda vez que o saco batia no meu, o cu dava aquela piscada e o caralho pulsava em resposta.

- SSSSSSSSS!

Aí ele gemia e se esticava ainda mais sobre mim, tomando mais impulso e virando uma espécie de bate-estaca. O barulho do choque começou e não faltou mais nada, só me abri sobre a cama e senti meu próprio orgasmo chegando, pela primeira vez tomando no cu.

- Ahnnnnnnn! sssssssss

Ele acelerou e nos sacudiu na cama, sem dó. Quando comecei a gozar, o anel trancou ainda mais e apertou a caceta. Ele começou a gemer daí, mesmo que só fosse ejacular minutos depois.

- Hmmmmmmmm! Caralho, que delícia!!

- Isso! Fode, Carioca! Rasga essa porra!

- Hmfffffff!

Junto de vários tapas na cara, veio a gozada que esquentou de vez minha raba e terminou de bambear minhas pernas, por mais que estivesse deitado.

- Arhfffffff!

Todo esticado em mim, ele deixou o corpo perder todas as forças e caiu, com o suor e o contato quente escorrendo, ofegante. O dedo veio direto no meu rosto, virou-me pra si e vieram os beijos safados. Só o olho no olho, mais nada. A vara foi amolecendo, mas não ficou completamente flácida. O leite escorreu pra fora do cu e eu peguei no sono.

Durante nossa curta estadia no motel, rolou água quente e muita espuma dentro da hidromassagem. Enquanto o tesão subia, rolava a sacanagem, não tinha lugar certo. Na garagem, na hora de ir embora. Na sauna, quando tava vazia, eu tive que dar uma mamada naquele nego de sunga. E também na salinha de hóspedes, já de madrugada. No sábado, pela tarde, fomos pra minha casa e continuamos as sessões práticas de Adestramento. O Carioca não cansou de me comer do jeito certinho que um macho deve fazer, ele sequer saía da cama, porque até fazer a comida e trazer em sua mão eu fiz. Massageei seus pés másculos com a boca e lustrei a sola deles com a língua. Mesmo em pouco tempo, nossa entrega um pro outro foi tamanha que até mijar em mim eu permiti que o puto mijasse.

- Tu se amarra, né? Abre a boquinha.

Acordei e dormi tomando varada no lombo, hospedando e também dando pra um cafuçu abusado, folgado e marrento pra caralho, do jeito que eu gostava. Fiquei com tanto leite dele dentro de mim que não sei como não acabei engravidando, o que seria a melhor de todas as luxúrias.

- Se desse pra engravidar viado, eu te botava logo uns três filho meu pra tu carregar. Um ia ser só pela boca, Iguin!

Mesmo tendo apenas quase três dias de contato físico, nossa química e física eram maravilhosas, com total entendimento. Houve vezes que eu fazia questão de pegar no sono sem tomar banho, só pra ficar com o suor e os fluídos daquele homem no meu corpo. Virei praticamente um depósito pessoal de porra do Rafael, mesmo que não recomende o sexo sem camisinha. No final de tudo, ainda teve jogo do Flamengo no domingo e ele ficou até de tardinha pra assistir. Comprei umas cervas, o servi e deixei que ficasse bem descansado pra partir. Ainda fui levá-lo à rodoviária e paguei o último boquete lá.

- Esse aqui eu deixei pro final.

Na hora de gozar, ele pegou uma cueca usada e esporrou em cima. Foi o único leite que não parou dentro de mim, porque foi a lembrança mais piranha que ele deixou em Minas. Mesmo depois de voltar pro Rio de Janeiro, o abusado não abandonou mais. Fiquei sabendo que discutiu com a mulher por causa do sumiço, mas deu a desculpa de que foi comprar peças de uma oficina com um amigo numa feira de automóveis.

- Vai conseguir escapar dessa?

- Já escapei, pô. Aqui é muito jogo de cintura, viado! Ou tu já esqueceu?

- Claro que não! Tu é Carioca, o Adestrador!

- E tu é o que?

- Eu sou tua cadela!

- Então tamo junto, viado!

Atualmente, estamos marcando o segundo encontro dessa putaria deliciosa que só um carioca sabe comandar!

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REPRODUZINDO.

Quinto grande conto desta temporada.

Avisos importantes!!

1- Viado é ELOGIO.

2- Não sabia que pepino é fruta. Pensei que fosse legume ou verdura, gente!

3- Esse conto tem várias, várias, vááárias curiosidades escondidas por suas linhas. Divirtam-se!

NASCEU.

CRESCEU e se REPRODUZIU.

Agora, mais uma vez, ele abre as portas:

'CDL' - Clube de Lolitos vem aí!

e-mail: andmarvin@yahoo.com

twitter: @andmarvin_

Comentários

14/08/2017 10:07:33
Também senti um pouco de falta da convivência dos dois fora da cama... Talvez se tiver continuação, quem sabe... :)
02/08/2017 21:20:50
Um sonho de consumo esse carioca adestrador....
27/07/2017 19:19:13
eu caso com um desse
24/07/2017 17:38:31
Muito bom, mas queria ter visto mais da relação dele, o Carioca voltando e fazendo ele de putinha particular e escrava. Um viado desses é pra manter na coleira no chão e guardar pra toda vida.
22/07/2017 13:12:52
Eu, particularmente, não gosto muito de feminização kkkkk mas teu conto é bom.
20/07/2017 18:18:10
Conto maravilhoso como sempre aguardo o próximo

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