Perdas, danos e a certeza de que tudo havia mudado pra sempre 5

Um conto erótico de Nando Mota
Categoria: Homossexual
Contém 2075 palavras
Data: 06/05/2016 23:05:57

Me levabntei por volta djas onze da manhã. Apesar do conforto no quarto de hóspedes não me senti muito bem em dormir no quarto que com certeza não era o meu. Saí do quarto vestindo apenas a cueca azul que vestira na quase manhã após o banho que havia tomado na companhia do jovem Ficher. Passei pela porta do banheiro, em seguida pela do escritorio que mantinha em casa, pelo outro quarto de também era de hóspedes e cheguei em frente da primeira porta do amplo corredor, meu quarto.

Antes de girar a maçaneta da porta ouvi o toque de um celular que com certeza não era o meu. Abri a porta sem temer o que la encontraria e olhei diretamente em cima da minha cama ... Rôomulo ainda dormia e dessa vez de bruço. A visão de sua nadega esquerda que estava fora da coberta fez meu amigo que estava guardado dentro da minha cueca se animar um bocado.

Seu celular que havia parado de tocar voltou a encher o quarto que continuava na penumbra de sons. Aproximei da minha cama, voltei a cobrir a parcial nudez do garoto, vesti um roupão apressado no closet e assim que o maldito celular dele voltou a tocar, o chamei com leves empurrões que dei em seu ombro...

_ Para Vivi... Me deixa dormir... E virou pro outro lado me deixando louco de desejo ao ver seus ombros e sua nuca totalmente ao meu dispor. Voltei a lhe balançar o corpo e na terceira vez ela virou-se e disse ainda sonolento...

_ Eu também amo você minha princesa. O que você quer, mana? E lentamente ele levahntou a cabeça e me olhou...

_ Eu não sou a Vivi, jovem Ficher. Deu uma vontade de gargalhar ao ver seu rosto confuso e envergonhado...

Ele olhou em volta e com certeza percebeu que em casa ele não estava. Sentou na cama cobrindo apenas da cintura pra baico, viu suas roupas na cadeira e seus sapatos no chão. Me olhou mais uma vez e disse:

_ Dr. Freire... Eu peço desculpas... E... Como... Como cheguei aqui? Deus do céu que vergonha... O senhor...

_ Calma Rômulo. Tá tudo bem, rapaz. Você veio pra casa comigo e so te chamei porque seu celular não para de tocar. Acho que alguém da sua casa deve estar a sua procura.

_ Como vim parar aqui na sua casa e no que presumo ser seu quarto?

_ Você não lembra de nada? Lembra q fomos comemorar ontem no Amigo da Onça? Não lembra que me disse que se seu pai o visse no estado em que você se encontrava, você estaria fudido? O olhei com ar de riso.

_ Não lembro de nada disso, Dr. Freire.

_ Acredito em você jovem Ficher. Você não para de me chamar de Doutor Freire. Esqueceu até meu nome foi? Deve ser por isso que dizem que o de bêbado não tem dono... Ele ficou da cor do tomate maduro após ouvir minhas últimas palavras... Não me segurei mais e gargalhei... Só parei com a nova chamada do seu celular. Ele atendeu:

_ Bom dia pro senhor também, pai. Isso mesmo... Tava meio sem condição de dirigir e dormi na casa de um amigo... Não pai... Tava com a turma do escritorio e saímos pra comemorar mais um ganho de causa... Claro que o Dr. Dimitri Freire estava pois toda a equipe aceitou seu convite... No máximo chego em cssa em uma hora. Tô bem pai... Tam,ém te amo, velho.

Nos olhamos em total silêncio até que o garoto o quebrou...

_ Desculpa, Dimitri... Eu nem sei o que dizer.

_ E nem precisa garoto. Nossa noite foi muito especial. Celebrar conquistas é algo maravilhoso pois nos faz lembrar o quanto de dificuldades que tivemos que passar até obtê-las. Acostume-se Ficher pois muitas outras noite iguais ou melhores a esta estão por vir.

Ele me deu um riso lindo e tímido. Em seguida indiquei onde era o banheiro, onde havia toalhas, escova de dente e o deixei sozinho. Quando ele trancou a porta do banheiro aproveitei e peguei alguns utensílios e corti para o banheiro social. Ele foi até a copa e ao chegar la me viu tomando café enquanto conversava com minha fiel escudeira...

_ Rômulo Ficher essa aqui é a minha outra mãe Benedita ou simplesmente Dita, para os amigos.

_ Olá, Dita. Muito prazer.

_ Olá meu filho. Prazer também em te conhecer. Agora faça o favor de sentar que ja vou lhe servir...

_ Não precisa, senhora...

_ Acho bom o jovem não me contrariar. Você precisa se alimentar. Soube que sua noite foi bem agitada e posso lhe garantir que seu figado vai se sentir melhor depois que você tomsr essa vitamina que preparei.

_ É melhor fazer o que ela disse... Vai por mim jovem Ficher.

Ele apenas levantou as sobrancelas, as desceu rapidamente, sentou, abriu um sorriso, piscou pra mim e atacou a vitamina cheio de vontade. Nosso cafe durou quase toda a hora que ele havia estipulado de tempo psra chegar em casa. Quando saímos da mesa totalmente satisfeitos, ele disse:

_ Obrigado, Dita. Show de bola essa vitamina. Até uma próxima vez. Ela o abraçou e disse que estaria a sua espera para quando ele resolvesse aparecer de novo. Ele me olhou e eu o acompanhei até a sala...

_Dr. Freire, quer dizer, Dimitri... Estou indo nessa. Ainda vou pegar o carro e de lá vou pra casa. Confesso que ainda tô com sono...

_ E por que não volta a dormir? Há quartos de hóspedes no apartamento...

_ agradeço mais tenho que ir sob pena de não ter mesada pelos próximos meses. O Dr. Rômulo, meu pai vai com certeza me azucrinar o juizo por conta dessa farra de ontem.

_ Então vamos...

_ E você vai sair também Dimitri? Ele perguntou espantado.

_Claro. Tenho que te levar lá no estacionamento do bar pra que você pegue seu carro. Ah! Não adianta dizer nada. Vamos?

Ele não argumentou ou contra-argumentou. Dissemos tchau pra Dita e saímos do meu apartamento em direção ou elevador.

E desde esse momento até o dia em que nossas vidas mudaram, nos tornamos amigos inseparáveis. Rômulo troxe ânimo a minha vida e ao nosso escritório. Fui chamado para as Bodas de Prata dos seus pais para seu aniversário de 21 anos de idade. Seus amigo, todos no seu top me aceitaram como um deles e sempre me zoavam ao me chamar de Tiozão. Nunca notamos ou mesmo percebemos que éramos alvo em potencial de pessoas inescrupulosas. E mesmo sem saber, a tempestade desabou sobre a família Ficher e minha cabeça um dia antes do meu aniversário de vinte e oito anos.

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Giovanna Bonara após ser praticamente expulsa do escritório em que trabalhava passou um tempo sem me encher o saco e tudo o que passo a escrever agora foi tirado de depoimentos que li alguns anos depois...

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_ Que surpresa maravilhosa, prima. A que devo a honra dessa ligação? Perguntou Argel Bonara Calutti.

_ Cansei de ser a boa moça e tentar ser diferente do resto da família. Acabei de ser demitida e tudo graças a uma bicha maldita que mais uma vez conseguiu me ferrar.

_ Não me leva a mal não priminha. Tu só pode ser muito ruim no que faz. Na verdade em tudo pois sempre os outros é que são os vilões e só você é que é a pobrezinha, a coitadinha e pir aí vai.

_ Não preciso que você me bote mais pra baixo do que já estou... Preciso de sua ajuda, primo.

_ De quanto você precisa, ou quem é a bicha maldita que merece morrer? Tô aqui a seu dispir.

_ Dinheiro nunca foi problema e você sabe disso, Argel. Matar a bicha eu mesma poderia fazê-lo. Quero que esse maldito desgraçado sofra perdad como eu.

_ E como posso fazer pra te ajudar princezinha do vovô Bonara?

_ Muito simples, a gente vai sumir com o namoradinho do desgraçado... E vê-lo sofrer vai ser minha vingança pessoal.

_ Nesse caso prima não seria melhor matar todo mês a família do tal bicha maldita?

_ Nem pense nisso. Esse vai ser só o primeiro dos namoradinhos dele que vamos eliminar... Sempre que ele achar um novo amor, este sumirá. Quero vê-lo lamentar desde o dia que ele me ferrou com o primo dele.

_ De novo isso? Você foi quem pisou na bola, prima. Mas antes de você começar a me dizer cobras e lagartos me manda um bom materia pra que eu possa colocar meus homens a postos. Se o namoradinho valer a pena ele...

_ Quero o desgraçado morto e esquartejado. Cada parte do corpo dele deve ser mandada pro maldito Dr. Dimitri Gamov Freire em dias consecutivos até que no último dia ele receça a cabeça do desgraçado com uma fita azul transformada num belo laço. Entendeu, priminho?

_ Por mim tudo bem. Passa alguma foto do tal casal e do garoto sozinho e o resto deixa comigo.

_ Bem que minha mãe sempre disse que nossa família sempre se ajudaria. Obrigada primo.

_ Não me agradeça... Você ainda tem o numero da mi ha conta. Quando o garoto sumir deposite cento e cinquenta mil reais nela... Quando o Dr. Dimitri Freire receber a cabeça do cara deposite outros cento e cinquenta mil... Beijo minha priminha linda.

Giovanna sorriu de puro prazer. Seu primo era um homem cruel e saberia como fazer para que o corpo do tal jovem fosse entregue conforme o combinado...

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O beijo trocado dentro do banheiro poucos minutos antes do raiar daquele sabado jamais saiu da cabeça ou das boas lembranças de Rômulo Ficher Filho. O brilhante advogado passou a povoar mesmo sem saber a mente do jovem discipulo que passou a ficar cada vez mais dependente desse plstônico interesse sem que o outro sequer imaginasse que ele estava loucamente apaixonado. Quando os pais do garoto festejaram as Bodas de Prata no Clube frequentado pela alta sociedade Paranaense, a alegria maior de Rômulo Filho foi justamente ter por perto o homem que amava em segredo e por conta desse amor, a coragem em se revelar havia ganhado proporções inimagináveis. Ele decidira que no dia do aniversário de Dimitri, ele revelaria seu amor como o maior dos presentes que ele pudesse receber.

Dimitri o olhava de forma diferente. Seu olho brilhava de felicidade. Seu sorriso era franco e belo de se ver. Ter seu nome dito por seus lábios lhe dava orgulho. O rápido café na copa do escritório, almoços com a equipe na preparação de alguma causa, as poucas viagens que fizeram sozinhos a trabalho, tudo isso lhe deu suporte para que o seu sentimento fosse alimentado gradativamente.

Os dois combinaram de irem juntos a uma festa para a qual haviam sido convidados. Quando o celular de Dimitri vibrou no bolso do seu blase ele ja sabia quem era só em olhar o relógio de pulso...

_ Fala apressado, Ficher.

_ Você ta onde, Dimitri? Tô me sentindo uma vagabunda de rua fazendo ponto na calçada do prédio em que moro e nada de você chegar.

_ Culpa do Prefeito e das obras que ele mandiu fazer. Fica onde você tá que já chego pir aí, Ficher.

_ Te dou dez minutos e se você não chegar pego meu carro e vou embora.

_ Nada disso, apressadinho. Você vai tomar todas hoje e vai querer que a Dita cure seu mal estar pós farra. O combinado era ir no meu carro, você dormir na minha casa, se recuperar e beber todas na minha fedta. Aguenta aí que já tô chegando.

_ Você tem argumentos, viu? Você tá na profissão certa, Dimitri. Não demora.

_ Tchau pra... Sacana, desligou sem dizer um simples tchau.

Quando o carro do Dr. Dimitri Freire chegou em frente ao Condomínio que o amigo e amor platônico morava, o jovem Ficher não o esperava e desde esse dia várias vidas foram alteradas.

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Querido Povo do Lado Esquerdo, a tempestade finalmente desabou. O que virá a partir de agora será um longo e tenebroso tempo de sofrimento para os Ficher e o querido Dimitri Freire. Preparem-se. Obrigado por tudo, amigos. Saudade das trocas energéticas. Algo me diz que o computador terá que ser substituído. Enquanto isso sigamos em frente do jeito que der. Um super e carinhoso beijo em cada um de vocês. Nando Mota.

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Comentários

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Gente...essa mulher é uma psico. Triste triste

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Infelizmente a realidade muitas vezes é tão ou mais cruel que a ficção. Beijos e fica com Deus.

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mais uma vez incrível com sempre.... mais com o coração apertadinho

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Fico imaginando em como o Dimitri se sente lembrando de todos os acontecimentos, revivendo tudo o que aconteceu. Espero ansioso para que esse sumiço não seja a morte de Rômulo. O pior é ter que chegar em casa e dar de cara com a pessoa responsável por tudo isso, e ela ainda tentar um diálogo. Ansio por dias melhores para que Dimitri possa ter paz e esperança de encontrar Rômulo com vida. Grande abraço Nando

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Ansioso pelos próximos capítulos. Espero que o capítulo com o castigo de Giovana seja bem grande e com requintes de crueldade para ela ter condições de se arrepender de tudo o que fez contra Dimitri. Um abraço carinhoso,

Plutão

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mds, fiquei chocada com as atitudes dessa Giovana, o pior eh saber que na vida real tbm existem psicopatas que tb m pensam assim... que venha o próximo cap...

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Nossa essa Gioavanna é um demônio mesmo viu. Abraços.

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O que a ambição e o mau caratismo da Giovana gerou uma pessoa mesquinha incapaz de assumir os seus erros e se tornou uma psicopata de marca maior e com a ajuda de seu primo infringirá dor e tristeza a família do Rômulo e ao Dimitri ainda mais que ambos não tiveram oportunidade de se declararem. Nando meu lindo como diz um deputado muito conhecido eu odilho esta cobra caninana e que ela e todos os envolvidos paguem caro por tudo isso e que o Dimitri seja o promotor de justiça que fará com que eles fiquem presos por muitos anos. Um ótimo fds pra vc e se o tempo der muita praia para vc se estiver liberado. Um cheiro e um super beijo da sua eterna Mama Rose

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Horrível ...esta parte vai me deixar deprimido ,mas que fazer a vida não é feita só de horas boas ...Beijão

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