A Vida é Cheia de Surpresas 5

Um conto erótico de ENZO
Categoria: Homossexual
Contém 1916 palavras
Data: 14/10/2012 12:36:15

Ok, podem me bater, me xingar, me crucificar... mas pelo menos eu estou de volta, antes tarde do que nunca... HAHAHAHA

Eu prometo que vou pelo menos TENTAR postar mais frequentemente.

Eu não sei o que aconteceu, mas foi naquele momento depois que o Daniel falou aquilo que alguma coisa dentro de mim fez um “click” e eu percebi a razão da minha insegurança em não contar aos meus pais sobre ele. Foi naquele momento que eu percebi que o meu medo não era deles não me aceitarem e nem que eu estava indeciso sobre o que eu sentia, porque quando você é gay depois que você assume pra você mesmo não tem volta, e como eu já estava namorando um homem, voltar atrás era praticamente impossível. O Problema era que eu não tinha contado porque eu não sabia se eles iriam aprovar o Daniel, eu não sabia nem se eu aprovava. O cara é lindo pra caramba, gostoso então nem se fala, o sexo é maravilhoso, mas o que tem de bom nessas partes tem de ciumento, inseguro e infantil na maior parte do tempo. E então foi aí que eu me toquei, se eu não contei é porque eu não tenho certeza se é ele que eu quero pra minha vida e se essa relação vale mesmo a pena. Mas eu gosto muito dele, quase certeza que eu o amo, ele esteve lá pra mim quando eu mais precisei então eu devo isso a ele.

- Quer saber? Agora você vai me escutar! Eu estou cansado de você toda hora desconfiando de mim e me jogando isso na cara! Agora você vai calar essa boca e me escutar Daniel!O Léo, namorado do Gabriel MORREU em um acidente de carro a um ano atrás! E tudo aconteceu porque parte da culpa foi minha! Nós transamos sim, quando os dois brigaram, mas logo depois aconteceu o acidente e eu nunca mais o vi, até hoje no shopping.

- Desculpa, eu não sabia da morte do namorado dele, mas mesmo assim isso não justifica você ficar todo assanhadinho perto dele...

- Cala a boca! Eu não via o cara a mais de um ano! E eu não... AAAH quer saber??? Pra mim chega! Eu to cansado de ficar me defendendo das suas acusações sem fundamento. Eu não fiz nada! NUNCA nesse tempo todo que nós estamos juntos. Então agora você faça a sua decisão por que essa vai ser a sua ultima chance. Eu NÃO suporto esse seu ciúme doentio ta legal? Eu não aguento mais essas suas crises e a sua desconfiança. Então você faça uma escolha agora. Ou você me promete que vai mudar e que vai se controlar, ou a gente termina agora e vai cada um pro seu canto antes que a gente acabe se machucando mais ainda. Você escolhe.

E lá estava eu. Na véspera de natal na porta da casa dos meus pais criando coragem pra entrar. Então eu abri a porta e chamei por minha mãe. Era agora ou nunca:

- Mãe! Chegamos!

- OOH meu filho! Não fiquem aí parados na porta. Venha cá Guilherme me apresente esse rapaz!

- Mãe, esse é meu namorado: Daniel.

- Muito prazer Daniel, fique a vontade, sinta-se em casa. Roberto! O Guilherme está aqui! Venha conhecer seu genro! – gritou minha mãe por meu pai, animada demais pro meu gosto – Ora entrem, sentem-se! Gui meu filho deixe as malas aí, depois eu peço pro seu irmão leva-las para o quarto de vocês.

Espera, como??? Quarto de VOCÊS???

- Mãe... a senhora vai deixar nós dois no mesmo quarto?

- E qual o problema? A Juliana dorme no quarto do seu irmão quase toda semana! Por que com vocês seria diferente?

- Mas a juli....

- Ora, Guilherme não seja preconceituoso! Mas então Daniel, meu filho. Conte-me sobre você, você trabalha?

- Trabalho sim Dona Silvia. Eu sou consultor empresarial.

- Nossa, mas você não é meio novo para esse ramo?

- O pior é que sou sim, Dona Silvia, isso as vezes acaba complicando quando eu chego em alguma empresa, mas logo compenso a falta de idade na competência.

- Isso é muito bom. Guilherme, faça um favor para sua mãe e vá chamar seu pai.

- Sim, senhora.

Me levantei e fui caminhando em direção a cozinha. Dei uma olhada para o Daniel e ele deu um sorriso e uma piscada pra mim. Passei pela cozinha e sai pela porta dos fundos, encontrei meu pai no jardim limpando a piscina.

- Pai, a mãe está chamando o senhor. Está tudo bem?

- Está sim meu filho, eu... ja estou indo.

Ele tentou disfarçar, mas dava pra ver que tinha alguma coisa errada.

- Olha pai, se o senhor quiser eu e o Daniel podemos ir para a pousada, não precisamos ficar aqui, eu não quero incomodar o senhor, eu...

- Ei! Não Gui, está tudo bem. Eu não me importo mesmo filho. Eu só quero saber se você está feliz.

- Eu estou pai, só de saber que vocês ainda me amam...

- Guilherme, eu ja disse que isso nunca vai mudar. Mas eu quero saber se você está feliz com ele. É ele que você ama?

- Eu acho que sim pai, eu estou feliz. Eu acho que eu o amo sim.

- Então vamos, eu quero conhecer o rapaz que te faz feliz.

Voltamos para a sala e minha mãe e o Daniel continuavam com a conversa de um modo bem descontraído. Ele sempre lidou muito bem com situações como essa, sempre muito simpático.

- Dan, esse é meu pai Roberto, pai esse é o Daniel, meu namorado.

- Olá Seu Roberto, muito prazer, obrigado por me receber em sua casa.

- Olá Daniel. – iiiiih, ele foi seco, isso não vai dar certo – Sente-se eu quero ter uma conversa com você.

Pronto, agora deu!

- Pai...

- Fique quieto Guilherme, eu só quero ter uma conversinha com seu namorado.

Ele se sentou em uma poltrona na sala e eu fiquei ao seu lado. Isso não ia dar certo. Minha mãe ficou olhando para mim com uma cara de que não sabia de nada e o Daniel assustado sentou no sofá de frente pro meu pai.

- E então senhor Daniel. Quantos anos o senhor tem?

- 25, senhor.

- E o que você faz da vida?

- Sou consultor de empresas.

- Os seus pais sabem do seu relacionamento com o meu filho?

- Não, senhor.

- E eles sabem da sua opção?

- Não, senhor.

- E isso te da o direito se forçar meu filho a se assumir para a família se nem você teve a coragem de fazer isso?

- Pai, o senhor está indo longe de mais – eu disse já ficando desesperado.

- Responda Daniel.

- Não, não senhor.

- Então você se acha no direito de forçar meu filho a fazer algo que ele não quer só pra te provar alguma coisa?

- Não, senhor eu só...

- Eu não preciso saber, eu só tenho mais 2 perguntas pra você. Você ama meu filho?

- Amo, sim senhor.

- E quais suas intenções com ele?

- Eu pretendo fazer dele o homem mais feliz do mundo, eu.... eu....

- Eu sugiro que você pense bem em suas intenções com ele e que pense bem nas suas escolhas antes de tomar uma atitude e que você NUNCA mais o force a fazer algo.

- Sim, senhor.

- Pai, o senhor não podia....

Bem na hora a porta se abre e o Rafael entra. Ótimo! Pelo menos uma pausa nessa pequena batalha na sala de estar.

- Gui! Que saudade! – Rafa atravessou a sala correndo e me deu um abraço apertado – Senti sua falta seu besta! – e me deu um selinho, coisa que ele sempre fazia desde quando éramos pequenos, eu sei que parece meio estranho, mas ninguém nunca falou nada sobre isso. A cara do Dan não foi das melhores.

- Também pirralho! – e ficamos abraçados – Rafa, esse é o Daniel, meu namorado, Daniel esse é o Rafael meu IRMÃO.

- E ai! Beleza? – Disse Daniel sendo educado com meu irmão

- Beleza. – O Rafa nem deu atenção pra ele direito e ja foi me puxando escada a cima para o quarto – Vamo Gui, eu tenho muita coisa pra te contar...

Subi para o quarto com o Rafael e deixei o Daniel na sala com meus pais. Coitado, eu não tinha planejado aquele ataque por parte do meu pai, espero que fique tudo bem.

- Você perdeu o ataque do papai pra cima do Daniel agora. Eu queria saber de onde veio isso...

- Pois é né...

A cara do Rafael não era muito boa não, ele também tentava disfarçar algo.

- Rafa, o que foi? Por que vocês estão agindo assim?

- Aaah Gui. Aquele cara? Sério?

- O que que tem?

- Ele é muito... aaaah sei lá! Não fui com a cara dele não! Pronto falei!

- Mas, por que? Vocês nem conhecem ele ainda.

- Não sei, não fui com as fuças dele não. Mó cara de marrento que se acha. E além do mais você merece coisa melhor. Tipo o Gabriel, cunhado da Ju.

- O... Gabriel? O que tem ele? O que ele tem que o Daniel não tem?

- Ele é um cara maneiro sabe? Gente boa, educado.... sei lá vocês meio que combinam...

- Não, que isso Rafael!

- Não gostei do cara, te legal? Você merece coisa melhor. Se fosse pra você ficar com ele preferia que você ficasse sozinho!

- Você ta com ciúmes Rafa? É isso não é? Aaaaawn que bunitinho! Você sabe que eu te amo não sabe? Eu não vou abandonar você! Você é o único homem que vai ter mais importância na minha vida.

- Aaah cala boca Guilherme, eu não to com ciúmes nada.

- Aaai que bunitinho, meu irmãozinho com ciúmes! Vem cá vem meu bebê!

E sai correndo atrás dele pelo quarto. Dava pra ver na cara dele que ele tava se mordendo de ciúmes. Eu ria descontroladamente até que o peguei e caímos na cama, eu por cima dele fazendo cócegas nele, até que alguém abriu a porta. Era o Daniel. Ele ficou parado olhando aquela cena. Eu por cima do Rafael na cama, e ele com cara de não muitos amigos.

- Sua mãe pediu pra te chamar que tem uma pessoa aí que ela quer que você veja, e Rafael, sua namorada está aí.

Nós levantamos e eu fiquei de frente pro Dan, dei um selinho dele e peguei sua mãe. Fomos descendo as escadas e o Rafa logo atrás da gente. A Juliana ja veio pulando no meu pescoço e me dando um abraço.

- Gui! Que saudade! Quanto tempo que a gente não se vê!

- Pois é Ju! Esse é o Daniel meu namorado – Falei apresentando os dois – Dan, essa é a Juliana namorada do Rafa.

- Oi prazer, Daniel.

Ela deu uma olhada pra mim e uma piscada de olho, depois falou no meu ouvido:

- Que gato hein cunhadinho.

Foi então que eu o vi, saindo da cozinha e entrando na sala.

- Gabriel? O que você está fazendo aqui?

- Oooh, meu filho! Esqueci de te contar!

- Contar o que mãe?

- O Gabriel vai passar uns dias aqui em casa. A Casa da Juliana está muito cheia então eu ofereci seu quarto pra ele.

- MEU quarto mãe? Mas e eu e o Daniel.

- Você e seu namorado ficam no quarto de hospedes que tem uma cama maior.

- Se você quiser Gui, eu posso ficar no quarto de hospedes não tem problema nenhum.

- Não Gabriel você... pode ficar no meu mesmo.

- Pois é, é que eu disse pra sua mãe que eu preferia ficar lá – e então olhou pro Daniel - afinal eu já estou acostumado com a sua cama.

MEU DEUS! Agora a casa caiu!

Continua......

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive TavinhoeDé a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Caralho.... que bom que você voltou! Eu achava que você tinha abandonado seu fiéis leitores, graças a Deus que eu estava errado. Que conto maravilhoso... que indireta mais direta! Espero que você não demore tanto pra postar! Eu já esta sentido a sua falta... É claro que existem bons escritores na casa... Mas são poucos os que escrevem como você... Abração.

0 0
Foto de perfil genérica

Vc voltou! quase nao acreditei quando vi a data! que saudade dos seus contos, eles que me inspiraram a escrever o meu, bjsss! amei!

0 0
Foto de perfil genérica

Nossa... que direta! Bom, fico feliz com seu retorno e espero, de verdade, que você não demore mais a postar. Gosto muito da sua história. Até mais, 10

0 0