Meus Colegas de Jogo

Um conto erótico de A. Tavares
Categoria: Homossexual
Contém 1293 palavras
Data: 02/09/2015 23:34:00
Assuntos: Gay, Grupal, Homossexual

Ouço, do meu quarto, uma matéria no jornal das 12 sobre jogos violentos para computador. Abaixo o volume do notebook já que o barulho da metralhadora não deixava eu entender tudo. "Os pais devem controlar o tempo que seus filhos passam em frente ao computador ou jogando video games, assim como o conteúdo daquilo que eles jogam." Era uma voz de mulher. Não era a primeira reportagem sobre o assunto que eu ouvia, já havia assistido outras, e era sempre uma mulher alertando os pais sobre os perigos dos jogos violentos para os seus filhos. Sempre. Há mulheres que nunca jogaram video game. Teremos de esperar todas essas psicólogas e pedagogas morrerem para que a geração atual de meninas, já mais familiarizadas com o mundo dos jogos, saiam por aí divulgando a terapia que é atropelar pedestres e roubar carros. Virtualmente, claro.

Por mais que eu gostasse de videogame, ficava sabendo de um jogo novo com um delay de, no mínimo, uns três anos. Quando eu já estava dominando GTA Vice City, me vem o San Andreas. Mais uma lista enorme de trapaças pra decorar e caminhos pra memorizar. Mas o Guto, aquele lindo, sempre prestativo, fazia questão de instalar o jogo pra mim, assim como trazer uma folha impressa com todas as trapaças do jogo.

"Esse aí é muito melhor! Tudo mais real.", ele me disse e eu olhei para suas bochechas, me perguntando onde foram parar todas aquelas espinhas.

O tempo passa rápido quando sua rotina se resume à escola e computador. Houve um tempo em que eu havia deixado os estudos em segundo plano, dedicando todas as minhas horas de lazer pra jogar. Estudar à tarde me ajudava a ter esse tipo de rotina. Quando chegava da escola, ia direto pro computador ou pra casa de um amigo, todos morando há pouquíssimas quadras da minha casa, e muitas vezes varávamos a noite, tudo com a aprovação de nossos pais cansados e ocupados.

Quando não era na casa do Guto, era na minha ou na do Erick. Mães compreensíveis, que entendiam que o que os filhos gostavam mesmo era de jogar, por mais que os pneuzinhos já aparecessem nas laterais da barriga, as roupas não servissem mais e as notas despencassem. Um caso a ser estudado.

Foi há pouco tempo, assim que completamos todos quinze anos (na verdade o Guto tem dezesseis), que decidimos dar uma mudada. Todos crescemos ouvindo que éramos inteligentes, capazes, só que preguiçosos. As garotas da escola sequer davam bola pra gente, putas de olhar indiferente.

"A gente devia ir pra academia."

Em se tratando de periferia, o que mais tem é igreja evangélica e academia. Isso é um fenômeno nacional. Matriculados, frequentávamos o lugar religiosamente, de segunda à sexta. Com a ajudinha de uns textos achados na internet, montamos nossa própria dieta e em questão de meses o Erick já tinha tanquinho, o Guto tinha uns brações enormes e eu coxas de dar inveja à Gracyanne Barbosa.

Mesmo assim, as noites de videogame continuaram, dessa vez com menor frequência, mas acompanhadas da descoberta da cerveja. Acho que o pai do Guto tinha tantas garrafas na geladeira que não notava o sumiço de cinco ou seis. Ou fingia não notar.

Foi numa dessas noites bêbadas que eu percebi uma mudança de comportamento dos meus parceiros gamers. Éramos héteros viados, moleques que viviam fazendo brincadeiras de duplo sentido um com outro, que sentavam no colo do amigo, sentiam o volume e a brincadeira acabava aí.

Mas naquela noite o Guto tava carinhoso demais. Sentados no chão do quarto do Érick, ele tava perto demais de mim, sentia isso, mesmo tentando concentrar no meu joystick. Guto passou um dos braços por detrás de mim, segurando minha cintura, e encostou a cabeça no meu ombro.

"Tá carente, tadinho!", eu falei assim que Érick e eu terminamos a partida. Afaguei os cabelos de Guto e dei um beijinho na bochecha dele.

"Quero mamá!", ele falou, com voz de bebê, e caímos na gargalhada. Gargalhada essa seguido de um silêncio que revelava algo, alguma coisa há muito escondido, oculta, um tabu do qual nunca falávamos.

"Vou pegar mais umas!", Érick avisou, já levantando e indo em direção a porta do quarto.

"Já pode me soltar, Guto.", eu disse, me desvencilhando calmamente.

"Não solto, não!", ele falou, me deu uma chave de perna por trás e ainda por cima começou a beijar meu pescoço, meu ponto fraco.

Érick voltou pro quarto com duas garrafas e se deparou com Guto e eu atracados no chão, eu certamente vermelho como um pimentão, quase tempo uma parada cardio-respiratória com tantas cócegas, enquanto os seus braços de Schwazenegger me pendriam.

"Vai dar em casamento isso aí!", Érick disse, colocando as duas garrafas do lado da TV.

Guto finalmente havia parado e eu já ouvia claramente meu coração pulsar nos ouvidos, a orelha e o rosto queimandos e o pau duro dele roçando na minha bunda.

"Tá sentindo? Ele tá todo babado, só esperando essa tua boquinha quente..."

Na hora eu pensei que tinha ouvido errado, mas o roçar constante daquela rola dura como pedra na minha bunda me trouxe rapidinho pra realidade. Senti um arrepio na espinha, o sangue subir pro rosto e não demorou muito pra minha estar por cima do shorts do Guto.

Tava babado, assim como ele disse. Guto deu um gemido-urro assim que sentiu minha boca envolver sua rola. Suas mãos enormes acariciavam meus cabelos e me forçavam em direção à base do seu pau. Um pouco maior do que minha boca aguentava, o pau do Guto era cheiroso, rosa e babava que nem um bebê.

Ah, é, esqueci do Érick. Érick estava sentado ao nosso lado quando Guto sussurou a derradeira frase no meu ouvido e eu apalpei a carne pulsante do seu shorts. Em seguida, Érick levantou, olhos esbugalhados, em direção à porta. Com o canto dos olhos, o vi trancar a porta do quarto, ligar a televisão na MTV e aumentar bem o volume. Logo ele estava deitado comigo no chão, ao meu lado, com as bolonas do Guto na boca enquanto eu enfiava aquele cacetão na minha boca.

O Guto certamente tava realizando um sonho. O garoto arfava, colocava as duas mãos no rosto como se não acreditasse, passava os dedos no meu rosto e no do Érick, acariciando-nos ternamente.

"Meus viadinhos! Isso, mama no cacete do papai, mama!"

A essa altura nós estávamos revezando a rola do Guto, o Érick chupando com mais cuidado por causa do aparelho, mas igualmente dedicado, como eu. Guto pirou quando cada um de nós passou a lamber uma lateral do pau dele, subindo até a cabeça inchada e rosada, disputando-a com linguadas quentes.

"AH! FILHOS DA PUTA!", Guto gritou, e um gato de foi direto no olho esquerdo do Érick, enquanto outro foi parar na minha franja suada.

Érick e eu levantavamos e colocamos nosso paus pra fora.

"Tua vez, teu viado."

Guto fez uma cara de surpresa que logo se transformou naquele rostinho safado que antes passava despercebido pelos corredores da escola, mas agora era notado e bem falado.

Um pouco desengonçado, sem muita coordenação motora, ele chupava um enquanto punhetava o outro. Foi sensato o suficiente pra não tentar enfiar os dois paus na boca duma vez, mas me fez uma garganta profunda inesquecível, já que meu pau não era nada descomunal e cabia na boca dele.

Nessa altura gozei. Segurei a cabeça dele junto à base do meu por uns segundos, até ele bater na minha coxa, sinalizando que já estava sem ar.

Exausto, Guto cai no chão. Érick, punhetando seus dezoito centímetros, jorra sêmen no peito musculoso do nosso amigo mais velho.

"Temos de voltar a jogo todos os dias, não acham?", perguntei aos dois, que responderam rindo.

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Comentários

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Adoro esse universo gaymer pseudo-hetero, gostaria de vê mais

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Muito bom. Bem escrito e excitante. Tem continuação?

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