PRESENTE DE AMIGO

Um conto erótico de O BEM AMADO
Categoria: Heterossexual
Contém 6425 palavras
Data: 14/07/2013 21:07:25

Roberval ficou perplexo com aquela linda mulher de meia-idade; ela era linda, … insinuante, alta, olhos verdes, cabelos ruivos e corpo bem dotado (em todos os sentidos, já que ele detestava mulheres magras, preferindo sempre aquelas de formas generosas e convidativas). De fato, aquela mulher havia atraído completamente a atenção dele, … e como havia! Ficara ele tão arrebatado por aquela figura feminina que até mesmo sua caminhada rotineira ele interrompeu, … apenas para vê-la em toda a sua exuberância. E pela primeira vez em sua vida sentiu um ímpeto incontrolável de falar com ela, coisa que jamais havia passado por sua cabeça; não que ele fosse tímido ou arredio, mas nunca em sua vida imaginou que estaria em uma situação como aquela – querendo dar uma “cantada” naquela gostosa …

Observando-a atentamente com o olhar seguiu o caminhar dela até perceber que ela também havia olhado discretamente em sua direção. Um luz vermelha acendeu em sua mente – aquela era a oportunidade de ouro – e ele não pretendia perdê-la por qualquer razão. Deu meia-volta e retornou sua passada larga na direção dela, mantendo uma distância suficientemente respeitosa para não denunciar outras intenções (!). Era domingo pela manhã e na avenida onde Roberval costumava correr e caminhar estava tomada por uma feira livre que tomava uma das pistas com suas barracas, suas cores e seus aromas inconfundíveis. Roberval persistia em sua sutil perseguição àquela delícia de mulher e o visual era tentador, … afinal ela tinha um corpo lindo, opulento e provocante, … tudo o que ele sempre desejava em uma mulher.

Repentinamente ela parou e voltou-se caminhando na direção dele. Não havia tempo para recuar, disfarçar ou fazer-se de desentendido; não, Roberval precisava agir e tinha que ser rápido. Olhou para ela resolvido a não perder aquela oportunidade e continuou seu trajeto. Assim que eles se cruzaram, ele estufou o peito e lhe dirigiu um gracejo. “Minha Nossa! Que mulher linda e deliciosa!”; Roberval mal sabia como aquela frase saíra de sua boca de modo tão natural e sincero e depois disso parou para observar a reação. A ruiva olhou de lado, deu um sorriso encabulado e agradeceu o elogio, porém sem interromper seu andar. Roberval, inicialmente, ficou frustrado, pois imaginava que ela fosse parar para interpelá-lo, mas mesmo assim não podia dar-se por vencido, … era preciso persistir. E mais uma vez ele deu meia-volta e passou a segui-la descaradamente.

Subitamente, ela parou em uma banca de pastéis e fez um pedido para viagem, olhando cuidadosamente para certificar-se de que Roberval continuava atrás dela. Ele estancou sua caminhada e ficou fitando aquela mulher, pensando o que deveria fazer a seguir. E foi nesse momento que a mágica se dissipou. Para a infelicidade do sujeito um vizinho surgiu do nada cumprimentando-o e puxando uma conversa mole e sem sentido. Roberval respondia aos questionamentos de seu interlocutor sem, entretanto, dar-lhe qualquer atenção, ao mesmo tempo em que procurava não denunciar seu verdadeiro interesse – afinal, vizinhos podem ser extremamente perigosos! – já que aquele encontro fora um incidente indesejável e inoportuno.

Conversaram por mais alguns minutos e quando Roberval, finalmente, conseguiu livrar-se do estrupício – digo, vizinho! – a loira havia simplesmente desaparecido! Era como se ela tivesse evaporado, ou pior, era como se ela jamais tivesse existido. Roberval ficou estático, imóvel e sem ação. Não sabia o que fazer e nem mesmo o que pensar. Ponderou tudo o que tinha acontecido e supôs que, talvez, tudo não tivesse passado de um engano, uma aventura que já nascera morta, … algo para guardar na memória, … algo que, provavelmente, logo seria esquecido.

Mas os dias se passaram, e aquela impressão permanecera na mente e no espírito de Roberval que não conseguia tirar a imagem daquela mulher de sua cabeça. Era como uma conquista perdida, uma oportunidade que não fora devidamente avaliada. Algo que ele não se perdoava, pois sempre teve consigo que uma oportunidade – especialmente em se tratando do sexo feminino – merecia uma chance de deixar de ser apenas um evento incerto para tornar-se algo concreto. Durante as semanas seguintes ele repetiu seu percurso imaginando que poderia reencontrá-la, revê-la e repetir o gracejo na esperança que ele redundasse em uma aproximação mesmo que fútil ou passageira.

Todavia, Roberval viu suas expectativas fenecerem sem qualquer retribuição. Abandonou a ideia e pensou que o melhor a fazer seria partir para outra, esperar por outra chance, outra mulher, outra oportunidade. E foi nesse clima que, certa noite ele se flagrou em uma masturbação insana tendo na memória a imagem daquela loira deliciosamente exuberante. Acordou pela manhã com uma sensação de vazio interior. Sentia uma necessidade incontrolável de reencontrar aquela mulher e, de um jeito ou de outro, levá-la para a cama e foder com ela. Era exatamente isso que ele queria, … queria trepar com ela!

Havia uma remota possibilidade – pensou ele – de que houvesse um reencontro no próximo domingo, na mesma hora e no mesmo local. E foi com essa esperança alimentando seu ser que Roberval aguardou ansiosamente pelo fim de semana seguinte. E o domingo chegou! Ele foi correr como sempre e procurou fazer tudo muito parecido com o que fizera na semana anterior. Mas o resultado, além de pífio, foi mais uma vez frustrante. Roberval não só não encontrou a ruiva como sentiu-se um idiota fazendo aquele reprodução que mais se parecia com um “mini flash back” patético. No fim das contas, decidiu que o melhor era voltar para casa e resignar-se com a perda de mais uma chance.

Decidiu parar na pequena mercearia que ficava próxima de sua casa para comprar alguma coisa pronta para comer. O dono do lugar era um rapaz solicito e muito educado, de nome Heitor, com o qual Roberval sempre mantivera um contato bastante amigável. Entrou na mercearia e pediu uma massa pronta e um frango assado. Heitor prontamente o atendeu e enquanto destrinchava a ave perguntou se estava tudo bem com ele. Sem saber bem o porque, Roberval disse-lhe que não e passou a narrar o acontecido no domingo anterior.

Heitor escutou tudo muito atentamente, demonstrando um interesse incomum – algo que passou despercebido de Roberval – e quanto este terminou a sua narrativa, o rapaz deu um sorriso maroto e pediu que ele esperasse um pouco. Heitor deu a volta no pequeno balcão de madeira e pegando o seu celular discou um número. Ao ser atendido, disse algumas palavras quase sussurradas para a pessoa que estava do outro lado da linha e depois de desligar, sorriu para Roberval retornando à sua tarefa de preparar a ave assada para viagem. Roberval ficou sem entender, imaginando que aquilo parecia muito estranho, … quase surreal. E teria sido, exceto quando uma pessoa entrou na mercearia.

Era a tal ruiva (!) A mesma mulher que Roberval encontrar no domingo anterior e que havia causado um enorme estrago em seus sentimentos. Heitor aproximou-se dela e depois de abraçá-la fez as apresentações. A ruiva – que se chamava Helena – era irmão de Heitor e morava no edifício que ficava situado do outro lado da rua e cuja entrada dava para a avenida onde acontecia a feira de domingo. Roberval engoliu em seco, sentindo-se um verdadeiro idiota, … afinal, havia confessado seu tesão pela irmã de seu conhecido (!) Ele, literalmente, não sabia o que fazer – fugir, correr sem olhar para trás, rir ou chorar – era uma situação extremamente embaraçosa e Roberval estava sentindo-se um palhaço (ou melhor, o palhaço da vez!). Helena estendeu-lhe a mão e, ainda em estado de choque, Roberval estendeu a sua e num gesto absolutamente inesperado e impróprio puxou-a para ele beijando-a na face.

Helena ruborizou de tal modo que se olhar tornou-se esquivo. Heitor, que tudo assistia com um sorriso nos lábios, não demonstrou qualquer desconforto com a situação, e incentivando a irmã a encarar o amigo. Conversaram sobre amenidades, até que Helena pediu para deixá-los, já que tinhas tarefas domésticas pendentes. Desvencilhou-se do irmão e despediu-se de Roberval apenas com um sorriso encabulado.

Assim que ela desapareceu da vista de ambos, Roberval voltou-se para o amigo a fim de pedir-lhe desculpas por tudo que havia acontecido. E realmente o teria feito, não fosse o olhar do rapaz que sinalizava que tudo estava bem. Depois de terminar de embrulhar os pedidos do amigo, Heitor confidenciou-lhe que tinha enormes preocupações sobre o futuro de sua irmã, principalmente pelo fato de ser ela virgem ainda (!) A frase caiu sobre a cabeça de Roberval como um raio! Virgem! Como podia ser! Mas antes que pudesse formular qualquer pergunta de esclarecimento, foi o próprio Heitor que, tomando a dianteira da conversa, perguntou para ele se havia como ajudá-lo com esse “probleminha”. Roberval olhou para Heitor com uma expressão de absoluta incredulidade; seria mesmo verdade que o irmão estava oferecendo sua irmã para ser desvirginada por ele? E se isso fosse verdade, como seria possível!

Roberval ficou completamente sem jeito e seu olhar baixo denunciava que ele não sabia o que dizer ou o que fazer. Heitor, percebendo a sinuca de bico em que havia metido o amigo, entregou-lhe a sacola com as compras e despediu-se dizendo que o amigo devia pensar sobre o assunto e que eles poderiam conversar em outra oportunidade. Roberval foi embora, mas sua mente e seu espírito estavam tão perturbados com tudo o que acontecera que ele sequer sabia para onde ir ou o que fazer.

Foi para casa e almoçou pensativo, incapaz de esconder de seus familiares a preocupação que rondava sua mente. A noite chegou e Roberval foi para a cama pensando em como seria bom trepar com Helena – não que o fato de ela ser virgem fosse algo cuja relevância tornasse o desejo de possuí-la mais acentuado – principalmente com a benção de Heitor. A imagem dela não saía de sua cabeça (aliás, das duas!) e ele adormeceu ponderando que aquele fora, de fato, um domingo absolutamente incomum. Pela manhã, acordou, tomou banho, vestiu-se, tomou seu café da manhã e foi para o trabalho procurando esquecer o dia anterior, ou ainda, imaginá-lo como algo pertencente ao mundo das coisas fantásticas que, mesmo merecendo certa relevância, com o passar do tempo pertenceriam apenas às memórias a serem relembradas.

Todavia, qual não foi sua surpresa ao ver Helena atravessando a rua bem à sua frente. E antes que ele fizesse menção de dar um toque na buzina para chamar sua atenção, foi surpreendido pelo olhar doce e meigo acompanhado de um tímido aceno de mão. Roberval ficou olhando até que ela desaparecesse dentro do supermercado que ficava do outro lado da rua, e teve certeza de que aquilo não fora por acaso. Passou o resto do dia pensando nela e nas possibilidades que se descortinavam caso ele aceitasse a “tarefa” sugerida pelo amigo Heitor.

Na quarta-feira, após seus exercícios matinais de costume, Roberval voltou para casa, detendo-se na pequena mercearia de Heitor que o esperava com uma saudação alegre e descompromissada. Convidou-o para tomar alguma coisa, e Roberval aceitou pedindo uma água com gás. Bebericou aos goles pensando em uma forma de abordar o assunto com Heitor sem que isso parecesse inconveniente ou acintoso. E mais uma vez o rapaz tomou a dianteira dizendo para ele que sua preocupação com a irmã permanecia e que faria de tudo para que ela pudesse se sentir uma mulher completa. Confidenciou que Helena sempre fora uma moça retraída, pois sentia-se inferiorizada na presença de homens, dizendo que não possuía qualquer atrativo que interessasse ao sexo oposto. Heitor disse-lhe ainda que sua irmã sempre foi tímida e encabulada, desconhecendo seu corpo e sua feminilidade, atribuindo à sua criação rígida as consequências que hoje lhe eram impostas.

Em nenhum momento Heitor disse que sua irmã sentia-se assim por ser gorda, pois se o fizesse Roberval o interpelaria afirmando que sua irmão era uma mulher por demais desejável e atraente. Roberval ouviu tudo atentamente e depois de alguns instantes, insinuou que seu interesse por Helena era apenas físico (queria comer aquela mulher de qualquer jeito!), e que se Heitor não se opusesse ele se ofereceria para realizar o “trabalho”. Heitor fitou-o com um olhar sério e por alguns minutos Roberval achou que a conversa tomaria um rumo conflituoso preparando-se para o pior e reunindo argumentos para defender-se de uma eventual agressão verbal.

No entanto, Heitor, abrindo um sorriso de alívio, respondeu que ele faria tudo que estivesse ao seu alcance para ajudar o amigo naquela empreitada. Com as cartas sobre a mesa, ambos sentaram-se em torno de uma pequena mesa de metal, arquitetando um plano para por fim à virgindade de Helena e saciar o tesão de Roberval. E precisava ser um plano perfeito, sem falhas, … algo que fluísse de forma tão natural que ela jamais viesse e desconfiar de qualquer um deles. A única exceção que Heitor fizera referia-se ao fato de que ele queria presenciar o momento em que sua irmã fosse deflorada (?), manifestação essa que deixou Roberval ainda mais desconcertado, mas que, mesmo assim, não serviria de empecilho para que o “evento” viesse, de fato, a acontecer.

Muito embora os dois tivessem perdido algum tempo, lamentavelmente, não haviam chegado à uma ideia de como atrair Helena para um encontro que lhe custasse a virgindade. Roberval, exaurido de tantas hipóteses que aventara, propôs ao amigo que dessem algum tempo para que as ideias maturassem e assim que se chegasse a um consenso eles voltariam a conversar. E assim eles se despediram, com Roberval preocupadíssimo em maquinar um plano que fosse eficiente e eficaz.

A semana transcorreu normalmente (se é que Roberval podia considerar seu cérebro fritando como normal!). Até que, na sexta-feira, algo aconteceu que viria a mudar radicalmente o curso da história. Como era de costume o sujeito foi fazer sua corrida diária, desprezando algumas nuvens que haviam formado um clima tipicamente propício à chuva. E, para sua surpresa, ela caiu de repente. Era uma chuva pesada, mas intermitente, alternando pequenos aguaceiros com garoas finas, que não foram suficientemente intimidadoras para que ele interrompesse sua atividade física, mas que, por sua própria condição, acabaram por tornar o exercício inviável. Roberval buscou abrigo em um pequeno toldo colorido de uma loja de materiais para construção e ficou ali esperando que a chuva cessasse ou, pelo menos, diminuísse de intensidade o suficiente para que ele pudesse correr de volta para casa.

Para sua surpresa, Helena surgiu vindo em sua direção. Estava deliciosamente tentadora usando uma calça jeans que realçava seu traseiro divino e uma blusa de alças que enfatizavam seus peitos generosos, portando um enorme guarda-chuva cujo arco mais parecia uma pequena tenda de campanha. Ela não demorou em reconhecê-lo e aproximou-se cumprimentando-o com dois beijos na face. Roberval sentiu sua rola endurecer imediatamente, denunciando seu tesão por aquela mulher, e causando-lhe um certo desconforto que o obrigava a “esconder” o tesão da melhor forma possível. Conversaram sobre aquela chuva repentina que havia despencado sem sobreaviso, e Helena ficou preocupada com o novo amigo que tinha as roupas completamente encharcadas, sugerindo que se abrigasse sobre o seu guarda-chuva para que ela o levasse até sua casa.

Roberval resistiu meio sem jeito dizendo que preferia esperar que a chuva parasse, mas Helena insistiu dizendo que seria um prazer para ela levá-lo até sua residência. Como a chuva insinuava uma pequena trégua, Roberval concordou em abrigou-se sob o guarda-chuva, sem coragem de abraçar Helena, principalmente porque estava muito molhado (em todos os sentidos!). Mas como muitas vezes o destino é irônico e oportunista, quando o casal estava passando pela entrada do edifício onde Helena residia a chuva desabou novamente com mais intensidade tornando impossível prosseguir para qualquer lugar. Helena tomou Roberval pela mão e rumou para o átrio de entrada onde ambos puderam encontrar abrigo imediato.

As roupas de Roberval respingavam pelo carpete da recepção e Helena não titubeou em convidá-lo para subir. O sujeito bem que tentou resistir ao convite, mas havia algo mais além da possibilidade de estar com Helena, … era estar a sós com ela (!). Helena não aceitou as negativas dele e em poucos minutos eles estavam saindo do elevador e dirigindo-se para o apartamento dela. Era um lugar aconchegante, mesmo sendo pequeno. Havia um pequeno hall de entrada que dava para um sala iluminada por um par de portas de vidro amplas que davam para uma pequena sacada com parapeito também envidraçado e ornada com poucos móveis – apenas um conjunto de sofás sendo um de dois lugares e outro de três, um raque que acomodava uma televisão tela plana, um DVD e um equipamento de som. De um lado, um outro corredor estreito dava para a cozinha enquanto que o lado oposto outro corredor dava para os quartos, sendo que Helena disse que o seu era o do fundo e o anterior de seu irmão.

Ela correu para o quarto retornando com um par de toalhas nas mão e oferecendo uma delas para o amigo. Roberval começou a secar-se até que Helena o interrompeu sugerindo que ele tirasse a camiseta e os calçados para que ela pudesse colocá-los para secar um pouco na lavanderia. Ele hesitou, mas não por muito tempo ficando apenas de calção com o peito desnudo exibindo suas diversas tatuagens para surpresa de Helena que achou o máximo cada uma delas, confidenciando a ele que sonhava com a oportunidade de fazer uma, mas que jamais tivera coragem para tal. Roberval aproveitou a deixa para incentivá-la dizendo que poderia apresentar alguns profissionais que ele conhecia e que poderiam ajudá-la a escolher uma imagem que lhe agradasse. Helena ficou meio encabulada com o rumo que a conversa estava tomando e ofereceu-se para fazer um chá para o amigo, pedindo que ele esperasse por ela ali na sala e que se ficasse a vontade.

A medida em que os minutos passavam, a ideia de estar ali, no apartamento de Helena, sozinho com ela, faziam a excitação de Roberval crescer de forma quase descontrolada. Sentia sua rola pulsar, inchada e dura como pedra, clamando por aquele corpo deliciosa que estava a poucos metros dele. Roberval, tomando uma coragem que não sabia ter, caminhou resoluto até a cozinha deparando-se com Helena inclinada sobre o fogão preparando o chá que oferecera ao amigo. Ele aproximou-se dela e suavemente envolveu-a com seus braços apertando-a contra si e beijando sua nuca, causando um arrepio que deixou Helena em sobressalto. E mesmo oferecendo uma resistência pífia, ela dava sinais que queria entregar-se totalmente ao rapaz, principalmente ao sentir aquela pica dura pressionar-lhe o traseiro.

Ela voltou-se para Roberval e eles se beijaram ardentemente com as mãos percorrendo seus corpos mutuamente, tornando o ambiente fervilhante de desejo e de tesão. Helena ainda ensaiou uma resistência tentando desvencilhar-se dos braços de Roberval, mas logo desistiu ao perceber que o arroubo do rapaz não iria ceder um milímetro sequer. E foi necessária apenas uma fração de segundos para que Roberval tirasse a blusa e o sutiã de Helena, revelando aqueles seios grandes com aureolas rosadas e bicos entumescidos pelo desejo que clamavam por beijos, lambidas e chupadas sofregas e incontroladas. O rapaz não se fez de rogado e caiu de boca naquelas delícias apertando para sentir-lhes o volume e tomando aqueles mamilos na boca sugando-os com a voracidade de uma criança esfomeada e com o tesão de um macho dominante.

Helena gemia enquanto acariciava os cabelos de Roberval incentivando-o a continuar com suas investidas naqueles peitos divinos, oferecendo-lhe as mamas como uma cadela no cio. Com a destreza de um homem habituado a saborear uma mulher como ela realmente merece, Roberval despiu seu calção deixando o mastro endurecido à mostra e puxando uma das mãos de sua parceira na direção dele. Helena tocou o membro dele com o receio e o despreparo de uma colegial que pela primeira vez em sua vida é apresentada a um órgão masculino e por alguns instantes sente suas dimensões com a curiosidade de uma adolescente despreparada para os prazeres do sexo.

Eles se beijam várias vezes e Helena abraça Roberval demonstrando querer sentir o calor de seu corpo e fazendo o rapaz constatar que a história contada por Heitor era, de fato, verdadeira: Helena era virgem (!). A confirmação deixa o sujeito ainda mais excitado e ele não hesita em descer as mãos até a cintura de Helena, tencionando despir-lhe o jeans buscando revelar seus segredos mais bem guardados desde muito tempo. Todavia, sua investida foi gentilmente detida pelas mãos da jovem que afastando-se um pouco para poder olhar Roberval nos olhos confessou-lhe acerca de sua virgindade e que mesmo querendo muito entregar-se a ele, precisava que isso fosse algo “especial” e que ele deveria ser muito carinhoso e cuidadoso com ela. Roberval ficou encantado com as palavras de Helena e acenou afirmativamente com a cabeça deixando claro que, mesmo imbuído da firme intenção de possuí-la o faria da maneira mais doce e prazerosa possível.

Helena afastou-se dele e caminhou em direção ao corredor pedindo que ele esperasse alguns minutos e fosse ao seu encontro no quarto dela. Ele concordou resignado enquanto ela se afastava sem deixar de fixar seu olhar na rola dura que pulsava em sua direção quase que implorando fodê-la ali mesmo. Assim que ela desapareceu no corredor, um estalo veio a mente do rapaz lembrando-o da exigência feita por Heitor de que queria estar presente quando a irmã fosse desvirginada. Lentamente, ele caminhou até a sala procurando não levantar suspeitas e sacou de seu celular, enviando uma mensagem de texto para o amigo avisando-o do que estava para acontecer. E mesmo sentindo-se desconfortável com a possibilidade de ser observado naquela situação, Roberval achou que devia isso ao amigo.

Deixando de lado as preocupações e pensamentos inúteis, Roberval caminhou na direção do quarto de Helena com a respiração funda e o coração aos pulos. Empurrou a porta que estava entreaberta e deu de cara com uma das visões mais lindas e excitantes que já vira em toda a sua vida: Helena estava completamente nua, deitada de costas para a porta, posicionada de lado em sua cama, deixando suas nádegas graciosamente empinadas convidando Roberval para satisfazer seu tesão naquele corpo exuberante e cujo frescor parecia impregnar todo o ambiente. O rapaz aproximou-se lentamente dela e abaixou-se beijando-lhe os pés e subindo suavemente pela parte lateral de uma das coxas até chegar ao traseiro generoso e oferecido que despontava como uma elevação graciosa e provocante.

Em poucos momentos, ele estava deitado atrás de Helena beijando sua nuca a acariciando seu corpo com suas mãos ávidas. Helena levantou a perna na direção de seu estômago, oferecendo-se em sacrifício ao macho que lhe acossava os sentidos. Roberval colocou-se gentilmente entre as pernas de moça deitada de lado e deixou que sua rola procurasse sua parceira de tesão. Roçou os grandes lábios e ameaçou uma rápida invasão fazendo com que ela gemesse baixinho pedindo que ele fosse mais carinhoso e menos impetuoso. Roberval afastou-se, enterrando seu rosto naquela gruta inexplorada e valendo-se de sua língua acostumada ao prazeres do corpo feminino para sugar e lamber aquela vagina intocada extraindo gemidos e espasmos de sua parceira cujo cio havia se aviltado de forma descontrolada.

Ele trabalhou cuidadosamente aquele pequeno orifício incólume, valendo-se das mãos para massagear os lábios e provocar arrepios ao tocar no clítoris que estava inchado e vibrante pelas carícias que lhe eram oferecidas. Helena gemia, esticando-se e contorcendo-se como um gata no cio, enlouquecida pela boca de seu parceiro e confessando que não sabia como aquilo era tão bom e como ela esperara tanto tempo para sentir-se mulher por completo. Roberval ouvia tudo atentamente, sentindo-se premiado por aquelas palavras sinceras vindas da boca sensual de uma mulher por ele cobiçada. A certa altura, ele retornou à posição anterior, esfregando a glande umedecida na região encharcada pela sua saliva, ameaçando uma nova tentativa de invasão que, dessa vez, deu-se com uma naturalidade inesperada, fazendo com que não apenas a glande, como também uma parte de seu membro escorregasse para dentro dela, provocando espasmos no corpo de Helena que gemia pedindo mais daquela peça de carne e músculos dentro dela.

Roberval prosseguiu com a penetração sempre preocupado em minimizar eventual dor ou desconforto na parceira. Helena soltou um gritinho rogando que ele esperasse um pouco antes de continuar, mas Roberval não cedeu, tomando apenas o cuidado em tornar sua penetração mais cadenciada, prosseguindo com o defloramento daquela virgem deliciosamente sensual, que mesmo com alguma resistência, não cedia ao desejo de ser possuída por um macho de verdade. E poucos foram os minutos que decorreram até que ele sentisse que sua rola havia invadido por inteiro a vagina de Helena. Ele aproximou sua boca do ouvido de sua amada e sussurrou uma confirmação. “Pronto, meu doce, agora você é completamente minha!”; Helena gemeu agradecendo baixinho pela delicadeza do macho. Ele, então, iniciou movimentos de vai e vem, deixando que sua pica fosse engolida e cuspida por aquela vagina doce, quente e molhada, proporcionando a ambos uma sensação de indescritível satisfação.

As estocadas aumentavam ritmicamente, enquanto Helena levantava ainda mais sua perna a fim de permitir uma penetração mais profunda, sentindo toda a extensão daquele membro poderoso que fazia dela seu precioso objeto de desejo, extraindo gemidos, espasmos e respirações ofegantes que denotavam um prazer tão íntimo e sensual que ambos saboreavam um estado de êxtase único e especial. Roberval movimentava-se com a destreza de um amante hábil e experiente, beijando a face e a boca oferecida de sua parceira e acariciando-lhe as nádegas com uma suavidade ao mesmo tempo gentil e selvagem.

Tempo e espaço pareciam ter perdido o significado, pois apenas os corpos suados em movimento daquele casal representavam algo que importasse verdadeiramente, evidenciando que nada mais tinha razão de ser, exceto o prazer e o desejo a serem satisfeitos em sua plenitude. Helena gozou pela primeira vez em sua vida, … porém, não teve muito tempo para apreciar o acontecimento, já que outros orgasmos seguiram-se uns aos outros, numa avalanche de sensações, gemidos, sussurros e juras de amor eterno que se sucediam desordenados e replicantes, fazendo deles um único ser a serviço do sexo sem limites. E quando não havia mais o que se pensar, Roberval anunciou que estava para gozar, ao que Helena lhe implorou que não o fizesse dentro dela já que não havia se prevenido com as devidas “proteções”.

Roberval diminuiu o ritmo de seus movimentos pedindo que ela lhe permitisse ejacular em seus peitos, ao que Helena discordou dizendo que queria que ele o fizesse em sua boca (!). Roberval ficou extremamente surpreso com o pedido de sua parceira, porém, sentiu-se lisonjeado, já que jamais alguém havia pedido isso para ele. Meio desajeitado, ele puxou o corpo para trás e ficou de joelhos sobre a cama, enquanto Helena apanhava seu cacete com as duas mãos, acariciando-lhe as bolas com uma e masturbando-o com a outra, ao mesmo tempo em que posicionava sua boca como alvo final da glande inchada e meio arroxeada. Helena esforçava-se em “ajudar” o parceiro a atingir o ápice, mesmo demonstrando um enorme grau de inexperiência em lidar com a genitália masculina, e ainda assim perceber o sorriso de prazer estampado no rosto de Roberval, que sentia-se plenamente realizado com as carícias desajeitadas dela em seu pênis.

Não tardou para que o rapaz chegasse ao orgasmo, ejaculando de forma vigorosa não apenas na boca de Helena, mas sim por todo o seu rosto enquanto ela sorria para ele pedindo mais. Quando, finalmente, a onda de sêmen cessou seu ímpeto, Roberval desfaleceu ao lado de sua parceira. Estava exausto e feliz ao mesmo tempo, sentindo-se realizado em todos os sentidos; afinal, conseguira o que queria: ter aquela linda mulher e poder desvirginá-la com toda a gentileza que fosse possível a um homem proporcionar a uma mulher. Helena abraçou-o tocando-lhe os lábios suplicando por um beijo, ao que foi imediatamente correspondida. As línguas trocavam saliva intensamente numa enorme onda de tesão que dava claros sinais que ainda não estava plenamente satisfeito. E ambos tinham certeza disso; aquilo fora apenas o começo e o dia prometia ser ainda mais delicioso.

Foi exatamente nesse instante que Roberval percebeu Heitor espiando pela fresta entreaberta da porta do quarto; ele sorria e fazia sinal de positivo com um dos dedos das mãos, quase que concedendo sua benção ao defloramento da irmã. Roberval sorriu-lhe discretamente enquanto o via afastar-se do seu campo de visão. Abraçou Helena ainda mais forte retornando para mais um beijo repleto de sensualidade e de desejo.

E eles treparam por toda a manhã, até ficarem completamente exauridos. Adormeceram abraçados como dois adolescentes enamorados aproveitando um oportunidade única e que, como imaginava-se naquela fase da vida, seria a última (sempre a última). Roberval foi acordado pela boca de Helena beijando sua rola que, mesmo parecendo estar “adormecida” ainda persistia em resistir bravamente aos últimos esforços. E quando a pica ficou em posição de “meia bomba”, Helena colocou-a em sua boca chupando e sugando com uma delicadeza única e exemplar. Ela parecia uma criança entretida com um novo brinquedo que exigia mais cuidado que peraltice e saboreou a rola com o mesmo prazer de quem saboreia um doce delicioso (e obscenamente excitante!), até deixá-lo em novo estado de “prontidão”.

No exato momento em Roberval fez menção de posicionar-se para uma nova trepada, Helena pousou uma das mãos em seu peito, olhando-o afetuosamente e fazendo um pedido inusitado, porém irrecusável. “Come meu cu, meu querido, … me faz sua puta! Me faz sua mulher para sempre!”; Roberval foi assaltado pelo pedido, sentindo-se, ao mesmo tempo, orgulhoso e senhor da situação como intimidado pela ousadia da parceira. Foi um reles minuto que separou o casal de uma oportunidade única da união perfeita consumada em um ato, do desgosto da hesitação temerária e indesejável. Mas, Roberval sabia muito bem que não era o lugar e nem mesmo o momento para hesitações pueris e sem sentido, … ele precisava daquilo, tanto quanto Helena suplicava em ser possuída por trás, … o destino já havia consumado a decisão!

Ele levantou-se da cama e pediu que ela ficasse de quatro com seu traseiro voltado para ele e assim que Helena obedeceu ao seu comando, Roberval aproximou-se daquelas nádegas simplesmente extasiantes olhando para elas quase como que hipnotizado pela simples ideia de que, em poucos segundos, elas lhe pertenceriam, satisfazendo seu desejo mais obscuro e inconfessado. Segurou-as com as mãos, forçando-as a ficarem separadas uma da outra, possibilitando, assim, que sua rola pudesse estar frente a frente com o pequeno orifício intocado, prestes a ser sacrificado para o prazer de ambos. Segurou a carne firme e tenra de sua parceira puxando-a na direção do seu algoz que já latejava de tanto tesão. Pouco antes da consumação, Roberval deu uma cuspida no ânus deixando que a saliva escorresse sendo retida pela glande pulsante a fim de permitir uma pequena lubrificação que ele bem sabia seria de alguma ajuda naquela situação.

Com o vigor renovado pela oportunidade oferecida por Helena, Roberval puxou-a para ele, dando uma pequena estocada no cuzinho que pareceu piscar convidativo. Com um movimento forte, mas controlado, ele enfiou a glande no pequeno buraco, rompendo o primeiro obstáculo e fazendo sua parceira gemer ao mesmo tempo em que mordia ferozmente os lençóis da cama retendo na garganta um urro de dor. Roberval hesitou ponderando que o melhor seria retroceder, recuar ante a penosidade do ato para o corpo de sua parceira.

Todavia, antes que ele fizesse qualquer menção neste sentido, foi Helena quem o interrompeu, empurrando seu corpo para trás e clamando com uma voz embargada que ele continuasse. “Soca essa rola gostosa, meu macho! Não pára, … eu quero, … eu quero!”. Roberval compreendeu, então, que aquele momento lhe pertencia e que ele podia tudo o que quisesse ou que fosse capaz de realizar. E assim aconteceu; ele puxou o corpo de sua parceira com força fazendo com que a rola dura e grossa prosseguisse com sua invasão centímetro a centímetro, enquanto Helena gemia, mordia e balbuciava clamando por mais e mais.

Foram dolorosos instantes, onde a dor conduzia ao seu ápice, até que tudo estava consumado; a pica valente havia vencido os obstáculos e agora jazia poderosa no interior do ânus de Helena que, finalmente, pode relaxar um pouco antes que a sessão de movimentos tivesse início. E foi o que aconteceu antes do que ela imaginava. Os primeiros movimentos ainda foram causadores de alguma dor, mas, pouco a pouco, a dor foi transmutando-se em prazer, … um prazer inicialmente tímido e distante que foi ganhando intensidade até tornar-se capaz de suprimir por completo a dor, permitindo que a mulher pudesse usufruir o máximo daquela cópula anal, sentindo toda a extensão do pinto que a penetrava, invadindo e retrocedendo com um cadência cada vez mais rítmica e intensa.

Helena sentia-se, literalmente, possuída por uma macho, … uma sensação ansiada por tempo demais. Ela sentia-se mulher, inteiramente mulher nas mãos de um homem carinhoso, poderoso e senhor de si o suficiente para proporcionar-lhe tudo o que ela sonhara por muitos anos. Os movimentos de Roberval foram timidamente correspondidos, na medida em que ela flexionava seu traseiro empurrando-o na direção da rola grossa e dura que a penetrava por trás com uma maestria esperada de uma trepada que fora ansiada tanto por ela assim como também por ele! Os movimentos intensificavam-se de um modo selvagem e único, denunciando uma cumplicidade que apenas o destino poderia ter engendrado, longe dos olhos humanos incapazes de compreender o significado do encontro de corpos, almas e espíritos que se conjugavam em uma unicidade que era, ao mesmo tempo, deliciosa e inexplicável, … aliás, explicações eram absolutamente desnecessárias naquele momento mágico e repleto de êxtase.

Roberval possuía aquele traseiro como se ele lhe pertencesse há muito tempo, e que apenas aguardava o momento certo para recobrar memórias preservadas apenas nas brumas do tempo e do espaço. Ele estocava o cuzinho de Helena com desejo, com tesão, mas sem jamais perder a ternura que o momento exigia. Foi uma cópula tão especial que Helena gozou intensamente, mesmo supondo que não havia mais lugar para qualquer outra sensação, experimentando um gozo inédito e luxurioso que a fez passar dos gemidos para os gritos de arrebatamento que ressoaram por todo o ambiente reverberando na rola de seu parceiro que parecia “crescer” dentro dela, aumentando o seu volume e tornando-se mais adaptada ao interior daquele ânus submetido à doce sensação do prazer.

E assim eles permaneceram, esquecendo-se por completo do tempo, do espaço e deles próprios. Não eram mais duas pessoas, dois amantes, ou mesmo dois corpos sob a influência do tesão momentâneo, … eram apenas um único ser usufruindo de uma sensação também única e especialmente concebida para eles como um momento mágico, doce e inesquecível. Havia um clima deliciosamente luxurioso e repleto de calor e luz. Roberval continuou com suas estocadas, propiciando novos orgasmos em sua parceira que já não sabia mais o que dizer ou pensar, gemendo e resfolegando pelo esforço a que era submetida ante a dimensão incomensurável dos orgasmos que tomavam conta de todo o seu ser, mas ainda assim pedido por mais, … muito mais!

Roberval anunciou que não era mais capaz de controlar seu tesão e gritando carinhosamente para Helena que ele ia gozar dentro do seu cu, ao que ela acolheu ansiosamente, incentivando-o a fazê-lo sem medo ou hesitação. E Roberval gozou. Gozou com tanta força que cada ejaculada parecia não apenas expelir seu sêmen como também parte de sua essência que se perdia nas entranhas de Helena que, por sua vez, gemia, gritava e implorava para que ele a enchesse com sua porra quente e viscosa. O esforço foi tal que assim que os jatos diminuíram de intensidade, a rola do sujeito foi murchando escorrendo para fora do corpo de sua parceira, obrigando-o a desabar sobre a cama e sendo afetuosamente abraçado por Helena que mesmo quase sem ar nos pulmões ainda buscava energias para agradecer-lhe o prazer sem limites que ele havia lhe proporcionado. Beijaram-se apaixonadamente, e depois de um doce troca de olhares adormeceram, vencidos não apenas pelo enorme cansaço que naquele momento cobrava o preço pelo esforço desprendido, como também pela doce sensação de haverem chegado a um clímax, que antes daquele dia, sequer sabiam existir.

EPÍLOGO

Dias, semanas e meses se sucederam, passivos e inexoráveis, sem que aquele dia fosse esquecido tanto por Helena como por Roberval. A bem da verdade, raras foram as ocasiões em que ambos voltaram a encontrar-se e mesmo quando isso aconteceu foram momentos esparsos quer seja na rua ou na mercearia de Heitor, que, por sua vez, jamais tocara no assunto, não revelando à sua irmã que soubera da trepada homérica que tivera com seu amigo. Do mesmo modo, ele também não tocou no assunto com Roberval, embora em certas ocasiões tivesse vontade de manifestar seu agradecimento. E mesmo nesses raros momentos em que o casal se reencontrava, muito embora o desejo entre eles ainda aquecesse seus corpos e mentes, eles quedavam-se carinhosos, mas contidos e recatados. Roberval não podia esconder de si mesmo que ainda nutria o desejo de voltar a trepar com Helena, pois, afinal, ela era uma mulher com dotes muito preciosos – especialmente no que se referia a entregar-se à um homem – e que mereciam ser devidamente aproveitados (ou melhor, saboreados), mas, mesmo assim, quer seja pela relação que ele mantinha com o irmão dela, ou porque, talvez, ele concebesse que aquele dia fora inesquecível, porém único (impossível de ser totalmente reproduzido em suas minúcias), ele optou por conter seus arroubos para quando a oportunidade viesse a surgir novamente.

Se ela surgiu ou não, isso é uma coisa que fica para escolha de todos, … o que se sabe de verdade é que Roberval jamais voltou a encontrar uma mulher que se assemelhasse à Helena na cama (ou mesmo fora dela!), ao passo que Helena continuou sua vida, porém agora, de um modo diferente: mais seguro, mais consistente, sem inseguranças, temores ou receios, … pois, seja como for, Roberval fizera dela uma mulher cujos atributos exalavam sensualidade e tesão, … e, aqui entre nós, apenas um idiota deixaria de apreciar uma mulher como essa! Não concordam!

De qualquer maneira, Heitor sentiu-se melhor ao saber que ajudara a irmã a encontrar-se em todos os sentidos, e mesmo nutrindo uma certa expectativa de que ela e seu amigo, Roberval, pudesse permanecer juntos, também era incapaz de negar um rasgo de tesão por Helena, pois muito embora fossem irmãos, ele sabia que ela era uma mulher exuberante, excitante e muito gostosa! Todavia, ele deixou esse sentimento escondido no interior de sua mente, hesitando em alimentá-lo ou nutri-lo de esperanças, … e quando isso acontecia ele conversava com Roberval, não sobre isso ou sobre sua irmã, apenas conversava com o amigo que fora o primeiro homem de sua irmã, … a quem ele oferecera um presente único, … um presente de um amigo verdadeiro!

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Comentários

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Maravilhoso. simplesmente o melhor conto que eu lí atualmente, parabéns pela narrativa perfeita.

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