De repente 9

Um conto erótico de danip
Categoria: Homossexual
Contém 555 palavras
Data: 27/01/2014 23:25:06

-Ta bom, você ganhou. - respondo rendida - Quando, que horas, onde?

-Te mando por mensagem. Agora tenho que ir.

Anna pega em minha mão e seguimos para a porta. Acompanho pensando em como é irônico o fato de ser guiada em minha própria casa.

Abro a porta e a passagem a ela. Anna me abraça forte, a ponta de seus dedos firmes em minhas costas. Enterro meu rosto em seus cabelos ruivos.

-Se sua febre piorar me da um grito que venho correndo cuidar de você. - sussurra em meu ouvido com ternura.

-E se algum monstro te atacar e você morrer de medo, pode gritar que vou acender a luz. - brinco com ela.

-Engraçadinha. - beija minha bochecha e se afasta do abraço sorrindo.

Observo-a desfilar até sua casa, vejo o leve ondular de seus cabelos ao vento e principalmente vejo quando vira o rosto para trás e olha em meus olhos. Meu estômago se contrai. Fecho a porta.

Corro até meu quarto e deito-me na cama. Meus olhos se prendem em um ponto qualquer no teto. A culpa me invade. Eu não posso me divertir, não posso relaxar, não seria justo. Cada olhar de Anna me faz mais leve, mas não posso ficar mais leve, a culpa ainda pesa em meus ombros. As imagens ainda me atormentam. Sua voz ainda está no eco do meu ouvido. Tudo que aconteceu foi minha culpa, não posso deixar Anna se aproximar.. Mas também não consigo a afastar. A cada hora que passa fica mais difícil de resistir, de não me soltar, de me impedir de viver.

Decido ignorar esse meu conflito e me ocupar com algo. Vou até a cozinha e pego uma maçã, volto ao meu quarto comendo-a.

Sento na cadeira junto a escrivaninha, pego papeis, lápis, lapiseiras, borracha e começo a desenhar. Traços leves e precisos, de quem está habituada aos traços. As curvas começam a tomar forma, um rosto fino, cabelos longos, boca conhecida e aqueles olhos. Me deparo com um desenho do rosto de Anna que inconscientemente faço.

Suspiro fundo. Meu corpo relaxa. Pela primeira vez em anos eu lembro dos momentos felizes, dos sorrisos, brincadeiras e até machucados de infância. Lembro de quando era feliz. Mas minha visão logo avermelha. Lembro do esforço, do desespero, da dor. Vejo aquela imagem me atacar.

Levanto bruscamente e vou ao banheiro, retiro toda minha roupa desleixadamente e a deixo jogada no chão. Ligo na água gelada e entro sem pensar. Meu corpo treme levemente enquanto se adapta a temperatura. Fecho meus olhos e encosto a testa na parede, com o chuveiro sob minhas costas. A água cai em grande pressão, gotas escorrem de minha coluna até meu ventre.

Olhos castanho claros. Aquela cena. Escuridão. O ciclo se repete e então minha mente se aquieta, nem bom, nem ruim, sem nada. Sinto em minha face a mesma expressão da ultima manhã de terça.

Desligo lentamente o chuveiro, me sinto exausta. O dia já escurece. Coloco apenas uma calcinha e camisola. A temperatura normalizou mas meu corpo não. Desço para tomar algum suco mas ao entrar na cozinha encontro Flavia pegando algo na geladeira. Viro-me rapidamente antes que me veja e corro para o quarto.

Pego o livro que havia começado, demoro alguns minutos até situar-me. Não sei quando passei das palavras para o sonho. Sei apenas que dormi.

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Comentários

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Muito bom Dano, só que eu acho que isso já é tortura, ansiosa demais pra saber o que aconteceu no passado dessa garota, haha

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Li todos hoje e gostei, e é claro que vou acompanhar.

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Sua escrita e otima,mas seria mas legal deixar um pouco mas longo o conto.

Continua...

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Esta otimoooo" =]]><....continuaaa estou amnd..sua conto..aguard..ansiosa pl proxxx..*-*

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muito bom!!!,ansiosa pelo próximo! ,continuaaaaaaaaa :3

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