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Um Cretino Irresistível: Casa de Bonecas Parte 3

Três semanas se passaram. Três semanas que não terminaram, três semanas que me levaram a beira da loucura. Ficar naquele quarto está me deixando a beira de um colapso.

Todo Dinha tínhamos um jogo diferente. Quando você não jogava o jogo dele, você ficava dias de fome, sem água, ouvindo uma sirene até o seu ouvido dizer chega. Era obrigado a ficar com cobras no quarto e todo tipo de coisa que a mente doentia do Felipe inventasse.

Uma certa noite a porta se abriu, depois de quatro dias que estávamos lá naquele banque. Foi a primeira vez que vi o Murilo.

Ele estava já com roupas novas, mais seus olhos estavam fundos. Parecia não ter dormido. Usava uma camisa xadrez e uma bermuda branca. Estava com botas de explorador.

Nem nos falamos direito. Se abraçamos e nos beijamos.

- Você está bem? O que ele fez com você? - perguntou Murilo tentando não chora.

- Eu tô bem.

Eu e ele usávamos a mesma bermuda e camisa, só que das cores diferentes a minha era vermelha.

O corredor era coberto de luzes piscando, meu quarto era de frente a outro. E assim seguia os outros dois.

Caleb saiu de um dos quartos e mais um garoto saiu de outro. Esse garoto era oriental, seus braços enormes e pele branca estava marcado de repletos machucados. Quando forcei minha mente a lembra dele quase paro. O olhei com tristeza.

- Lay, o que faz aqui ?

- Hora errada. Momento errado. - respondeu olhando para cima.

Eramos vigiados por algumas ceras de segurança. Felipe tinha sua casa de bonecas e nos eramos seus brin

Todos nós não estávamos dormindo direito. Da última vez que dormi pesado. Acordei com uma cobra na minha cama.

Não sabíamos se era dia ou noite. Terça ou quarta. Contava os dias de acordo como acordava e dormi.

- Você escutou isso? - perguntou Lay.

- Sim. - respondeu Caleb. Todo dia nesse mesmo horário. É disparado esse som, as luzes apagam e nada mais sai.

Caleb usava uma cor laranja de sua camisa e Lay uma roxa.

- O gerador de energia. - disse Murilo.

- Vocês dois conhecem esse maníaco. Podem deduzir os passos dele. - disse Lay. Ele de todos era o que não deveria está aqui em baixo.

Murilo pensou e viu as câmeras desligadas.

- Podemos explora esse local. Ver uma saída. Vocês já tentaram fugir daqui? - perguntou Murilo com esperança.

Caleb redirecionou o olhar para Lay e dispararam em uma conversa. Caleb sempre foi bom com as palavras e não pedia uma discussão. Com relutância Lay perde.

- Tem um lugar. - disse Lay. - Mais ou menos a 30 metros daqui. O gerador de energia dispara antes que a gente chegue. Da última vez que tentei fugir. Não deu certo.

Ele esfregou o braço, que só agora percebi que estava queimado. Ele tocou ela com dificuldade, como se a dois minutos ela estivesse quente.

- O outro lugar leva a uma escada que dá para lugar lá em cima. O único problemas é que ela é espreita demais é só podemos subir um por vez. - disse Caleb num tom nostálgico e infeliz.

Caleb começou a falar seu plano. Era uma ideia louca. Mais poderia da certo.

Ouvimos os disparos do gerador ligando. Aproximandos 15 minutos para ele ligar totalmente.

"Boa noite vadias. Sigam a trilha de luz para termos um novo jogo."

Ficamos parados. A tempos que não nos víamos e agora estamos aqui, sendo bonecos vivos de um psicopata.

"Boa noite vadias. Sigam a trilha de luz para termos um novo jogo."

- Já escutamos seu filho da puta. - resmungou Lay. - Alguém sentiu minha falta?

- Nao sei meu amigo. - respondeu Murilo. - Só tive tempo de entrar na cadeia e ser sequestrado.

Caleb olhava para as paredes e para as câmeras. Como se estivesse maquinando algo.

- O que está pensando, Caleb? - perguntei com uma portinha de curiosidade.

- Felipe queria nos tortura um por um. Ele tem provas o suficiente para nos levar para cadeia. Mais prefere nos tortura, com jogos e sermos a sua diversão da noite. - disse Caleb. - Ele não mataria a gente. Se ele controla tudo aqui. Temos que consegui acha a sala de máquina onde ele manda e desmanda nessa casa.

A casa de bonecas do Felipe era gigante. As luzes terminavam num salão. A porta estava aberta, como se estivesse nos esperando a muito tempo. Dentro dela era uma sala de estar. Mais não quer sala de estar a sala de estar dos Sollath. Lá estava o sofá branco da mãe dele, o abajur pendurado no teto. No centro tinha uma mesinha com um jogo de banco imobiliário, dos quatro cantos da mesa tinha um chá com bolinhos.

Um piano ficava ao lado esquerdo da sala.

"Hora do jogo, agora sentem e Lay será o primeiro, o jogo é fácil. Joguei os dado e tire uma carta."

Cada um sentiu de um lado da mesinha. Lay começou a jogar, os dados deram em total 8. Ao andar até a oitava casa, ele tirou a primeira carta.

- Você não vai trazer ela para cá. - gritou em resposta.

- Lay o que foi? - perguntou Caleb num tom de preocupado.

Os dois estavam aqui a mais tempos e passaram por mais coisas que eu e Murilo. O laço entre eles estava bem forte. Lay virou a carta, era a foto de uma mulher com os mesmo traços que que ele. Era sua mãe.

- A vez agora é do Richard. - disse a voz.

Joguei os dado dando 12, a décima segunda casa, quando tirei a carta era a foto do meu irmão.

- Sua vadia. Pode brincar comigo, mais se toca num fio de cabelo do meu irmão. Eu mesmo vou matar você. Tá ouvindo?

O alarme soou. Caleb e Lay correram para seus quartos. Murilo e eu tivemos que fazer o mesmo. A noite foi horrível, não consegui dormi com a ideia do meu irmão está naquele inferno.

Se fôssemos bonzinhos, a comida era entregada três a quatro vezes no dia.

Aquela noite nem ao menos encostei na minha. Por noites chorei por esta ali. E me culpava por todos estarmos ali. O quão burro fui. De tanto cansaço, meus olhos pregaram por um instante.

Assim que as luzes do quarto acenderam, tinha um envelope na minha cama.

Abri ele. Era uma carta do meu irmão. Quando li quase choro. Ele pensava que eu tinha morrido. Eu e todos os outros. Tinha uma foto no cemitério. Quatro caixões sendo enterrados.

Meu coração falhou uma batida. Meu irmão, agora ele estava sozinho, pensando que eu tinha morrido o abandonado.

- Você está feliz Felipe? - perguntei para a câmera que me acompanhava.

Ouvi um grito. Vim de um dos quartos e era o quarto do Murilo. Não sabia ao certo o que aconteceu.

O grito era de pavor. O que será que Felipe tinha feito para ele. Tentei gritar. Ao primeiro som que fiz, uma descarga elétrica percorreu meu corpo cai me debatendo.

Versão Murilo.

Acordei desnorteado. Lembrava que Felipe tinha vindo aqui no quarto, não sabendo como. Briguei com ele e depois só lembro de ter desmaiado. Meus olhos focam para minha camisa que estava suada.

Levanto minha mão, era sangue. Olho para frente do quarto, estava o corpo do Richard debruçados, em torno de uma poça enorme de sangue.

- Não, Não, Não.

Gritei de terro em ver ele morto ali no chão.

- Acorda. Acorda. Acorda.

Peguei o corpo dele ali em meus braços. Não acreditando no que vi.

"Parabéns Murilo. Você está quase lá" - disse Felipe.

Eu tinha matado a pessoa mais importante para mim.

Versão Lay.

Acordei sem forças de sair daquela cama. Um voz chorosa no alto falante falava meu nome.

- Mãe. - disse ao reconhecer a voz.

Ela estava chorando, chegava a soluçar. Percebo que na minha cama tinha um envelope. Ao abrir vi a foto.

Era meu corpo achado deformado no meio da estrada.

- Porque meu filho. Meu menino. O que fizeram com você? - dizia minha mãe.

- mãe eu tô aqui. Mãe ainda estou vivo. Mãe....

Versão Caleb.

Eu não acordei no meu quarto. Eu nunca disse isso para ninguém eu tinha medo de água. Rio, mar e etc. Não gostava. Eu me virei e cai de cara num buraco cheio de água.

A água era escura. Meu desespero falou mais alto. Não sabia nadar e morreria ali afogado. Quanto mais me batia mais lunático ficava.

Sentia mãos pegando minhas pernas, me puxando para baixo. Eu gritei mesmo quando me agarrei em algo pegajoso.

O tronco virou, foi então que meu desespero falou mais alto. Era o corpo do Murilo na água.

- Me tira daqui. Felipe. Me tira daqui.

"Todas as minhas hás bonecas vão aprender que quem manda aqui sou eu."

Comentários

07/06/2017 11:14:35
brasil... tô ansioso pra ver o Felipe cair do cavalo.Esse conto está muito bom.

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