FAZIA UM TEMPÃO QUE ELA NÃO FODIA

Um conto erótico de Ehros Tomasini
Categoria: Heterossexual
Contém 1776 palavras
Data: 12/07/2017 02:44:49
Última revisão: 29/11/2017 14:49:46
Assuntos: Anal, Heterossexual, Oral

A CABINE ERÓTICA – Parte 05

Tranquei-me no meu quarto e fiquei lá por dois dias seguidos. Só saia quando minha irmã não estava em casa. Ela batia na porta e eu fingia estar dormindo ou ausente. É que eu tinha a chave do quarto, podia sair e deixa-lo trancado. Por estes dois dias, perdi interesse por sexo. Mas bateu-me a vontade de foder a vizinha de novo. Fui ao seu apê, aproveitando uma das ausências da minha irmã.

A vizinha abriu a porta de óculos escuros, não muito animada. Cumprimentou-me sem muito entusiasmo. E deu-me as costas, assim que me deixou entrar. Perguntei o que estava acontecendo. Ela suspirou, antes de responder:

- Fiz a merda de dizer para meu irmão que havia perdido o tesão de trepar com ele. Quis pegar-me a pulso e eu resisti. Então, me espancou bastante. Claro que desconfiou que você era o motivo da minha mudança. Deu-me um prazo de uma semana para me livrar de ti. Senão, ele te faz algum mal, e eu não quero isso.

Confesso que eu já esperava coisa do tipo. No entanto, percebi que estava disposto a enfrentar o cara. Não sei onde fui buscar aquele tipo de coragem. Sempre me achei um covarde. Naquele momento, no entanto, me sentia solidário com a coroa e o que saiu da minha boca não tinha nada a ver comigo:

- Eu não tenho medo do teu irmão. Podemos enfrenta-lo juntos.

- Tá doido, é? Ele não é flor que se cheire e certamente acabaria contigo! – Espantou-se ela – E eu não quero ficar com esse peso na minha consciência.

Abracei-a carinhosamente pelas costas. Ela não me repeliu. Começou a chorar e eu tive enorme pena dela. Nem notei o quanto estava sendo afoito, quando perguntei:

- Em que delegacia ele trabalha? Diga-me, e irei ter uma conversa com ele.

Ela voltou-se de frente para mim, olhando-me bem dentro dos meus olhos. Tinha lágrimas nas faces e um sorriso débil nos lábios, mas uma chama de orgulho no rosto.

- Nossa, mô, está mesmo querendo enfrentar meu irmão por mim?

- Sim.

- E como pretende fazer isso?

Cerca de duas horas depois, eu invadi a delegacia onde o cara trabalhava, com um monte de fotos nas mãos. Havia fotografado o rosto da coroa com meu celular e depois imprimido os arquivos em papel, na minha impressora, que uso para fazer meus trabalhos escolares. Entrei na delegacia de mão erguida, deixando ver as fotos, enquanto desafiava:

- Onde está o filho-da-puta do policial que gosta de bater em mulher? Dizem que ele é metido a acochado, mas quero ver se encara uma denúncia à delegacia de mulheres – e deixei cair as fotos que ficaram espalhadas pelo chão, pra todo mundo ver.

Um dos policiais à paisano que estava no recinto veio até mim, abaixou-se e pegou algumas das fotos. Logo reconheceu o rosto com olho roxo da coroa. Olhou diretamente para onde estava o irmão dela, que ainda estava surpreso com a minha entrada na delegacia. Depois, seu semblante era de puro ódio. Levantou-se do tampo do birô onde estava sentado e veio furibundo em minha direção. O policial que tinha as fotos na mão, no entanto, barrou-lhe a passagem, espalmando a mão em seu peito:

- Alto lá. Se tocar no garoto, vai se haver comigo. Ele está fazendo uma denúncia grave, você bem sabe disso. Se ela tiver fundamento, você está fodido. Portanto, vou interroga-lo. E me faça o favor de não interferir, nem fugir.

O policial era mais idoso e mais franzino que o irmão da coroa, mas devia ser um cara respeitado pelos companheiros. O irmão da minha amante estancou, apesar de continuar me encarando com ódio. O policial me conduziu amavelmente a uma sala e pediu para que eu me sentasse. Jogou as fotos na minha frente, sobre o birô, e perguntou-me:

- O que tem a me dizer sobre isso?

Ajeitei-me na cadeira e contei os últimos acontecimentos. Disse que era namorado da coroa e estava revoltado com o tratamento que o pulha vinha dando à irmã, culminando na surra. O policial escutou tudo sem me interromper, até que perguntou:

- Você sabe com quem está se metendo, meu filho?

Estanquei. Até então, não havia parado para pensar nisso. Respondi:

- Não, não sei. Mas isso não significa que vou ficar parado, vendo minha namorada ser espancada por esse filho-de-puta. Nem se ele fosse marido dela. A Lei Maria da Penha a protege.

O policial sorriu. Devia estar rindo da minha ingenuidade. Claro que a Lei não iria ser usada contra um policial. Abafariam o caso e eu estaria fodido. Gelei com esse pensamento. O que ouvi do meu interlocutor, no entanto, me deu alento:

- Faz tempo que eu quero foder esse cara, e você está me dando uma excelente oportunidade para isso. Aliás, quase todo o departamento o detesta. O sujeito está sempre metido em algum rolo e, na maioria das vezes, de forma escusa. Mas a partir de agora você deve tomar cuidado. Ele é vingativo e, se não fizer, vai mandar comparsas para atingir você. Ele sabe onde você mora?

- Sim. E também me parece que conheceu meu falecido pai.

O policial encostou-se melhor no assento. Pareceu cismado. Levantou-se, abriu a porta da pequena sala onde estávamos e confirmou que não estávamos sendo espionados. Trancou-nos à chave, antes de perguntar:

- Teu pai foi aquele que foi assassinado mês passado?

- Meu pai morreu num acidente de carro. Estava acompanhado de uma mulher, que faleceu junto com ele.

O policial meteu a mão dentro de uma gaveta e tirou de lá uma pasta contendo fotos e alguns documentos. Separou uma fotografia e jogou-a sobre a mesa. Perguntou:

- Teu pai é este?

Sim, era. O sujeito ficou muito sério com a minha afirmativa e eu comecei a cismar de todo aquele mistério. Perguntei o que estava acontecendo, mas ele desconversou. Disse que tinha sido o responsável pela investigação da morte do meu velho, mas que esta diligência havia se mostrado inconclusiva. Despediu-se de mim com o seguinte conselho:

- Vá para casa e evite andar sozinho, principalmente à noite. Fique com o meu cartão e me ligue imediatamente, se achar que está sendo seguido. Afaste-se da irmã do acusado, por uns tempos. A menos que tenha condições de leva-la para morar no teu apê.

Eu não havia pensado nessa possibilidade. Disse que teria de conversar, primeiro, com ela. Ele pediu-me para informa-lo do resultado da conversa, depois. E eu fui-me embora sem dar a mínima atenção ao irmão da coroa, que parecia aguardar a minha saída da sala. Vi quando ele fez um sinal com a cabeça para alguém, mas procurei não demonstrar ter percebido. Pouco depois, eu estava na rua. Pretendia voltar para o meu prédio. Ansiava falar com a coroa sobre a possibilidade de ela passar uns dias morando comigo. Quando me dirigia a um ponto de ônibus, um carro encostou perto de mim e buzinou. Uma morena esticou-se para perguntar:

- Moço, sabe onde fica este endereço?

Olhei o pedaço de papel que ela me mostrava, com algo escrito. Reconheci o nome de uma rua que ficava perto da minha casa. Vi ali a oportunidade de uma carona. Primeiro, tentei orientá-la para que chegasse ao local. Mas ela fez cara de confusa. Perguntou se eu não poderia leva-la até lá. Entrei no carro. Foi o meu erro.

Nem bem sentei-me ao seu lado, levei um murro potente no estômago. A visão ficou turva e eu devo ter desmaiado, pois acordei com um cheiro forte de maresia entranhado no meu nariz. O estômago ainda doía, e eu tinha as calças arriadas até os tornozelos. As mãos estavam presas para trás, por uma amarra plástica. A mulher estava sentada, mãos no volante, ao meu lado. Parecia pensativa. Quando percebeu que eu acordara, perguntou:

- Do que você e aquele policial conversaram? E não me faça perder tempo com mentiras. Disso vai depender tua vida.

- Ele ficou de reabrir a investigação sobre a morte do meu pai – Eu disse sem pensar.

Ela esteve um tempo olhando para a minha cara, como se quisesse confirmar se eu dizia a verdade. De repente, tirou do porta-luvas um punhal afiadíssimo e eu me desesperei.

- Porra, estou dizendo a verdade!

Num movimento rápido, ela cortou a tira de plástico que me servia de presilha. Depois, me pediu para eu levantar minhas calças. Fiz que não ouvi. Ela voltou a dizer:

- Esconda esse cacete enorme, garoto. Está me incomodando a visão dele.

Eu sorri. Apesar da situação incomum em que me encontrava, tive um pensamento libidinoso. Arrisquei:

- Guardo-o assim que me der uma chupada gostosa. Faz tempo que não fodo uma boceta – eu estava aprendendo a mentir de forma descarada, e estava gostando disso.

Ela olhou para mim. Estava séria. Desviou o olhar para o meu pau ainda mole e eu senti que estava carente de sexo.

- Também faz tempos que não fodo. Mas tenho idade de ser tua mãe, rapaz.

Olhei para seu rosto e seu corpo e ambos eram atraentes. Confessei:

- Minha namorada deve ter a tua idade. Gosto de coroas. Ficaria feliz de dar uma foda contigo.

- Eu te ataquei. Não está com raiva?

- Parece que se arrependeu. Então, por mim está perdoada.

Antes que eu terminasse a frase, ela se jogou para perto e me beijou ardentemente os lábios. Depois foi descendo a boca por meu abdome e logo estava abocanhando meu caralho. Gemi de prazer, quando pegou meu pênis com a mão e encaixou-o na boca. Depois, desenvolveu nele uma punheta suave, enquanto me chupava com gula. Gemia tanto quanto eu. Era dessas que sentia prazer em chupar. E como chupava gostoso, a danada. Logo, eu estaria gozando em sua boca.

Mas aí ela parou a felação e tirou rapidamente toda a roupa. Aproveitei para dar uma olhada: estávamos estacionados numa praia deserta, num dia nublado. Ela jogou-se sobre meu colo e se enfiou de uma vez em mim. Sua vulva era quentíssima e estava encharcada. Ela deu um grito demorado, como se realmente estivesse muito tempo sem transar. Voltou a beijar-me os lábios com sofreguidão e seu corpo começou a se tremer. Levei minha mão entre suas pernas e lambuzei meus dedos com o seu próprio gozo. Ela acelerou o ritmo do coito. Retirei minha mão da sua vulva e meti meu dedo médio em seu cuzinho. Ela peidou em meu dedo, depois enfiou-se nele mais profundamente. Urrava de prazer.

- Goza! Goza! Quero sentir tua porra quente dentro de mim.

Não mais me segurei. Enquanto minha irmã e a negrona me pediram para prender o gozo, ela ansiava por meu leitinho quente. O jato veio rasgando tudo, lá de dentro de mim.

FIM DA QUINTA PARTE

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Comentários

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Meu Deus, como você escreve bem, meu anjo! Excelente texto, enredo impecável, excitação máxima! Parece roteiro de um grande filme candidato a Oscar. Adorei. Espero um dia conseguir escrever com a sua maestria (leia meu conto, ficarei feliz!). Parabéns e nota dez.

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caramba... Gosto do jeito misterioso dos seus contos e do genero crime-policial. Aguardando a continuacao

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