Comissário de Bordo Cap.2 de 4

Um conto erótico de gustavinho
Categoria: Homossexual
Contém 1531 palavras
Data: 06/08/2015 04:47:50

Gente, de modo algum vou abrir mão das histórias longas que já venho escrevendo. O fato é que eu sou uma pessoa meio sensitiva, por isso não escrevo em sequência. Escrevo aquela que mais me trás idéias e penso nas outras logo depois. Agora vamos lá.

Cap.2

Fui ao banheiro, vesti de uma vez meu uniforme, preto, bem elegante. Ajeitei o cabelo como sempre fazia e logo fui procurar o resto da equipe. Não demorou muito e os Achei.

- Oi Samuel - Daniela ria, vendo que eu seria o chefe de vôos deles naquele dia - nem acredito que vai ser com você hoje.

- Pois é, me escalaram, tem que cumprir - elas riram - tá todo mundo aqui ?

- Falta a Talita, tá trocando de roupa no banheiro - contei e realmente faltava uma pessoa para completar os 12 comissários. Logo a comissária chegou, e enfim fomos para a aeronave que nos levaria em Paris. Lá estava ela estacionada numa das das posições do Galeão. Um Boeing, o maior jato de dois motores já produzido. Quando chegamos, tudo estava vazio, afinal os trabalhos começariam agora.

- Vamos lá galera, é hora do show kkkk - alguns comissários não mantém o bom humor durante o vôo, mas eu acredito que o bom humor deve ser o mínimo que um comissário deve apresentar. Fiz o mesmo que fazia sempre, chamei o Catering, que trazia tudo envolvendo alimentação para as três classes. Chamei a equipe de limpeza para fazer a vistoria e limpar o que fosse necessário, além de entregar os mimos que os passageiros recebem durante os vôos. Recebi os papéis que seriam entregues aos pilotos, que ainda não haviam chegado, e os papéis dos comissários. Levamos quase 2 horas preparando aquele jato enorme para a decolagem. Um vôo de 11 horas precisa de toda essa preparação.

- Já está tudo pronto aqui - falei para o coordenador de operações em solo - pode trazer os passageiros. Logo os mesmos começaram a aparecer. Como sempre, os das classes mais "nobres" tinham prioridade. A primeira classe embarcou, poucos passageiros. A executiva começou a embarcar, e logo percebi que lotaria, diversos passageiros embarcaram. A classe econômica embarcou, lentamente por serem muitos passageiros. Enfim, ao final do embarque tínhamos apenas 6 lugares vazios, 4 na primeira e 2 na Econômica. Lotação quase máxima. Já iria dar por encerrado o embarque quando escuto uma correria pelo finger.

- Ai Jesus - já tinha ouvido aquela voz aquele dia - você tinha que demorar tanto no banheiro ga... - ele parou de falar ao me ver. Sim, o mesmo medroso e fofo que eu tinha ajudado na ponte aérea agora seria meu passageiro no vôo até Paris. Ele sorriu ao me ver.

- Seja bem vindo a bordo da nossa aeronave - acabei retribuindo o sorriso, tinha gostado dele

- Porquê não me disse que iria trabalhar no vôo para Paris.

- Você não perguntou. E você, porquê não disse que estaria de conexão para Paris ?

- Você também não perguntou ! - olhei seu bilhete, e estavam marcados lugares na primeira classe. Foi ali que percebi que ele era realmente um homem mais distinto que os outros

- Suas poltronas ficam neste corredor. Boa viagem

- Brigado - acabei dando a mancada de o olhar até ele se acomodar na cadeira. Só fui acordado quando alguém me cutucou.

- Tem 36 passageiros na Executiva.

- Ã ?

- A contagem da executiva, deu 36.

- Ah... OK - assinei a ficha rapidamente, nervoso. Era possível alguém que eu conhecia a menos de 3 horas mexer tanto comigo ?

TEMPO DEPOIS

Eu e mais outra comissária ficávamos responsáveis pelo atendimento a primeira classe.

- A senhora aceita um drink ?

- Claro - dizia a passageira - quero o champagne.

- OK - servi uma taça e a entreguei - aqui está.

- Obrigado - naquele momento direcionei o meu olhar para os dois que vinham me acompanhando desde São Paulo. Parecia inacreditável que teria 11hrs de vôo ao lado deles.

- E aí... Você quer um ursinho para diminuir o medo ? - acabei fazendo ele rir.

- Muito engraçado seu bobo ! Até que eu não fico tão inseguro em aviões maiores. Mas tô com medo desde agora.

- Bem... Eu adoraria te ajudar a diminuir o medo como no outro vôo, mas agora não da, infelizmente.

- Eu entendo - rimos juntos, sem motivo, olhando um no rosto do outro. Isso já estava estranho - quero o champagne.

- Aqui está - falei, entregando a ele a taça

- Tio, vocês ainda entregam aqueles aviões pequenos ?- Felipe se manifestava

- Sim, você quer um ?

- Quero - fui até o armário e peguei

- Aqui está - novamente olhei para o pai dele, e pude notar a semelhança. Como aquele homem era bonito.

TEMPO DEPOIS

As portas já estavam fechadas. O avião já se locomovia, em direção a pista. Era hora do meu speech.

- Senhores passageiros, Bom Dia. Sejam bem vindos ao Boeing 777 da nossa companhia. É um prazer imenso tê-los aqui. Quem fala é o chefe de cabine Samuel Watanabe, chefiando a equipe comandada pela Comandante Flávia Noronha e pelo 1°Oficial Lucas Henrique... - enquanto dizia aquelas palavras que normalmente estava habituado a dizer em solo americano, me emocionava. Havia lutado para estar aonde estava naquele momento, chefiando uma equipe que faz vôos para a Europa. É uma realização enorme para o Comissário quando isso acontece.

Aguardei a decolagem sentado no assento dos comissários. Olhava para um lado, para o outro, buscando não olhar para aquele homem. Mas parecia que aquele dia ele e sua imagem estavam com vontade de me perseguir. O observei por apenas um momento, e não consegui mais parar. Estava elétrico como tinha estado no último vôo, fofo igualmente. Mas agora eu não podia estar perto dele. Era estranho isso, eu não me atraía por passageiros. Mas me atrai por ele.

- Tripulação, preparar para a decolagem - olhei no relógio e anotei no diário a hora em que iríamos correr pela pista. Logo, ganhavamos os céus do mundo mais uma vez. O meu sonho estava completo !

MINUTOS DEPOIS

Quase uma hora depois, quase sobrevoando a Bahia, iniciavamos o almoço. Foi um dos poucos momentos em que eu não pensei no passageiro bonito e sedutor que estava sentado na terceira fileira da primeira classe. Distribui os cardápios aos passageiros, para que eles escolhessem o que queriam comer.

- Está tudo bem com você ? - perguntei, tentando parecer profissional.

- Sim. Apesar de estar amedrontado, dá pra levar esse vôo até a França - ri

- E o que você Vai querer ?

- Prefiro o prato 1. E o vinho que você me recomendar.

- OK, já trago - ele sorriu.

MINUTOS DEPOIS

Fiz aquele mesmo ritual que sempre e feito com os passageiros da primeira classe. Preparamos a mesa como quando estamos em um restaurante, inclusive cumprindo a risca a disposição de talheres. Logo servi a entrada. Ele me observava atentamente, enquanto eu fazia meu trabalho.

- Você parece gostar do que faz

- Realmente, gosto bastante - falei, sorrindo.

- As vezes acho que devia largar o escritório e seguir o que eu realmente gosto.

- Ah é ? E o que você gosta ?

- Cinema... É a minha paixão... Mas a paixão do meu pai acabou falando mais alto...

- Também houve pressão comigo, mas eu preferi manter o meu sonho - ele riu - que foi ?

- Você... Fica engraçado com esse uniforme

- Também acho, mas fazer o que - rimos juntos.

- Engraçado... E bonito - mencionou isso em tom baixo, quase inaudível. Mas eu ouvi. E isso não saiu mais da minha cabeça durante o vôo.

HORAS DEPOIS

Depois de um bom tempo de vôo e pensamentos nada coordenados, estávamos chegando a França. Durante o vôo não posso negar que fiquei nervoso diversas vezes. Principalmente na hora que ele me chamou de bonito, mesmo em tom baixo. Ele estava mexendo com os meus brios.

-... esperamos reve-los logo a bordo de nossas aeronaves. Obrigado por escolher a nossa companhia. - mais uma jornada cumprida. Aquela boa sensação de trabalho feito aparece. Estava cansado, claro. Mas feliz. E confuso. Como no embarque, o desembarque é feito por parte. A maioria dos passageiros da primeira classe saíram. Só ficou o pai e filho. Pegou sua bagagem de mão e antes de sair, veio até mim.

- Obrigado por me ajudar duas vezes. Você é muito legal.

- Você também - olhou pro chão, pareceu pensar, e então se despediu .

- Tchauzinho.

- Tchau - o acompanhei com o olhar, como da vez no Galeão. Ele mexeu realmente comigo. De uma forma muito estranha.

MINUTOS DEPOIS

Largava o avião depois de mais de uma jornada cumprida. Estaria de folga nos próximos três dias, e acabei pedindo a companhia para esticar minha passagem por Paris. Pagaria uma das três diárias de Hotel, mas valia a pena, só pra ter a chance de curtir um pouco mais essa cidade. Vim saindo, lentamente acompanhado pela equipe. Fomos até a loja da companhia, aonde recebemos o cartão com o endereço do hotel aonde estávamos reservados. Saia olhando o papel quando senti alguém me cutucar.

- Oi tio - era o garoto mais uma vez.

- Oi... Cadê o seu pai que não está com você ?

- Ele está aqui atrás tio - me virei e o vi mais uma vez. Parecia realmente que tudo conspirava pra que eu pudesse ve-lo mais vezes.

- Achei que já tinha ido.

- Esqueci de te dar isso - falou, tirando algo da carteira.

- O que é ?

- Meu telefone...

Continua

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Comentários

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Cap incrivel Gustavinho. Estou mega ansioso p saber qual será a reação do Sam diante da atitude do "papai medroso". Tbm achei o filho dele uma gracinha, muito fofo. Acho q os dois irão se unir através do garoto. Esperando mega ansioso pela continuação. Ps: Siga o enredo da forma q planejou, pois muitos autores aqui ñ levam suas estórias direto p cama de motel e estão muito bem obrigado; tem muita gnt q acha q a CDC é só pra postar putaria, com o perdão da palavra. Continua ai brother e abração p ti fera.

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Vai ter sexo ou vai ser uma dessas novelas intermináveis, que os contistas de temática gay fazem aqui na CDC? Sério, alguem conseguiu ver algum erotismo que fosse (pra não dizer sexo) nestes dois episódios?

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Ai q fofos já amei quero a continuação :)

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Escreva do seu jeito, o escritor é vc, manda vê, nada de chororô,

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