SUBMISSÃO - PARTE XV

Um conto erótico de Augusto Treppi
Categoria: Homossexual
Contém 1149 palavras
Data: 26/08/2014 16:27:53
Última revisão: 26/08/2014 16:33:40

Então gente, vamos continuar?

Olha só, teve comentário criticando meu merchan no início de cada conto. Mas, eu PRECISO fazer isso.

Diferentemente da maioria aqui, eu sou um ESCRITOR PROFISSIONAL. Como “escritor profissional” entenda-se que faço isso pra viver. Logo, se eu não receber meu pagamento escrevendo, vou pagar minhas contas como? E como vou ser remunerado? Com a venda de livros, claro né?

Óbvio que tenho o maior prazer em ser lido. Escrevo muito mais por isso, é o que realmente acaba por me mover e motivar. Mas, PRECISO de grana, vocês não?

Então vamos lá, todo mundo com a mão no bolso visitando o www.comprelivrosgls.com.br.

Lembrando que, pra ler SUBMISSÃO e entender, precisa ler o DOMINAÇÃO. Consegui que o ebook continuasse baratinho atéEntão me ajuda aí né, quem aqui não pode pagar 7,90 gente? Que isso... :)

Vamos lá, voltando agora aos capítulos do SUBMISSÃO, depois do pequeno bônus do início do DOMINAÇÃO, pra quem ainda não leu.

Capítulo XII

PISTA

Clayton sempre fora um obstinado. Embora não mantivesse mais o mesmo controle e disciplina dos seus áureos tempos, quando arquitetou o eficiente plano de posse do ex-patrão, continuava firme na execução das tarefas idealizadas quando pretendia atingir um objetivo.

E qual era o seu único objetivo nos últimos anos? Tornar a colocar as mãos em cima de Marcos, o seu eterno objeto de desejo, impossível de ser esquecido. As mãos sobre e o pau dentro do cu do empresário, bem entendido.

Não havia muito mais a fazer. As tentativas de contato, via escritórios das empresas de Igor se mostraram infrutíferas. Talvez essa história tivesse sido inventada e o consultor nem fosse trabalhar lá. Podia ser apenas uma cortina de fumaça. Diante do impasse, o que restava? Montar uma boa vigília na antiga empresa. Assim, todo o tempo disponível de Clayton, entre os atendimentos ao seu séquito de submissos, era dedicado a um cansativo plantão nas proximidades do escritório que conhecia tão bem. De vez em quando colocava André de guarda, afinal ninguém é de ferro e aquele folgado precisava no mínimo ajudar, uma vez que nada tirava da sua cabeça que ele havia sido cúmplice naquela fuga mirabolante.

Se podia confiar no advogado? O moleque dominador acreditava no seu taco. Sabia “botar terror” quando queria e o frouxo não seria macho o suficiente para desafiá-lo. Por fim, a confiança surtiu mesmo efeito, e foi de um dos plantões de André que veio a notícia:

- Clayton... desculpa incomodar... – O medroso falava com cuidado, porque acabara de interromper uma foda do dono com um “cliente” fixo. – Mas acho que essa notícia pode ser interessante.

- Desembucha viado – O negro desceu as escadas pelado como estava, o pau poderoso apontado pra cima, duro feito ferro.

Sem conseguir disfarçar o interesse na anatomia do seu interlocutor, o espião improvisado prosseguiu:

- Olha... É que hoje eu vi o Igor entrar no prédio do seu antigo emprego. Ele só pode ter ido na Consultoria do Marcos, afinal parece que ainda tem alguns negócios por lá.

- Porra, e você me interrompe pra isso? – O grito do moleque faz André se encolher, já esperando pelo pior. Desde o sumiço de Marcos ele tinha se tornado ainda mais violento. - Que que tem esse bosta do Igor ir lá? A gente já fuçou de tudo quanto é lado, e ninguém nem conhece aquela bichona fugitiva no trabalho dele!

O coração do homem assustado deu um salto. Percebeu a mancada que acabara de cometer. Afinal, a presença do poderoso chefão só tinha chamado sua atenção porque ele sabia do seu envolvimento com o amigo, e de todo o plano de fuga. É verdade que não entendia no que tudo tinha dado, afinal o outro desaparecera como que por encanto.

Clayton não era nada bobo, e mantinha seu faro aguçado. Cheirou no ar o medo do outro e ligou os pontos. Claro que esse sacana sabia de alguma coisa, e claro que essa alguma coisa envolvia o tal do Igor.

O som do tapão ecoou na sala. Hora de arrancar a verdade, e nada como um incentivo pra fazer aquele frouxo falar de uma vez por todas.

- Quer dizer que você vem me enrolando esse tempo todo não é doutor... – O baixinho encarava do alto seu oponente de olhos arregalados no chão, com a marca de cinco dedos no rosto. – Pode abrir o bico, que eu já to doido pra começar a festa. – O tom irônico das falas foi acompanhado de um potente chute nas costelas do homem indefeso aos seus pés.

André não sabia o que fazer. Não havia como negar, sem querer tinha entregado de bandeja o que a duras penas vinha conseguindo despistar. Seu algoz não era nenhum ingênuo, agora não teria mais jeito de mentir. Como podia ter sido tão distraído na ânsia de levar alguma notícia ao “chefe”... Bem, o melhor era começar a falar depressa. Pra que sofrer mais se ia acabar contando tudo mesmo.

Surpreso e irado, o ex-office boy foi ouvindo o relato que saía aos borbotões da boca do covarde, entre soluços e novas pancadas. Quer dizer então que Claudiney não tinha sido o único amante do loirão enquanto estava em seu poder? Que belo filho da puta Marcos estava se saindo, tinha continuado a trair sua confiança, mesmo depois dos castigos impostos. Pior ainda, com um ricaço, que certamente não o havia obrigado a nada. Estava dando pra outro cara por vontade própria... Pior, tinha se CASADO e fugido em lua de mel com ele.

Se o advogado pretendia se livrar da tortura contando rapidamente tudo que sabia, o tiro saiu pela culatra. Tomado por um ódio que até então não conhecia, Clayton precisava descontar em alguém, e era aquele viado que ia pagar.

Pela primeira vez desde que se envolvera naquela escalada de violência, André sentiu o gosto de sangue na boca, enquanto a gosma vermelha espirrava também na parede da sala, fruto do murro que recebeu entre a boca e o nariz. Desesperado, tentava correr, e pedir socorro. A casa, pra variar, estava com vários outros “amigos” do agressor, mas ninguém ousava se intrometer. Pelo contrário, todos olhavam para o chão e se encolhiam como podiam nos cantos dos cômodos onde estavam, querendo se fazer invisíveis.

A surra parecia ter durado horas. O próprio moleque já estava ofegante, pelo esforço das pancadas e de suspender aquele homem grande e indefeso do chão, para novamente atirá-lo ao solo com novos socos e tapas. O submisso nem gritava mais, apenas emitia alguns sons fracos, parecia mesmo semi-inconsciente.

Exausto, subindo as escadas para terminar o serviço interrompido no quarto, o negro emitiu uma curta ordem. Alguém deveria recolher o corpo inerte na sala, limpar e mandar embora. Agora ele queria pensar. Mais do que nunca precisava encontrar Marcos, isso não ia ficar assim. Ah, mas não ia mesmo!

Agora é com vocês. Vamos comentar?

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Comentários

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Concordo com o L.P. Espero que o Sidney se apaixone por Marcos, ambos fiquem juntos e façam do Clayton um "brinquedinho". Seria muito bom, ver ele provar do próprio veneno. Já pensou o Sidney e o Marcos saindo pra trabalhar e o Clayton tomando conta da casa? kkk...

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Acharia digno o Clayton ser esquartejado e ter os pedaços queimados depois.

Muitas vezes,dá vontade de "entrar dentro"da história e acabar com ele. Ainda tenho esperança do Marcos se rebelar contra todos kkk,principalmente contra o Clayton e o Igor. Aguardo o próximo.

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Sinceramente, eu quero que o Clayton vá parado inferno. O Sidney tem que se apaixonar e dominar o Marcos! KKK. O Clayton tem de ver o que perdeu e se matar no final. E o Igor tem de apanhar do Marcos. Seria perfeito. Kkkk

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foda.. não demore com o proximo estou ansioso

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Olha só, os comentários virando meio que diálogo entre os leitores. Muito legal isso. :)

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É um vagabundo? É um vagabundo que eu amo e defendo hahahá!Mal vejo a hora de ele por as mãos no Marcos, mas se bem que tem o Sidnei né? Ai ai, nem sei o que esperar.

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Psicopata,clayton nao tem limite!

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