O DIÁRIO DE JOE - PARTE 3

Um conto erótico de Wont Power - Produções™
Categoria: Homossexual
Contém 2615 palavras
Data: 02/01/2014 16:41:13
Assuntos: Gay, Homossexual

O DIÁRIO DE JOE – PARTE 3

Meu corpo se esfriou. Mas que droga! Agora eu estava sendo vigiado de noite.

Eduardo estava se preparando para pular a janela novamente.

- Aonde você vai? – Eu perguntei.

- Vou embora, preciso voltar logo antes que minha mãe descubra que eu não estou lá. – Ele respondeu. – Olha, qualquer coisa me liga.

- Tudo bem. – Eu disse. – Há, eu podia ter aberto á porta.

Ele riu e foi-se. Eu sentei na beirada da cama, pensando se eu ia ou não verificar se o Felipe estava mesmo lá fora. Levantei da cama e fui até a sala e olhei pela janela. Não havia nada lá fora, nem carro ou moto. Então voltei para a cama, e fechando a janela dessa vez, é claro. Isso era uma droga! Eu havia perdido o sono. E pior que eu não havia dormido nem meia hora. Eu odiava ir para a cama e ficar olhando o teto escuro até eu dormir.

De manhã, acordei com o celular vibrando e tocando em baixo das minhas costas. Eu o peguei e atendi sem verificar quem era.

- Bom dia filho. – Disse minha mãe pelo telefone – Está tudo bem ai em casa?

- Sim mãe. –Eu respondi pensando em dizer “Claro! Eu já fui espancado na rua, a casa foi invadida por um motoboy e agora estou sendo vigiado. Sim mãe está tudo bem”. – E á viagem? Com está indo?

- A viagem está maravilhosa. – Ela respondeu. – Estou aqui almoçando num restaurante muito luxuoso, você iria gostar. E você já almoçou?

Eu verifiquei as horas e já eram 11h23m da manhã. Eu havia dormido demais. Eu odiava acordar muito tarde por que á fraqueza me atacava por um bom tempo e isso era um saco.

- Eu estou começando á arrumar uma coisa pra comer. – Menti.

- Tudo bem filho, vou desligar por que o garçom está vindo. – Ela disse. – Assim que der eu ligo para você. Eu te amo.

- Também te amo mãe. – Mencionei.

Ele desligou o telefone e eu me joguei de volta na cama e fiquei pensativo, pra não dizer que eu estava lembrando o dia anterior, na hora que eu estava bem coladinho num motoboy. Por que será que nenhuma garota que eu já havia beijado (que são poucas), não me fazia sentir o mesmo efeito que eu havia sentindo quando o Felipe me beijou? Ficar pensando que um garoto podia ser melhor que uma garota era muito estranho para mim.

Eu não estava com nenhuma coragem para fazer nada para comer e nem estava com fome, então eu sai para ir numa padaria próxima e comprar alguma “besteira” para comer. Peguei dois pacotes de Cheetos e outro de doritos, então paguei no caixa e fui caminhando de volta para casa e quando eu já estava próximo, uma moto estacionou do meu lado. Eu já sabia quem era, por isso continuei andando e nem olhei para a cara dele.

- Ei espera! – Ele disse parecendo mais gentil naquele dia, em vez de nervoso e machão. – Jeferson, posso ir à sua casa?

Ele segurou meu braço e me fez virar, ficando frente á frente com ele. Ele era poucos centímetros mais alto que eu. Os olhos dele não havia fúria ou coisa parecida.

- Não! – Eu disse de cara. – Eu disse que depois que você pegasse á sua moto, era para sumir, ou vai querer ser esfaqueado novamente?

Ele me segurou mais forte e estava apertando meu braço. Aquele jeito de machão dele já estava me irritando, e muito.

- Quer saber... – Ele disse com um olhar malicioso, que era o olhar que ele sabia fazer que deixava qualquer um com medo dele. – Vou assim mesmo.

- Não vai não! – Eu disse empurrando ele. Ele gemeu um pouco por que eu forcei á mão para empurrá-lo bem no ferimento.

Eu agora havia despertado á fúria dele. Ele avançou para cima de mim e conseguiu me segurar de um modo que eu não conseguia reagir. Á sacola com os salgadinhos caiu no chão. A rua nunca foi movimentada, então demoraria um pouco até que alguém aparecesse ali, então eu teria que dar um jeito de me livrar dele sozinho. Ele me segurava por trás e eu podia sentir que ele estava me dando selinhos no pescoço.

- Eu sei que você me quer por perto. – Ele disse. – Sei que você gosta quando ficamos coladinhos um no outro, como estamos agora.

- Nunca... – Eu resmungava baixinho por que o braço dele forçava um pouco a minha garganta. – Nunca...

Ele me largou pegou a sacola que eu havia deixado cair no chão e me entregou. Eu estava começando á odiá-lo mais do que eu já o odiava.

- Que gentileza á sua em pegar algo que você mesmo me fez jogar no chão. – Eu disse com raiva. – Mas eu tenho mãos, obrigado.

Eu virei às costas para ele e voltei á caminhar em direção á minha casa e conforme eu andava, podia ouvir o barulho da moto acelerando bem devagarzinho atrás de mim. Quando eu entrei no quintal da minha casa eu gritei sem olhar para trás:

- Nem pense em tentar abrir á porta. – Eu disse abrindo á porta com a chave e entrando, e claro fechei á porta com chave novamente e puxei á cortina da sala para eu não vê-lo lá fora, mas mesmo assim dei uma espiadinha. Ele estacionou á moto dele no meio-fio da rua e ficou lá escorado na moto encarando á janela.

Eu me joguei no sofá e abri um pacote de salgadinhos e comecei a devorar enquanto assistia alguns desenhos que ainda estavam passando na TV. Duas horas depois, ele ainda estava lá na rua escorado na moto e ficava encarando coisas ao redor dele. Pelo amor de deus... Abri á porta da casa e empurrei-a com tudo que fez um alto estrondo quando se chocou com a parede. Caminhei na direção dele com raiva.

- Vá embora, caralho! – Eu exclamei alto. – Me deixe em paz, por que não some?

- Você sabe que eu não vou sair da frente da sua casa, á menos que você me convide para entrar. – Ele disse parecendo rir por dentro. – Ninguém irá me tirar daqui.

Eu bufei nervoso. Ele sorriu meio de lado.

- Tá legal! – Eu disse alto. – Mas promete que depois não vai mais me atormentar?

- É, eu prometo... – Ele disse sorrindo safadamente. – Mas eu acho que depois, você que vai pedir para eu ficar.

- Duvido muito. – Eu disse caminhando para dentro da casa e ele me seguiu.

Ele se sentou meio jogado no sofá da sala e eu fiquei em pé na frente dele.

- Quando está na casa de alguém, nunca se sente assim seu babaca. – Eu disse, mas parece que ele não ligou muito com isso. – Então o que você quer? Já me paquero bastante, agora é hora de parar...

- AI Jerferson, você é muito chato. – Ele disse parecendo constrangido.

- Então por que ainda insiste em falar comigo? – Eu perguntei.

- Pega leve pow. – Ele disse. – Devia me agradecer por eu estar tentando ser seu amigo, por que não iria me querer como seu inimigo.

- É por isso que todo mundo se afasta de gente como você. – Eu disse. – Esse seu jeito de machão... Quem aguenta?

- Eu posso dar um jeito nisso. – Ele disse. –Mas você terá que dar um jeito nessa sua chatice.

- Eu não vou dar um jeito em nada! – Eu exclamei. – Você é doido isso sim e já devia ter me deixado em paz, já que você quase me matou de porrada na rua. Eu não entendo como você pode fazer isso e depois vir na minha casa e ainda me agarrar. Que tipo de gente é você?

- Ai caramba! – Exclamou ele se levantando e olhando nos meus olhos. – Eu sempre te encarei no colégio e você nunca reparou isso? E alem do mais, aquele dia, eu acabei ficando bêbado depois que sai da festa e acabei fazendo aquilo com você. Porra, eu estou tentando me desculpar com você e te ajudar, mas você só pensa no que aconteceu. Eu o interrompi.

- Pelo amor de deus! – Exclamei. – Ontem você ficou até altas horas da noite lá fora me vigiando e você que eu confie em você? Para Felipe e se você quer realmente me ajudar, então me deixe em paz.

Ele pareceu ficar um pouco magoado e nervoso ao mesmo tempo. Pensei que ele fosse ir embora por que ele estava se afastando de mim, mas ele veio do nada pra cima de mim e me segurou com seus braços fortes.

- Para Felipe! – Exclamei. – Para com isso.

Ele me segurou novamente, me deixando sem o que fazer. Ele me dava selinhos por trás na minha nuca e foi me soltando ao poucos. Ele me virou para ficar frente a frente com ele e então ele me beijou, colocando sua mão por trás de mim, na nuca... E isso era meu ponto fraco. Eu fiquei molinho enquanto ele me beijava, e era um beijo com vontade e eu estava resistindo. Eu sentia o perfume agradável dele e eu fui passando minha mão nas costas dele e até que coloquei minha mão na nuca dele também. Ele parou de me beijar, mas eu ainda continuava mole, como se eu só estivesse em pé por que ele estava me segurando. Ele sorriu, e esse foi um dos primeiros sorrisos que ele me lançou que não me fazia ter medo dele. Ele me puxou para mais perto dele e me abraçou. Eu estava completamente... Diferente, e escorei minha cabeça no ombro dele. Ele se sentou no sofá e fez um gesto com a mão para eu me sentar ao lado dele. Eu parecia hipnotizado, e acabei obedecendo. Sentei ao lado dele e ele me abraçou. Ficamos bastantes minutos daquele jeito, e eu não conseguia falar nada. Ele ficava apenas passando á mão na minha cabeça, até que ele resolveu quebrar o silêncio.

- Se eu te pedisse uma coisa, você pensaria sinceramente na resposta? – Ele perguntou me dando um selinho no pescoço.

- Eu não sei... – Eu disse calmo. – O que é?

- Casa comigo? – Ele disse rindo. Aquilo sim era um sorriso perfeito.

- Você sabe que eu não posso fazer isso. – Eu disse querendo rir por dentro. – Você é um cara muito machão, e sabem o que dizem sobre caras assim?

- O que?

- Que eles costumam trair á pessoa com quem casa depois de um tempo. – Eu respondi, e dessa vez eu ri.

- Mas eu serei diferente e eu nem queria mesmo, eu só estava brincando. – Ele disse com um sorriso no canto da boca. – É outra coisa.

- Fala logo o que é. – Eu disse me soltando dos braços dele.

- Namora comigo? – Ele perguntou, mas dessa vez sério.

Eu fiquei sem resposta para dar para ele. Eu sabia que se eu aceitasse, minha vida mudaria para sempre... E eu queria mesmo aquilo?

- Eu preciso de um tempo Fê. – Eu disse. – Isso é diferente para mim. Eu preciso pensar um pouco.

Ele pareceu compreender, mas antes que ele pudesse falar algo, á campainha soou pela casa. Eu assustei. Eu até podia imaginar quem poderia ser.

- Droga! – Eu disse. – Dever ser o Edu. Se ele te ver aqui, ele vai ficar uma fera, e ainda mais se descobrir o que rolou aqui entre a gente.

- Á minha moto está lá fora. – Ele disse. – Agora é tarde. Ei, o que o Edu tem? Ele ficou com ciúmes de mim ontem e o que ele veio fazer aqui ontem de noite?

- Então você admiti que estava me vigiando ontem de madrugada? – Eu perguntei rindo. – Você se entrega fácil.

- É costume. – Ele disse se levantando do sofá junto comigo, e então a campainha soou outra vez. – Eu posso sair pelos fundos?

- Sim. – Eu disse levando ele até á porta do fundo. - Tchal.

Eu fechei á porta novamente e depois fui abrir a porta da frente. Eduardo me fuzilou com o olhar e passou por mim entrando na casa e trombando no meu ombro.

- Edu? O que foi? – Eu perguntei.

- Cadê ele? – Ele perguntou vendo que não havia ninguém na sala.

- Ele quem? – Perguntei fingindo.

- Não se finja de besta Joe. – Disse Edu bravo. – Á moto dele está lá fora.

- Você está vendo coisas então. – Eu disse puxando o Eduardo até a porta de novo. Eu sabia que o Felipe já havia partido de furtivo. – Viu?

- Não chega! – Disse Edu. – Você parece não confiar mais em mim. A gente sempre esteve um do lado do outro, sempre ajudando e contando um com o outro, e agora, você parece que não gosta mais da minha amizade. Você não confia mais em mim Joe.

- Edu, para com isso. – Eu disse. – O Felipe só veio pedir desculpas pelo o que ele fez comigo. Ele estava bêbado naquele dia.

- Então ele estava mesmo aqui. – Disse Edu. Ele se aproximou de mim, e eu estranhei por que ele deu uma cheirada no meu pescoço.

- Eu não acredito. – Ele disse se afastando de mim. – Esse perfume não é o seu, por que eu conheço o que você usa. Não estou acreditando que vocês se agarraram.

Agora eu estava ferrado. Eduardo iria espalhar pra todo mundo e eu agora eu seria zoado por todos por agarrar um garoto. E a minha mãe? O que ela iria fazer comigo? Eduardo se afastou de mim e quando chegou perto do raque, ele meteu um soco na madeira. Ele estava muito nervoso e parecia que sairia metendo soco em tudo que aparecesse pela frente.

- Por que você não me contou que era? – Ele disse com a voz grossa e eu percebi que os olhos dele estavam se enchendo de lágrimas. – Você não confia em mim, por isso não me contou...

- Dudu, eu... Não é isso que você está pensando... Eu... – Na verdade eu não sabia como explicar á ele o que tinha acontecido. – Isso é muito complicado pra mim amigo. Me perdoa.

Ele já estava chorando. Aquilo era horrível pra mim. Magoar meu melhor amigo. A última coisa que eu queria era magoar alguém. Eduardo se sentou no sofá e ficou de cabeça baixa. Eu não entendia por que estava tão magoado. Era só por causa do perfume que ele havia sentido em mim? Eu me sentei ao lado dele e o abracei.

- Eu sempre estive aqui Joe... – Ele disse. – Eu sempre quis seu bem, eu sempre te ajudei quando precisou... Você é como um irmão para mim...

- Edu, me desculpa por isso cara. – Eu disse pra ele, ainda o abraçando.

- O mais difícil, é saber que ele conseguiu te dominar... – Disse Edu. – Logo ele. Se ou soubesse... Eu não teria deixado ele tomar meu lugar. Eu sou um idiota, achei que você gostava de mim. Eu sempre sonhei com você. Mas agora eu te perdi...

- Como é que é! – Exclamei, mas pareceu uma pergunta.

- Eu sempre fui apaixonado por você Joe, mas está na cara que você nunca percebeu e que nunca sentiu o mesmo por mim. – Respondeu ele me encarando com os olhos cheios de lágrimas.

Agora sim... Meu mundo havia se tornado mais obscuro e sombrio. Será que iria ficar pior?Continua

Wont Power - Produções™ apresenta em parceria com Eduardo Sampaio e a Casa dos Contos ©, o mais novo conto de romance, recheado de conflitos. Um conto divertido, atraente e perigoso. Aproveitem.

Atenção: As partes continuativas podem ser postadas dentre 1 á 15 dias. Informamos que os erros de ortografia e gramatical são de inteira responsabilidade do roteirista. Em breve a empolgante continuação da leitura do Diário de Joe.

EM BREVE: CONTOS PERIGOSOS E ATRAENTES A CAMINHO. NÃO PERCA OS ÚLTIMOS CONTOS DA WONT POWER NA CDC.

COMENTÁRIO DO AUTOR:

Dedico esse conto á dois grandes amigos meu. Dois amigos que eu considero meus irmãos. Para Ighor Alexs e Jonh Kleivers, meus anjos.

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Comentários

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Maravilhoso seu conto.Eu acho que o Joe deve ficar com o Felipe,tudo bem que ele tem aquele jeito machão mais no fundo ele é um fofo.(bem lá no fundo)

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Amando...o conto e envolvente...e esse amor vai levar a muitas brigas e discuçoes...amando...bjd

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Excelente, se fosse o Joe tomava um tempo pra entender essa confusão e depois decidiria o que fazer nessa situação, continua

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Otimo parabens o conto esta maravilhoso eu ainda nao acredito q o edu se declarou espero q o joe namore com ele.

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