Meu Amor é Maior Que o Preconceito

Um conto erótico de Daniel Darden
Categoria: Homossexual
Contém 1533 palavras
Data: 29/04/2013 18:15:21
Última revisão: 29/04/2013 18:40:01

Sempre tive momentos bons e coisas boas na vida. Como: uma namorada super gostosa, vinda amigos, balada todos os fins de semana, carro blindado, roupas de grife, relógios de ouro.

E o mais importante, a felicidade e orgulho que a minha família têm por mim por ser um cara bem exemplar e com muita responsabilidade e caráter.

Nunca vi traços para me considerar feio, sou um cara super lindo e gostoso. Tenho olhos e cabelos negros, boca bem carnuda, nariz e orelha perfeita, corpo bem definido, 1 e 80 de altura, pele bem branquinha e a minha barba sempre esta rala.

Enfim, por onde ando arranco suspiro e que falta de educação minha, nem falei meu nome rsrs.

Me chamo Daniel Darden, tenho 18 anos. Sou um playboy mas não daqueles que gostam de se sentir o todo poderoso, o Deus grego que é uma coisa que não existe.

Sempre me comportei normal na escola e no meu dia a dia, pra mim aquela coisa de ficar zoando os nerds, bolsista e homossexual era perda de tempo já que não leva a nada, mas também nem olho e converso com ele.

A história que vou lhes contar se passar quando estava com 16 anos, foi quando descobrir a minha homossexualidade. Eu não culpo a pessoa que favoreceu a isso porque ele não têm culpa. Essa pessoa se chama Linden Risolli, um garotinho meigo e fofo.

Primeiro vou identificar como ele era antes. Meio que achei ele bem feio, tinha os olhos amarelos com o fundo vermelhos; careca, a cabeça bem lisa; só a boca dele que era bem bonitinha, tinha os lábios bem rosados e carnudos; a pele dele era muito branca e cheia de manchas; 1 e 55 de altura; magrelo e a voz muito fina.

Um garotinho pobre que morava com a Vô, a sua mãe era uma prostituta que maltratava ele e o seu pai um ladrão barato que foi morto pela polícia, até a minha casa já tentou roubar.

Na verdade não conheci o Linden de uma forma passageira, igual quando vemos as pessoas andando na rua.

Eu me aproximei dele a pedido do meu pai, achei meio que estranho ele está pedindo pra mim se aproximar dele, fiquei sem entender.

Só passei a entender quando ele me explicou o motivo maior. O meu pai me disse uma coisa que me surpreendeu muito, uma coisa que não imaginava que o Linden tinha.

Aids, isso é o que ele têm, no momento não queria me aproximar dele com medo de também pegar a doença.

Qualquer um teria medo, mas tive pena de vê-lo em um estado crítico e sem a companhia de alguém, era péssimo aquilo, era como se o mundo tivesse o culpado por toda as falhas humanas.

Tudo começa em um dia muito frio em Porto Alegre, nas ruas todas as pessoas andavam bem agasalhadas, ventava e o céu estava todo nublado.

Cheguei na escola as 6 e 46, todos estavam no refeitório tomando chocolate quente, me sentei perto deles os comprimentandos com apertos de mãos.

Logo eles começaram a fazer fofoca como as nossas mães fazem quando está no salão arrumando os cabelos.

Nesse ano teve uma epidemia de bolsista na escola, que virou uma zona de guerra entre eles e senhores riquinhos.

Vê as brigas entre eles pra mim era uma coisa patética, uma coisa que não resolveria as coisas nessa escola, que fica se dando o trabalho de alimentar a briga trazendo mais bolsista.

Eu odiava essa escola particular, já havia pedido várias vezes para o meu pai me tirar dela, mas ele sempre diz: "você é uns dos melhores, não pode sair desse jeito".

Francamente, né? A escola está lotada de gente como a minha personalidade, mas que se escondem atrás das máscara.

— Olha ali pessoal! — Disse uns deles — O senhor esquisito!

Ele se referia ao Linden, que passava lentamente com as suas muletas. Ele nos olhou com com uma expressão seria no seu rosto infantil.

Me levantei e o seguir, mas não sabia o que fala pra ele quando me aproximar. O que dizer? Várias perguntas sugiram em minha mente.

Linden para e passou a observar a janela da biblioteca. Ele até se segurava firme nas muletas para ver o que há la dentro.

Cheguei perto dele e a única coisa que sairia seria um oi e qual é seu nome.

— Oi — Disse de uma forma bem educada para não assusta-lo.

Ele se virou e se desequilibrou das muletas quase caído para trás. Depois de se recuperar do susto e ele reparou todo o meu rosto e corpo.

Fiz o possível para não olhar nos olhos dele, porque dava um certo medo. Mas não resistir e olhei, os seus olhos amarelos estavam brilhando de uma forma assustadora.

— Oi — Fui tirado dos meus desvaneios com uma foz fina.

— Está tudo bem com você? — Ele olhou para o vazio e depois olhou para mim meio confuso.

Eu devia estar lhe assustando, pelo que sei era o único que lhe dirigia a palavra nessa escola sem o ofender.

— Estou — Ele respondeu olhando para o chão.

— Como você se chamou? — Inclinou a cabeça pra mim e se segurou mais firme nas muletas.

— Linden.

Uma expressão de felicidade formou no seu rosto. As suas buchechas ficaram rosadas. O vento frio passou por nós e todo o seu corpo se estremeceu.

Ele apenas vestia uma camisa branca e um bermuda laranjada. Eu vestia uma blusa verde florescente por cima e uma outra branca por baixo.

Retirei a de cima e quando peguei em seus braços, estava muito gelado. Que vida! Estou puxando o lado bonzinho do meu pai.

— Não precisa — Ele disse.

— Você está com frio! Eu insisto! — Com pouco prazo vestir a blusa nele.

— Eu sei o seu nome, você é o Daniel, certo?

— Sou sim — Disse com um sorriso ardente.

— Obrigado! — Ele disse todo meigo.

Ele era bem fofo, ainda tinha felicidade no seu rosto. Não parecia ser um garoto doente, e sim um garoto cheio de saúde. Os seus lábios carnudos me lembrava um grande amigo.

Um amigo que me ensinou a ser o grande rapaz, em que os meus pais têm orgulho de fala: "esse é o meu filho". E não só eles, toda a minha família.

Se todos têm orgulho de mim, devo tudo ao Alexandre. Um grande amigo que tive, ele só era bem mais velho do que eu. Ele morreu com um tumor na cabeça.

O rosto redondo de Linden era igual ao dele, até os lábios rosados e carnudos.

— Por quê você quer ser o meu amigo?

Linden me tirou dos meus desvaneios com uma pergunta que não tinha resposta. Eu não sabia o que responder, por alguns segundos houve um silêncio entre nós.

— Ok — Ele quebrou o gelo — Era o que pensava — Ele disse balançando a cabeça.

— O que você pensava?

— Pena, como todos onde moro, você senti pena de mim.

O meu coração se disparou e doeu ao ouvi aquilo dele. Ele não era burro, era bem esperto. Eu não devia ter chegado do jeito que cheguei.

— Linden! Espera! — Peguei em seu ombro e ele parou.

— Eu quero ser o seu amigo, de verdade — Ele me olhou com tristeza nos olhos.

Tudo o que dizia eram verdades. Havia me encantado com o seu jeito fofo, meigo e carismático, a sua tranquilidade, a sua voz, o seu sorriso.

Nunca havia conhecido um garoto como ele, onde vivia não se conhecia alguém assim, até parecia um anjo que havia caído do céu.

Naquele dia formou uma grande amizade entre nós. No tempo em,que pode, estava ao seu lado. No fim daquela manhã fria, nos despedimos mas ele teve a coragem de fazer uma coisa que me deixou um pouco desconfortável.

O Linden teve a audácia de me beijar na bochecha, no corredor da escola lotado. A minha sorte foi que ninguém havia percebido, só os que estavam próximo me olharam com aquele olhar estranho.

Entrei em casa com um sorriso no rosto. Estranhava os meus sentimentos mais uma vez, o jeito meigo e carismático do Linden não saia da minha cabeça, até mesmo o beijo gelado na bochecha e o abraço.

Fui para o meu quarto e antes de ir para o banheiro, olhei a foto do meu grande amigo. O seu rosto era bem redondo, olhos verdes, cabelos negros, da mesma altura minha e a mesma massa corporal.

O dia de sua morte foi um dia horrível para as duas famílias, todos anos era jogados rosas em seu memorial que ficava na casa de sua família, esse dia estava se aproximando.

Entrei no banheiro e retirei a minha camisa, tinha um perfume muito cheiroso impregnado, um perfume que não era meu. Cheirei a camisa e logo me lembrei do meu abraço com o Linden. Esse cheiro tão gostoso era dele.

Como o prometido, o primeiro capítulo postado. E respondendo á algumas perguntas: sem o Linden eu não vivo, ele ainda está vivo e nós continuamos juntos. Essa conta era dele mas o proibir de acessa esse site erótico porque ele ainda está com 14 anos, mas isso não adiantou muito pois ele já voltou. Agradeço a todos que leram.

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Comentários

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AMEIIIIII,isso mesmo,se no mundo ouvesse mais pessoas como vc,entao haveria paz,Amo vc eo Linden,a ele e vc um forte ABRAÇO

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Gostei, acho legal ler historias romanticas, ja estou farto dos contos praticamente identicos aqui do site, mas gostei do seu.

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Uau, esse conto vau ser bem interessante. Esperando outros capitulos, 10

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Eu já tenho 18. O conto que o Linden esta postando é o Hekinoshi. Obrigado por ler Lipe.

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nosa hashahsh e voce ta com quantos anos? e qual os contos que o liden posta?

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