Foi há muito tempo - parte 6 (final)

Um conto erótico de Marcos
Categoria: Homossexual
Contém 3064 palavras
Data: 11/12/2012 16:09:18
Assuntos: Gay, gays, Homossexual

marcosantares2012@gmail.com

Estou aqui de volta para concluir parte da minha vida, que contei a vocês. Quero pedir aos que estão me lendo pela primeira vez que leiam desde o início para poderem entender. Aos que já leram todas as anteriores, agradeço a paciência de todos e o carinho com que vocês leram esta minha história. Espero que tenham gostado. Quem quiser me escrever tem o meu email e eu gostaria muito.

Foi há muito tempo - parte 6 (final()

Depois de, praticamente ter-se desculpado comigo, Ricardo vai embora, me deixando sozinho com o Rui. O Rui me leva para o seu quarto, me despe, como sempre, só que desta vez mais afoito, mais apressado. Um ímpeto juvenil, naquele momento. Naquele dia me usa de todas as formas. Fico de bruços a pedido dele, depois ele vem comigo de frente, de frango assado, me come com suas mãos amassando meus peitinhos, me beija a boca seguidas vezes. Por conta do seu movimento o seu pau entra todo, todo mesmo e, por mais que eu esteja acostumado com ele, dói um pouco, por conta da fúria com que o Rui coloca. O Rui percebe e isto acaba se tornando estímulo para que ele continue, cada vez socando mais forte. Ele goza dentro do meu cuzinho, depois de se lavar goza novamente, agora na minha boca, ordenando que eu engula. Depois disso descansa, até tira um cochilo. Desperta, coloca seu braço por debaixo do meu pescoço, me puxando para perto.

- Nunca fui corno, Ma! Mas agora, a ideia de estar dividindo você com meu irmão me excita!

Vou falar pra ele que ainda não decidi nada, que não sei o que fazer, mas ele me impede. Continua falando, martelando sempre na mesma tecla de como é nossa relação. Fala que a base dela é o sexo, explica mais uma vez a singularidade do que vivemos. Não é um namoro comum. Se não tiver o sexo não existe a relação, que sempre devemos estar armando joguinhos para que o sexo floresça. Eu só ouço, agora não argumento e o Rui continua explanando, dizendo agora de mim, querendo captar minhas reações, novamente afirmando que o que eu gosto mesmo é de pau, por isso que eu dei para o primeiro, para o Carlos, pela forma que ele fazia. Que no segundo, que eu nem me lembro o nome - não me lembro mesmo - eu não gostei, por isso nem repeti. Que com ele eu gostava, adorava porque não teve nenhuma vez que eu fui pra cama e que ele negou fogo. Que todas as vezes me comeu.

- Nem com a minha esposa eu fazia isso, Ma! Era uma vez só, rapidinha e pronto. Com você a gente trepa uma vez, duas, trepa tanto até que eu fico extenuado, que você fica todo assado. Porque não é somente um sexozinho, é a sacanagem que fazemos aqui. É disso que você gosta, não é? ele pergunta! É a sacanagem, a forma com que eu te como! E se a gente não apimentar esta sacanagem, até isso vira rotina! E daí tudo acaba! Se tudo for sempre igual, igual, eu canso de você e você cansa de mim! Eu acabo arrumando outra pessoa e você acaba encontrando outro pau!

Não pronuncio qualquer palavra, apenas fico pensando. No fundo o Rui tem razão. Por sermos homens cultos, educados - modéstia a parte somos sim - estávamos caminhando para a rotina, mas mesmo assim eu ainda não sabia de nada, não tinha decidido nada, não sabia de o caminho escolhido pelo Rui era o correto.

Saio da sua casa com as palavras dele na minha cabeça, nos dias seguintes fico pensando, pensando. As vezes me surpreendo com o telefone na mão, para ligar para o Rui mas acabo não fazendo. A decisão teria que ser minha, só minha. Estava em jogo, evidentemente, a minha relação com o Rui, mas também o que eu queria para mim, o que representava estes momentos, esta terça sim, terça não que eu passava na casa dele. Também eu vivia um momento diferente na minha vida. Meu filho tinha entrado no curso de Engenharia numa cidade do Vale do Paraíba. Minha esposa foi com ele, para auxiliá-lo lá e eu ficava sozinho toda a semana em casa. As vezes até no final de semana, quando eu não tinha condições de ir para lá e nem eles de virem para São Paulo.

Mil coisas me passavam na cabeça. Mil alternativas. Atender ao desejo do Rui, ir levando aquela brincadeira até onde desse. Se, depois ficasse ruim para mim, eu podia perfeitamente desistir. Outra hipótese seria a de parar com tudo, ficar sozinho em casa e pronto, mas aí eu percebia que o Rui tinha razão. Eu gostava de pau, muitas vezes me pegava excitado me lembrando das transas, muitas vezes desejoso para que chegasse logo a terça-feira para receber o pau do Rui. Seria somente o pau do Rui que eu queria? Muita vezes eu achava que não, muitas vezes eu queria dar naquele dia, fosse para quem fosse, mas dar. Lia contos e me masturbava. Assistia filmes e me masturbava. Imaginava, lembrava me masturbando. Via anúncios de garotos de programa e ficava tentado a ir ao encontro de um desses. Desistia depois de me masturbar novamente, por achar que o garoto de programa iria transar comigo maquinalmente, como aquele, o segundo, um dia fez comigo.

Um dia recebo a ligação do Ricardo. Ele pergunta se pode tomar um café comigo, queria se explicar. Eu acabo aceitando. Primeiro ele se desculpa porque acha que o Rui está forçando um pouco a barra. Eu até justifico a posição do Rui. O Ricardo então fala dele. Fala que sempre foi um juiz correto, enérgico até e que nunca teve este tipo de aventuras. Nem com mulheres, ele diz. Fala do seu tempo de casado, que há anos não transa com a esposa. Que no início repreendeu o Rui da relação que ele tinha comigo. Que, depois que me conheceu, começou a entender o seu irmão. Não só a entender, a invejar. Que o Rui resolveu dar um gás novo para a sua vida, que eu fui o responsável disso.

- O Rui gosta muito de você, Marcos!

Continua falando, falando, sempre me elogiando. Diz que o certo seria para ele encontrar uma pessoa fora do seu casamento que fizesse com que ele desse uma reanimada na vida pacata que tinha. Que primeiro tinha achado uma loucura o seu irmão estar com um homem, quando podia muito bem achar uma mulher gostosa. Mas que depois entendeu que esta mulher iria exigir outras coisas do Rui e finalmente caiu a ficha. Que o Rui tinha encontrado alguém ideal, alguém que não dependesse financeiramente e que lhe proporcionasse sexo. O Rui adora transar com você, ele fala. Então que ele, entendendo o irmão, pensou em seguir a mesma formula. Até na internet, onde ele te conheceu, eu fiquei pesquisando, mas nunca encontrei ninguém interessante. as vezes uma bichinha afeminada, outras vezes uns caras incultos, que poderiam trazer problemas, ele continua falando. Replico, dizendo que na nossa relação, o Rui me faz de mulher e ele sorri dizendo que sabe disso, e é por isso o encanto.

- Você não é bicha, não é afeminado, como eu vejo estes travestis na televisão! Tem alma feminina! Do que o Rui me conta, você tem alma feminina! O Rui me diz que não te faz de mulherzinha não, que você na hora é a mulherzinha dele, que isto acontece naturalmente! Tudo isso foi aumentando o meu desejo por você, Marcos, tudo isso! O Rui, me falando da felicidade dele foi plantando dentro de mim um desejo por você! Um dia eu falei isso para o meu irmão e ele não gostou, ficou com ciúmes! Verdade, ficou com ciúmes, pode acreditar! Eu pedi desculpas e fiquei me explicando! No fim, se foi ele o responsável por colocar em mim o desejo por você, por outro, eu que encasquetei a ele minha vontade de ter você, nem que seja por uma única vez!

Eu somente ouvia, sem saber bem o que falar, estava com um homem que dizia ter tesão por mim, por tudo o que ouvia o seu irmão falar a meu respeito.

- O Rui me contou que você teve uma pessoa, um taxista, que fez com que você descobrisse todo o seu desejo! Eu gostaria muito que você fosse agora o meu primeiro, que me fizesse descobrir um novo mundo!

Eu agradeci a ele a forma polida, educada com que ele me falava. Era gostoso ver um homem fazer este tipo de confissão para comigo. Mas não dei nenhuma resposta. ainda precisava clarear minhas ideias. Não disse não mas também não o desencorajei. Nos despedimos e a noite, sozinho, na minha casa eu me masturbei violentamente pensando em transar com o Ricardo. Se no dia seguinte ele me ligasse, eu diria sim, mas ele não ligou. Quem ligou, finalmente, dois dias depois foi o Rui perguntando como eu estava, uma conversa normal, até que perguntou sobre o meu café com o Ricardo. Eu engasguei na hora, então ele estava sabendo.

- Fiquei com ciúmes quando soube! Meu irmão me contou somente depois! Perguntei se tinha acontecido alguma coisa, se ele tinha saído com você e ele me disse que não! Vocês saíram? Vocês saíram?

- Não, Rui, a gente só tomou um café!

- Eu fiquei morto de ciúmes quando soube disso! Mas fiquei muito excitado também! Este meu irmão saiu melhor que a encomenda! Ficou com vontade de sair? Ficou?

Eu quieto, sem saber o que responder ao Rui e ele torna a perguntar:

- Ficou com vontade? Fale a verdade? Fale!

Respiro fundo e digo:

- Seu irmão é um homem envolvente!

- Esta terça-feira então é dele! E desliga o telefone.

Chega afinal a terça e eu querendo não querendo, chego a casa do Rui. É o Ricardo quem abre a porta e me avisa, na porta, para me dar uma chance de recuar:

- O Rui não está!

Eu entro sem muito saber o que dizer e ele repete, o Rui não está! Eu olho para o Ricardo e falo: tudo bem então! O Ricardo me olha fixamente, e me dá um sorriso falando: que bom! Que bom! Mas fica sem saber o que fazer, ele não sabe como se aproximar. Não sabe bem como conduzir.

- Quer tomar um banho? Está quente!

Decido que se estou na chuva devo me olhar. Falo para o Ricardo: melhor tomar um banho no banheiro do quarto. Pego na sua mão. No quarto eu falo que nós dois estamos tremendo, nos dois estamos tímidos e ele concorda. Abro uns botões da minha camisa, me exibindo e ele, parado, me olhando. Seguro na sua mão e levo-a para os meus botões, pedindo que ele termine de abrir minha camisa. São mãos tremulas que tocam os botões. Eu tenho que agir, também abro sua camisa e acaricio aquele peito peludo, falo para ele, se vamos fazer isso, vamos fazer gostoso então!

No instante seguinte estamos nos beijando, a língua dele ainda desajeitada, invade a minha boca e seus braços me enlaçam, assumindo daqui por diante a posição de macho. Começa a me desnudar rapidamente e eu também faço isso com ele. Minha mão toca, afinal, seu negocio por dentro da sua cueca. Duro, muito duro, sem pele e um pouco maior que o do Rui. Viagra, ele fala, o Rui me recomendou Viagra.

Não tomamos banho, pelados nos deitamos na cama do Rui e eu fui por cima, segurando aquele pinto e depois colocando na minha boca enquanto a mão dele deslizava as minhas costas e ia, rumo certeiro para minha bunda. Ficou acariciando, apertando, apalpando até que entra no meu rego e toca o meu buraquinho, dizendo: como você é gostoso! E depois corrige: gostosa, gostosa, gostosa a mulher do meu irmão!

Paro de chupar o pinto do Ricardo, naquele estado que estava se eu continuasse ele gozaria logo. Fico me roçando, roçando, me insinuando, me exibindo, me oferecendo a ele. Ele fala:

- Quero amassar você, sarrear você! Mas depois, depois. Agora eu quero é comer você. Quero comer seu cu! Deixa eu comer seu cú, Ma! Deixa eu comer!

Deito de bruços, expondo minha bunda gorda. Depois levanto meu bumbum e fico de quatro. O Rui vem por trás falando para eu desculpa-lo porque é desajeitado. Faz anos que não como um cú, Ma. Nem sei maias como fazer isso. Se eu for desajeitado me fale. Sai um pouco, a procura de uma camisinha e eu digo que não precisa. Se ele está tanto tempo sem fazer isso, não há risco. Só saio com o Rui, eu informo e passo no seu pinto um creme e peço que ele faça isso também em mim. Seu dedo, apressado e um pouco inábil entra e depois unta também toda a portinha. A cabeça descoberta do Ricardo encosta, eu relaxo, faço movimentos para fora e jogo minha bunda um pouco em direção a ele. A ponta entra e eu peço para ele parar um pouco, não pela dor, mas para ele se acostumar a se controlar. Depois peço para ele enfiar mais um pouquinho e ele dosa mal estes movimentos fazendo toda a cabeça entrar.

- Nossa, Ma, toda a cabeça entrou! Toda a cabeça entrou!

Eu jogo minha bunda um pouco mais para trás e ele começa a entrar em mim, bem devagarzinho, tomando o cuidado para não me machucar. Vai entrando, entrando, entrando gostoso, eu sentindo um pau mais grosso, uma dorzinha gostosa, o pinto entrando, entrando e os pelos, então, encostando na minha bunda. Viro meu rosto para ele, dou um sorriso e coloco minha cabeça encostada no travesseiro pedindo: me fode, Ricardo!

Ricardo tira todo o pauzão dentro do meu cu e depois empurra rapidamente. Segura a minha cintura e fica repetindo estes movimentos. De repente começa a urrar e sinto um jato de esperma me invadir. Seus dedos esmagam minha cintura, ele empurra a sua barriga como se quisesse que todo o seu corpo entrasse dentro de mim. Goza tudo dentro e espera amolecer. Daí tira e parte do seu esperma começa a sair também. Eu ainda fico um pouco naquela posição para que ele veja como ficou. Ele abre bem minha bunda vendo meu cuzinho todo aberto e parte do seu liquido saindo. Depois deita ao meu lado, me puxa para perto, me beija e fala, obrigado, Ma!

A gente descansava um bom tempo, eu fico aninhado a ele com a minha mão no seu pinto. Foi gostoso, eu penso e percebo, depois de vários minutos, que o seu pau volta a vida. Agora sou eu que vou por cima dele, quem tomo a iniciativa de beija-lo. O pinto bate na minha bunda, duro novamente. E toda a tarde eu fico com o Ricardo, transando com ele, na cama novamente, no chuveiro, comigo em pé e ele por trás, debruçado no encosto do sofá. No finzinho da tarde estou com meu cuzinho todo arrombado e o pau dele dolorido, vermelho. Antes de ir embora trocamos um beijo e eu ainda brinco: não sabia que tinha um cunhado assim tão gostoso!

Na quarta feira o Rui quer falar comigo. E eu vou para a casa dele depois do meu expediente. A primeira coisa que ele faz é me tirar toda a roupa e me colocar debruçado na mesa da sua sala de jantar. Examina meu cuzinho e fala: aproveitou bem, né? Aproveitou bem ontem, né sua cadelinha? Recebo uns tapas na bunda com ele repetindo: me corneou a vontade ontem! O Ricardo me contou tudo o que vocês fizeram!

Passo a noite toda na casa do Rui, durmo com ele. Na manhãzinha de quinta ele me come mais uma vez antes de eu ir pro trabalho. Na sexta eu fico em casa aguardando minha família. Na segunda próxima eu recebo um telefonema do Ricardo, dizendo estar com saudades. E me liga toda a semana, até que chega a terça-feira da semana seguinte e eu fico com o Rui, que entre uma transa - foda, ele diz - e outra, faz o papel do enciumado. Na quarta ele me chama e vou na sua casa. O Ricardo está lá, agora, junto com o Rui.

- Não é pra eu escolher entre os dois não? falo tentando brincar. Eles caem na gargalhada e o Rui fala: é o meu irmão, não aguenta mais de saudade! A gente bebe um vinho, se descontrai. Começamos os três a transar na sala mesmo, todos nus, pelados, os dois irmão me disputando, e disputando entre si qual o melhor macho, qual o que me dá mais prazer. A noite toda me comem. Se meu cuzinho já tava todo delicado por conta da noite passada, ficou num estado lastimável.

Continuo terça-feira sim, terça não me encontrando com o Rui, na casa dele. As vezes, poucas vezes o Ricardo está lá e fazemos os três. Outras vezes o Ricardo me liga pedindo para me encontrar e quase sempre eu vou. Não são todas as vezes que eu conto para o Rui disso. Deixo que ele fique desconfiado que eu o estou traindo, as escondidas. O Rui fica uma graça enciumado. fica bravo, muito bravo, me chama das coisas que um homem traído chama, de puta, biscate, safada. E depois se vinga na cama. Ele fica maravilhoso, viril - mais do que nunca - quando descobre que em determinado dia eu sai com o Ricardo e não avisei a ele e nem pedi permissão. Por outro lado, para o Ricardo é extremamente excitante saber que ele está chifrando o seu irmão, às escondidas e também saber que seu irmão fica muito bravo quando descobre isso, mas que, no final das contas, aceita.

Eu me divirto muito com isso, me delicio muito, gozo imensamente em saber que tenho dois irmãos gostosos, viris à minha disposição. Já ouve umas ocasiões que eu perdi o medo do desconhecido e acabei saindo com outros, ou seja, traindo os dois ao mesmo tempo. E confesso que foi muito bom, bom mesmo, de forma que tenho repetido isso, cada vez com mais constância. Não que o Rui ou o Ricardo não deem conta do recado, faço isso apenas porque é gostoso, porque quero experimentar outros, diferentes.

Isso eu nunca contei para eles. Certas coisas não devem ser confessadas. Mas isso é outra história, que um dia eu conto.

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Comentários

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òtimo! Rui encontrou uma excelente solução pra dar mais vida à relação e pra te libertar de vez de seu acanhamento!

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Quando eles souberem dessas saidinhas '-' , mas concordo contigo, eles já deixaram claro que só querem te foder, então foder com outros sim! hahahahaha. Me deu uma raiva quando o Rui fica dizendo que você queria só o pênis dele (Affffff U.u). Adorei sue conto, poderia contar mais!

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Gosteii, seu conto e muito bem escrito.

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