Meu Loiro! - Capítulo 4.

Um conto erótico de Léo Hanz
Categoria: Homossexual
Contém 1736 palavras
Data: 01/04/2016 11:10:18

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Três horas da tarde de uma sexta-feira que parecia não ter fim para Humberto. Parecia que as horas não passavam. Aquela chata e monótona reunião com os tios e o conselho estava ficando intragável. Não via a hora de chegar em casa e tirar aquela maldita roupa de executivo e cair na piscina. A gravata e o cinto já estavam quase o sufocando. Os sapatos então, sem comentários. Mas tentou não focar sua atenção para aquilo. Afinal, em menos de duas horas estaria em casa. Estava feliz com a chegada do primo. Com ele por perto tudo ficava mais leve. Aliás, o que será que Fred estaria fazendo agora?

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Depois do excitante telefonema que teve com Rodrigo, Fred acendeu outro cigarro. Tinha ficado um pilha e precisava se acalmar. Sentou de novo na cadeira debaixo do guarda-sol e respirou fundo. Deu uma tragada no cigarro. Ouviu passos vindo do corredor e viu uma silhueta bastante conhecida. Dante!

Dante era igual Humberto fisicamente. Só tinha os cabelos mais claros. Matinha também uma barba muito bem cuidada como a do irmão. Só tinha um porém: ele era uma espécie de "objeto". Onde colocavam Dante, ele ficava. Se recordou um episódio em que ele e Pillar discutiam e a ela o mandou calar a boca e subir para o quarto. E foi exatamente o que ele fez. Parecia que ele não tinha escolhas ou decisões próprias. E isso chatiava Fred.

- Eu sabia que era você! Ninguém reconhece esses passos lentos tão bem quanto eu, Dante!

- Fred! Até que enfim eu te achei. O papai subiu no meu quarto pra me avisar de sua chegada e não te achei na cozinha.

Fred levantou e abraçou o primo. Ele parecia mais forte!

- Andou malhando, baby? - perguntou o loiro enquanto estava abraco.

- Sim! Estou querendo ficar bem forte!

"Isso deve compensar sua total falta de atitude". - pensou Fred.

O loiro apertou um dos braços do primo.

- É, está funcionando!

Dante sorriu.

- Fred, que saudade! Como foi a viagem?

- Foi ótima! - disse sentando novamente na cadeira. - O Desfile foi ótimo. As modelos italianas são muito educadas para trabalhar. Eu adorei!

- Que bom! E...você conheceu alguém por lá?

Fred estranhou a pergunta do primo.

- Hã... Sim, conheci. Tive alguns encontros na semana que fiquei por lá com o produtor do desfile. O nome dele é Rodrigo. Mas... Por que a pergunta, Dante?

Dante sentiu que tinha sido pego por Fred. Mas respirou fundo.

- Por nada. Só curiosidade!

Por nada? Acho que não. Dante sabia muito bem o que perguntar. Tinha recebido um torpedo de Beto para que ele o informasse sobre tudo o que aconteceu na viagem de Fred. Afinal, se Beto perguntasse, Fred não diria tudo.

"Oi mano, tudo bem? Viu, se você já falou com o Fred, pergunte à ele sobre tudo o que rolou e se ele conheceu algum cara. E, por favor Dante, seja discreto e me mantenha informado. Abraço, Beto"

Dante tentou disfarçar.

- Primo, vamos entrar? A Samantha ta louca pra ver você.

- Vamos sim. Também quero vê-la.

Os dois entraram. Passaram pela cozinha e Fred viu seu tio tentando ajudar sua tia. Pillar ficava com um humor do cão quando estava brava. Ninguém à tolerava, somente Rogério mesmo. Subiram as escadas na parte de cima haviam três quartos. O do meio, claro, era de Humberto. Os outros dois era de Dante e Samantha. Do corredor reconheceu a voz da prima. Ele e Dante entraram no quarto. Samantha estava no telefone. Quando ela viu Fred, interrompeu a ligação dizendo à pessoa que ligaria mais tarde.

- Primo! - gritou. - Que saudades!

Fred e Samantha se abraçaram. O loiro a adorava. Era a única em que ele confiava a suas aventuras sexuais.

- Na próxima viagem que eu tiver, você vai junto Sá. Você vai pirar! - disse Fred. - Aliás, você e o Dante vão junto se puderem! Sinto saudades de quando viajavamos juntos.

- É verdade. Acho que podemos ir sim não é Dante?

- É... Se a mãe deixar nós pode...

- Ai Dante, mas que saco isso! - cortou Samantha. - Você é maior de idade. Não precisa da permissão dos nossos pais. Já falei pra você parar de ser tão submisso.

- A Sá tem razão, Dante. Deixe que com a sua mãe, eu me entendo.

- Hahahaha. Ok, ok Fred. - Disse Dante sentando no sofá do quarto da irmã.

- Mas me conta Fred, conheceu algum italiano lá? - Perguntou Samantha sorrindo.

Dante pegou o celular e começou a jogar para fazer de conta que não estava prestando atenção na conversa.

- Ai Sá, conheci. Ele chama Rodrigo. Um gato. Bem mais velho que eu.

- Ai que tudo Fred.

- E ele vai estar no Brasil amanhã. E nós combinamos de nos vermos na segunda.

No mesmo instante, Dante escreveu uma mensagem de texto do que tinha ouvido para Beto.

"O Fred conheceu um tal de Rodrigo e eles vão se encontrar segunda."

- E por que você não vê ele amanhã?

-Por que hoje é sexta, e também essa "recepção" não irá durar pouco. Então reaolviarcar segunda mesmo, já estarei mais descansado.

-É, eu posso imaginar o por que você quer estar descansado.

- Você me conhece tão bem, Sá. - riram os dois.

- E você e o Henri? Nada? - piscou os olhos para a prima.

- Ai Fred, nada! Na nca conheci alguém tão lerdo quanto ele. Detesto esse tipo de homem que não conseguem captar as coisas. Eu praticamente me jogo pra cima dele e ele NADA!

- É, eu entendo. Mas as vezes ele não quer avançar o sinal pra, sei lá, não te assustar.

- Aí, será mesmo? Por que se for isso, eu é quem vou avançar o sinal dele! Hahahahaha.

- É Sá, as vezes nós é que temos que tomar atitude.

- Eu sei disso. Só que no fundo, a gente sempre espera que eles tomem.

- Mas se formos pensar assim, ficaremos sem sexo.

- Tem razão! Hahahahaha.

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As horas se passaram e já estava caindo a noite. Gian Carlo e Desirée tinham chego junto com Thiago e Beatriz e estavam na sala conversando com Rogério e Pillar. No quintal, estavam Samantha, Dante e Henrique. Fred estava na parte de cima, no quarto de Humberto, no telefone com Rodrigo. Após desligar o telefone, olhou a hora e estranhou Humberto não ter chego ainda. Resolveu descer. Quando estava descendo as escadas, Humberto estava entrando pela porta da casa, com sua pasta e sua paletó na mão, a gravata frouxa e a camisa para fora da calça.

- Até que enfim você chegou!

Beto olho pra cima e viu Fred parado na escada com as mãos na cintura. Subiu a escada.

- Me perdoe o atraso Fred, mas fiquei preso com um cliente. - disse o moreno abraçando Fred.

- Sem problemas! Bom, eu vou descer e te esperar lá fora com o pessoal.

- Espere! Antes eu quero falar com você. Vamos pro meu quarto.

- Pode falar aqui!

-Não, vamos lá pro quarto mesmo. Preciso tirar essa roupa.

- Ta bem!

E subiram para o quarto de Beto. Fred entrou primeiro e sentou no sofá. Humberto chrgou em seguida já jogando o que estava na mão no chão e tirando os sapatos e a camisa. Fred estava olhando de canto de olho. Como Humberto era lindo!

- E então Beto, sobre o que quer falar comigo?

Humberto sentou no sofá ao lado do primo.

- Só queria saber mesmo como foi a sua viagem.

Fred estranhou.

-Foi ótima, como a eu disse pra você de manhã.

-Que bom! E... você conheceu alguém por lá?

- Sim, conheci.

- É aquele tal de Rodrigo?

Fred encarou Humberto com um olhar firme. "Como ele sabe?", questionou o loiro.

- Onde você quer chegar com isso Humberto?

- Em lugar nenhum. Só quero ter certeza de que esse cara não vai fazer nada com você.

- Eu sei quem contou isso pra você. Foi o Dante, não foi? - disse Fred já impaciente.

- Não foi isso o que eu te perguntei.

Fred explodiu. Odiava essa mania de Humberto de se intrometer nos seus assuntos tos pessoais.

- Sim Humberto, eu transei com o Rodrigo sim. Sou adulto.

Humberto arregalou os olhos.

- Ei, calma! - disse Beto colocando a mão no ombro do primo. - Eu não estou bravo com você por ter feito isso.

-Hahahahahahahahahahaha. Você jura mesmo que eu estou preocupado com o que você pense sobre isso? Eu tenho a minha vida, meu trabalho e não fico te bisbilhotando com quem você transa ou deixa de transar.

Fred foi levantando do sofá mas foi impedido por Beto.

- Porra meu! Que mania chata essa sua de surtar por qualquer motivo.

- Eu não surtei por qualquer motivo. Eu conheço você! Você fica jogando com as pessoas pra elas falarem o que você quer saber. Só que comigo não funciona isso. E me dê licença, por favor! - Fred desviou de Beto para sair do quarto mas foi impedido novamente pelo primo.

- Você está virando uma putinha Fred, e da pior espécie.

Do jeito que Humberto falou, Fred lançou um tapa no rosto do primo. Humberto sentiu um ardor no rosto e se arrependeu do que disse.

- Da próxima vez que você me falar um absurdo desses, vão ser as últimas palavras que você vai ter comigo! - Disse o loiro espumando de raiva.

Humberto mesmo percebendo a raiva do primo, não saiu da frente da porta.

Fred respirou fundo.

- Humberto, por favor, saia da minha frente.

Humberto encarou o primo com um olhar triste. Tudo bem que ele sabia que não devia se intrometer na vida pessoal dele, mas sentia tanto medo de que alguma coisa acontecesse com o primo que isso era inevitável.

- Me desculpe. Eu só não quero que ninguém te machuque.

Fred virou a cara. Por um momento se arrependeu do que tinha feito.

- Eu sei Beto.

- Vem cá. - Humberto abraçou o primo. Sentia muito amor em Fred. Um amor do tipo pai e filho, fraternal.

Fred desabou naquele abraço. Era incrível como Humberto conseguia irritar e ao mesmo tempo acalmar ele tão bem.

Ficaram os dois abraçados por um tempo.

- Eu vou descer Beto.

- Ok! Eu vou daqui a pouco. Preciso tomar um banho. E de novo, me desculpe.

Fred chegou perto do primo e deu um beijo no rosto do mesmo.

- Está desculpado. Só não quero que se repita.

- Não vai Fred, eu prometo.

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Oi pessoal, como vão? Me perdoe pela demora. Aconteceram uns imprevistos e eu não tive tempo de escrever mais. Mas aqui está mais um capítulo dessa excitante história. Espero que gostem. Grande beijo.

Léo.

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Comentários

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FRED E HUMBERTO, ISSO DÁ PANO PRA MANGA. EU SÓ CUIDO DAQUILO QUE QUERO. CREIO QUE HUMBERTO QUER MESMO FRED.

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Hum...isso é amor e nao tem nada de fraternal.

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