O órfão 2 - Parte 1

Um conto erótico de Felipe
Categoria: Homossexual
Contém 2211 palavras
Data: 25/11/2012 15:30:03

Rafael- Quer se casar comigo?

Ele falou com um meio sorriso no rosto, não tinha como falar não para ele. Mas eu estava confuso, muitas coisas aconteceu. E não era hora para isso.

Felipe- Não sei Rafael, espera as coisas resfriar e pensamos nisso.

Rafael- Eu preciso de alguém fixo na minha vida agora Felipe, tem que tomar uma decisão, mas vou esperar o seu tempo.

Ficamos abraçados por um tempo até que ele voltou para o Hospital e eu não sabia o que fazer, nem para onde ir. Mas tinha que dar apoio para Rafael nesse momento difícil.

Fui à casa do Rafael, peguei algumas roupas de bebê que ele tinha comprado, eu sabia a onde estava mesmo ele tentando esconder e peguei meu carro, levei para o hospital.

Eu ajudei Rafael a preparar o velório para Laura, avisei minha família, que ficaram muito triste. No velório foi bastante gente, eu fiquei lá todo tempo recebendo todo mundo, os pais dela nem fizeram questão de vir, achei isso um absurdo.

Foi ai que descobrir que a mãe dela tinha morrido quando ela era nova, e o pai dela se casou de novo com uma mulher que odiava a Laura e foram embora do país, a deixando sozinha com uma tia, mas a tia era louca, até tinha tentando matar a Laura, obrigado ela ir morar sozinha para se livrar da tia.

Quando eu ouvi a historia dela que foi contada por uma amiga, tinha descoberto de onde via tanto desprezo e amargura que a Laura tinha, fiquei com mais pena dela. Mas agora não podia fazer nada, só lamentar que uma moça tão jovem tivesse um destino tão triste.

O enterro foi no outro dia, todo mundo foi também, foi muito triste. Rafael estava lindo com aquele terno preto dele, mas ficou pouco tempo sempre eu estava no seu lado te dando apoio, por que querendo ou não Laura fazia parte de nossa historia e mãe do seu filho.

Mas Rafael teve que ir ao hospital cuidar do pequeno Junior e eu tive que resolver sozinho tudo sobre o enterro e todos foi embora me deixando lá.

Nunca tive medo de cemitérios, alias achada que os espíritos era algo que devíamos respeitar e não ter medo.

Mas apareceu um fantasma que arrepiou minha espinha, me deixando branco e sem reação e de novo ele estava lá, só que dessa vez parecia mais vivo. Ele era lindo como eu sempre tinha lembrando, mas tinha uma feição amargurada.

Ele estava bem longe de mim, por isso achei que era só mais uma ilusão como to tendo ultimamente, Geovana falou que é por que não to dormindo direito, alias não estou dormindo nada.

Mas ele era tão bonito que chegava ser de mentira mesmo, não me senti muito confiante que era ele então corri ate onde estava, mas ele também correu e quando cheguei do lugar onde ali estava ele, só vinha um tumulo com varias flores velhas e murchas e nada mais.

Senti-me de novo um idiota, por que ainda não tinha esquecido ele? Precisava realmente ficar tendo alucinações?

Aquilo me deixou péssimo, era umas 2 da tarde e eu não sabia mais o que fazer, não me permite pensar no pedido de

Rafael, apenas queria ficar longe de tudo isso. Fugi. E foi isso que fiz.

Peguei meu carro e andei sem destino, até que me despertou uma ideia.

E peguei a rodovia e dirigir sem para. Queria chega ao local o mais rápido possível, mas era longe. E fui, queria saber o que realmente tinha acontecido e aquilo ia fazer bem para minha cabeça. Isso era o que eu esperava.

Peguei a rodovia, ia a mais de 160 km por hora e eu não ligava, mas sabia que tinha que ir devagar, mas por quê? Minha

cabeça estava cheia, não queria pensar em mais nada.

Já tinha se passando algum tempo que eu estava dirigindo e era de noite, tudo veio na minha cabeça esse tempo todo, tentei tirar isso ouvindo uma musica, mas nada adiantou.

Por que ele tinha me pedido em casamento? E a criança eu ia ter que assumir, ser pai também, ajudar criar, e isso era realmente o que eu queria? Nunca tinha pensando nisso, muita responsabilidade e não sabia se eu tinha condições.

Era noite já, eu ainda estava dirigindo, o sono parecia algo louvável, era mais forte que eu, meus pensamentos foram apagados por um instante, estava a mais de 180 km por hora, meus olhos ficaram pesado e o sono ia vir não tinha jeito de fugir, mas não liguei.

Então me rendo as minhas pálpebras, ela se fecharam lentamente, coisa de 1 segundo, mas algo me desperta.

Voz- Acorda Felipe! Por favor, Acorda se não vai bater o carro.

No último momento eu abro meus olhos e vejo um caminhão indo à minha direção buzinado, eu tinha saindo da minha pista e invadido em contra mão a outra.

Eu viro o volante violentamente e volto para outra pista. Se fosse mais de 5 segundo com certeza eu iria morrer, o caminhão não iria parar e eu iria ser só mas um corpo na ferragem do meu carro.

A voz que me acordou reconheci que seria de Pedro, ele me salvou, será que minha cabeça, minha alma, perdia tanto por ele que estava tendo ate alucinações? Será que to ficando louco? Mas a única coisa que achei sensato de fazer foi parar o carro no acostamento e respirar um pouco, me acalmam do susto.

Eu era muito irresponsável de sair assim em alta velocidade e ainda dormir no volante. Pensei na hora em Julia, meus pais, meus amigos e Rafael, acho que seria demais para eles me perder, não queria isso.

Fui para o acostamento, até que vir uma luz meio distante da pista e percebi que era um hotel, foi para lá para passar a noite, não podia voltar para casa daquele estado e nem ir para o local que eu queria. O sono quase tinha tirando minha vida.

Cheguei à recepção, um homem velho estava assistindo TV, ele se levantou e me mostrou meu quarto, o quarto era bem pequeno e feio, não tinha o melhor cheiro, mas era limpo e estava ótimo para passar somente uma noite, combinei o preço tudo e deitei na cama.

O sono espantou qualquer pensamento sobre minha vida, dormi feito pedra e acordei com o celular tocando.

Cecilia- Alou Felipe, Felipe, responde.

Felipe- Aloou…Cecilia

Minha voz tava bem grogue de sono.

Cecilia- Pelo amor dos Deuses meu filho, a onde você estar.

Percebi que ela estava bem preocupada. Tinha que acalma-la.

Felipe- Calma Cece, eu to bem, sair um pouco para distrai à cabeça amanha a tarde to em casa.

Cecilia- Por favor, Lipe se cuida.

Felipe- Vou me cuidar sim.

Falei isso pensando no quase acidente que ia ter acontecido na rodovia, me senti mal. Nunca que eu queria magoa quem me ama.

Cecilia- Beijo meu amor, fica em paz ta.

Felipe- Sim, beijo Cece.

Quando desligo o telefone, ele toca de novo.

Rafael- CADE VOCE FELIPE?

Vishi! Tinha esquecido do Rafael.

Felipe- Calma to aqui.

Rafael- AQUI A ONDE?

A voz dele tava muito alterada.

Felipe- Rafael se acalma, eu to bem, eu to na casa de uma amiga, quero distrai um pouco a cabeça, me perdoa, amanha a tarde estou de volta.

Eu menti, mas não podia falar a onde eu estava, nem aonde eu ia. Ele ficou mudo, sabia que ele estava morrendo de raiva, mas também me entendia e isso era a coisa que eu mais gostava dele, ele sabia tudo as minhas reações, quando eu

precisava pensar e quando eu tinha que ficar sozinho.

Depois de uns 5 minuto de total silencio, ele fala.

Rafael- Desculpe amor, eu te amo tanto que não suporto pensar em te perder, por favor, se cuida. Beijos saudades.

Felipe- Também to com saudades, vou estar logo com você, e Rafael.

Rafael- Oi.

Felipe- Precisamos ter um grande conversa quando eu chegar ai.

Rafael- É eu sei que é preciso, te amo.

Felipe- Também te amo, tchau.

E ele desligou, me sentia estranho, não sabia o porquê eu estava me isolando das pessoas que me amava, mas queria muito ficar sozinho.

Pensei que o sono tinha indo embora, mas só foi eu volta para cama e fechar os olhos que adormeci.

Acordei com o sol batendo na minha cara, o quarto onde eu estava era com a janela de frente com o nascer do sol e estava sem cortina, não tinha como ficar acordado com isso. Levantei-me e fui para fora e para uma sala onde tinha café da manha, fiz meu jejum, paguei a conta e voltei para a estrada.

Eu sei que estava sendo muito idiota para volta no lugar onde fui atacado, sim eu iria volta para cachoeira, mas tinha que ir lá, apesar de tudo, aquele me lugar me atraia de volta.

Depois de algumas horas de viajem, passei em um mercado numa cidade no caminho, comprei alguns mantimentos, e voltei para pista, estava indo muito mais devagar, a consciência voltou para mim, sabia da loucura que fiz ontem e não ia cometer o mesmo erro.

Era plena quarta feira, sabia que não ia ter ninguém, o parque abre todo dia, mas dar muito mais movimento fim de semana, dia de semana aquilo fica muito isolado dos turistas e eu torcia para que não tivesse ninguém.

Eu fui ate a casinha que ficava o guarda, acho que ele me reconheceu, não sei, mas me olhou estranho.

Levou-me até um chalé, lá é bem assim, você pode levar uma barraca ou pode alugar um chalé, como na pressa não levei nenhuma barraca, fiquei com o chalé, usei o cartão de credito de urgência, e lá fiquei.

O lugar ela envolto de mata, os sons da natureza me acalmava, me lembrou muito minha casa e lá eu me sentir o que muito tempo não sentia, bem.

Os chalés eram tudo separado dos outros, deixando bem privado, era feito de madeira nobre, não era pintada, era algo rústico, mas no mesmo tempo delicado. Os moveis eram artesanato feito a mão, as cadeira, mesas e até a cabeceira da cama era trabalhados com desenhos do mais variados tipos, animais e planta da floresta.

Era um lugar gostoso, o banheiro era simples, mas com uma banheira grande e a parede tinha uma enorme janela de vidro, onde quem tava lá fora não via ninguém que estava dentro. Essa janela tinha em todos os cômodos e tinha uma área com duas cadeiras de descanso feita de madeira e também e uma rede.

Muito gostoso aquele lugar, sentir vontade de morar ali, mas um dia iria ter que voltar para a realidade.

Arrumei-me, tomei um banho e coloquei uma roupa mais leve, fiquei de tênis e resolvi andar um pouco na trilha.

Queria ver a cachoeira, que era o auge de todo aquele parque, que se chamava, Parque das Belas Águas. E como era bela aquela moldura da natureza.

Como já descrevi esse lugar para vocês, era algo maravilhoso, tinha certeza que ali tinha a mão de Deus.

Resolvi fazer uma coisa mais idiota do mundo, queria ver como era a cachoeira de lá de cima.

Dei meia volta entrei numa trilha ainda mais complicada que era de subida e cheia de raiz, que como eu era desastrado sabia que um escorregão iria me arrebentar todo.

Indo para a nascente da queda da cachoeira, me deparo com uma paisagem linda, foi com muito cuidado para o bico da

queda, sabia que estava me arriscando muito, mas aquela cena me hipnotizada, me deixava sem palavras.

E vem uma vontade absurda de pular, mas sabia que um erro minha vida iria se acabar ali, mas quando escuto um barulho atrás de mim e viro rapidamente, estava com medo que seja alguém desconhecido, me desequilibro e meu corpo fica sem segurança e escorrego.

Como eu era desastrado! Por que nasci sem equilibro? Simplesmente me senti obrigado a me jogar cachoeira abaixo, o medo subiu na minha espinha e a adrenalina dominou meu corpo, era algo explosivo, meu coração batia tão forte que foi parar na garganta, a queda foi algo que não vi, só fechei meus olhos e o vento passava pelo meu corpo todo e senti a água bate forte em contato com meu corpo, a pressão doeu muito, aquela água fria foi como se tivesse caindo de um prédio de 30 andares sobre um asfalto.

Sabia que o estrago ia ser grande, mas quando afundei abri os olhos, a água era cristalina, parecia que aqueles 10 segundo que estava dentro na água era como se fosse horas, pude ver tudo, as algas, os peixes, ate que vejo uma coisa que não era habitual de água, era um rosto que foi feito a mão, por Deuses, era algo divino, algo que eu sempre achei que fosse de mentira, mas não era. Como ele era belo, mas ele veio em minha direção, segurou meu braço e me puxou para fora da água.

Continua...

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Comentários

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isto tá me lembrando outra historia, mais oh, vou fica em silencio muito lindo seus contos

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É ele so pode ser tem que ser nao tem com ser outra pessoa tenho mais que serteza de ser uma pessoa com brasços e pernas cabeça.kkkkkk PEDROOOOOOOOOOOOOOOO. E vc pedro que despero que estou.

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Muito bom! Acho q é o Pedro, mas to torcendo pro Felipe ficar com o Rafael, continua logo, por favor =)

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Não faça isso por favor!!! Poste logo, adoro muito seu conto:) Bjos

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Acho que foi o Pedro, mas se fosse ele mesmo você teria o reconhecido, muito sinistro isso....

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Acho que foi o Pedro, mas se fosse ele mesmo você teria o reconhecido, muito sinistro isso....

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Tem que ser o Pedro, vocês tem que se acertar, desculpe mas eu estou com o pressetimento que o Rafael vai morrer, só um pressentimento, e ainda espero a melhor relação da Cdc Pedro, Felipe e Rafael, e ainda por cima serão pai de uma criança rsrs... Por isso quero.

#DPNOFELIPE rsrs

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espero que tenha sido o Pedro e que vcs se acertem.ta maravilhoso seu conto!!10

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eu torço mto p nao ter sido o pedro, to adorando vc c o rafael.... pq na vida real a fila sempre andaaaa e o pedro foi somente uma pessoa fraca q te abandonou qndo vc precisou!

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Uau! Sem palavras! Era o Pedro com certeza, rosto lindo, feito por Deus, que não sabia se era mesmo real, era o Pedro sim. Por favor, eu quero o Rafael, o Pedro e o Felipe juntos! Adivinha a nota 10! Lógico!

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outro adora o perigo mesmo! todos esperam que seja Pedro.

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Tomara que tenha sido o pedro, torco muito pro felipe fikar com o pedro, ou seris bem legal e diferente se o felipe,pedro, e rafael formacem o triangulo amoroso e fcuidassem juntos do bebe.

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Continua logooooooooooo...Muito bom!

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mt baum cara seŕá o pedro?? Ou uma nova pessoa que vai aparecer???? Kkkk to tipo o realginário 10!

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Pow cara, foi maldade parar ai. Espero que seja o Pedro... O conto ta perfeito, maravilhoso... Obrigado pela leitura...

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