O Ogro Veste Prada (Cap. 1)

Um conto erótico de Milk Man
Categoria: Homossexual
Contém 1100 palavras
Data: 12/12/2015 23:31:00

05h30 e o despertador parece querer acordar o bairro inteiro, numa tentativa frustrada de desliga-lo acabo literalmente caindo da cama.

- Droga, qualquer dia desse eu ainda te jogo pela janela – Dizia ainda tentando me recompor e seguir para o banho, afinal era Segunda, mais uma semana de aula.

Essa era minha rotina todos os dias, acordava cedo, comia qualquer coisa e corria para o ponto de ônibus, a faculdade era um tanto distante da minha humilde residência, na qual moro com minha mãe Alice, e meu irmão mais novo Felipe (10 anos). Ela nos criou com muito sacrifício, meu pai havia morrido pouco tempo depois do nascimento do Lipe, talvez esse tenha sido de longe a pior parte da minha vida, e acho que nunca consegui superar completamente a perda, e desde então éramos apenas nos três, um cuidando do outro.

Nunca tivemos uma vida confortável, e depois do falecimento do meu velho as coisas pioraram, minha mãe logo arrumou um trabalho em uma loja de departamento, daquelas que vendem-se de tudo e mais um pouco. Com muito esforço conseguimos levar nossas vidas, moramos num bairro mais afastado, mas com uma boa vizinhança, sempre disposta a ajudar.

Mas que indelicadeza, até agora não me apresentei, me chamo Roberto (mesmo nome do meu pai) mas todos me chamam de Beto, tenho 18 anos, moreno claro, cabelos e olhos pretos, corpo levemente malhado ( havia começado fazia uns 8 mesese) um cara normal eu diria, não me achava bonito ou atraente, na verdade até hoje não me acho, me defino assim: apenas um cara normal.

Gay assumido desde os 16, não foi um período fácil da minha vida, minha ficou um tanto chateada no começo, mas acredito que não exista nada mais forte que o amor mãe, aos poucos ela foi entendendo e me aceitando. Porém, eu nunca namorei e nunca havia apresentado ninguém a ela. Na verdade acho que ela até preferia que não o fizesse.

Aquele era o meu primeiro semestre na faculdade federal do Estado, cursava Nutrição, sempre fui um bom aluno, e graças a Deus consegui passar. Já havia uns dois meses de aula, e já tinha feito dois amigos, Patrícia e Luan, estudamos na mesma turma, e nossa conexão foi imediata.

- Boa dia – Disse nem um pouco animado, estava morrendo de sono como sempre

- Quanta animação meu jovem – Falou Luan enquanto me sacudia e bagunçava meu cabelo

- Sai, sai garoto, hoje eu só preciso sentar no fundo daquela sala e esperar o tempo passar

- Então vamos logo crionças, a aula já deve ter começado.

A aula parecia interminável, meu sono e minha fome pareciam estar atenuados naquela manhã, eu mal podia esperar pelo intervalo, quando finalmente o sinal toca.

- Obrigado meu Deus, tô com uma fome do cão. Vocês vão descer? – Perguntei ao dois.

- Vamos na biblioteca primeiro depois a gente se encontra – Respondeu Paty

Desci um tanto apressado, quem aqui faz faculdade sabe como é Restaurante Universitário, aquilo parece um campo de guerra. Apesar de que a fila ainda não estava tão grande, tinha mais ou menos umas 15 pessoas na minha frente, esperei impaciente chegar minha vez.

Quando finalmente chegou minha vez de me servir, sinto uma muralha me empurrar e passar em minha frente, como sou um baixinho (1,69, pq tão pequeno senhor, não poderia ter me dado mais uma 10 centímetros? )

- Ou garoto você tá maluco? Não vê por onde anda não, não tem educação, não tem nem vergonha na cara de cortar fila não seu palhaço? – Sempre tive o ‘sangue quente” como dizia minha mãe, família de Baianos sabe como é...

Na verdade eu respondi sem nem ter visto quem de fato havia feito aquilo, quando ouço sua voz rouca

- Como é? Repete se você tem coragem

Ele era alto, muuuuito alto, e forte que braços (Foca Roberto). De fato parecia uma muralha, sua pele morena, boca bem desenhada, olhos castanhos, olhos um tanto apertados, me lembrava um índio, se não fosse sua cabeça raspada, como um desses Skins-head, lindo pra caralho, rapidamente o olhei de cima abaixo, ele se vestia perfeitamente bem, calça jeans justa marcando aquelas coxas grossas, camisa gola polo igualmente rente ao corpo, era fácil definir o seu peitoral.

Eu nunca tinha o visto por ali, mas também com tantas pessoas, de tantos semestres, de tantos cursos diferente, fica difícil realmente você conhecer todo mundo, ou talvez eu nunca tivesse notado, mas um homem daquele dificilmente passaria despercebido. por alguns segundos até me distrair. Mas tantos atributos não foram capazes de cessar minha raiva, como podia ser tão bonito e tão babaca?

- PALHAÇO, você acha o quê? Que eu fiquei nessa fila a toa pra um folgado que nem você chegar e passar na minha frente me empurrando, se achando a rainha da cocada preta?

CALA BOCA ROBERTO, ONDE VOCÊ ESTAVA COM A CABEÇA? Ele tinha o dobro do meu tamanho, provavelmente com apenas um soco eu entraria em coma.

Ele me lançou um olhar de fúria, nessa hora eu confesso que o cu deu aquela piscada, subiu um friozinho pela espinha, ele chegou mais perto e me pegou pelo colarinho

- Você sabe com que você está falando? Não tem medo de apanhar não moleque, caso você não queira sair daqui com esse rostinho machucado, é melhor ceder sua vez e sair caladinho.

- Vai sonhando – Falei reunindo todas as minhas forças para me desvencilhar de suas mãos (e que mãos enormes) – Tira a mão de mim seu otário – Pela primeira vez ele desfez o olhar de raiva, agora parecia mais surpresa, talvez ele não esperasse que eu tivesse aquela atitude.

Algumas pessoas já se acumulavam ao redor, todas esperavam pelo grande espetáculo

- Ow ow o que tá acontecendo aqui, Beto. Vem depois a gente volta – Disse Luan aparecendo com Patrícia

- Vem amigo, não vale apena – Eu ainda estava resistente, mas eles estavam conseguindo me puxar pra fora daquela pequena confusão quando ouço:

- Isso mesmo florzinha, cai fora com as amiguinhas – Disse aquele Ogro ironicamente entre alguns risinhos

Me virei, voltei até ele, e lhe acertei um belo soco.

- Ahh caralho – Isso mesmo, ele apanha, mas quem sentiu dor foi eu, sacudia a mão na tentativa de cessar a dor

Ele apenas levou a mãe a boca como se aquilo não tivesse feito muita diferença, mas pude perceber um filete de sangue escorrer pelo canto esquerdo de sua boca

- Você não devia ter feito isso – Eu novamente vi aquele olhar de raiva

Pronto o circo estava aramado.

Continua...

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Espero que gostem, curtam e deem nota pra dar aquele incentivo, deem dicas no que posso melhorar e etc. Abraços

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Comentários

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Sorte de vc, tenho só 1,60 e ainda sim deixo muito grandalhão com o rabo entre as pernas, se é que me entendem.

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Gostei.^^ Ei moço, eu também tenho 1.69. Qualé o problema? rs.

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Já li e já adorei seu conto! Quero ler o próx capítulo rapidim heim!

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Começou perfeitamente bem... Aguardando a continuação! 👏👏👌👌

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legal, descreve a muralha lá qual a altura dele. nao faz o luan se apixonar po ele. ou eu tenho 1,69 e nao sou baixo

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