Chapeuzinho Vermelho e o Lobo (uma releitura) - Capítulo 7

Um conto erótico de RedCap
Categoria: Gay
Contém 2347 palavras
Data: 21/05/2013 22:29:23
Última revisão: 31/05/2020 10:54:04

Já havia se passado algumas semanas depois da morte do nosso tio Valter, porém não nos deixamos abalar mais tanto quanto foi a primeira semana após o ocorrido, precisávamos ficar juntos e tentar nos proteger e ainda mais proteger as pessoas a nossa volta.

Como havia prometido antes, iria investigar os Bragança, nem que pra isso fizesse-o sozinho. Cheguei na aula de quarta feira personificando uma pessoa que está aparentando bom humor, porém por dentro tem mil e um pensamentos diferentes ao mesmo tempo. Sentei-me no lugar de sempre e esperei por Lola e André, que por sinal ainda não haviam chegado.

- Bom dia classe! - o professor acaba de entrar na sala e logo atrás dele os ditos cujos por quem eu esperava. - Vamos começar com as leis que dizem respeito à 4ª vara trabalhista… - o professor continuou com a matéria.

- Oi Eric! Tudo bom com você? - perguntou Lola se sentando ao meu lado.

- Sim, mas vocês estão atrasados! - olhei de rabo de olho, precisava muito dos meus amigos e por incrível que pareça eles estavam muito sumidos essas semanas que se passaram.

- Calma Eric! A gente já está aqui e chegamos junto com o professor vai! - realmente acho que deveria dar um desconto então.

Enquanto assistia àquela aula automaticamente lembrei de algumas coisas que já tinha ouvido sobre os Bragança, como haviam chegado a cidade recentemente, há menos de três anos, porém só os mais velhos por que os mais novos ainda não tinha percebido. Começaria investigando a árvore genealógica deles, seria uma boa ideia passar depois no cartório da cidade.

Nossa aula havia acabado e eu vi os dois se levantando e interrompi-os:

- OI? Vão a onde, posso saber? - perguntei.

- Secretaria! Temos um assunto pra resolver, porque parece que nossas notas estão um tanto confusas, já que o professor perdeu metade das provas que tinha aplicado há duas semanas… - ok, aceitei a explicação deles e deixei que fossem, porém ainda teriam que me falar o que estava rolando de verdade.

O outro professor que dava matéria de Técnicas de Defesa começou a aula e ficaria pelos próximos dois tempos, e só depois seria um intervalo maior, optei por neste intervalo ir até a secretaria acadêmica e tentar obter algum documento referente aos Bragança, eles sempre têm nome dos pais ou endereços essas coisas.

Dado o intervalo, passei pela secretaria e pra meu azar não havia ninguém que pudesse me ajudar, hoje era meu dia de sorte mesmo. Resolvi ir pro café pelo caminho mais longo e bem no meio de um dos corredores que dá acesso aos laboratórios dos cursos de ciências biológicas, vejo André e Lola se pegando, confesso que fiquei mais chateado pelo fato deles não me contarem do que surpreso pelo flagrante.

- Eu possuo canais auditivos e um cérebro que é capaz de interpretar os estímulos pra eu entender o que é falado, se vocês tivessem me contado não precisaria pegar no flagra… e a propósito, PARABÉNS! - fiz um drama básico, mas depois parabenizei eles, afinal sempre tão juntos e sabia que acabaria rolando alguma coisa.

- Ok, a gente ia te contar uma hora sabe… é que foi tudo tão recente… - Lola tentou se explicar. - E sem falar que eu não quero que você fique de candelabro o tempo todo… - pelo menos ela era legal neste ponto.

- Bom eu não me importo Eric… - e deu uma gargalhada. André se fazendo de comediante. - Tá, sério agora, a gente vai oficializar hoje, vou na casa dos pais dela pedir a mão dela em namoro como nos filmes de época!

- Que ótimo, ainda bem que existem pessoas “do bem” hoje em dia ainda! – rimos da ironia e fomos pro bandejão.

Como já era de costume, sentamos todos na nossa mesa, e do outro lado os Bragança sentaram também. Uma coisa que tinha notado esses dias, Nicolas não falou mais comigo, estava sempre muito distante, e até quem saiba se escondendo, ou era só paranoia da minha cabeça a parte de se esconder.

Terminamos de comer, voltamos para a sala de aula e assistimos os três últimos tempos. Antes de sair consegui ir até a secretaria com meus amigos, que ficaram distraindo a mulher que estava atendendo enquanto consegui alguns documentos, e claro que iria devolver depois. Quando saímos eu falei a eles que passaria no cartório da cidade e depois iria pra academia, fazia aulas de dança três vezes por semana, duas horas por aula, me relaxava.

Cheguei no cartório da cidade e perguntei a recepcionista como eu fazia para poder pesquisar algumas informações nos arquivos da cidade de algumas décadas atrás, joguei uma conversa que era um comparativo de processos criminais, familiares, e trabalhistas que estava fazendo pra faculdade, ela me deu um papel e um ticket que era pra eu voltar na sexta e poderia olhar o que quisesse, sendo assim fui pra academia.

- Oi pessoal! - falei com a turma, e com a professora. - E aí o que a gente vai dançar? - perguntei animado.

- Eric eu mudei as músicas e dividi os grupos, por que temos uma apresentação e todos vocês vão dançar, você ficou no grupo 3 e vai ensaiar com o resto que tá ali no canto, contemporâneo, enquanto isso eu falo o que o resto tem que fazer! - explicou a professora.

Fomos para uma parte da enorme sala espelhada, éramos 7 pessoas, 3 meninos e 4 meninas, o que era legal é que não haviam poucos garotos que faziam dança, era até um número bom. Começamos a ensaiar e tinha uma parte que eu realmente não estava pegando bem.

- Ai Eric para de ser lerdo e presta atenção! - disse Paulo, a poc “Regina George” que mais detestava e só tinha percebido que estava no meu grupo quando se pronunciou, tanta era sua importância.

- Desculpa amore! Mas é que não estou pegando o passo e não é por falta de prestar atenção. - eu estava mais preocupado com tudo o que estava acontecendo e Nicolas longe daquele jeito.

- Calma vocês dois aí! - disse umas das meninas, Jessica. - Vem Eric eu te ajudo com o passo e você Paulo volta pra aprender o resto da coreografia… - disse ela muito autoritária.

No fim das contas eu consegui aprender a coreografia toda, mas deveria treinar mais pra ficar bem legal no dia da apresentação. Desci pro banheiro, nunca tomava banho, mas resolvi, já que não tinha ninguém no banheiro àquela hora. Sem contar que dividíamos espaço com a academia onde meu irmão trabalhava, que era embaixo da nossa de dança.

Dentro do chuveiro já, ouvi algum som vindo da porta, e sim alguém estava entrando, não gostava de banheiros públicos por causa disso. Desliguei a água e fiquei escutando, eram cinco pessoas, mais precisamente cinco caras que estavam vindo da academia, alguns entraram no banho, resolvi para não chamar mais atenção terminar de me enxaguar e sair.

Assim que me sequei ainda dentro do reservado do chuveiro, comecei a sentir um calor horrível, igual ao que senti no dia em que fui à casa do Adriano. Assim que sai do chuveiro, tinha um banco de madeira longo que percorria as portas dos chuveiros e onde estava minha bolsa com a roupa pra eu trocar, sorte que já estava de cueca pelo menos.

Coloquei uma camiseta e uma bermuda jeans, e estava terminando de arrumar as coisas quando olho em volta e sou cercado por três caras.

- Oi pessoal! Precisam de alguma coisa? - falei bancando o inocente, enquanto ainda arrumava minha bolsa.

- Ah claro que precisamos, talvez acertar umas contas! - falou um deles, percebi que eram os três primos do Nicolas de que vi no dia em que esbarrei com ele.

- Ah! Vocês são primos do Nicolas, né? - falei me fazendo de esquecido. - Bom, pelo que eu saiba não devo nada a ninguém. - fiz menção de pegar minha bolsa, mas fui interrompido pelo que estava à minha esquerda que havia pegado meu braço. - Não precisa tanta agressividade, eu sei falar e escutar também, me solta! - falei.

- Olha como você fala com a gente seu viadinho! - fiquei mais quente ainda pela ignorância. - Você como todos os outros da sua laia deviam estar conversando com as minhocas…

- Experimenta alguma coisa pra você ver então, imundo! - disse com raiva estampada em face. - Não pense que não sei me defender por que está muito enganado… - ameacei.

- Está acontecendo alguma coisa por aqui?! - perguntou Nicolas entrando pela porta e vindo em nossa direção, segui-o com o olhar e me fez ficar de costas pro primo dele que tinha me ameaçado.

- Não é nada! Eu só estava conversando com seus primos um pouco! - dei um sorrisinho amarelo pra ele. - E já estava de saída, tchau!

- Espera Eric, esses dias eu estava meio sumido né! Desculpa… - fiquei surpreso por ele estar se desculpando comigo e ainda mais perto dos primos, pareciam três vulcões prestes a explodir, eles eram muito grandes não prestaria se eles pegassem o Nicolas.

- Nada, que isso! acho que não precisa tanto né! - disse meio envergonhado.

- Não precisava mesmo, Nic tá maluco? Pedindo desculpa pra esse viadinho… ele não presta! - começou uma discussão o da direita.

- Como é que é? Eu não valho nada e você pensa que vale! - disparei.

No meio da confusão e discussão os outros dois que estavam dentro do banheiro deram um jeito e evaporaram dali.

- Vem Eric, vamos embora daqui, deixa eles pra lá! - disse Nicolas, mas quando eu ia pegar minha bolsa que ainda estava no banco, ouço alguém vindo da porta.

- Está acontecendo alguma coisa Eric? - parei instantaneamente no lugar onde estava.

- Não pode ser… essa voz! - sussurrei.

- Eric? - falou.

- Ben… - virei e olhei a figura de um homem, alto em seus 1,90cm com cabelos escuros lisos e revoltados, uma barba rala por fazer, olhos verdes e de porte imponente usando uma roupa formal.

- Quem é ele Eric? - perguntou Nicolas, mas não respondi.

Bernardo fez um gesto que sempre fazia, meio abriu os braços como se tivesse pedindo um abraço, foi automático corri pra ele e agarrei-o com meus braços passando por trás de suas costas e prendendo ele muito forte, estava me contendo pra não chorar, não o via há tanto tempo, um fio de lágrimas de cada olho meu ia escorrendo quando ele se aproximou da minha orelha e disse:

- Não chore meu indiozinho, estou aqui agora! - me segurei e só pude dizer uma coisa.

- Por favor, me tira daqui, Ben! - ele foi em direção comigo ainda agarrado em seu peito e pegou minha bolsa, e todos ficaram olhando sem entender muita coisa, por fim conduziu-me até o seu carro.

Entrei com ele no carro e só fiquei olhando pra frente até chegarmos a minha casa sem dizer nada, sabia que se olhasse pra ele ia cair em prantos. Assim que chegamos eu desci e só acenei pra ele entrar também. Esperei ele passar e fechei a porta, pra variar não havia ninguém em casa àquela hora. Decidi começar:

- Por onde andou, Bernardo? Você sumiu por quê? Há quatro anos, longos anos que não te vejo, perdi o contato com você totalmente e agora você aparece do nada? - meu choro simplesmente sumiu.

- Eric, você sabe que o motivo foi meus pais! Eles cortaram todos os acessos que tinha a você, sem falar que me fizeram trocar de email e telefone e tudo quanto foi possível pra não ter mais contato com você! Você mudou de email também dificultando tudo! - tentou se explicar.

- Realmente, mas… eu nunca te esqueci e sabia que você estava lá fora, me procurando… eu sei que é loucura minha mas… - disse aquilo já de olhos marejados.

- Não, não é loucura sua, eu estava, todos os dias pensava em você! Sempre quis esse momento de volta, agora estou aqui e quero uma coisa sua… - falou ele com olhando profundo nos meus olhos.

- Fala amore! Tudo o que você quiser! - disse com intensidade.

- Um copo com água! Estou com sede e ainda mais que cheguei e fui direto pra academia te ver, sua irmã que me falou já que a encontrei aqui! - eu olhei pra ele sem entender nada e gargalhei, só ele pra me fazer rir do jeito dele, fui na inocência pegar a água.

Quando de repente ele estava entre a ilha no meio da cozinha e a mesa vindo lentamente pro meu lado um passo de cada vez. Foi aí que saquei o jogo dele.

- Para Ben, eu sei muito bem o que você tá fazendo! - ele estava vindo bem de vagar, encurralando a presa, com olhar sexy e misterioso que me prendia. - Ben, por favor… você sabe que eu não resisto a… isso… - disse já quase sem fôlego antes dele me encostar.

- Você é muito especial pra mim indiozinho e sempre vai ser… - disse aquilo me puxando pela cintura enquanto sua outra mão atrás da minha nuca me puxava pra um beijo muito intenso que me fazia derreter todo, quando percebi estava agarrado em seu pescoço, novamente sentindo a intensidade do nosso amor de antes de nos separaremOlá pessoinhas! não abandonei o conto não tá! rs' brigado a todos que leram os capitulos até aqui! ty *u*

UmSonho - o tio Valter era chato, mas vai fazer falta

#MisterMiley - tipon o tio Valter uivou pq ela não ia entender nada do que ele falasse, já que estava inconsciente, tipo como se alguém fala com voc em mandarim ia ouvir a pessoa falando mas não ia entender KKKK

Ru/Ruanito - KKK "morram comidos" foi ótimo ahsusah'

Oliveira Dan - Realmente estaria os quites, mas é bom que continuou KK' e tipo a iniciativa foi dos lobos então... e haverá mais ação com certeza, e tipo vc então é realmente um lobo já que fica "no cio" na lua cheia! #N #corre

Roteirista - ty pelo carinho, vou tentar postar rápidamente... minha life é uma loucura...

Edu19>Edu15 - Thanks, espero que continue gostando...

Digo123 - Valeu fofix *u*

Cw - Será? KKK' bom me sinto como um ator de novela só sei o que vai acontecer quando sento pra escrever os próximos capitulos... e ty aew!

contosdahora - HSAUAHhsauahs' ele é de desconfiar mesmo!

hpd - mercy! continue lendo espero que goste!

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Comentários

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Demais cara. volta a postar, quando puder.

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Nao Demore Mais Pelo AmorDe Deus. Ha Achei Que Vc Ia Ficar Com O Nicolas. (Carinha Triste Akii)

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Mto bom ! Sua vida é uma loucura? Isso e pq vc nao viu a munha kkkkkkkkk vamos trocar de vida?

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Humm... Muito bom! Quero ver quem é esse Ben.

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Amei o Bernardo(ai gnt como eu sou clichê,amo todo mundo aff rs) e eu sabia q vc amaria meu comentario que morram comido hahaha

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também acho que sou um lobo... Só que ainda não aprendi a me transformar, neem encontrei minha alcatéia =/ rsrs; Hmmmm não sei porque, mas gostei deste Bernardo (intuição de lobo haha)

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