Minha filha..., 21 - Um jantar e duas surpresas

Um conto erótico de AribJr
Categoria: Heterossexual
Contém 1637 palavras
Data: 10/02/2009 03:36:34

<center>21 ●●●●●●●●●●●●●●●●●●●●○●●●●●●●●● 30</center>

<tt><center>Minha filha, mãe de minha filha</center></tt>

<center><strong><b> UM JANTAR, DUAS SURPRESAS </b></strong></Center>

<center><tt><b>Sábado, 24 de julho de 1999</b></tt></center>

<blockquote><b> Não falamos nada sobre o que tínhamos decidido, achei mais prudente acertarmos tudo antes de anunciarmos as novidades. Dora ligou para a irmã e recebeu o “ok” do cunhado e eu passei o dia tentando conseguir vagas no Dom Bosco</b>12<b>, onde as meninas estudavam ou em outro colégio até o final do ano.</b></blockquote>

— Dora! – ligou para ela, eram três e quarenta e cinco da tarde – Não deu pra garantir as duas no Dom Bosco...

— O que a Ceres falou?

— Foi com ela mesmo que passei a manhã inteira – parou o carro defronte do Parque do Bom menino – Tem uma vaga pra Janice na quinta, mas pra Cíntia ta meio difícil... – esperou que um ônibus barulhento passasse - Todas as quatro oitavas estão com alunos acima do máximo...

— E o que a Ceres sugere?

— Certo! – acendeu um cigarro – Ela ligou para o Upaon-Açu e conseguiu uma vaga...

— Então não tem mesmo jeito?

— Mas isso é só por esse semestre... Ceres garantiu que consegue matricular na primeira do segundo... – escutou o que ela tinha a dizer – Está bem... Vou dar um pulinho na firma e vou para aí... – ouviu novamente – Não! Já falei com Juanita e amanhã vamos lá, ta bom?

Desligou e foi para o escritório, Humberto tinha finalmente chegado da França onde fez um curso de extensão na universidade de Versalhes.

Era quase sete horas quando chegou na casa de Dora, estavam todas esperando na sala para saírem.

— Olá meninas! – beijou a bochecha das garotas e deu uma beijoca nos lábios de Dora – Vou só me jogar uma água ligeira, ta bom?

Estava tomando banho quando Roberta entrou.

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— E aí pai? – sentou no sanitário para fazer xixi – Deu tudo certo?

Dora tinha falado para a filha sobre a possibilidade das primas morarem com elas e estava torcendo para dar tudo certo.

— Você ficou de bico calado, mão ficou? – perguntou se ensaboando.

— Claro... Elas tão pensando que vão voltar na sexta que vem... – riu - Porque a gente não janta aqui mesmo em casa?

— Tua mãe quer fazer uma surpresa...

Roberta imaginou que era pra dizer que as primas iam morar com eles, se levantou, limpou a xoxota com papel higiênico e voltou para a sala onde ficou no colo da mãe. Pouco depois Amarildo entrou na sala vestido em uma calça jeans e camisa pólo branca.

Foram para o “Cabana do Sol” e pediram carne de sol do sertão, Dora e Amarildo beberam caipirinha de vodca e as garotas ficaram no refrigerante.

— Meninas... Meninas! – Amarildo bateu nu copo com um garfo – A Dora tem uma coisa pra falar pra vocês.

Todos calaram e prestaram atenção, Dora pigarreou e segurou a mão de Amarildo e a de Cíntia, que estava sentada do seu lado.

— Bem! Tenho uma coisa para Cíntia e Janice, minhas sobrinhas amadas e outra para todos nos... – olhou para Amarildo – Cíntia e Janice, temos uma pergunta a fazer antes de tudo... Vocês iriam gostar de morar em São Luis...

Cíntia olhou para o tio sem entender.

— Claro tia... – respondeu olhando para a tia – Claro que ia ser maravilhoso morar aqui... Mas o papai...

— Certo! – Dora cortou entendendo o que a sobrinha ia falar sobre o pai – E você Janice? O que acharia de estudar no Dom Bosco?

— Puxa tia! – os olhinhos brilharam – Ia ser a melhor coisa da vida, ora se não...

Isabel não entendia nada, as duas não entendiam aquilo tudo e só Roberta era quem sabia de tudo, ou quase tudo.

— Pois o tio de vocês conseguiu matriculá-las e... Vocês vão morar conosco!

Cíntia deu um gritinho e pulou da cadeira que caiu fazendo barulho.

— Tia! Tia! É verdade mesmo? – correu e se abraçou com Dora, Janice também derrubou a cadeira e correu para a tia – Mas... O papai deixou?

— Está tudo certo garotas – Amarildo tomou a palavra – Hoje mesmo a Dora conversou com o Florisvaldo e com Berenice e acertaram que vocês duas viriam morar e estudar aqui em São Luis...

Esperaram que as quatro voltassem para as cadeiras, Dora segurou a mão de Amarildo.

— Certo mãe! – Bel olhou para os pais – E qual é a outra coisa?

— Bem... Essa ainda não sei se posso... – olhou para Amarildo que encolheu os ombros e sorriu, Dora sentiu um alivio enorme e beijou os lábios dele – Ta certo! Ta certo!... A outra coisa é que vou me casar...

— Ah! Mãe! – Roberta fechou a cara – E o papai? Tu vai...

— Espera sapequinha! – Dora atalhou – Pois eu vou me casar com alguém que vocês conhecem muito bem e que, tenho certeza, ele também conhece vocês mais do que vocês pensam...

As quatro estavam em silencio, um manto pesado de tristeza havia decido sobre as garotas.

— E quem é esse cara? – Isabel perguntou morrendo de ódio – Olha mãe, to logo lhe avisando que vou morar com o papai...

Dora sorriu e apertou a mão de Amarildo.

— Você é quem sabe minha filha... – olhou séria para ela, mas morrendo de vontade de sorrir – Não vou impedir, a vida é sua...

— Eu também vou morar com ele... Tu deixa pai? – Roberta parecia querer chorar.

— Olhem meninas... E vocês duas também – olhou para as sobrinhas – Não vou impedir nada, façam o que quiserem da vida de vocês... – parou e suspirou – Eu é que não vou deixar de ser feliz com o homem que amo só para satisfazer as manias de vocês, viu?

Resolveu prolongar o drama e também se calou. Amarildo olhou para ela e ia falar, mas Dora apertou sua mão, ele entendeu.

— Bem meninas, o que vão pedir de sobremesa? – ele olhou para as duas amuadas e para as sobrinhas que, como as primas, estavam decepcionadas – Eu vou querer uma compota de jaca... – chamou o garçom e fez o pedido, pediu cinco sobremesas.

O garçom serviu, ele e Dora começaram comer, as garotas não tocaram no prato.

— Deixem de besteira... Sei que vocês adoram compota de jaca! – Dora atiçou.

— Não quero merda nenhuma! – Isabel empurrou o prato, Roberta também.

— E vocês duas? – Amarildo olhou para as sobrinhas – Não vão querer? Então me dêem que...

Janice puxou o prato e começou comer, Cíntia ainda esperou um pouco antes de também atacar a sobremesa.

Amarildo se levantou para fumar.

— Vou fumar la fora... – olhou para as filhas.

— É bom mesmo, pois meu noivo deve estar pra chegar e não vou querer que tu faças uma ceninha como essas duas malcriadas... – Roberta ia se levantar – Pode ficar aí sentada dona Roberta!

Amarildo sorriu e saiu, as quatro ficaram em silencio.

— Tia? – Janice arriscou quebrar o silencio – Quem é? Eu conheço?

Dora olhou para as filhas que continuavam de cara fechada.

— Claro que você conhece... Todas vocês conhecem...

Amarildo pagou a despesa antes de voltar.

— Vamos?

— Espera um pouco amor... – fez que olhava para a entrada – Meninas... Meu noivo chegou... – se levantou, as quatro se viraram para ver que estava chegando – Olhem só meu noivo! – passou o braço pela cintura de Amarildo e beijou seu rosto.

Cíntia foi a primeira a decifrar a charada...

— Tia? É verdade mesmo? – se levantou e abraçou os tios.

As outras também entenderam e riram, iam saindo quando Isabel se lembrou da compota.

— Espera! Deixa eu comer a sobremesa!

<blockquote><b><i>Risos e as duas voltaram a se sentar e comeram a sobremesa.</i></b></blockquote>

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<tt>12. Dom Bosco é um colégio de classe média em São Luís, cuja diretora se chama Ceres.</tt>

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<center><b>Para melhor entender esse relato, leia os s anteriores</b></center>

<blockquote><tt> 01: E não era eu</tt>

<tt> 02: No Apart-Hotel</tt>

<tt> 03: Em uma festa de Réveilon</tt>

<tt> 04: E ela quis outra vez</tt>

<tt> 05: Isabel dormia do lado</tt>

<tt> 06: Era sábado bem cedinho</tt>

<tt> 07: Antes de domingo amanhecer</tt>

<tt> 08: De novo um passado</tt>

<tt> 09: Surpresas e festa</tt>

<tt> 10: E a decoradora fez que não viu</tt>

<tt> 11: Uma estava linda, a outra cheia de outras intenções</tt>

<tt> 12: Banhos em noite sem lua</tt>

<tt> 13: Noite escura, mar agitado de desejos</tt>

<tt> 14: Cíntia e Janice vão ao apartamento</tt>

<tt> 15: Cíntia, hora de dormir e ter desejos</tt>

<tt> 16: Encontros e conversas</tt>

<tt> 17: Festa surpresa para papai</tt>

<tt> 18: Cíntia, Isabel e a pequena Janice</tt>

<tt> 19: Janice, a dor que não dói</tt>

<tt> 20: Surpresas e alegrias de Roberta</tt>

<tt> 21: <u>Um jantar, duas surpresas</u> ◄</tt>

<tt> 22: Brincadeiras de Roberta</tt>

<tt> 23: Janice, afoita e perigosa</tt>

<tt> 24: Anjinho de Natal</tt>

<tt> 25: Dora descobre tudo</tt>

<tt> 26: Dora e uma outra realidade nova</tt>

<tt> 27: A viajem e as armações das garotas</tt>

<tt> 28: Dúvidas e verdades</tt>

<tt> 29: Verdades e esperanças</tt>

<tt> 30: Para o resto de nossas vidas</tt></blockquote>

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