Casa dos Contos Eróticos

Furacão Narcisa

Categoria: Heterossexual
Data: 14/02/2017 00:34:19
Última revisão: 06/08/2017 05:23:36
Nota 10.00
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A pedido de um amigo, vim contar pra vocês um pouco da minha história, mas já faço um adendo: pode ser que as coisas não aconteçam do jeito que vocês esperem. Sinto que vão me detestar em grande parte do relato, mas não tem problema. Acho que no fim das contas podemos nos descobrir grandes amigas, se conseguir me fazer entendida.

Eu nasci Bruno Narciso, mas nunca me senti bem dessa forma e sempre me identifiquei com o feminino. Hoje sou a Narcisa. Nunca senti vontade de fazer cirurgia pra me tornar trans, porque não é nosso órgão que define o que somos. Também nunca liguei de me vestir do jeito que me sentia melhor, tornando minha aparência cada vez mais feminina. Por sorte a genética me garantiu um corpo fino, mas com bundão. Fui criada na favela do Azulzinho, Zona Norte do Rio, só com a ajuda da minha mãe porque meu pai me abortou ainda cedo e nunca mais o vimos. Isso fez com que meu laço com ela fosse bem forte, estávamos sempre nos virando como podíamos pra sobreviver e fui aprendendo muito sobre independência com minha mãezinha. Mas, como toda vida tem seus bons e maus momentos, logo ela partiu, me deixando sozinha e com um bar na comunidade pra tomar conta. Estou começando desse ponto porque tenho certeza que todas essas experiências contribuíram pra visão que passei a ter dos homens.

Desde pequena, quando naturalmente me tornei feminina de comportamento, minha mãe sabia o que eu era e nós nunca precisamos discutir sobre isso. Um dos caras que ela se relacionou não me aceitava e então ela terminou. O outro era excessivamente ciumento e não a deixava trabalhar, chegando a agredi-la dentro de casa. Juntas, mostramos a ele que homem nenhum bate em mulher aqui na comunidade. Depois que ela se foi, me convenci de que nunca abaixaria a cabeça pra nenhum deles, mesmo sabendo que era viado e que gostava muito de um pau. De pau sim, de homem não. Agora imaginem bem uma negra belíssima, favelada, cacheada e rabuda? Era assim que eu era. Orgulhosa de onde eu vim e nunca levando desaforo pra casa. Eu podia até não ser considerada mulher por alguns, mas não perdia pra NENHUMA delas!

Sexta-feira, dia de baile funk. Tava sentada no balcão, de sainha, chinelo e um topzinho, o cabelo preso pro lado e lixando as unhas. Um calor desgraçado na rua do Relâmpago e o bar vazio, só escutando a Furacão na TV, doida prum atrito.

- Quanto é a Antarctica, meu amor?

Mais um daqueles cafuçus que pensa que estamos caidinhas por eles.

- Pra você é seis.

Respondi debochando, porque odiava macho abusado. Na verdade a cerveja era quatro. Ainda assim o malandro entrou sorrindo e veio comprar, do jeito que eu gosto. Virei pra dentro do freezer, que é na horizontal, e me empinei pra pegar a garrafa, deixando a saia curta dar aquela subida safada. Antes mesmo de terminar, a mão do mavambo estalou no meu rabo e já veio levantando minha blusa.

- Mas é uma piranha mesmo, né? Vem aqui, cachorra!

- ME SOLTA!

Ele se afastou assustado, não esperando meu grito.

- Calma, amor!

Gritei outra vez e fui pro meio da ruela, debaixo do sol, chamando a atenção de alguns dos traficas que tavam por ali. Eles logo vieram saber do que se tratava e o cara do bar ainda nervoso, sem saber o que fazer.

- Qual foi do bagulho, Narcisa?

- Ele tá pensando que aqui é bagunça.

- Não, que isso! Só vim comprar cerveja com a moça! - o puto tentou se explicar.

- Então eu tô de papo torto, seu viado? Tu me respeita!

Os primos me seguraram e começaram a rir da minha irritação. Um deles retirou o cara de dentro do bar sem problemas e o outro pegou o dinheiro dele que tava na carteira, mandando-o vazar logo pra não dar mais caô.

- Toma aí, Narcisa!

Me jogou umas notas de dinheiro e eu separei 25 reais delas.

- Toma, traz da boa pra mim que eu sei que tu tem lá, safado!

O trafica riu, mas subiu na moto e foi. Guardei o resto do dinheiro dentro do top e voltei pro bar.

Alguns minutos depois ele voltou com uma erva de 50 e seda. Não era o que eu tinha pedido, era melhor que isso. Mas não deixava de ser um abuso, porque o puto ia querer algo em troca.

- Essa é a de 25? - falei já puta.

- Calma, Narcisa! É presente meu, pô!

- E hoje é meu aniversário? Bora, se adianta, 7!

Quebrei a maconha no meio e fiquei só com metade. O puto riu, subiu na garupa da moto e, antes de arrancar, falou comigo.

- Tu é demais, Narcisa!

Eu dei mole porque não sabia enrolar com as unhas grandes, mas só ia fumar no baile, então não havia pressa.

Como em toda sexta, o bar logo encheu conforme escureceu. Algumas meninas que me ajudam vieram e, juntas, demos conta de encher o caixa antes mesmo da meia noite. Depois de darmos uma geral pra tirar o cheiro de bebida e dividir o dinheiro, nos despedimos e marcamos a hora em que daríamos aquele rolê no baile.

- Hoje eu não vou porque o Leo vai tá sem a fiel.

- Garota, se toca!

- Amiga, tu falou que ia fazer meu cabelo e nem fez, mó dois papo do caralho!

- Ciça, tô esperando minhas unha até hoje.

Os papos eram sempre esses de piranha de morro que a gente era. Piranha é elogio, tá? Eu e mais duas fomos nos arrumar lá em casa, andando por entre alguns becos. Passamos em frente à boca e alguns dos bandidos mexeram com a gente.

- Que isso, mermão!

- Delícia!

Um deles parou minha amiga.

- Tô esperando tu brotar de novo, ein Suellen!

Eu e Raquel fomos mais à frente e a esperamos. Nisso, alguns prédios ao lado da boca, apareceu um dos cafuçus que fez a missão da erva pra mim mais cedo. Ele desceu carregando umas caixas, estava sem blusa e só de bermuda. Eu digo cafuçu só pelo jeito rústico, porque o puto era branco, tatuado e com jeito de mal. Com os braços pra cima, vi os sovacos peludos e o cordão de ouro no peito. Num lado da cintura um nextel, do outro a pistola e os pés descalços. O cabelo cortado na máquina e os pêlos abaixo do umbigo me convidando a manjar a mala marcada. Olhando pra mim, ele desceu e veio na minha direção. Pegou algo de dentro da caixa e me deu.

- Pra você, princesa!

Era um tubo de loló. Eu adorava, mas não ia dar essa moral pro vagabundo. Pra depois ele achar que eu devo algo a ele? Não mesmo.

- Brigada, mas aqui é favela, não reino.

Devolvi o tubo à caixa e amarrei a cara. O batom lilás dava o ponto final na negra abusada. Ele gargalhou alto e eu cruzei os braços, com o pezinho batendo no chão.

- Furacão Narcisa! - continuou rindo.

Lá em cima, de onde ele veio, uma mona branca apareceu e gritou.

- Ô R1!

O safado entrou batido e quem riu fui eu. Do lado de dentro da janela, falou baixinho pra eu ouvir.

- Tu ainda vai ser minha, Narcisa!

Continuei enrolando meu cabelo, nem aí pra ele. Apontou-me o dedo e se mandou. Até parece.

Eu e as meninas nos arrumamos rápido. Coloquei um cropped que deixava minha barriga fina de fora e uma bermudinha cintura alta, mas ainda com o piercing do umbigo aparecendo. Apesar de ter uma bunda grande, não tinha peitos e isso me deixava um pouco frustrada, mas ainda assim não me abalava. Compensava em todo o restante que podia, usando unhas grandes e coloridas, maquiagem e o mesmo batom roxo pra acabar com tudo. O cabelo cacheado todo pro lado e o rosto fino só melhoravam a situação. Uma rasteirinha básica no pé, hoje não tava afim de dançar muito. Partimos. Passei novamente na boca pra comprar minha loló porque fiquei na vontade depois que o R1 me instigou.

- Tem de cinco?

- Pra você tem de tudo, princesa!

Nem conhecia o cara.

Deixei os cinco e peguei o bagulho. Lembrei da maconha ainda não enrolada e, saliente, comentei de manha com as meninas.

- Ai amiga, esquecemos de bolar o beck?

- E agora, viado?

O vagabundo caiu.

- Deixa que eu bolo!

Em cinco minutos, ele fez quatro baseados pra gente. Finalmente fomos pra quadra. Antes de chegarmos já dava pra ouvir o funk comendo solto: "Eeeuuu faleeeei pra elaaaaa..". Fomos pra um dos cantos da quadra e começamos a beber cerveja e baforar a loló, revezadamente. A onda era temporária e desnorteante, do tipo que deixa rindo e relaxada, mas dura pouco. Logo as meninas começaram a dançar e eu fui dar um rolé, pra ver se brotava algum macho gostoso. No meio da multidão, senti uma mão tentar me puxar perto das caixas de som, mas ignorei como sempre. Passei pela primeira entrada principal e fui andando pela calçada, olhando nos bares ao redor por qualquer figura interessante. Avistei um negro armado e gostoso, com uma tatuagem de cruz no tórax, mas o safado tava acompanhado de um viado, então fiquei na minha. Fui tirada da minha busca pelo farol de uma moto atrás de mim, me dando um puta susto.

- Calma, Furacão!

Era o R1, estava sozinho. De abada de bloco, chapéu estilo malandro, cordão, o relógio no pulso e uma bermuda jeans, de chinelo de dedo.

- Tá viajando, ein! - respondi puta.

Não dei tempo, só virei e comecei a sair por entre a galera. Ele veio com a moto me acompanhando bem devagar, rindo e jogando ainda mais o farol em cima de mim.

- PÁRA! -gritei, mas fui ignorada.

- Fala comigo, bebê!

- Não!

O safado ria e me seguia. Rasteira, entrei por um beco que tinha saída pra dois lados logo perto da entrada, sendo que uma delas era fechada no meio. Entrei por ele e saí do outro lado, sozinha. Caminhei até sair novamente na rua do Relâmpago, ainda me esgueirando nas vielas e já ouvindo o baile ao longe. Comecei a fazer o retorno pra voltar pelo outro lado e não ser vista pelo chato do R1, mas acabou que fecharam uma das ruas que eu ia usar e fiquei sem saída, tendo que usar um caminho antigo. Quando estava pra sair dali, um homem apareceu e me impediu.

- Agora é só eu e você, linda!

Não entendi o que estava acontecendo, mas em pouco tempo reconheci o mesmo cara que me alisou no bar mais cedo.

- Que que tu quer? Tá maluco!?

- Eu quero entrar em você, princesa! Desde cedo tô pensando nesse corpo.

Dei aquela tremida rápida, mas eu era ratona de pista. Coloquei as mãos pra trás e fingi desespero.

- Por favor, não moço!

Pus os braços pra cima e ele veio na minha direção, caindo no truque. Assim que tentou me agarrar, desci a mão num impulso rápido, lanhando desde a testa até a parte baixa do queixo do filho da puta. Tinha uma navalha que andava sempre comigo na aba das bermudas, não ia ser pega tão facilmente.

- AAAAAAAAAAAH!

Ele recuou com as mãos na cara, sentindo o rasgão que eu abri em seu rosto.

- PIRANHA DESGRAÇADA, FILHA DA PUTA!

Com uma das mãos ensangüentadas, tirou uma arma do bolso e deu um disparo pra cima de mim, que só não pegou porque sua dor devia estar tomando toda a atenção. Sai pulando sobre ele pra poder fugir logo dali, mas o puto puxou meu pé e cai pra frente. Tentei chutá-lo, mas não me largou por nada e logo ficou sobre mim, me sujando toda de sangue. Provavelmente decidia se ia me estuprar ou matar, depois do golpe que dei. Dominada no chão, não sabia o que fazer e me batia como podia. Quando ele começou a alisar meu rosto com a arma e abriu o zíper, ouvi um estrondo de motor de moto roncar à minha frente e olhei. Alguém vinha com tudo em nossa direção.

O doente que me rendia deu uns disparos na motocicleta, mas não adiantou. Num solavanco que quase me levou junto, o cara da moto passou rasteiro do meu lado e enterrou a coronha do próprio revolver em cheio na testa ensangüentada do filho da puta, arremessando-o pra trás, abrindo ainda mais o rasgo que fiz e o nocauteando definitivamente. Deu meia volta na pilha de entulho e veio até a mim, fazendo questão de passar por cima do corpo que há pouco me dominava.

- Ele te machucou, bebê?

Era o R1. Ele desceu da moto e veio me ajudar a ficar de pé. Mesmo com o fim da situação escrota, as pernas ainda tremiam um pouco, mas tentei disfarçar pra me fazer de durona, não que realmente não fosse.

- Me machucar, tá maluco? - ri.

Soltei-me dele e comecei a andar de volta pro baile como se nada tivesse acontecido, mas ainda bambeando e suja de sangue. Logo ele me alcançou de moto e veio me acompanhando, lado a lado.

- Sobe aqui, Ciça. Vem que o pai te leva.

- Rala, R1.

- Poxa, vai nem me agradecer por ter arriscado minha vida pra te salvar, meu amor?

Eu ri.

- Agradecer? Eu só bati de frente com esse comédia porque tava fugindo de tu e desse teu papo torto.

- Ih, qual foi, Ciça? Tu já viu meu papo pra dizer que ele é torto?

Pisava fundo no chão enquanto andava e estava de braços cruzados, com cara de enjoada pra não dar moral nenhuma. Ele me puxou abruptamente e parou a moto com a ajuda do pé apoiado no chão. Sozinhos na rua, estávamos cara a cara e eu não entendi aquela atitude abrupta, repentina.

- Me solta, R1! Tá pensando que isso aqui é bagunça?

- Cala a boca e me dá logo um beijo, Narcisa. Pára de show.

Falava isso rindo e me olhando. Que bandido convencido esse maluco.

- Tu tá me confundindo com as piranha do Acari, R1? Tu é casado, cara! Tua fiel tá em casa te esperando, ME-TE-O-PÉ! - finalizei silabicamente.

Ele só riu ainda mais alto e me puxou pra cima da moto facilmente. Sentei de lado, sem jeito e ele ainda me segurava. Pegou minhas mãos e me fez abraçar sua cintura, acelerando em seguida pra não me dar tempo de sair.

- Tu acha que eu não pulo dessa porra não, R1?

Ele ria alto.

- Eu sei que pula! Tu é um perigo, morena.

Eu não queria dar moral nenhuma, mas pela primeira vez fui tratada de forma igual. Normalmente, quando as pessoas se deparam com uma negra abusada, ficam acuadas ou criticam. Se fossem homens, queriam se sentir no controle. Se fossem mulheres, precisavam por qualquer razão aparecer mais que eu. Ainda mais sendo travesti. Mas o R1 dessa vez não subestimou minha atitude, mesmo tendo dito há poucos minutos que me salvou, quando eu bem sabia me virar. Bom, quase isso, né? Quando ele apareceu eu tava sem chances, então ele estava certo mesmo, mas isso não significa que eu admitiria. Pelo contrário, não poderia ser escalada por aquele homem comprometido, porque sabia que, no fundo, todos eles possuíam a mesma maldita essência da possessividade e da enganação, era só questão de tempo. Exemplo mais claro disso do que ele deixar a fiel em casa e vir com esses papinhos pra cima de mim? Pois é. Por outro lado, o fato dele ter vindo em baixo de tiro me salvar era surreal.

Antes de chegarmos ao baile, deslizei a mão por sua cintura lentamente e, ainda que da garupa, percebi seu sorriso cheio de intenções no rosto. Agarrei a pistola e me mantive firme, esperando a represália, mas nada aconteceu.

- Não é essa peça que eu quero botar na tua mão, morena. - riu.

Saquei o revólver e apontei na cabeça dele, sem pensar em nada.

- Tu acha que me conhece, né R1?

Ele riu.

- Tá achando engraçado, né? Tu acha que eu não atiro, vagabundo?

Agora gargalhou, me deixando ainda mais puta.

Ele calmamente apagou o farol da moto pra não chamar atenção, desviou por um dos becos laterais que era isolado e outra vez ficamos sozinhos. Desligou a moto e saiu, parando de pé à minha frente, eu ainda mirando pra ele. Sorrindo, começou a tirar o abada do carnaval da Praça da Rosa, deixando o chapéu de malandro cair.

- Que isso?

- Tu quer atirar? Então, segura aí.

Jogou a blusa em mim e revelou um colete por baixo, que também começou a tirar e arremessou sobre a moto.

- Pronto, Ciça! Atira!

Apontou pro próprio peito e me mandou atirar outra vez, aumentando o tom de voz.

- ATIRA, NARCISA! BEM AQUI, Ó!

Veio se aproximando do cano da arma e eu a engatilhei.

- Eu tomei vários tiros e nem assim tu me dá bola, né? Então mete bala, vai!

Seu peito encostou bem na ponta do revólver e ficamos nessa tensão durante um tempo. Ele pôs as mãos grossas e veiudas sobre as minhas na arma e aproximou o rosto.

- Desde cedo eu tô atrás de tu pra falar desse mandado que tava te procurando e tu só de trairagem comigo. Tô ligado, pô.

Estava surpresa e sem respostas.

- Deixa eu te dar uma vida, Ciça? Fazer de tu minha mulher, tu sabe "queu" me amarro na tua há um tempo.

- Tu é casado, R1. Não quero fiel de ninguém na minha cola.

- E daí, Ciça? Ela não precisa saber.

- Então por que tu não cancela logo essa mona?

Só agora desisti da arma e a entreguei. Voltei a cruzar os braços e ele sentou na moto de frente pra mim, me segurando pelos ombros enquanto explicava.

- Porque isso vai dar trabalho, ela é mó neurótica.

- Aí, R1. Por isso, tá vendo?

- Mas com a gente vai ser só eu e tu, meu amor. Pensa na gente com dois "mulequinho" correndo e vários "pezin" de erva no quintal.

Eu ri. Sabia que poderíamos adotar filhos, mas acho que ele não tava entendendo do que tava falando. Pensando em quebrá-lo de vez, tive uma ideia suja, porém da qual ele não passaria.

- Filhos, R1? Tu sabe que eu já fui homem, né?

Venci a luta e a guerra.

- Não tem problema. - gelei. - Eu te quero agora, Narcisa.

Não contei com essa reação e fiquei no meu zero das possibilidades. Ele percebeu e me abraçou, ganhando minha bunda com as mãos e apertando firme a carne das minhas ancas, chegando a me suspender pra cima, contra seu corpo. Usei os braços pra me afastar um pouco dele e pensei em algo pior ainda: segurei o volume que tinha entre as pernas e mostrei a ele.

- Tá entendendo agora, R1?

Ele gargalhou.

- Será que é maior que o meu?

Apertou um caralhão por cima da bermuda e meu cu piscou na hora. Senti o corpo desestabilizar em fogo. Conhecia o R1 há um tempo e vivia o esnobando, essa era a primeira vez que seu comportamento safado me instigava a ponto de incendiar meu interior. Manjei perdidamente e ele percebeu. Me agarrou outra vez e aproveitou pra dar aquela sarrada. Alcançou minha bunda outra vez e a abriu por cima da bermudinha, como se tentasse revelar meu cuzinho por baixo da calcinha.

- R1.. - dei o primeiro gemido.

- Se eu falar pra tu que já bati uma nervosa chapadão de maconha pensando nesse rabo, tu acredita?

Não. Não mesmo, ele devia falar isso a todas. Mesmo assim eu tava me deixando levar. Com a mão que tava o relojão de ouro, ele passou o dedo do meio por cima do jeans, na parte onde tava bem o anel do meu cu. Eu pisquei em resposta e de alguma forma ele percebeu.

- Agora sim tu tá se ligando no papo, Narcisa. - falou no meu ouvido.

Ainda não havia passado uma alma viva no final do beco onde estávamos, que era sem saída. Na penumbra e ainda sobre a moto, ficamos assim abraçados um tempo, eu perdida e sem saber o que fazer e o R1 explorando meu corpo de forma curiosa e lenta. Ele tinha total prática do que fazia, mas vê-lo ter cautela me excitava, porque claramente nunca havia transado com alguma travesti antes. Ainda assim, seu semblante era de safado destemido, que quer mesmo uma boa putaria e não tá nem aí pro que tão falando. Talvez fosse isso que começasse a me mover no sentido de permitir o que estava acontecendo. Ele esquentava com o dedo na parte da minha bermuda que cobria o cuzinho e eu piscava loucamente como resposta, deixando-o me controlar e conduzir minha bunda. Sua mão estava espalmada abaixo do meu cóccix, movimentando só a ponta do dedo do meio e respirando no meu pescoço.

- Deixa eu te levar pra casa, amor?

Por mais que a situação estivesse ótima, minha mente sempre corria para aquele lado obscuro que eu não compreendia, mas era a única coisa que eu permitia que me dominasse. Homem nenhum faria isso. As imagens dos vários homens que já tentaram abusar de mim ou da minha mãe voltava a emergir lá do fundo. As mãos do R1 segurando as minhas ecoavam na sintonia das mesmas que já tentaram controlar meu corpo antes, e aí estava o problema por trás do meu bloqueio. Abaixei a cabeça em seu peito e senti o choro subir quase na garganta. O engoli.

- Que foi, Ciça? Eu te machuquei?

- Mete o pé!

Quebrei todo o clima e me afastei dele.

- Ah, qual foi Narcisa!?

Ignorei.

- Pode correr, mas tu ainda vai ser minha, morena!

Continuou de pé enquanto voltei pra rua e me meti no meio da multidão de gente no baile. Aquele dia já tinha sido bem cheio. A cabeça estava rodando e ainda estava um pouco tensa pelo ocorrido. Fiquei mais uns dez minutos fazendo média e comecei a andar pra casa, acendendo um baseado no começo do caminho pra dar aquela espairecida. Foi só virar a esquina que escutei o assobio. Primeiro ignorei, mas percebi que vinha de um gostoso num carrão. Dei um sorrisinho, mas continuei andando, agora meio manhosa. O carro me alcançou pelo canto da calçada.

Com o braço pra fora, o puto era branco e tinha cara de safado, com algumas tatuagens no ombro. Me olhou de baixo à cima e fez um bico de desejo com a boca. Uma barba escura no rosto.

- Desce aqui, fofura.

Parei e encostei no carro, olhando pra dentro.

- Eu e meu amigo tamo procurando uma novinha pra liberar o cu, nem que a gente perca uma grana.

Ao lado dele, um moreno gostoso que não quis me encarar.

- Eu acho que não dá pra tu não, ein colega. - ri.

O safado apertou o caralho na calça jeans, só mostrando como homem é um ser fácil de ser conduzido. Eu poderia ter sexo e dinheiro a toa. Dei duas tragadas no baseado e soprei a última fumaça dentro do carro deles, fazendo ambos tossirem. Voltei pro meu caminho e eles tornaram a me seguir com o carro, mas antes mesmo se chegarem perto novamente avistei o R1. Entrei pra um dos becos e sumi na noite, antes que ele me visse outra vez.

No dia seguinte, sábado, abri o bar antes do almoço e permaneci até de noite, revezando com as meninas só pra dar um role pela feirinha do Irajá, comprar um açaízão e tal. Nesse dia teve um jogo de futebol num canal fechado e a bandidagem, majoritariamente flamenguista, se reuniu aqui pra assistir e beber, rendendo mais dinheiro pro caixa. Nessa multidão, R1 veio junto e ainda trouxe a mulher. Eu tava só de vestidinho justo no corpo, o cabelão sempre pro lado e um batonzinho nude quando o puto chegou e me encarou por trás dela, pra não ser pego.

- Homem não vale nada mesmo, né?

Resmunguei quando ele passou por mim sorrindo. Por conta da presença da fiel, os contatos não passaram disso. Apesar de não ter interesse no R1, ainda queria saber o que ele poderia ter descoberto sobre o palhaço que tentou abusar de mim no dia anterior, então cedo ou tarde ia ter que falar com ele.

Conforme ia escurecendo, a galera ia dispersando um pouco. Antes de ir embora, R1 veio pagar a conta e tirou um cigarro pra fumar. Sem blusa, confesso que seu corpo era até gostoso, mas junto com isso lembrava da mulher dele e logo o pensamento se desfazia. A bermuda de surfista caindo na cintura e o maço de cigarro pra dentro da cueca. Veio sozinho ao caixa.

- Por hoje é só, morena.

- Negra. 52 reais.

- Só isso?

Pensei um pouco e olhei novamente pro maço na cintura. O puto riu de canto de boca e a cabeça voltou pro exato momento em que explorava meu corpo com as mãos, sem medo.

- E um cigarro.

Ele escolheu o fumo exato e me entregou. Sorri, mas tomei abruptamente de sua mão, pra mostrar que não tava dando o mole que ele pensou. Recebi o dinheiro e virei pra acender. Nisso a mona dele apareceu atrás com cara de puta.

- Calma, amor.

Piscou o olho e se despediu. Depois de dar a primeira tragada, percebi que tinha algo escrito no comprimento do cigarro. Tirei da boca e só então percebi a pequena seqüência de números escritos à caneta, revelando um número de telefone.

- Que vagabundo safado esse R1?

Falei comigo mesma porque não acreditei no quão piranha era aquela atitude da parte dele. Mas sequer liguei, só fiquei rindo um tempo e logo voltei a fumar. Limpamos o bar e fechamos. Nesse dia ainda fomos ao baile do Acari, mas não voltei a esbarrar com o R1.

No domingo, eu e as meninas fomos pra laje reavivar a cor do corpo. Pusemos nosso biquínis e torramos no sol, com direito a marquinha renovada na pele negra e um churrasquinho bobo. Numa das vezes que fui ao bar buscar cerveja pra gente beber, percebi que alguém me seguia. Assim que virei a rua do relâmpago, me escondi num beco e esperei que passasse, ficando aliviada quando percebi que era o puto do R1.

- Tu tá maluco, seu viado?

Ele virou pra trás e animou a expressão ao me ver.

- Olha ela aí! Chega tá brilhando!

Passei por ele e fomos ao bar.

- O que tu quer?

- Um maço de Carlton.

- Só?

O puto riu.

- E você, mas tu nem me ligou ontem. - deu aquele sorriso de pilantra. - Mas hoje tu vai ser minha!

Antes que pudesse responder, me entra uma piranha aleatória no bar e abraça o R1 por trás.

- Me largou, né?

Ele virou e tenho certeza que não a reconheceu, mas ainda assim deram um abraço. Em seguida, entrou a mona dele.

- Vai só comprar cigarro, né R1? E você, ô vagabunda?

Vi a merda que tava começando a estourar e expulsei todo mundo de dentro do meu bar. O R1 me deu o dinheiro e nem quis troco.

- Vão se despenar lá fora, anda!

- Vai logo pra casa, Carla! METE O PÉ!

Ele enxotou a fiel e mandou a outra ralar também, caminhando de volta pra casa. Fechei o bar e outra vez o puto me instigou: "1h no bar!" escrito na nota de dez reais que me deu. Sorri pela audácia e voltei pro churrasco.

A hora voou quando bebi com as meninas. Ficamos até meia noite embrasando e rebolando a bunda, até geral cansar e começar a meter o pé. Lembrei do convite do puto do R1 e do sorrisinho sacana e repassei várias possibilidades na cabeça. O efeito do álcool ajudou a levantar e decidir que iria aparecer só pra ver qual ia ser a dele. Afinal de contas, ainda tínhamos um assunto pendente. Em pouco tempo me arrumei, colocando só uma bermudinha e blusinha branca. Peguei um dos baseados que ainda tinha, calcei o chinelo e comecei a descer pro bar, chegando lá pouco mais de 1h da manhã. Esperei cinco minutos e já tava cogitando desistir quando ouvi o barulho de moto. Ele veio do fim da rua, todo apagado e tentando não chamar atenção, parando na minha frente e me olhando de forma curiosa.

- Sobe aqui, morena.

O cabelo claro aparado na máquina, um cavanhaque safado e o bração tatuado estendido na minha direção, com o relógio de ouro pesando no pulso. Camiseta branca, bermuda de algodão Hollister e chinelo no pézão branco. Estava curiosa pelo que ele tava aprontando, então subi na garupa.

- Tu quer me levar pra onde?

- Vamo conversar longe daqui, só eu e você, morena?

Ele estava sério. Não ia mais brincar.

- Bora.

Saímos de moto pela comunidade, ainda silenciosamente, e logo pegamos a Brasil. Fizemos o retorno pelo Acari e caímos de volta na via expressa, voltando por Jardim América. Quando chegou na altura de um motel que tem na lateral da pista, ele entrou.

- É aqui que tu quer conversar, né? Não vou dar pra você.

- Relaxa, Ciça. Hoje a noite é toda sua.

Aparentemente ele já tinha feito a reserva, tendo a gente só subido pra suíte.

No segundo andar, entrei num quarto escuro e gelado. Acendi a luz e me deparei com uma ostentação pesada: espelho no teto, balde de champanhe com gelo e taças sobre a cama, algumas roupas dobradas, uma hidromassagem enorme e dois roupões nos aguardando. Ele veio por trás de mim, já agarrando minha cintura e nos levando pra cama, fechando a porta em seguida. Veio beijando minha nuca e eu me desvencilhei logo.

- Manda logo o papo, R1. - cruzei os braços.

- Eu preparei tudo isso pra você, pra gente.

- Tu sabe que eu não tô aqui pra isso, num sabe? Já falei que não vou liberar pra tu, palhaço!

- Eu só vou conversar depois que você relaxar, morena.

Ia começar a ficar puta, mas me controlei.

- Vem aqui.

Me puxou e já foi tirando a roupa, entrando na hidromassagem só de sunga preta.

- Olha o que eu fiz pra você, Ciça.

Apagou as luzes e, do fundo da banheira, luzes coloridas iluminaram todo o banheiro da suíte, fazendo parecer que estávamos numa boate. Já abriu uma garrafa de champanhe e serviu pra dois.

- Vem ser minha, morena.

De pé do lado de fora, não sabia o que fazer.

- R1.. - ia começar o cu doce.

- Shhh, só vem!

- Eu nem trouxe roupa, cara..

- Eu trouxe tudo que você precisa, princesa.

Saiu e voltamos pro quarto. Lá ele mostrou o biquíni roxo que comprou, com estampa de pétalas. Eu só ri, por não acreditar que era mesmo pra mim.

- Será que dá?

Vesti e ficou certinho. Empinada em sua frente, estava finalmente me soltando e ficando mais à vontade com aquele macho safado que tanto me cortejava. Já tava ficando até chato de receber tanta investida dele e ainda não ter liberado pelo menos uma mamada.

- Ficou bom?

Dei uma voltinha me arrebitando e ele sequer respondeu, só passando as mãos no rosto, como quem não acredita no que vê. Pegou na minha mão e me fez entrar lentamente na hidro, entrando logo em seguida. Dividindo o mesmo espaço, não tinha como não estar em constante contato com suas pernas peludas e arqueadas.

- Sou maluco em tu, Ciça.

Foi me puxando pra si e eu permiti sem relutar. Em questão de segundos estava sentada entre suas pernas, com ele colado em mim.

- Deixa eu te dar uma vida melhor, morena.

Começou a falar num ouvido, passando pela minha nuca e indo até o outro.

- Quero te botar no ouro, dentro da nossa casa..

Alisava meus braços de forma terna, a boca ainda explorando a parte superior das minhas costas. Foi escorregando pela parte de cima do biquíni e encheu as mãos nos meus pequenos seios.

- Quero te fazer a mulher que tu merece ser, Narcisa.

Fiquei tentada com todo esse jeito de malandro do R1.

- Tem certeza que é o que tu quer?

- Eu só tenho certeza, morena. "Desdo" dia que te vi que eu tô "maluquin" pra te ter, te sentir. Tô doido pra entrar em você, Ciça.

Atrás de mim, a rola dura na sunga roçando.

Se era pra transar com o R1, eu ia fazer tudo no maior estilo e do meu modo. Aquele jeito safado e sacana de falar, o nosso contato físico e tudo que ele tava fazendo pra chamar minha atenção finalmente começou a surtir efeito, à medida que nossas mentes ficavam mais mornas com o sabor do champanhe.

- Quer mesmo me ter?

- Eu quero tudo com você, Ciça.

Não hesitei. Fiquei de pé, de costas pra ele, ainda empinada. Desci a parte de cima do corpo, com as mãos no joelhos e arrebitei o cóccix, com a bunda bem na cara dele. Antes mesmo que pudesse usar as mãos pra me tocar, puxei sua cabeça com força na direção do meu rabo. O puto não se deu por vencido e veio com a língua em cheio no elástico do biquíni, dando leves passadas com a saliva quente na beirola do meu cu. Mesmo que eu forçasse sua cabeça contra mim, ele lingüava tudo com maestria, sem se sentir forçado. Não deixava de forma alguma que saísse com o rosto dali, enquanto ele virava a cara de um lado pro outro, mordendo minha carne e arrancando o biquíni em pouco tempo. Apoiou uma das minhas pernas na beira da banheira e ganhou ainda mais espaço pra língua afundar no meu buraco, me fazendo sentir um tesão que ainda não havia sentido antes. Pisquei tanto no músculo de sua boca que uma hora perdi o controle, sentindo que já poderia ser comida ali mesmo, mas ainda assim o R1 não parava por um segundo. Eu só sabia gemer.

- Ai, R1! Ai, que isso!

A cara toda enfiada na minha cuceta e as mãos mandando ver nos meus peitinhos. Quando achei que seria o bastante, o puto me alucina.

- Senta com esse cuzão na minha cara, princesa?

Fomos pra cama e ele deitou pra cima, eu sentada com o cu bem no meio da cara dele, do jeito que ele queria. Agora com as mãos livres, só conduzia minha bunda e corpo pra trás e pra frente, fazendo com que o buraco no meu rabo passasse várias vezes seguidas na palma aberta de sua língua áspera. Ele fazia questão de enfiar lá dentro, me dando uma cócega mais do que excitante. Quando senti que não ia mais agüentar só ser línguada, levantei e me posicionei sobre sua cintura.

- Me come agora, R1!

- Agora, princesa!

O puto posicionou a cabeça bem na entrada e foi me colocando sentadinha sobre a vara seca. Meu cu, por outro lado, mais do que molhado, foi escorregando e contraindo a cada centímetro de pica que passava pra dentro. De frente pra ele, percebia sua cara de satisfação e ternura, mordendo a boca. As marcas no rosto diziam que o R1 estava lá na casa dos 30 e poucos anos. Quando senti que estava completamente sentada em seu colo e com a piroca toda dentro de mim, comecei a quicar sem dar tempo que se acostumasse.

- Me fode, R1! Me come!

Ele pareceu não entender, mas acompanhou o aumento do ritmo sem problemas, alisando de todas as formas que podia meus seios. Quando não agüentou, começou a chupar e morder. No auge da nossa putaria, o safado me abraçou e meteu ao mesmo tempo, me deixando imobilizada e só sentindo os movimentos de seu quadril sobre meu rabo.

- Tô todo dentro de você, Ciça! - gemeu no meu ouvido.

- Então come essa porra!

Apertou firme meu corpo e fodeu como se metesse em um buraco na parede, tirando o caralho todo e enfiando até o talo. Só os ovos ficavam de fora. Eu me fazia, rebolava o quanto podia, só sentindo a quentura e latência do membro alojado dentro de mim. Com as pernas pra fora da cama e ainda em baixo de mim, o puto agarrou a carne da minha bunda e ficou controlando nosso ritmo, me sentando e guiando os movimentos do meu quadril pra casarem com os do seu. Suávamos muito. De quatro, o imobilizei e só eu me mexia, indo pra frente e pra trás em seu pau.

- Que cu é esse, Ciça!?

Senti a rola ganhar mais espaço dentro de mim sem ele me tocar.

- Vou gozar!

O caralho engrossou e despejou muito leite lá dentro. O R1 continuou metendo sem as mãos até empapar e a porra começar a sair pela verga. Ficamos um curto tempo nesse clima de pós foda, com ele ainda se movimentando sem me tocar, só pra sentir o próprio pau veiudo me movendo.

Comentários

21/02/2017 19:39:11
Gente, perfeito, amo contos q rola muita maconha, isso deixa mais excitante. Já percebi q nos seus contos sempre q rola a pegação é q hora q acaba, você foca mais nas situações, pode ser bom, mas deixa sempre um gosto de quero mais, uma continuação. Todos os contos são bons
16/02/2017 15:54:33
Affff... Autor, eu escrevi um comentário falando sobre os erros de português, mas estava me referindo ao meu próprio comentário, não estava me referindo ao conto, que aliás, está perfeito... Sorry pelo meu erro... 😊
16/02/2017 15:51:41
Uuuiiii, quantos erros de português! Valei-me! 😂
16/02/2017 15:49:27
Imagina se vou te odiar! Amei o seu conto, essa coisa da(o) passivo nao ser submisso ter vontade propria e querer que aconteça do jeita de ela(e) quer é otchemo!!! Eu sou Trans, e homem nenhum nunca ficou por cima de mim! Nao tenho a minima paciencia com contos onde o Ativo manda e o passiva obedece mesmo contra a vontade! Faz parecer que todo viado vive a mercê dos homens e nao pode ver uma piro** que ja fica com o c* piscando, e nao é bem assim...
14/02/2017 22:36:39
Muito bom aguardo continuação
14/02/2017 15:41:50
Nossa esse foi maravilhoso,tem continuação....
14/02/2017 05:01:26
Como sempre, Perfeição!

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