Entre a Razão e o Coração - Parte 3

Um conto erótico de Marujo RJ
Categoria: Homossexual
Contém 1979 palavras
Data: 28/12/2014 23:20:48

- Acorda aí gente boa! Onde é que nós estamos mesmo? – perguntei sacudindo Caio pelo ombro.

- Boa dia! – disse Caio ao acordar com um sorriso bobo no rosto.

- Bom dia. – respondo de forma seca. - Qual o endereço daqui? Meus amigos estão vindo me pegar. Tenho um compromisso para o qual já estou atrasado.

- Poxa! Já está indo? Pensei que... poderíamos passar o dia juntos. – disse Caio não conseguindo esconder a decepção que sentia.

- É... realmente não vai dar! Da próxima vez passamos o dia todo juntos, ok?

- Claro que sim! – disse abrindo um sorriso diante da falsa esperança que eu o havia dado.

- Agora preciso que você escreva o seu endereço aqui para eu poder enviar uma mensagem a meu amigo para ele poder vir me buscar.

Assim que entreguei meu celular, ele tratou de escrever seu endereço. Enviei o mais rápido possível para Mateus, junto com a frase:

ME TIRE LOGO DAQUI OU IREI CORTAR MEUS PULSOS! RS

Meia hora mais tarde, o carro de Mateus encosta em frente ao prédio onde Caio vivia. Me despedi de Caio com um beijo rápido e disse:

- Me liga! – dando um sorriso safado e entrando no carro de Mateus.

- Mas eu não tenho seu núm... – nem deu tempo de Caio terminar a frase, Mateus já tinha arrancado com o carro e me tirado dali.

- Porra Mateus! Que demora, cara! Não sei o que eu seria capaz de fazer se eu fosse obrigado a ficar mais um minuto se quer com aquele cara! Dá pra acreditar em como ele... Por que você está com essa cara?

- Por que será, Felipe? – disse Mateus sério.

- Não faço a menor ideia. Você pode clarear as coisas? Estou morrendo de sono e com uma ressaca monstra. Não estou pensando muito bem.

- Sério Felipe? Você fez de novo cara! Deu falsas esperanças a mais um pobre coitado. Você tem que parar com isso cara. Um dia você vai encont...

- Aquilo ali é um Starbucks? Eu mato por um café. Dá uma paradinha ali cabeça. Vou pegar um café pra gente. – disse interrompendo o sermão de Mateus.

Mateus apenas balançou a cabeça negativamente e em seguida encostou o carro no estacionamento da Starbucks.

- O que a senhora vai querer vovó? – disse para Mateus zombando dele.

- Vovó é o caralho! Estou tentando enfiar um pouco de juízo nessa sua cabeça dura. – disse Mateus um pouco menos tenso, conseguindo dar um sorriso fraco.

***

Depois do café seguimos direto para minha casa. Mateus não parou de falar um minuto, estava ansioso com os preparativos para o fim de semana. Segundo ele, seria um fim de semana que entraria para a história de nossas vidas, que mudaria tudo. Mateus não sabia ainda, mas ele estava totalmente certo.

Com pouco tempo chegamos a minha casa. Mateus encostou o carro e antes que eu pudesse abrir a porta e sair, ele segurou meu braço.

- Pensa bem no que você está fazendo Felipe. Não é certo brincar assim com as pessoas. Não é por que brincaram e te machucaram no passado, que te dá o direito de fazer o mesmo com os outros. – disse Mateus de forma protetora.

- Eu não te contei meus segredos para você ficar jogando eles na minha cara, beleza? Agora... O que eu faço ou não com esse povo carente, não é da sua conta Mateus. Eu nunca me meti na sua relação com a Gisela e peço que não faço o mesmo comigo.

- Desculpe cara. Não foi a minha intenção de chatear, sabe? Você e eu somos irmãos, cara. – disse me dando um leve soco no braço. – não quero te ver sofrendo.

- Eu sei Mateus. Acho que peguei um pouco pesado com você. To muito cansado. Precisando de cama. – disse soltando um bocejo.

- To vendo. Vai lá então meu brother! Só não perde a hora, vamos sair as 14h, ok? Eu passo aqui pra te pegar depois que eu pegar a Gisela.

- Beleza então. Se cuida cabeça. – disse me despedindo de Mateus com um meio abraço.

***

Poucos minutos mais tarde, já te banho tomado e deitado em minha cama, comecei a pensar no que Mateus havia me dito. Mesmo que eu não quisesse ouvir, tudo aquilo que ele falou fazia sentido, tudo o que ele me falou era verdade. Eu já estava cansado dessa vida de putaria, tudo o que eu queria era esquecer o passado e me dar a chance de ser feliz.

Acabei pegando no sono e duas horas mais tarde acordo com alguém batendo na porta de meu quarto.

- Seu Felipe. O senhor está aí? O almoço está pronto. A Dona Carmem está aguardando o senhor. – disse Magnólia, a empregada da nossa casa.

- Já estou indo. Avise-a que já já estou descendo.

Não sei explicar o motivo, não sei se era tesão de mijo, ou se eu estava tendo um sonho realmente bom, mas acordei com meu pau parecendo um rocha de tão duro.

- Porra moleque. Por que você está acordado desse jeito? – disse enquanto olhava pro meu pau. – A noite passada não foi suficiente não?

- Bem... Como diria o sábio... Está de pau duro, tem que gozar!

Peguei meu pau com a mão direita e iniciei uma punheta bem lenta, lembrando de uma das minhas melhores fodas.

***

Mauricio e Marcelo eram gêmeos que adoravam uma boa putaria. Eu os conheci na praia em um verão, ambos estavam saindo do mar com suas pranchas debaixo do braço e aquela roupinha coladinha que realçava cada parte do corpo deles.

Da mesma forma que eu os notei, também fui notado pelos dois. Entre um sorriso e outro já estávamos conversando sentados na areia da praia.

Eu mal conseguia me concentrar na conversa por que os dois eram um tesão. Mesmo sem suas pranchas tinham aquela pinta de surfista, cabelos loiro meio queimados do sol, pele bronzeada, olhos verdes, por volta de 1,75, e corpo magro, mas super definido.

Uma hora mais tarde estávamos nós três em meu quarto de hotel pelados sobre a cama. Posso te garantir que pelados, eram melhores ainda.

Ajoelhado sobre a cama puxo Marcelo para um beijo ardente e cheio de luxuria. Enquanto eu e Marcelo nos beijamos, Mauricio que está atrás de mim beija meu pescoço descendo para minhas costas, só aumentado ainda mais o meu tesão.

Ainda segurando Marcelo pelo pescoço, eu paro nosso beijo e com a mão livre puxo Mauricio ao meu encontro. Juntos iniciamos um delicioso beijo triplo. Nossas mãos sedentas de prazer, exploravam nossos corpos com uma vontade avassaladora. Permanecemos com os beijos e carícias por alguns minutos, só fora interrompido quando os dois avançaram sobre o pau, chupando-o com uma vontade louca.

Os dois revezavam com o meu pau na boca. Enquanto um chupava a cabeçona e forçava ao máximo para engoli-lo por completo, o outro chupava meu saco, me fazendo urrar de tesão feito um touro bravo.

Às vezes eu tirava o pau da boca de um, só para poder bater com ele na cara do outro, e em seguida enfiar goela abaixo. Aqueles irmãos eram duas putinhas safadas disfarçadas de machos, que adoravam uma boa putaria.

Quando senti que estava perto de gozar, mandei que eles se ajoelhassem na minha frente.

- Chegou a hora de vocês dois tomarem o leitinho de macho! Não quero ver desperdício nessa porra não! Ouviram? – disse dando um tapa na cara de cada um deles.

- Uhumm! Pode deixar meu macho! – disse Marcelo parecendo uma gata no cio.

- Relaxa que não vai sobrar nada. Eu prometo. – disse Mauricio.

Ao ouvir a resposta dos dois, aumentei o ritmo da punheta. Não levou muito tempo até que urro enchesse todo o quarto e todo o meu corpo se contraísse causando espasmos, seguidos por uma grande quantidade de porra grossa e branca que atingiu os dois no rosto e nos peitoral. Fiquei impressionado com a quantidade de porra que estava espalhada pelo rosto dos dois, nunca em toda a minha vida eu havia gozado tanto assim.

- Agora as duas putas podem limpar toda essa sujeira com a língua!

E assim eles fizeram, Mauricio limpou todo o rosto e peitoral do irmão, e em seguida Marcelo fez o mesmo, depois ambos me olharam com aqueles olhos verdes cheios de desejo.

Cheguei mais perto dos dois e deu um tapa na cara de cada um.

- O que foi que eu falei para vocês? Eu não disse que não queria desperdício? Porra! Tanto viadinho por aí cheio de vontade de tomar o leite de um macho, e vocês dois aí desperdiçando! Só podem estar de brincadeira! – disse autoritário, e em seguida pegando Marcelo pelos cabelos e obrigando-o a limpar toda o porra que ainda havia no meu pau.

- Pronto! Agora está tudo limpo!

Levantei-me da cama e abri o criado que mudo que havia ao lado, de lá eu tirei um pacote de camisinhas e mostrei para eles.

- Agora quem vai ser o primeiro a entrar na rola?

***

Ao abrir meus olhos vi o estrago que eu havia feito. Mesmo depois de uma noite de sexo, eu ainda tinha porra para sujar o lençol da minha cama.

Depois de um banho rápido, encontrei minha avó na mesa me aguardando.

- Não acredito que você foi capaz de deixar uma frágil mulher como eu, esperando por você para almoçar. – disse minha avó fingindo indignação quando cumprimentei-a com um beijo no rosto.

- Vovó...

Fui interrompido por ela com um pigarro e expressão impaciente no rosto.

- Ok. Me desculpe. Vou começar novamente a frase. Carmem, você já não come nada sólido a anos, um minuto a mais ou a menos não iria te matar, muito menos deixa-la menos adorável. – disse dando o meu melhor sorriso.

Minha avó Carmem é tipo de senhora que não gosta de admitir a sua verdadeira idade, ela parou nos 45 anos a pelo menos uns 15 anos. Ela gasta rios de dinheiro em procedimentos estéticos para tentar retardar o envelhecimento.

- Não venha com esses elogios pra cima de mim, meu caro. Você me ofendeu profundamente com essa palavra. – disse Carmem com seu tom de falsa mágoa.

- Por favor. Não fique magoada comigo. Você sabe que eu a amo. Parte meu coração vê-la assim. – disse ironicamente. – Sem falar que isso é péssimo para a sua pele! Olha só como ela está ficando toda enrugada. – disse soltando uma alta gargalhada.

Vovó levou sua mão ao rosto tentando sentir qualquer sinal de ruga no rosto, que já estava mais esticado que salário mínimo no final do mês. Vovó rapidamente se levantou da mesa e foi para seu quarto dar início ao seu ritual de hidratação.

- Isso não foi nada legal. Agora ela vai passar o resto do dia na frente do espelho. – disse vovô rindo ao cumprimentar-me com um beijo no alto da cabeça.

- Não se preocupe vovô. Ela ficara bem. – disse rindo.

- E como foi a noite ontem? – perguntou vovô Inácio.

- Foi ótima vô. Eu só exagerei um pouco na bebida, mas vou sobreviver.

- Aproveite enquanto você ainda é jovem e pode. Por que um dia você acorda e já está velho demais para se divertir ou ir atrás de seus sonhos. – disse vovô parecendo que estava falando mais para si mesmo do que para mim.

- Falando nisso vovô. Eu estou indo hoje com Mateus e alguns amigos para Floripa. Acho que voltamos na segunda, ok?

- Sem problemas. Você precisa de alguma coisa? – perguntou vovô.

- Não. Eu estou bem. Obrigado... Se o senhor me der licença, eu preciso subir e fazer minhas malas. Daqui a pouco Mateus chega aí.

- Oh Claro! Fique à vontade.

Quando eu estava deixando a mesa para ir ao meu quarto meu avô disse:

- Falei com seu pai hoje. Ele está morrendo de saudade de você. Contei que você se form...

- Desde quando o senhor está falando com aquele homem? Com todo o respeito? Nada que vem daquele homem me importa. – disse bastante alterado, e em seguida deixando meu avô sozinho na mesa de jantar.

***

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