A enfermeira pervertida - Caso III

Um conto erótico de Doutor Lau
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 2643 palavras
Data: 06/07/2009 18:09:43
Última revisão: 06/07/2009 19:00:27

Amanhece. Os primeiros claros do dia se arrastam lavando as sombras dos telhados, manchando os muros de luz e aos poucos alcançam o asfalto onde os tênis Mizuno da enfermeira trotam na corrida matinal de 15km por dia.

Bia corre controlando o ritmo dos batimentos no medidor cardíaco do pulso. Ouve uma seleção do Michael Jackson nos fones. Thriller. Ela se pergunta o porquê de os bons morrerem jovens. O porquê de alguns se perderem nos prazeres de um estilo de vida peculiar. A fama é um problema, sem dúvida. Não seria o seu próprio estilo de vida, seus prazeres sado, diferentes também? Sem dúvida. Mas ela não era famosa. E tinha um alarme biológico para não perder o “time” de curtir sem se danar, e assim ficar saudável para ter uma vida longa e pervertida.

Enquanto pensamentos mudam, se alternando livres como as pernas suadas, para sua surpresa, foi atraída a olhar para o lado, pois se deu conta do seu nome chamado por alguém, por uma voz conhecida de mulher. Era a Elza. Enfermeira de outro setor no hospital, com quem estivera flertando da última vez em que beberam juntas, no bar do seu Jonas. “Puta merda!”, Bia pensou, Elza estava linda ao natural.

Ela saía da padaria abraçada a um pacote de pães franceses quentinhos, até esfumaçando. Com o cabelo preto e liso mal penteado, do jeito que ela acordou, meio socado atrás das orelhas e um olhar de galinha com sono.

– Oi. Humm. Correndo é, bisca? A metida acha que se fingindo de atleta vai ficar mais gostosa?

Elza estava sem batom, de shortinho frouxo curto e uma blusinha sem mangas, cujas mangas e golas foram rasgadas propositalmente, proporcionando um generoso decote. A blusinha tinha uma estampa subversiva de uma Olívia Palito gótica mostrando o dedo. Ela própria, a Elza, era uma Olívia Palito compridona e magricela de pernas longas, pés em havaianas pink com tatuagem do Garfield no peito do pé esquerdo e seios grandes meio caídos em forma de meia taça. E pontudos como uma colina rochosa do Yêmen, os mamilos marrons indicando onde o pico faz neblina e fica íngreme para o encaixe da mão.

– Êêi! Alôô. Não tá me ouvindo, querida, e faz o favor de tirar esse olho gordo dos meus peito ou então você me diz em que tá pensando.

– Oi, me distraí, como vai, Elza?

– Rsrsrsrs. Eu vou boa, como você tá vendo. Não fica sem graça não, miga, eu causo esse efeito nas pessoas. Fazer o que? Eu tenho a força. Eu sou uma Jedi. Perto de mim a espada levanta.

– Eu notei o que você disse, Elza.

– Ah é, e o que foi, Bia?

– Disse pra mim OU tirar olhos dos teus peito OU dizer em que tava pensando.

– É. Isso mesmo, mulher Hulk.

– Então, se eu disser em que tava pensando posso continuar de olho neles.

– Peraí. Não foi o que eu quis dizer.

– Mas foi o que disse, Olívia Palito punk.

– Ok, e daí, se você qué olhá meus peito o problema é seu.

– Pode?

–Mas sem olho gordo hein, bisca.

– Belê. Eu falo e você me mostra eles sempre que eu quiser ver.

– O que? Mostrar? Isso tá ficando estranho.

– Vamos tomar café lá em casa, amiga.

– Que espécie de convite é esse? Passa a manteiga pra eu ver suas tetas balançando em cima da mesa? Alcança o pote de requeijão pra eu ver os mamilos molharem no copo de leite?

– Algo assim. Ver não tira pedaço.

– Era só o que me faltava. Se olha no espelho, seus seios são mais tesudos que os meus.

– Quer vê-los em troca?

– Eu? Não! Tá loca?

– Mas eu sei de algo em mim que você gosta de olhar.

– E o que seria?

– A boca.

– Humm. É e não é. Não é que eu goste de olhar, é que sua boca é... estranha, sei lá. Torta, de um jeito... estranho, sei lá. Acho engraçada, só isso.

– Mas você olha envergonhada.

– Claro. Se me flagram olhando vão achar o que? Que tô a fim de te beijar de língua? Saí fora.

– Então. Lá em casa você olha o quanto quiser a minha boca. Ninguém vai reparar. Ninguém vai achar nada. É seu fetiche. Eu respeito. E você respeita o meu. Fica entre nós duas.

– Não viaja, Bia.

– Elza, eu deixo você olhar minha boca e faço o que você quiser com ela.

– Como assim?

– Passo batom, leio a Bíblia, conto piada, falo palavrão, sacanagem, o que você quiser.

– O que EU quiser?

– O que VOCÊ quiser. Só pra você. E você olha. Lá em casa. Agora. Temos o dia todo. Só você e eu. Que tal. O que você gostaria de me ver fazendo com a boca?

– Humm... Você é metida. Você se acha. A esperta, a gostosona. Eu ia gostar de ver você cair do salto. Ficar de quatro beijando os meus pés.

– Só isso? Eu beijo. Chupo cada dedinho e lambidas no seu Garfield. – As duas riem.

– Agora tô gostando. Vai beijar minha tatoo de joaninha também?

– Onde fica?

– Vou mostrar.

Elza pegou a outra pelo braço, as duas sobem uma quadra, dobram a esquina para uma rua estreita sem movimento e entram num beco estreito sem saída, com lixo, cheiro de sujeira e urina. Elza virou-se de costas para a Bia e puxou para cima a borda do shortinho frouxo, erguendo-o até deixar de fora a banda roliça e branca da nádega esquerda. A longa perna magra fez uma curva sexy, o pezinho erguido, a bunda empinada. Olhando por cima do ombro ela disse:

– Tá vendo onde a joaninha pousou?

– Tô. – Bia ajoelhou e disse: – Sua joaninha gosta de carinho? Beijo, cê quer?

– Quero, ela gosta – disse, olhando nervosa para a entrada do beco.

A enfermeira segura o quadril da amiga, cheira o seu traseiro e dá uma lambida lenta e úmida em cima da tatoo do inseto redondo, vermelho e preto.

– Assim tá bom? Gostou da lambida?

– Não, chupa ela.

Bia encaixa os lábios abertos e chupa, mamando a nádega macia que a outra amiga enfermeira lhe empina no beco sujo, apertando a sacola de pães contra o peito. Bia desce as mãos alisando as longas e magras pernas da Elza, lisinhas, depiladas, na cor de leite, ela se abaixa no chão e beija a tatoo do Garfield no peito do pé esquerdo. Fica de pé. Elza se vira de frente pra ela.

– Tem mais tatoo, miga?

– Tem. Mais duas. A baratinha mora perto do meu pêssego.

– Deixa eu ver.

Ela abaixa a cabeça e curva um pouco o quadril. Puxa pela frente o shortinho frouxo para cima da coxa na virilha. A um centímetro da boceta Bia vê a tatoo de uma barata que, sem hesitar, se abaixa e chupa dando beijos, a área não está bem depilada, ela sente na língua e nos lábios os tocos de pelô nascendo, Elza puxa mais o shortinho, Bia cheira sua boceta, encosta os lábios e passa a língua no meio da vagina da amiga, por cima da calcinha. Elza se arrepia ao ver uma bicicleta passar rápida como uma mancha na entrada do beco. E berra nervosa para pararem.

– Chega!

A outra se levanta e pergunta qual é a última tatoo e onde fica.

– É a Madona.

– Madona? Humm, legal. Amei. Amo a Madona.

– Você quer mamar na boca da Madona?

– Muito.

– Não aqui. – Elza disse e saiu do beco, seguida pela enfermeira Bia, que estava satisfeita, pois sabia que tinha a desejada Elza na palma da mão. Faria o que quisesse com ela.

– Nossa! Tudo isso em troca dessa fixação de eu te mostrar meus peito?

– Sim. Vamos pra casa então?

– Vamos. O pão esfriou. Merda. Era nisso tudo que você ficou pensando quando a gente se viu, em fazer coisas com a boca em troca de eu deixar você ver meus peito?

– Não.

– O que então?

– Os pães estavam quentes, quando você comprou?

– Tavam.

– Eu pensava nisso.

– Não entendi porra nenhuma.

– Seus mamilos tavam duros, os bicos marronzinhos apontando igual ponta de prego enferrujado nessa blusinha sexy de Olívia Palito bizarra. Eu imaginei se era tesão por gostar de coisa quente em cima dos peitos ou se você tava excitada de me ver.

– Ah, as duas coisas.

– Legal. Você tem outros fetiches então, além dessa tara pela minha boca nas tuas tatoo.

– Tenho. Coisas quentes.

– Eu também. Coisas úmidas.

– Tipo o que?

– Saliva, frutas, urina.

– Credo! Você é nojenta. Urina?

– Você acha isso porque nunca fez.

– Mas já vi na net. Achei escroto.

– E “coisas quentes” é o que, sua piranha limpinha?

– Comida quente. No corpo, em cima dos...

– Humm. Já realizou?

– Não. Quer dizer... um pouco. Quase nada.

As duas caminhavam atravessando a praça. A banca de revistas ainda estava abrindo, mas Elza entrou assim mesmo, se abaixando pela porta meio aberta e comprou um maço de cigarros, ela acendeu um, tragou e passou pra Bia, soprando a fumaça.

– Será que posso ficar para o almoço, Bia?

– Depende.

– De que? – Elza olhou pra Bia pegando o cigarro de volta, pela expressão da outra, ela adivinhou a resposta no ar. – Ah, não, Bia, porra, cara, urina é nojento, doente, vá tomar no centro do teu cu.

– Você ia gostas disso?

– De que?

– Me ver tomando no cu?

– Você é safa mesmo, hein. – Depois de devolver o cigarro, Elza completou, soprando a fumaça pra cima como uma prostituta em noite de folga: – eu sou safa, também.

– Safada só não, eu sou suja. E você também. Eu notei o estado do beco onde você me levou.

Elza riu. E contou que, outra noite, ela voltava da bebedeira pra casa e conheceu um estudante que descia a mesma rua. Ela parou num bar e comprou uma garrafa de vodca pra beber em casa, mas eles acabaram bebendo no bico descendo a rua. Ela tava de fogo e viu o beco. Puxou o cara e perguntou se uma enfermeira já tinha chupado seu pau. Ele disse que não, que era muito novo.

– Pedófila. – Bia acusou-a.

– Ei! Peraí. Ele devia ter uns 16. Minha idade.

– Sua idade é o dobro, piranha papa-anjo, ele então ficou envergonhado?

– Ficou foi com medo.

– Medo?

– É. Eu tive que...

– Elza Martinha, o que você fez?

– Eu... o empurrei pro beco. Ele queria ir embora. Gritou. Achou que eu tava drogada, porra, eu tinha bebido quase sozinha metade da garrafa de Vodca, a fim de chupar o pau dele e da gente gozar na merda daquele beco sujo e o filho-da-puta achou que eu tava drogada. Eu dei-lhe um tapa, mandei o filho-da-puta calar a boca, então ele obedeceu. Mas você acredita que o babaca chorava enquanto eu chupava o seu pinto? Otário. Não sabe a sorte dele ter desvirginado com um mulherão como eu de boca nele e perdeu.

– O que você fez?

– Nada. Deixei que fosse embora.

– Meu Deus. Por essa eu não esperava. Daí você gostou do beco.

– Só lembrei dele.

– A sujeira não te incomodou?

– Até que não. Olha, às vezes, até gosto de me sentir suja.

– Suja só não. Podre.

– Podre eu? Amiga, alôô, é você quem gosta de urina.

– Pelo jeito você também vai gostar.

A essa altura elas estavam em frente da casa da enfermeira. Bia conversava procurando a chave do portão entre as do chaveiro na bolchete na cintura. A outra fumava.

– Elza, o que você sentiu quando deu o tapa no carinha?

– Como assim?

– Você gostou? Podia ter feito o que quisesse com ele.

– É, podia. Fiquei pensando nisso a noite toda e bebendo. Tava sujo lá e fedia. Mas eu gostei, foi um tesão diferente, sabe, com um...

– Estupro. Você gostaria de sentir isso de novo?

– Meu Deus, você tá falando da gente... – Elza baixou o tom da voz e falou bem de pertinho do rosto da Bia: – tá falando de... estupro de estudantes?

– Não. Coisa melhor. E se um homem adulto se oferecesse a você, submisso a sua vontade para você fazer com ele o que bem entendesse?

– Você conhece um assim?

– Já ouviu falar em BDSM? Sadomasoquismo?

– Mais ou menos na net. Quase nada.

– Já deu tapa no rosto de um homem?

– Não, claro que não.

– Gostaria de dar? Se você achasse um que não só deixasse, mas até gostasse de você abusar dele e humilhar, você ia gostar? Ia querer?

– Nossa, e como.

– Se eu te conseguir isso, o que você faz pra mim?

– Lá vem. O que você gostaria que eu fizesse?

– Mija pra mim? Deixa eu ver você falar palavrão, brincar com teus peito, maltratá-los de um jeito vulgar e você fica suja e escrota pra mim. Se suja comigo. Lá no beco foi bom, não foi? A gente domina um homem juntas.

– Suja é pouco. Você falando assim eu fico é podre de vontade.

– Hum... assim é que se fala, magricelinha teta-de-vaca.

– É, metida musculosa, biscate corpo-de-travesti, me arruma um homem assim e com meus peito eu deixo você fazer o que quiser, mas não sei se consigo fazer xixi na sua frente.

– Eu te ajudo.

Passou uma vizinha, acenando, e disse bom dia. As amigas responderam, a vizinha falava sobre o clima, levava um guarda-chuva e disse ir prevenida passar o dia no templo da Universal, orando. Enfim, a beata foi embora, virou a esquina. As duas estavam quase enxotando ela dali no chute.

– Escuta – disse Bia para a amiga ao abrir o portão e ir entrando –, você pode ao menos deixar a porta do banheiro aberta pra eu olhar você fazendo.

– Isso eu faço. Você quer me ver... usando o vaso? É isso? Já viu?

– Já.

– Você só olhou, né.

– Não.

– Quer dizer que você...

– Sim. Que já passei a mão, fiz na boca de homem, dei banho em homem e recebi também.

– Recebeu...?

– Urina, saliva. Coisas úmidas.

– Que graça tem?

– Vem cá que eu mostro.

Elas haviam entrado e fechado o portão atrás de si. A enfermeira puxa a amiga, encostando-a ao portão de latão na cor do vinho. Desliza uma mão entre os cabelos na nuca e a outra no quadril ósseo, afasta um pouco o short, a mão entra na blusa da Olívia Palito gótica, alisa a barriga magra e o umbigo, dedo roçando a covinha do umbigo. As duas mulheres de pele branca na cor de leite se beijam excitadas, elétricas, saboreiam o gosto e o aroma natural das bocas não escovadas. Bia beija com força morde os lábios e quando a Elza, no ritmo, espera a reentrada de sua língua da boca aberta, Bia pede a Elza que mostre a língua e cuspe no rosa macio da língua dela. Elza fica puta, enojada, cuspe de volta várias vezes e xinga, indignada pelo gesto repulsivo e a ousadia. Bia, de boca aberta, recebe e forma nos lábios um volume cremoso escorregadio. Faz borbulhar nos lábios e suga pra dentro da boca, escorre um filete do líquido no queixo. Elza, enojada, cuspe de novo. E de novo. E de novo. O nojo se dissipa. Bia brinca com a saliva nos lábios. Rosto perto de rosto. Sapeca como uma menina que brincasse de godoleta com a amiga, de um jeito que só ela soubesse. Bia apalpa o anguloso quadril seco e os volumosos seios caídos da amiga magra que a abraça e cospe, passando as mãos em seus cabelos loiros. Elza cospe na sua boca aberta acarinhando-a nos cabelos como um casal de bi elétricas, xingando-a de porca escrotona, sente tesão na indecência, na safadeza degradante e gostosa de um modo inexplicavelmente imoral, anti-social, mas criativo e íntimo de um jeito totalmente novo, diferente. Enfim, a enfermeira suga e engole a guloseima lambendo os lábios e indaga a outra enfermeira estupefata:

– Que graça tem?

As duas entram apressadas.

[Se curtiu essa fantasia do Doutor Lau, me add no MSN pra falar sacanagem, de repente eu escrevo pra você um conto do teu fetiche: dr.lau@hotmail.com.]

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