Carta Aberta

Um conto erótico de João Pinheiro
Categoria: Homossexual
Contém 2818 palavras
Data: 01/06/2005 08:04:56
Assuntos: Gay, Homossexual

Em relato na primeira pessoa, Edu nos revela como conheceu - em vários sentidos - o garotão Sandro, durante uma viagem inesquecível de Curitiba ao Rio de Janeiro.

Uma conquista realmente memorável, que vai empolgar, não importa se você "torça" por um ou por outro.

No fundo, somos todos um pouco de cada um deles...

Durante esses dois anos em que nos conhecemos, você muitas vezes disse que gostaria de ver publicado um relato sobre aquele nosso primeiro encontro, lembra? Pois bem, cara, é o que eu estou tentando fazer agora, embora sem muita certeza se terei competência e memória suficientes para registrar no papel, em detalhes, tudo o que fizemos e todo o tesão que ambos sentimos naquela viagem... Estava aguardando o meu ônibus, na Rodoviária de Curitiba, quando você chegou, desembarcando de um táxi. Ocupado que estava com a bagagem e com a aquisição do teu bilhete, você não me notou, de forma que, durante um longo tempo, pude te observar com toda a tranqüilidade... Bem, na verdade, observar não é o termo mais apropriado... O correto seria utilizar o verbo desejar, pois o sentimento que você logo me despertou foi o de um mais puro e genuíno tesão, com toda a tua beleza, com aquele teu jeito jovem de vestir e, especialmente, com aquela calça justa, que contribuía para realçar o teu corpo, cuja visão, de imediato, pôs todos os meus hormônios em funcionamento. Meu olhar concentrou-se, em primeiro lugar, no teu rosto; rosto lindo, moreno claro, que se destacava no contraste com os cabelos negros e ligeiramente crespos. Os olhos eram verdes e profundos e, para completar o quadro, um conjunto de nariz e boca admiráveis, esta última realçada por duas fileiras de dentes brancos e perfeitos. No conjunto, tua aparência era a de garoto na faixa dos 21 anos. Depois, vim a saber que tinhas, na realidade, 23, e que a diferença ficava por conta do teu tipo físico meio mignon - cerca de 1,65 de altura e 63 kg de peso - que te conferia um aspecto ainda mais jovem. Mas meus olhos, como era impossível evitar, logo se desviaram para o restante do teu corpo, onde se destacava um monumental par de coxas grossas, firmes e bem desenhadas, cujo contorno podia-se perceber por sob o tecido claro das calças, e uma bundinha redonda e incrivelmente bem esculturada, capaz de chamar a atenção mesmo do mais ortodoxo dos heterossexuais... A verdade é que te desejei imediatamente. E logo imaginei como seria fantástico ir para a cama com um carinha como aquele: poder alisá-lo, lambê-lo, apertá-lo, acariciá-lo e, principalmente, possuí-lo em toda a sua plenitude! Para não "dar bandeira" e, principalmente, para evitar uma ereção incontrolável num local público, resolvi circular pelo ambiente e concentrar meu pensamento nos assuntos que teria que tratar no Rio de Janeiro. Afinal, ainda que nosso destino eventualmente fosse o mesmo, nada poderia ocorrer entre nós, não só porque éramos dois desconhecidos, como também pelo fato do nosso cenário ser um ônibus repleto de passageiros... Foi então que, numa das minhas passagens por perto do banco onde estavas sentado, nossos olhares se cruzaram... Logicamente, não podia perder a oportunidade de admirar bem de perto o objeto de minha cobiça, embora com o devido cuidado para não externar meus pensamentos libidinosos... E para a minha surpresa - e que surpresa! - teu olhar sustentou o meu e tive a impressão, pelo seu brilho e pelo sorriso meio maroto que julguei ver nos teus lábios, que não tinha sido por mera casualidade... Ainda com a preocupação de não me expor (afinal, poderia ser um simples engano de minha parte), sentei-me a uma distância razoável de você, mas num local onde podia te observar melhor, sem chamar a atenção de ninguém. E foi observando que pude constatar, com certeza, que também era observado; que aquela cruzada de olhares não tinha sido simples casualidade... E interiormente vibrei de alegria. Não sou um cara bonito, mas, em plena meia idade, também não me considero um sujeito desinteressante. Modéstia à parte, até que costumo chamar a atenção de muitos, pelo meu porte físico meio alto e forte, com 1,80 de altura e 92 kg de peso, assim como pelo meu tipo moreno, de olhos castanhos, cabelos crespos e grisalhos e de minha aparência séria e máscula. Mas confesso que me surpreendi por constatar que aquele garoto, com bastante certeza, gostava de "brincar" e se interessava por tipos mais velhos. Minha primeira iniciativa foi me certificar do teu real interesse por mim. Não, não havia possibilidade de dúvidas: as olhadas rápidas e significativas mostravam, com clareza, que você também me queria, que me desejava. A segunda, não era propriamente uma iniciativa, mas um desejo: comecei a torcer para que você também estivesse com o mesmo destino, que fosse meu companheiro de viagem... Apenas nesse caso poderia haver uma chance para nós! Chamados para o embarque, procurei o portão onde estava meu ônibus e, quase sem poder disfarçar minha alegria, constatei que você já estava lá, na plataforma, empenhado em despachar tua bagagem... É, cara, aquela viagem realmente prometia! Ao embarcar, uma nova surpresa: o ônibus estava com poucos passageiros e você, que havia entrado um pouco antes, estava-se acomodando numa das últimas poltronas. Enquanto fingia procurar meu banco, nossos olhares voltaram a se cruzar. E o sorriso que iluminou o teu rosto me animou a esquecer o detalhe da numeração dos lugares, pois para mim representava uma espécie de convite para que eu sentasse ao teu lado. E eu, por nada no mundo, iria desperdiçar aquela oportunidade! Após um breve cumprimento, acomodamo-nos, calados e meio tímidos. Pouco tempo depois, o ônibus deixava para trás as luzes da capital paranaense e ingressava na Rodovia Régis Bittencourt, com destino ao Rio de Janeiro, enquanto os poucos passageiros à bordo distraiam-se com um filme que começou a ser exibido na TV. Terminado o filme e desligado o aparelho, a escuridão da noite invadiu o carro, enquanto os passageiros procuravam se acomodar, da melhor maneira possível, para enfrentar os rigores de uma noite de viagem. Ao meu lado, você virou-se de costas, numa posição típica de quem vai dormir. De minha parte, não conseguia esconder o tesão que, pouco a pouco ia me dominando, só em imaginar que aquele "gato", que tanto eu admirara, estava ali, ao meu lado, compartilhando o mesmo banco, com o corpo quase encostado ao meu... E que corpo! Naquele momento, na posição em que você estava, era possível admirar detalhadamente o contorno de tuas coxas e as formas arredondadas e firmes da tua bunda, que parecia implorar para ser acariciada e possuída... Tentando varrer da cabeça os meus pensamentos eróticos, procurei também acomodar-me para uma boa noite de sono. Fechei os olhos e tentei pensar em vários assuntos profissionais que me preocupavam. Mas era muito difícil ignorar o tesão que tomava conta de mim, principalmente quando lembrava dos olhares significativos que trocáramos e do teu sorriso insinuante... E foi impulsionado por essas lembranças que resolvi tentar. Discretamente, fingindo que também me acomodava no assento, encostei a perna no teu traseiro, fazendo uma leve pressão. Aguardei algum tempo, esperando qualquer reação, mas ela não veio... Animado pelo fato de saber que devias estar acordado, pois não teria sido possível um sono tão profundo em tão curto espaço de tempo, pouco a pouco fui aumentando a pressão, já sendo possível captar todo o calor do teu corpo de garoto e aquele misto de firmeza e de maciez das tuas carnes... Novamente, nenhuma resposta, a não ser um leve estremecimento de teu corpo, demonstrando, sem sombra de dúvidas, que você estava muito desperto e apreciando os meus contatos... Deixando de lado todos os melindres e receios que ainda tinha, levei a mão ao teu traseiro e comecei a acariciá-lo, passando, em pouco tempo, de toques leves e tímidos, para uma bolinação descarada, ora alisando, ora apertando, ora procurando sentir, com a ponta dos dedos, todo o formato daquele monumento de prazer. Em seguida, percebendo que o campo estava totalmente livre, e que você apenas fingia dormir, procurei, com as mãos, o cinto de tua calça, que lentamente fui baixando. E logo aquelas nádegas quentes e macias, estavam à minha disposição... E como era maravilhoso poder finalmente tocá-las, apertá-las, acariciá-las, senti-las, ter a sensação completa de sua posse! Nessa altura, observei que você, com movimentos sutis, procurava, sem que eu percebesse, deixar o corpo numa posição cada vez mais favorável, de forma a facilitar minha ação. E foi então que, aproximando meus lábios do teu ouvido, murmurei, enquanto discretamente libertava meu cacete, já completamente duro, de dentro das calças: - "Fica quietinho, cara, para que ninguém nos escute... Você agora vai ser meu... Percebi muito bem teus olhares e sei que você está me desejando... doidinho para ser possuído... Vou me deliciar com essa bundinha redonda e durinha, com esse corpinho delicioso, que eu venho cobiçando desde a hora em que te avistei, lá na Rodoviária... Quero entrar nesse tunelzinho quente e úmido... E você vai ficar quietinho... Vai gostar de ser meu, de ser possuído aqui, neste ônibus, bem perto de toda essa gente que está dormindo..." Senti tua pele imediatamente ficar toda arrepiada de desejo... Apesar do calor do interior do veículo, teu corpo estremeceu, como envolvido por uma corrente elétrica, ou por espasmos de febre... E fazendo você perceber o contato do meu pau rígido em teu corpo, continuei: - "Quieto, cara! Sente o calor do meu cacete, que agora é teu... Sente toda a dureza desse ferro quente e grosso que vai te arrombar inteirinho, entrar todinho em você... Agora, fecha os olhos, relaxa e sonha... porque você vai se lembrar dessa viagem pelo resto da vida..." Depois de lubrificar meu pau com bastante saliva, comecei a pressioná-lo lentamente contra o teu botãozinho, que os meus dedos até então vinham acariciando... Pude sentir, pela dificuldade da penetração, que seria tua primeira vez... E isso me deixou maluco! Comer um garoto tão lindo, numa situação de perigo como a que estávamos vivendo, e ainda por cima virgem... Céus! Era muita coisa para o comum dos mortais! E meu pau reagiu com entusiasmo, passando a assumir a plenitude de sua dureza e dos seus 17 x 5 centímetros... Enquanto isso, você permanecia com os olhos semicerrados, completamente embevecido pelas palavras que, bem baixinho, eu continuava murmurando junto ao teu ouvido: - "Cara, agora você é minha putinha... Vou romper uma a uma essas pregas ainda virgens... Vou deflorar esse botãozinho, que você guardou só pra mim... Pois tenho certeza de que você sempre esteve esperando por um macho capaz de te transformar em mulher, com competência... Pois eu sou esse macho! Fica quieto! De início vai doer um pouquinho, mas logo você vai gostar e vai me querer dentro de ti durante todo o resto da viagem... Vamos, minha putinha, pressiona essa bundinha contra esta pica, que agora é só tua!" Sentindo a resistência do teu anelzinho, que insistia em obstruir a passagem, comecei a forçar a entrada de teu rabo. No silêncio do ônibus, quase que podia ouvir os teus gemidos, sufocados pelo desejo de ser possuído... E após algum esforço, pude sentir que a cabeça do cacete tinha conseguido romper a barreira do esfíncter e penetrar finalmente em teu interior... E o meu tesão ficou redobrado, ao sentir o calor, a umidade e a textura do teu ânus, cujas fortes contrações pareciam querer, ao mesmo tempo, acariciar meu caralho e expulsá-lo de dentro de ti. Com as mãos, abri tua camisa e comecei a afagar teu peito... Que suavidade e que maciez! Ao contato dos meus dedos com a fina camada de pelos que o recobria, meu pau ficou ainda mais rígido, mais preparado para completar a invasão. E logo minhas mãos localizaram teus mamilos, cuja dureza bem expressava o tesão que você estava sentindo... Com isso, agora eu trabalhava em três frentes: com os lábios, lambia teu pescoço, tuas orelhas e murmurava frases obscenas em teus ouvidos; com as mãos, acariciava teus mamilos e teu peito, cuja pele estava agora arrepiada pelo tesão; e enquanto isso, lá embaixo, meu pau, umedecido pela saliva e pelo meu próprio lubrificante que escorria abundantemente, lutava ferozmente para consumar a invasão de tuas entranhas... Podia sentir, com clareza, toda a tua fome de sexo, todo o teu tesão... tesão que parecia extravasar por todos os poros e que se traduzia no suor do teu corpo, nos teus suspiros baixinhos, nos teus tremores, nas contrações do cuzinho, na pressão do teu corpo, na dureza dos teus mamilos e na própria rigidez do teu pau, que vez por outra minhas mãos acariciavam e masturbavam... A essa altura, abandonando totalmente tua postura passiva até então assumida, você voltou a cabeça em minha direção e disse, baixinho, enquanto procurava, com a mão, acomodar melhor a minha rola na entrada do teu cuzinho: - "Não agüento mais, cara! Me fode, me come... Quero esse caralho inteiro dentro de mim... Quero ser tua putinha! Vai, cara... Me arromba!" Quanto a mim, naquele momento, pouco se me dava que todos acordassem ou que nos expulsassem do ônibus, nos expondo ao ridículo... Queria mesmo era você; era consumar a posse do teu corpo! Queria me sentir teu macho, com o cacete todo enterrado nesse rabinho de garoto gostoso e tesudo, que estava sendo visitado pela primeira vez por um homem! E foi com todo esse tesão que, num único impulso, enterrei minha espada inteira em teu rabo, sentindo a cabeça do caralho romper as últimas resistências que encontrava e bater no fundo do teu reto, como querendo vasculhar o interior de tua alma! Com a mão, procurei evitar teu grito... Mas foi desnecessário. O grito não houve... Apenas um leve gemido, um pouco mais alto que um simples sussurro, e um forte apertar dos maxilares, atestaram o teu defloramento e demonstraram o quanto você tinha vibrado com a posse... Agora, você era definitivamente meu... A minha mulherzinha, o meu garoto gostoso, vibrando, totalmente empalado, com a minha vara mergulhada até os pentelhos e com meu saco roçando nessa bundinha maravilhosa! Deixei que o balanço do ônibus fizesse o resto... As sacudidelas contribuíam para, aos poucos, acomodar o invasor dentro de teu reto... E à medida que ele se acomodava, sentia você mais frouxo, mais solto, mais ativo, mais participante, mostrando o quanto eu estava te fazendo feliz... Foram muitos os quilômetros rodados, com meu cacete bem agasalhado e protegido pelo calor do teu corpo... Mas sabíamos que era necessário nos apressarmos, pois o ônibus poderia parar a qualquer momento, interrompendo nosso idílio... Por isso, procuramos acelerar cada vez mais os movimentos. E logo, não mais resistindo à fricção com as tuas entranhas mornas, meu caralho começou, em determinado momento, a esguichar um verdadeiro rio de leite quentinho em teu interior, como que se quisesse lavar, com seiva de macho, o mais profundo do teu ser! Céus, que coisa maravilhosa! E como era gostoso sentir os espasmos do teu corpo, ao ser irrigado com o mais puro néctar de homem; ao te sentir totalmente realizado, como garoto e como mulher! E minhas mãos te apertaram ainda mais, como querendo transformar nossos corpos num único ser, enquanto meus lábios tentavam sugar teu pescoço, como se fosse possível extrair dele um pouquinho de você... E apertados ficamos, durante muito tempo, até que a trepidação do ônibus, ao ultrapassar possivelmente um quebra-molas, nos trouxe de volta à realidade da viagem... Lentamente afastamos nossos corpos, arrumamos nossas roupas e, um de cada vez, fomos ao banheiro de bordo, para nos lavarmos e tentar melhorar um pouco nossa aparência. De volta ao banco, corpos colados, conversamos baixinho durante um longo tempo, como dois namorados. Foi quando me identifiquei como sendo o Edu, que agora você conhece tão bem... E só então soube que o carinha que eu tinha desvirginado, que tinha sido completamente meu, se chamava Sandro, que morava no Rio de Janeiro e que seguidamente vinha à Curitiba, para visitar parentes... Mas ainda tínhamos muita noite pela frente. E para quê desperdiçá-la, se todos ainda dormiam? E foi assim que, até os primeiros raios de luz do novo dia atingirem nosso ônibus, você permaneceu deitado no meu colo... Mas não dormia... Somente um observador mais atento poderia ter percebido que você, na verdade, passou todo o resto do tempo, até o amanhecer, mamando e te abastecendo de leite no cacete que te havia deflorado, sugando-o carinhosamente, como uma homenagem e agradecimento pelo serviço prestado e pela noite feliz que havia te proporcionado... E quando, de manhãzinha, nosso ônibus estacionou no restaurante à beira da estrada, para o tradicional café da manhã, todos se apressaram em descer, para saciar a fome de uma noite inteira. E nós, agora como dois bons amigos, também nos apressamos, pois, por um bom e nobre motivo, nossa fome era redobrada... Embora você ainda guardasse nos lábios o sabor de uma refeição bem recente...

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Comentários

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Melhor conto desse site!!! Gozei para caralho!!! Pena que o autor provavelmente já não frequenta mais o site, se não adoraria conhecê-lo! Sou piá de Curitiba...

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