Casa dos Contos Eróticos

Escravo do reveillon (conto BDSM gay)

Autor: PauloMasoka
Categoria: Sadomasoquismo
Data: 31/12/2016 16:37:14
Nota 10.00
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Estávamos lado a lado, todos ajoelhados naquele longo corredor. Eu era o terceiro á partir da porta de entrada. As luzes ainda estavam apagadas, mas dava para perceber, com a pouca iluminação que entrava nas frestas da porta, que haviam, pelo menos, outros 15 ou 20 ali comigo.

Acredito que todos estavam vestidos como eu, com coleira, pulseiras e tornozeleiras de couro branco e uma sunga, também branca, de algodão escrito “FELIZ 2017!” na parte de trás. Isso fazia todo o sentido já que eu havia sido selecionado para ser “escravo de ano novo” em uma festa de reveillon BDSM.

A ideia era que escravos sem mestre pudessem servir aos convidados, todos dominadores, durante a virada do ano.

A iluminação clareou o corredor e todos assumimos a posição que nos foi ordenado; sentados nos calcanhares, mãos nas costas segurando os cotovelos, corpo ereto com a cabeça levemente inclinada para baixo e os olhos sempre para o chão. Cada convidado passaria pelo corredor para entrar na festa e escolheria um de nós para fazer o que quisesse naquela noite. Deveríamos aceitar e obedecer sem questionar quem nos escolhesse.

Nessa festa não havia palavra de segurança, apenas nos disseram que os convidados foram instruídos sobre os limites para manter a saúde e integridade dos escravos e que fiscais poderiam intervir caso vissem algo fora das regras. Não fomos informados sobre quais eram esses limites estipulados, então, estávamos ali para o que desse e viesse.

As portas se abriram, eram 22:00, a festa ia começar.

O primeiro que passou por mim vestia um coturno preto que envolvia a barra de uma calça camuflava, o segundo, um lustroso sapato surgindo por uma calça social. O terceiro que passou vestia um sapato feminino vermelho com um salto agulha de metal, notei que os pés eram bem maiores do que de uma mulher. Definitivamente não estavam vestidos para uma festa de reveillon normal

Com a adrenalina do momento, não me lembro se foi o sétimo ou oitavo que parou em minha frente com suas botas de bico fino e calça jeans. Prendeu sua guia na argola da minha coleira, que estava na parte de trás do pescoço e me puxou com força me fazendo cair para frente, coloquei as mãos para me proteger ficando de quatro.

- Isso mesmo, como uma boa cadela! E me fez andar ao seu lado assim.

Levantei os olhos no fim do corredor e pude ver o grande salão com algumas mesas e aparelhos típicos de BDSM, alguns que nem conhecia. Ao meu lado esquerdo um escravo loiro de uns 22, 23 anos, com as duas mãos acima da cabeça presas em um gancho na parede era fustigado por um chicote nas mão de um sorridente homem negro vestido um colete de couro e uma calça jeans que mostrava o volume do que seira, talvez, a próxima tortura…

Um pouco mais à frente um outro mestre, de aproximadamente uns 30 anos vestido com roupas militares sentado em um sofá de couro segurava a cabeça do seu escavo entre suas pernas. Dava para perceber que sua cala estava aberta e o escravo, com as pulseiras presas com um grande cadeado às suas costas, se debatia tentando fugir, coisa que seu algoz permitia por poucos segundos retornando para sua pélvis em seguida.

À minha direita, havia uma cama com uma cena incomum; o escravo amarrado de costas e vendado era chupado pelo seu novo dono com certa delicadeza.

Ha alguns metros na minha frente haviam 2 escravos de quatro, com suas sungas na cabeça. Estavam há uns 2 metros de distância um do outro e com as cabeças em sentidos opostos. Seus mestres estavam sentados sobre eles como se os estivessem cavalgando. O que estava à direita dava fortes tapas na bunda do seu escravo, que pouco se movia apesar do claro esforço. O da esquerda segura seu dominado pelos cabelos e jogava seu copo para frente na frustrante tentativa de fazê-lo se mover. Levei algum tempo para notar a corda esticada amarrada nos sacos dos pobres participantes dessa versão sádica de cabo de guerra.

Percebi que a noite seria longa e que muitas experiências novas me esperavam, talvez conheceria cada um daqueles aparelhos da sala, cada gancho na parede, corrente pendida do teto ou argola presa ao chão. Eu queria conhecer cada uma e lembrar desses momentos enquanto as marcas dessa noite Tatuassem meu corpo…

- Vamos cadela! Bradou o Sr bico fino enquanto acertava minha bunda com uma canne,

Parei de imaginar… era hora de viver…

Respirei fundo e dei o primeiro passo para a noite mais incrível da minha vida!

Será que agora encontro um Mestre para servir?

(continua?)

Desejo um FELIZ 2017 para todos os leitores!

Comentários e contatos

paulomasoka@gmail.com

Comentários

01/05/2017 17:00:49
continua...estou humildemente a disposição de um Mestre/Dom real; slavezen@hotmail.com
02/01/2017 18:36:53
bom
31/12/2016 21:36:09
massa, interessante

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