Exceto pelo cinza no céu V (FIM)

Um conto erótico de Indigo
Categoria: Homossexual
Contém 1976 palavras
Data: 17/08/2014 20:10:11

Quando cheguei em casa naquela noite dormi bem, fiquei em paz, não pensei em nada nem ninguém, só me senti como se nada faltasse, estava feliz.

Afonso me esperou pra pegar o ônibus pela manhã, dai eu me preocupei, qual o motivo daquilo.

- Bom dia moço!

- Dia, e ai? Tudo bem?

- Tudo tranquilo, e contigo? Estou sentindo sua falta, faz um tempo que não ficamos juntos.

- Está tudo bem sim, é verdade, tenho estudado mais esses dias, que milagre você nesse horário por aqui? Suas aulas não começam mais cedo?

- Começam sim, mas fiquei com vontade de te ver, vou te esperar lá em casa hoje na volta pra casa, certo?

- Sem problemas, quando eu voltar do colégio passo lá.

Eu não queria ir, as coisas que eu sentia por Afonso pareciam ter dissolvido no ar, talvez fosse o momento para por fim naquela situação, pegamos o ônibus e sentamos junto, eu não tinha muito o que falar, mas ele parecia querer me agradar, comecei a me sentir desconfortável com ele do meu lado, parecia querer alguma coisa de mim.

Desceu no ponto se despedindo com um sorriso, tive um lampejo do porque eu senti tudo que senti por ele naqueles últimos dias, fiquei um pouco triste. Quando cheguei na minha sala Danilo estava sentado perto da porta, não percebeu quando eu entrei, alguém tinha contado uma piada e ele sorria, me derreti um pouco e sentei perto, me olhou e continuou sorrindo, me desejou bom dia e perguntou se podia falar comigo depois.

A professora chegou e a aula correu como esperado, tédio e sono na aula de historia, os três primeiros tempos eram de historia, quando a aula chegou ao fim saímos para o intervalo, Danilo pediu pra sairmos queria comprar um sanduiche na lanchonete da rua, ele comprou o que queria antes dos outros alunos chegarem e me ofereceu um também, saímos dali e fomos comer na pracinha perto da escola, não tinha muita gente naquela área, então ficamos tranquilos, ele sorria e ficava com as bochechas rosadas, acho que estava formulando o que dizer.

- E ai? O que achou de ontem?

Disse com o rosto enrubescendo.

- Foi ótimo, eu acho? E você? Achou o que?

- Perfeito, faz tempo que eu queria ter feito isso, mas não tinha muita certeza se você curtia esse lance.

- Agora eu curto. Disse sorrindo e enrubescendo também.

- Você quer repetir? Tipo, podemos ficar juntos sabe?

- Claro, porque não? Mas você fala ficar juntos como?

- Tipo namoro...

- Hã, ok... eu acho... eu disse completamente vermelho.

Sorrimos e terminamos de comer em silencio, voltamos pra aula e a todo instante nos olhávamos, sorte que a maioria dos nossos colegas era lerda, ou estava prestando atenção a aula, no fim das aulas me chamou pra ir em sua casa, mas disse que tinha que chegar em casa logo, precisava resolver algumas coisas com meus pais, era mentira mas ele não precisava saber o que eu faria realmente, eu não via mais a possibilidade de algo acontecer entre Afonso e eu.

Chegando em casa olhei no espelho do banheiro e pensei comigo em como as coisas estavam mudando rápido, troquei de roupa e fui almoçar, quando deu 14:00 horas fui a casa de Afonso, sabia que ele já havia chegado, quando estava na porta ouvi a voz de uma mulher conversando com ele, bati na porta e ele veio atender sem camisa, assim que pus meus olhos na morena das fotos entendi o que ia rolar, vacilei por um instante mas resolvi entrar, Afonso disse pra ela esperar um pouco porque tínhamos que conversar, me puxou pela mão até seu quarto e me beijou, acho que ele percebeu meu jeito indiferente, mas ainda assim continuou, e eu acabei me excitando, a morena não ficou esperando no andar de baixo, enquanto Afonso me beijava ela veio por trás e senti seus seios nus através da minha camiseta, me assustei um pouco, mas na hora que eu tinha entrado já sabia o que ia acontecer, ela beijou minha nuca e senti aquele arrepio descer pela minha coluna, me senti mais excitado, mas também aquela angustia veio acompanhada de um certo asco.

Aquela seria a ultima transa que eu teria com Afonso, então o sexo foi sôfrego, ele estava totalmente excitado, e a morena parecia estar do mesmo jeito, eu não conhecia os sinais que uma mulher dá, ela me virou aos poucos e enquanto nos olhávamos tive o primeiro beijo de uma mulher, seus lábios eram macios, sua pele era macia, era tão diferente dos homens que eu já tinha ficado, ela era toda macia, Afonso tirava as minhas roupas e aproveitava para passar a mão pelo meu corpo, apertava minha bunda, mordia meus ombros de leve, estávamos os três nus, a morena foi me conduzindo para a cama, eu estava em cima dela, totalmente sem jeito, não sabia onde me apoiar, ele se afastou um pouco e ficou olhando a cena, enquanto apertava o pênis, ela puxou meu tronco contra o dela e me beijou, senti seus lábios e resolvi me deixar guiar pelos instintos, aos poucos senti como se meu corpo fosse se movendo automaticamente, minha mão esquerda levantava sua nuca enquanto a direita levantava sua perna, fomos nos encaixando, eu sabia que ele estava olhando aquilo, cada vez mais excitado, ela pegou no meu pênis e aos poucos foi introduzindo em sua vagina, eu interrompi o beijo e a olhei, estávamos meio que hipnotizados um pelo outro, eu via seu rosto corar, sentia meu pênis deslizar cada vez mais fundo em sua vagina, nossos corpos estavam encaixados, nossa respiração seguia movendo nossos corpos, meti um pouco mais rápido, e ela gemeu erguendo o queixo, levantei sua nuca e lhe dei beijos curtos, senti as mãos de Afonso nas minhas costas, não parei pra lhe dar atenção, continuei atento a morena, alisei seus seios, seu pescoço e segurei em seu queixo, a beijei mais demoradamente, enquanto começava movimentos lentos em sua vagina, era ótimo estar nas suas pernas, Ele se deitou nas minhas costas lambendo minha nuca, mordiscando minha orelha, me distrai um pouco e percebi seu pênis roçando na minha bunda, ele e a morena se beijaram e eu só sentia meu pênis entrando e saindo da vagina dela, enquanto o pênis dele forçava a entrada no meu anus.

Fiquei na duvida entre empinar a bunda pra ele, e meter mais fundo nela, não precisei decidir, senti a mão dela endereçando o pênis dele no meu rabo, mesmo sem lubrificante seu pênis deslizou fácil dentro de mim, foi como se houvessem fogos de artificio, eu nunca havia me sentido tão excitado antes, ser penetrado enquanto mete em alguém, é a melhor sensação que qualquer homem pode sonhar, comecei a me mover, agarrei o braço esquerdo de Afonso pra que ele me apertasse num meio abraço enquanto eu beijava e apertava o peito da morena, não sei como, mas nossos movimentos descompassados começaram a fluir naturalmente, enquanto eu estava totalmente enfiado na vagina da morena Afonso estava totalmente enfiado no meu rabo, ficamos naqueles movimentos, nada rápido, se as coisas ficassem rápidas o orgasmo viria antes da hora, tentei me distrair do tesão que sentia e comecei a brincar com os mamilos da morena, Afonso mordiscava minha nuca dificultando o meu controle, os gemidos tomavam conta do quarto, as vezes eu sentia a mão direita de Afonso no meu pênis, ou as mãos dela no pênis de Afonso, cada um tentando sentir e controlar um pouco os movimentos do outro, senti como se não pudesse aguentar mais, resolvi eu mesmo acelerar as coisas, penetrei a morena mais rápido, ela abriu mais os olhos prestando atenção na minha expressão de excitação, Afonso só afastou um pouco seu corpo ficando parado com o pau na minha bunda, eu controlava quando metia nela e quando dava pra ele, puxei um pouco o quadril dele contra minha bunda e sincronizei bem o movimento, agora quando eu metia nela o pênis de Afonso saia do meu rabo, quando eu saia da vagina dela o pau dele ficava totalmente enfincado em mim, fizemos isso cada vez mais rápido, Afonso reconheceu quando estava perto de meu orgasmo e meteu tudo em mim, com força jogando seu peso nas minhas costas e me apertando com um abraço, a morena percebeu e fez a mesma coisa, eu metia nela com Afonso totalmente enfiado em mim, eu gemia sem parar, com os movimentos e todo aquele peso ela começou a gozar, era como se sua vagina tentasse engolir meu pau, com mais aquele estimulo acabei gozando fartamente, Afonso que também já estava no limite sentindo meu anus mordiscar seu pau gozou rápido e forte, ele urrava, eu gemia e ela soltava pequenos miados.

Caímos pro lado, ainda sentindo as contrações e cada um dentro do outro, um tanto sem controle sobre as respirações, ela beijou Afonso, eu o senti me abraçar mais apertado, senti a consciência voltando a tomar conta de mim, e junto com ela certa tristeza com o que ia acontecer na nossa historia.

Ficamos deitados na cama, eu segurava a mão dele apertando com força, ela, a morena tentava fazer algum carinho no rosto dele por cima de mim, apertei sua mão duas vezes e olhei em seus olhos, ele percebeu o que eu queria e pediu pra morena nos dar um tempo, disse que queria falar comigo, ela me olhou, me beijou, e fez um carinho no meu peito, pegou algumas das suas roupas do chão e desceu.

Me virei de frente pra Afonso, ficamos um pouco assim, nos olhando, reuni o que precisava de coragem pra falar, e ele falou antes de mim.

- Desculpe não ter conversado contigo antes, não quis te perder, Estou com a Ângela há dois anos, mas eu sentia falta de algo, foi quando eu te conheci, agora eu amo os dois, e parece que ela gostou de você também.

Eu olhava pro seu rosto, com certa tristeza, nos beijamos mais um pouco, nos apertamos, e ficamos nessa, eu não queria ter que dizer aquilo.

- Essa foi nossa ultima vez, eu te amo, e você é muito importante pra mim, acho que nunca na minha vida vou te esquecer, nem vou encontrar alguém que me faça sentir como você faz, mas pra mim este foi o fim.

Me olhava com surpresa, processando o que eu havia dito, me largou um pouco, e depois me abraçou e beijou com certa intensidade.

Disse que não queria aquilo, mas que havia percebido que as coisas estavam diferentes, que eu estava diferente, se disse feliz por tudo que havia ocorrido e acariciou meu queixo, levantamos e eu pus as minhas roupas, ele pôs de volta sua bermuda e descemos as escadas, fomos direto pra porta, eu lhe dei um ultimo e demorado beijo, Ângela, a morena, me olhava sem entender direito porque eu estava indo embora.

- Pensei que iriamos conversar...

- Ele tem que ir.

Sai e fiquei pensando em Afonso o restante da tarde, lá pelas 20:00 horas Danilo me ligou, fiquei sem graça em atender o telefonema na frente da minha família, mas rapidamente tirei Afonso e Ângela da cabeça, eu sentia que meu futuro era com Danilo, sentia também que o que havia ocorrido naquela tarde tinha sido especial.

Depois do fim do ensino médio Danilo e eu conseguimos passar em uma conhecida faculdade publica, ele fez engenharia, eu cursei arquitetura, quando eu andava pelo meu bairro as vezes via Afonso e Ângela, fiquei um tanto surpreso quando a vi com um menino nos braços, soube ser filho meu pouco depois.

Segui minha vida feliz com Danilo, moramos juntos, e as vezes visitamos o pequeno Davi, que nem faz ideia que sou seu pai.

p.s.: Peço desculpas pela demora em finalizar a historia, esse é meu ultimo conto, espero que gostem.

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Comentários

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Nossa, eu nao gosto de comentar. Mais sua história me chamou atenção, um fim maravilhoso, você encarou os problemas de forma tranquila e senguindo em frente, nao teve muita melancolia. PARABENS. :)

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Seu filho?! E depois? Isso ainda renderiaais historia. Que bom que esta com p Danilo até hoje.

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