Lírios ao vento 5

Um conto erótico de Silver Sunlight
Categoria: Homossexual
Contém 998 palavras
Data: 24/12/2012 16:32:07

Estamos nos aproximando do fim... :/

Vou tentar escrever os últimos capítulos hj e posto amanhã... ;)

BOA LEITURA, AMORES!

silver.sunlight@live.com

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Brasil. Meu querido e amado Rio de Janeiro. Estava em casa novamente. Antes de assustar a família com a minha chegada, fui ao cemitério.

(Dominicky) – Obrigado, papai! Eu tenho tanto a te agradecer. O senhor sempre será o meu exemplo. Eu te amo.

Depositei um ramalhete de lírios sobre o sepulcro e fiquei parado, perdido em minhas lembranças.

(Augusto) – Tenho certeza de que ele sente orgulho de você!

Aquela voz era familiar. Meu coração apertou-se e eu não tinha coragem para me virar e encara-lo. Ameacei chorar, mas engoli meus sentimentos e vesti-me de uma frieza assustadora.

(Dominicky) – Como vai sr Lopes Prado?

(Augusto) – Por favor, deixe o formalismo para outra época Dom. Fico feliz de encontra-lo aqui. Tenho que lhe pedir desculpas. Fui injusto com você e permiti que sua avó me envenenasse. Perdoe-me. Você não soube, mas após o escândalo que ela fez em sua casa eu pedi o divórcio. Ela era um monstro e continua sendo. Como eu fui cego! Como eu fui estúpido! Perdoe-me, meu anjo! Fui à sua casa, mas Marina me disse que você estava viajando. Vim deixar algumas flores no túmulo e fico feliz por te encontrar.

(Dominicky) – É melhor deixarmos isso tudo para trás! Minha família não sabe que retornei. Vim fazer uma surpresa! Cansei de ser fraco.

(Augusto) – Engane-se, meu neto. Você nunca foi fraco! Você é a pessoa mais corajosa que conheço! Enfrentou sua avó, seu primo e, pelo o que soube, uma bruta decepção amorosa. Acalme-se porque não o irei torturar. Quero pedir-lhe um favor. Permite-me visita-lo logo mais? Tenho que lhe dar uma recordação, algo que pode mudar sua vida, mas não estou com ela aqui.

(Dominicky) – Tudo bem! Mas não tente nenhuma gracinha. Não terei misericórdia de mais ninguém que tentar atrapalhar a minha vida.

(Augusto) – Como quiser!

Deixei-o próximo ao túmulo e dirigi-me para minha casa. Saudades das minhas meninas.

(Dominicky) – MAS SERÁ POSSÍVEL QUE NÃO HÁ UMA ALMA VIVA DENTRO DESTA CASA?!

O meu grito ecoou pela casa, trazendo todos os presentes em direção à sala.

(Paula) – Papai! O senhor voltou!

(Andressa) – Dom, seu ordinário, você chega sem avisar. Quero te bater e muito!

(Nanda) – Menino, que bom que está em casa!

(Dominicky) – Que saudades de todas vocês! Onde está minha mãe, Nanda?

(Nanda) – A senhora Montefiore está na empresa!

(Dominicky) – E você?! Não deveria estar trabalhando?!

(Andressa) – Férias, meu bom e velho Dom! Férias!

(Paula) – Pai, o seu cabelo está lindo!

(Andressa) – Aliás, você está todo lindo! O que aconteceu em Londres, hein?! Isso me cheira a…

(Dominicky) – Amor próprio! Isso cheira a amor próprio!

(Andressa) – Sei. Amor próprio.

Fomos conversar no jardim. Contei às meninas as novidades e tudo mais. Ficamos descansando e jogando conversa fora até que minha mãe chegou. Nem tem como eu descrever a surpresa dela a me ver. Ela havia me visto com sobrepeso por causada separação e ficou feliz o me ver com um corpo saudável e muito bonito. Eu sei que sou humilde. Não precisam dizer!

Ao cair da noite, meu avô me procurou. Convidei-o a irmos ao escritório. Não queria que ele aprontasse nada. Tenho medo!

(Augusto) – Tome! Abra, leia e depois me questione!

Tomei de suas mãos uma caixa de joalheria preta. Era semelhante às caixas usadas para colocar cordões e gargantilhas. Abri e deparei-me com uma corrente de ouro com um pingente de ametista em forma de coração. Havia um bilhete nela. Era do meu pai. Era a caligrafia dele.

“Querido Dom,

Não posso expressar a alegria que tenho ao olhar pra você, meu filho. Tu és tudo o que sempre desejei. Amável, jovial e muito perspicaz. Você é idêntico a mim, mas com a vivacidade de sua mãe. Neste aniversário, desejo-te toda a felicidade deste mundo! Este cordão contém uma ametista, pedra preciosa usada por alguns povos para espantar maus pensamentos. Já que você ama a simbologia, este presente o ajudará a se livrar das más essências. Cultive sempre o bem!

Com amor!

Henrique Lopes Prado.”

Eu não conseguia falar nada. Aquele era o meu presente de aniversário. Ele havia comprado antes de eu o matar. Minha culpa crescia incansavelmente. Meu choro desesperado correu por toda a casa. Minha mãe e Andressa entraram apavoradas no escritório.

(Marina) – O que você fez seu monstro?

(Augusto) – Leia o que está na mão de Dominicky e você entenderá o seu choro.

Minha mãe pegou a carta, leu e emocionou-se ao ler aquelas linhas. Ela retratou-se com meu avô. Dessa forma, as coisas começaram a tomar forma. Meu avô pediu-me perdão e eu o perdoei. Ele quis conhecer a Paula. Eles se deram muito bem. Ele amou a ideia de ter uma neta. Ficaram fazendo planos como crianças. Eu estava achando aquilo bom demais para ser verdade. Mas a vida é assim. Nem sempre tudo o que é bom esconde algo ruim por detrás.

Algumas semanas se passaram e a vida foi voltando ao normal. Andressa estava animadíssima com um evento no qual a banda se apresentaria. E lá vamos nós, tudo outra vez.

(Andressa) – Precisamos de você!

(Dominicky) – Não sei se devo. Vocês são ótimos e podem dar conta disso sozinhos.

(Andressa) – Mas sem você não terá graça! Anda logo! Vamos ensaiar!

(Dominicky) – Está bem! Você me convenceu! Vamos ensaiar! Que tipo de apresentação?!

(Andressa) – Uma apresentação sensual, com uns toques de hip hop. Você vai amar!

(Dominicky) – O quê?! Espere um minuto. Vocês não querem que eu cante aquela canção, não é mesmo?!

(Andressa) – Essa mesmo! Você vai fazer uma performance daquelas digna de uma celebridade. Hora do rouxinol escarlate voltar em grande estilo!

Eu sabia que isso não ia dar certo. Eu sou um pai de família agora. Se bem que eu não me importei em fazer um pole dance em Londres. O problema é a Paula. Não quero expô-la. Acho que vou precisar de ajuda. Muita ajuda.

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