Cinema ao vivo

Um conto erótico de Tati
Categoria: Heterossexual
Contém 690 palavras
Data: 24/05/2006 01:05:45
Assuntos: Heterossexual

Já eram cinco da madrugada e eu estava voltando de uma balada com um amigo.Estavamos a pé, não tinhamos conseguido nenhum taxi e eu estava sem carro...

As ruas são tão vazias as cinco da manhã...

Caminhavamos passos lentos enquanto conversávamos sobre a noite que pensavamos estar "acabando de acabar" quando se proximou um carro com um casal. Achei estranho quando pararam do nosso lado e desceram.

Continuei andando quando um deles nos chamou...pensei: talvez estejam perdidos...ou talvez sejam assassinos psicóticos...(a gente pensa cada coisa nessa hora!)...mesmo assim voltamos.

Ela era linda, morena, cabelos lisos, rosto perfeito, e ele era um deus, um Apolo,um Adones... alto, escultural, tinha os olhos verdes mais verdes e mais sedutores que eu ja havia visto.

Perguntei o que queriam e ele simplesmente sorriu e perguntou: Você já foi ao cinema hoje?

O que? -a pergunta estava na minha boca, pronta para sair quando ele começou a beijar a garota como se fosse seu ultimo dia de vida...

Meu amigo tentou ir embora mas segurei sua mão...não queria ficar alí­ sozinha, mas por outro lado, não queria ir embora...tinha alguma coisa que me prendia aquela situação.

Fiquei alí­ parada olhando e tentando saber o que estava acontecendo...por que havia nos chamado?

Mas parece que tudo o que aquele casal queria era uma platéiaia para o seu show...e que show...

Era um beijo sufocante, molhado, quente...as duas linguas se encontravam e se tocavam em movimentos intensos.Suas bocas sedentas devoravam uma a outra...

Enquanto a beijava, ele me olhava nos olhos como se tentasse me provocar de alguma forma.

Senti um calor subindo e me tomando por inteira.

Uma situação constrangedora e ao mesmo tempo excitante...não pude resistir a olha-los.

Eram lindos e sensuais, cada movimento, cada olhar, cada unico beijo...tinham cheiro de desejo...transpiravam a desejo...

Mas por um momento o beijo já não era mais suficiente, ele começou a deslizar as mãos pelo vestido que ela estava usando...e com a mesma intensidade que a beijava, começou a toca-la...

Suas mãos atravessaram as alcinhas daquele vestido preto buscando os seios daquela criatura que parecia estar adorando ter dois estranhos a observando...

Ele desceu o rosto até seus seios e começou a lambe-los, morde-los, suga-los enquanto a abraçava fortemente.

Os sussurros e os gemidos foram ficando cada vez mais constantes, eram como um conjunto de acordes perfeitos...

Então ela deslizou a sua mão e levantou o vestido...não usava nada além da cinta liga presa á meia calça...Começou a se tocar enquanto sua outra mão abria o ziper do jeans que ele vestia.

Eles nos olharam como se quisessem ter certeza de que continuavamos ali.

Ela se ajoelhou e sem pensar em mais nada colocou o objeto do seu desejo entre seus labios.

Sua lingua passeava por todo aquele membro que pulsava de tesão; se podia perceber sua saliva brilhando cada vez que ela colocava e tirava o penis de sua boca...

Ele a agarrava pelos cabelos e a observava todo o tempo...

Então ela se sentou no capô do carro e abriu as pernas o convidando para possui-la...sem pensar duas vezes ele a beijou e foi descendo seus labios cada vez mais por aquele corpo que praticamente implorava por ser tomado.

Ele a segurou pela cintura e começou a passar q lingua por entre suas coxas...

Ela gemia de prazer e se arqueva pedidndo por mais...então, aquele deus a beijou novamente e a penetrou, a invadiu completa e lentamente...

Se movimentaram como uma dança, como uma tempestade que vai crescendo e se desenvolvendo...

Seus corpos ardentes se encaixavam e se movimentavam numa perfeição unica...até que juntos gozaram...exaustos, apaixonados...

Se olharam nos olhos e se abraçaram por um momento e entraram no carro.

Já não fazia muita diferença onde estavam e quem estava lá...simplesmente foram embora...sem dizer uma só palavra.

Voltamos a caminhar para casa...meu amigo não disse nada o caminho todo, e nem nos dias que se seguiram...Mas tenho certeza que esse foi o dia mais excitante das nossas vidas.

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gosto dos contos poéticos, que não se prendem tanto ao sensualismo, mas nos fazem ver a situação.

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