Depois daquela visita (6/6)

Um conto erótico de Gustavo MS
Categoria: Heterossexual
Contém 1844 palavras
Data: 12/05/2016 16:21:56

P. estava na cama, nua, absorta em seus pensamentos. Eu permanecia em pé junto à janela fumando e olhando a paisagem. Me peguei a pensar naquela mulher que ali estava. Uma pessoa de gênio forte, de uma feminilidade extrema, quando estimulada. Era mais que um sexo bom, era uma entrega de dois seres até então desconhecidos fora do mundo virtual, que se completavam de alguma maneira sobrenatural. Eu, solteirão convicto, pensando como seria um relacionamento duradouro com ela, se daria certo se estivéssemos na mesma cidade, quanto tempo duraria, se haveria um futuro na possibilidade de um compromisso dentro dos padrões sociais. O sentimento que eu estava tendo em meu âmago era perigoso. Em poucas horas ela iria embora, voltar para seu relacionamento morno. Eu ficaria da mesma forma, em minha vida morna e egoísta que todo mundo que decide ficar solteiro tem. Eu estava me apegando facilmente, rápido demais... não queria sentir aquilo. Deixei de lado meu lado racional e resolvi curtir os últimos momentos com P. Fui despertado dos meus pensamentos quando ela me abraçou por trás num gesto profundamente romântico.

- Me come agora!

Disse P. em tom autoritário. Obedeci, a fazendo acreditar que mandava em mim. Talvez mandasse de fato.

Ela deu a volta em mim, escorando-se no parapeito da janela. Me puxou contra ela. Adorei a sensação de ser “dominado”. Ela abriu as pernas e me puxou bruscamente, me envolvendo num abraço apertado, arranhando minhas costas, deixando meu pau, que a essa altura já estava a pronto, na porta de sua xana deliciosa. Ela tomou o cigarro de minha mão, tragou. A segurei pela cintura e meti meu pau em P., que deitou a cabeça para trás se deliciando com aquilo. Ela sentada no parapeito da janela e eu em pé a sua frente, favorecia a penetração, fazendo meu pau escorregar para dentro dela. Colocando o cigarro em meus lábios, ela rebolava deliciosamente, me levando a loucura, me deixando prestes a gozar. Fui aumentando o ritmo das estocadas, enquanto P. gemia cada vez mais alto, me beijava de um jeito selvagem, mordendo meu lábio enquanto me arranhava as costas, marcando minha pele. A dor que senti elevou meu prazer. Sentindo que eu ia gozar, P. me prendeu com suas pernas, me deixando imóvel dentro dela. Ela me abraçou forte e gozamos juntos. Ficamos assim um longo tempo, ela me apertando num abraço, cabeça escorada em meu ombro. P. foi aliviando o aperto de seu abraço à medida que sua respiração foi voltando ao normal.

- Me ajude a entender o que houve. Quer me enlouquecer?

- Não sei. Você deserta em mim meus sentimentos mais primitivos. -Respondeu ela, usando a mesma frase que eu havia dito certa vez.

- Você com esses olhos de lince ainda acaba comigo! -Olhos de lince era como a chamava, quando a sentia como uma felina, observando a presa antes de dar o bote.

Fomos para o banho, dessa vez sem nenhuma sacanagem debaixo do chuveiro. Ela saiu primeiro e perguntou se eu estava com fome, pois iria pedir comida. Eu sugeri sairmos para comer um lanche, um x-filé ótimo que tem em uma lanchonete tradicional da cidade, daqueles cheios de queijo e maionese. Estava faminto e precisava de algo pesado. Pude ouvir a risada gostosa que ela soltou, mas aquilo era uma negativa a meu pedido. A ouvi ao telefone pedindo comida no quarto enquanto eu terminava meu banho. Saí do banheiro e ficamos conversando “jujubas azuis” (assuntos irrelevantes) enquanto esperávamos o prato que ela havia pedido. Quando o funcionário do hotel bateu na porta e colocou a bandeja sobre a mesa do quarto, pude ver a variedade de petiscos que ela havia pedido. Canapés, morangos, cremes e molhos e, o que fez meus olhos brilharem, um filé grelhado com mostarda. Acompanhando a ceia, uma garrafa de vinho e duas taças. Entendi que o vinho serviria para brindar ao encontro e a despedida que se daria no dia seguinte.

Servindo o vinho nas taças, P. mordeu um morango e cantarolava a música que tocava em sua playlist. Fiquei a observando em silêncio, sem saber como deveria proceder naquela noite, apenas aproveitando o momento especial que se desenrolava diante de meus olhos. Enquanto ela bebericava o vinho e mordiscava os quitutes, eu apreciava o filé. Servi em sua boca um pedaço da carne, e lambi o canto de sua boca limpando uma gota do molho. Ela molhou os dedos no vinho, colocou em minha boca e me beijou.

Depois de ter me alimentado, P. ainda continuava saboreando o vinho, os petiscos e trocando carícias comigo. Depois de um tempo após comer, entre conversas e carícias, levamos a bandeja com as frutas e caldas para a cama. Logo o vinho acabou e ela pediu mais uma garrafa para começarmos nossa maratona sensual. P. colocava uma cereja no bico de seu seio, eu tirava com a boca e em seguida colocava a fruta na boca dela. Passava meus dedos em uma calda, lambuzava seus lábios e a beijava. Ela fazia o mesmo, mas colocava a calda em meu pau, e sugava deixando limpo novamente. A deitei de costas, abri suas pernas e brinquei com as mãos em seu corpo por um momento. Peguei um morango e coloquei próximo a seu clitóris. Ela sabia qual era minha intenção. Mordi o morango e passei ele lentamente sobre sua xana. Esfreguei demoradamente em seu clitóris e entre os lábios que já estavam molhados. Subi até sua boca e a fiz comer a fruta molhada com seu mel. Ela saboreou com prazer. Voltei para entre suas pernas, dessa vez com o vinho nas mãos. Derramei sobre ela e bebi o liquido sobre sua xana. Era minha vez de castigar a mulher desobediente e rebelde que fora cortando meu lábio. Suguei seu grelo com força, ela quis me afastar daquela tarefa, mas segurei forte seus pulsos contra o colchão. P. se contorcia, arqueava sua coluna, mexia o quadril, mas estava presa sem poder escapar da armadilha deliciosa que se encontrava. Chupei forte seu clitóris de propósito, P. apertava seus seios e gemia alto. Aumentei a intensidade até sentir um esguicho em minha boca. P. gozou forte. Ela foi relaxando aos poucos, pensando que havia acabado. Me ergui, apoiei as pernas dela sobre meus ombros e ainda inebriada do orgasmo que acabara de ter, P. sentiu meu pau a penetrando fundo. Eu sobre ela, num frango assado delicioso, a vi olhando em meus olhos com aquela cara linda que misturava prazer e emoção, boca entre aberta, olhos cerrados que se abriam a cada estocada em sua boceta. Eu pingava suor e P. gostava disso. Não demorei a gozar, a inundando com muita porra. Gozei tão forte que senti minhas bolas doerem. Ficamos imóveis por algum tempo, olhos nos olhos.

- Vou sentir saudade! –Disse eu saindo aos poucos de dentro dela, fazendo minha porra escorrer pela sua bunda.

- Eu também! Mas estou aqui ainda. –Disse P.

Depois do banho demorado nos deitamos nus, de conchinha. Eu a abraçando por trás, ela com a cabeça sobre meu braço, com a outra mão eu a acariciava. Passei a mão pelos seios, segurando firme e beijando seu pescoço. Logo ela se acendeu novamente. Deus, que fogo tem essa mulher. Com sua mão, começou a acariciar meu pau, que estava posicionado próximo a sua bunda. Ela se levantou, ficando sentada na cama. Me deitei de costas. Com uma mão segurou seu cabelo atrás de uma orelha, com a outra segurou firme meu pau e caiu de boca. Aquela cena me encheu de satisfação e prazer. Me movimentei e a puxei sobre mim, fazendo um 69 delicioso. P. sugava meu pau e massageava minhas bolas. A sentia mamar deliciosamente e babar muito enquanto alternava masturbação e chupada, e era minha vez de arranhar suas costas. Ela sentiu que estava prestes a gozar e colocou todo meu pau em sua boca, chupando mais forte. Gozei no fundo da sua boca, quase a fazendo engasgar. Com meus braços envoltos em sua cintura, alcancei sua bunda e abri bem suas nádegas, deixando sua boceta aberta. Meti a língua fundo naquela xana que me fazia perder a cabeça. Desse jeito pude percorrer toda a área que abrangia do clitóris ao ânus. A apertava pela cintura, puxando seu sexo em direção a minha boca enquanto metia a língua bem fundo, quase alcançando seu ponto G. Dessa forma a fiz gozar novamente, agora sobre mim, esfreguei meu rosto naquela xana cheirosa e suculenta. Me lambuzei em seu gozo.

Deitamos exaustos, mas ainda nos acariciávamos. P. sorriu para mim e disse:

- Quero realizar minha fantasia!

- Se tiver algo que ainda falta a gente fazer, por favor me diga. – Respondi em tom de brincadeira.

- Quero um beijo, apenas isso. Um beijo invertido. Beijo “homem-aranha”.

- Quer que eu me pendure no teto e fique de ponta cabeça?

P. gargalhou.

- Não seu bobo. Pode ser aqui na cama mesmo. Só quero isso, e vou considerar minha fantasia realizada.

Levantei-me e fui para os pés da cama, onde a cabeça de P. estava. Me ajoelhei, segurei seu rosto ternamente entre as mãos e lhe beijei a testa. Desci meus lábios pelo seu rosto, beijei seus olhos, nariz, e dei um selinho em sua boca antes de mergulhar no beijo e entrelaçar nossas línguas. Ela segurou minha cabeça, como quem não quer sair daquele momento.

Já ia madrugada avançada quando finalmente P. adormeceu. Acariciei seu rosto, afaguei seus cabelos e velei seu sono, a observando dormir. Não pude pegar no sono, queria prolongar aquele dia por várias vezes. O enredo de um filme chamado “Meia Noite e Um” me veio à lembrança:

- Seria bom se fosse verdade! – Disse eu em um sussurro.

Me levantei, fui até a janela e acendi um cigarro. Sentei em uma cadeira, olhando para P. que dormia. Não dormi aquela noite.

Quando P. acordou o café da manhã já a esperava. Chovia naquela manhã, como se o dia estivesse chorando pela sua partida. A observei arrumar suas coisas em silêncio, quase não conversamos. Sabíamos que não caberia palavras naquele momento. Na recepção do hotel, P. se despediu fraternalmente de todos, com abraços e apertos de mãos. No caminho para o aeroporto, pediu para parar em uma mina de água, onde havia uma fonte. Ela desceu do carro com uma garrafa na mão, a encheu da água que brotava e escorria pelas pedras.

- Sabia que reza uma lenda antiga que quem bebe dessa água sempre acaba voltando? – Disse ela bebendo da garrafa.

- Ouvi dizer. – Respondi sorrindo.

No aeroporto, tentei disfarçar meus sentimentos. Mantive a pose de durão racional. Qualquer palavra que fosse dita poderia desencadear lágrimas em ambos.

- Se você não voltar em breve, irei te buscar. – Disse a ela.

- Não vou me esquecer de nada do que houve aqui. Obrigado!

Nesse momento, uma lágrima escorreu do canto de seu olho. A abracei e lembri aquela lágrima, a fazendo sorrir. Nos despedimos com um beijo rápido. Fiquei olhando para P. até que a perdesse de vista, quando entrou na sala de embarque.

Alguma coisa me dizia que a veria novamente.

Abraços.

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Comentários

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Sr Pinto, só hoje que vi seu comentário em outubro do ano passado. Nos divertimos bastante naquela época. Saudades de você e das conversas animadas que tínhamos... beijos.

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Excitante no começo, com todo aquele sexo feroz e terno no fim... Molhou minha calcinha (como sempre) e me emocionou também, quando li que você não dormiu e estava introspectivo.. Você me faz pensar que tudo vale a pena... Obrigada por essa história linda. Espero (re)vê-lo muitas e muitas vezes ainda.

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