Politicamente Incorreto - Capítulo 5

Um conto erótico de Mr. Characters
Categoria: Homossexual
Contém 1164 palavras
Data: 26/01/2013 00:49:55

Ele se aproximou de mim. Com a voz de um pai que repreende o filho por um grave erro, me disse:

_Não sei como você convenceu o Bernardo, mas nós não trabalhamos assim. Isso está muito errado. Propina e promessa de cargos nunca aconteceram aqui. Esse é o caminho errado._ Ele esbravejou e foi embora.

Não havia clichês o suficiente para descrever aquele momento. Uma facada nas costas, um tapa de luva, quebrar as pernas. Nada descrevia. Ele havia jurado que não escondia nada. E eu precisava, ou melhor, preciso acreditar nos meus clientes.

Capítulo 5

Agora os poucos que ainda estavam ali já se despediam. E ele estava lá, magnífico em sua mesa, seu gabinete, seu espaço. Fiz menção de apressar para que fossem embora. Não tinha estrutura para ter calma ou paciência naquele momento. Tinha sido atingido da pior maneira possível. Entretanto, não acabaria assim. Quando o último saiu, tranquei a porta.

_Comemoração particular?_ Ele arriscou. Péssima hora para uma cantada, se é que isso poderia ser chamado assim. Queria voar pra cima dele.

_Você disse que jogava limpo, mas claro você é político!_ Disse já exaltado. Sua expressão mudou, o sorriso sumiu.

Ele ficou em pé também. Tirou um envelope de dentro da gaveta e jogou sobre a mesa.

_O que queria que fizesse?_

Abri. Dentro tinham fotos suas beijando um gogo-boy qualquer – afinal, eles são todos iguais, umas montanhas de músculos! Naquele momento meu estomago embrulhou. Ficava enjoado quando pessoas que eu passava a confiar me decepcionavam. E ver aquele beijo dobrou meu enjoo. Não tinha palavras. Mesmo com todos os nossos embates, aquele fora o primeiro que fiquei desarmado.

_O vereador que me flagrou estava me chantageando. O que eu iria fazer? Precisava parar isso._ Tentou explicar, por vezes gaguejando.

Não conseguia parar de olhar aquelas fotos e sentir nojo. Mas eu precisava. Me recompor. Soltei-as de volta sobre a mesa.

_Eu perguntei se existia alguma coisa a mais!_ Disse me virando na direção da porta.

Pude sentir quando ele contornou a porta e ficou atrás de mim.

_Você acha que adiantaria te contar. Política é um mundo ordinário. Você não seria páreo._

Virei para ele.

_Vai dizer que queria me proteger?_ Ironizei e crispei o rosto fazendo pose de espanto. _E você foi páreo?_ Questionei. _Cedendo à chantagem você foi páreo? Abriu a porta para outras e mais outras que virão. Mas isso ainda não é nada. Eu confio nos meus clientes. Eu confiei em você. “Eu jogo limpo!”_

_Sabe que não sou este tipo de cara. Um mentiroso. Não foi minha intenção._ Ele deu um passo à frente. _Você não costuma abandonar seus clientes depois de um erro?_ Perguntou olhando firme em meus olhos.

_Não acredito que perguntou isso. Que apelação mais barata!_ Agora minha fúria estava nítida. Olhei-o com indignação, chegando mais perto.

_Posso corrigir._ Ele foi se aproximando, seu calor estava mais perto. Sua respiração ofegante, seu ar. _Não quero que você me abandone depois desse erro.

Senti quando os lábios dele tocaram os meus. Devagar, mas com força. Uma espécie de pré-beijo, que no meio eu só pude balbuciar, um insignificante:

_Não!_

E sua boca invadiu a minha, quente e poderosa me desbravando. Um beijo avassalador. Suas mãos me seguravam forte, me conduziam firme, me apertavam com pressa. Sem pudor suas mãos na minha bunda, quase me tiravam do chão. Era um amasso de necessidade. Uma fome guardada há dias. Uma atração que havia sido solta da jaula que estava presa.

Sentia seu membro duro dentro das calças, querendo sair, me invadir. Eu queria ser invadido. Ele me puxou, jogou tudo que estava em cima da mesa no chão. E como numa parada no tempo, carinhosamente abriu minha camisa. Tirei minhas calças. E não tão calmo quanto ele, ajudei-o a despir. Seu corpo era lindo, definido, tudo na medida perfeita. Ele recostou-se na mesa, me beijou selvagem e carinhosamente. Depois disse:

_Me chupa! Preciso sentir sua boca._

Obedeci, queria percorrer com a boca todo aquele corpo, mas aquele mastro em riste me chamava. Abocanhei guloso. Não havia técnica com a qual se preocupar. Ele gemeu e isso foi um combustível que me fez engolir seu pau com mais vontade. Sugava tudo que podia, que delícia! Em meio a gemidos, ele pediu que eu parasse, não queria gozar naquela hora. Segundo ele me disse:

_Te quero inteiro! Me dá essa bundinha._ Ele pediu ofegante.

Parei de chupá-lo. Não queria, por mim eternizaria aquele momento. Mas sabia que o que viria seria melhor. Coloquei-me sobre a mesa como frango assado e pude sentir sua língua me invadir. Que delícia! Ele tinha maestria, me fazia ter espasmos de prazer e tesão. Eu não aguentava, pedi:

_Me come, por favor, me come!_

Ele sabia que era a hora. Sacou com pressa uma camisinha e veio por cima de mim. Me cobriu apontando aquele membro apressado na porta do meu anelzinho. Me beijou de novo e sussurrou em meu ouvido:

_Se doer, pede que eu faço com carinho, gostoso!_

_Mete!_ Solicitei com urgência.

Ele forçou e a cabeça entrou. A dor não era nada, eu queria ele todo dentro de mim. Com pressa ele enfiou tudo. Gemi alto, era bom demais. Ele me calou com um beijo.

_Vai, me fode!_ Pedi.

Ele socava forte, intenso. Cada estocada me deixava em êxtase. Quando não aguentava mais, estava prestes a gozar, senti que ele também. Seu pau inchou dentro de mim, ficou maior que o que já era. Seu corpo estremeceu, petrificou. Gememos alto. Gozamos juntos. Beijamos.

Quando enfim recobrei a consciência, o cheiro de sexo empesteava o ambiente, como se nos obrigasse a não sair daquele transe. Ele veio, deitou em cima de mim, na mesa mesmo. Passou a mão em meu rosto, e disse:

_Eu te quero, sempre!_

Fechei os olhos, deitado em seu peito. Quando disse que política era um caminho sem volta, talvez nem eu tivesse noção de o que seria no meu caso. Sabia que o que estava fazendo era errado, em todas as proporções que a palavra errado pudesse atingir. Decidi:

_Preciso ir!_

Ele segurou minha mão.

_Dorme comigo... Escondido?_ Sussurrou.

_Tenho que ir._ E fui. Sem beijo, sem olhar, sem nada.

Uma explosão de pensamentos era o que eu tinha antes. Agora era um tsunami. Passei pelo motorista, ele entendeu que iríamos embora. Entretanto não pude deixar de perceber a sua cara de “eu sei o que você fez no verão passado!”. Meu Deus! Que vergonha, pensei.

Eu era o ser humano mais burro do universo.

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Gente, meu muito obrigado a quem está acompanhando. E minhas sinceras desculpas pelo espaço entre uma postagem e outra, mas é que realmente não tenho nada de tempo para postar, nem mesmo para escrever.

Continuem lendo, e comentando. Críticas, opiniões e sugestões são sempre aceitas!

Até mais,

Próximo capítulo:

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