Vizinhos de porta

Um conto erótico de Luíza Salles
Categoria: Heterossexual
Contém 2053 palavras
Data: 06/05/2005 18:50:04
Assuntos: Heterossexual

Tenho procurado contar episódios da minha vida sexual da maneira mais real possível, só com uma pitadinha de tempero para dar aquele gostinho a mais. Hoje eu vou recuar bem no tempo, para contar das minhas brincadeiras com um menino que morava no apartamento em frente ao meu, num prédio onde minha família ficou por três anos. Henrique era um menino de cabelo cor de palha e pele morena, que eu conheci quando ia já ficando todo fortinho e exibido do esporte. Nós vivíamos juntos, rolando e beijando, mas não passava disso porque, embora já estivéssemos perfeitamente prontos para tudo, éramos ainda muito crianções. Sempre que eu ia ficar sozinha em casa, ele tocava a campainha segundos depois que eu fechava a porta para o último que saía, o que prova que ele ficava espreitando pelo olho mágico. Logo descobri isso e ficava grudada no olho mágico da minha casa para ver a porta da frente se abrir e o Henrique vir direto tocar a campainha. Mal ele encostava no botão, eu escancarava a porta e me jogava em cima dele. Entrávamos e íamos diretamente para o meu quarto. Ficávamos deitados abraçados durante horas (nosso recorde é de 6h!), beijando, acariciando, lambendo, enfim, fazendo tudo o que um casal pode fazer sem tirar a roupa. Até que um dia... Bem, o que eu vou contar hoje aconteceu numa das últimas vezes em que rolou um desses encontros, pouco tempo antes de nos mudarmos.

Do que é gostoso a gente não esquece. Ainda sou capaz de me lembrar da cor da roupa que aquele menino estava usando! Como sempre, fomos direto para o meu quarto e nos jogamos na cama para ficar beijando de língua. Eu estava usando um short que eu adorava, vermelho e muito largo, tão velho que eu não tinha mais coragem de sair com ele, de tão curto; e um top preto de verão, que praticamente só tapava o meu pouco peito. Henrique ficou de lado e eu deitada de costas. Assim ele podia acariciar os meus seios (por fora da roupa!) enquanto nos beijávamos. Eu sempre sentia o pinto dele bem duro mexendo contra a minha coxa mas naquele dia ele me parecia mais vivo porque eu não estava de calça comprida. Ele deve ter notado que reagi de maneira diferente do habitual e passou a perna por cima da minha, ficando bem mais colado comigo. Mas, durante o agarra-agarra, a coxa dele acabou se encaixando entre as minhas pernas. Me lembro de ter estranhado um pouco mas logo percebi que aquilo estava me deixando louca de prazer. É claro que o Henrique acabou percebendo que havia algo diferente acontecendo. E percebeu tão bem que começou a esfregar a coxa de propósito entre as minhas pernas. Eu já me masturbava fazia tempo, sabia onde levava esse tipo de carícia, então relaxei as pernas e deixei o Henrique continuar. Estávamos nos beijando enquanto eu sentia a coxa grossa e dura pressionando e friccionando a minha xoxota. De repente, senti os dedos da mão dele procurando entrar por baixo do meu top. Geralmente eu bloqueava com a mão e não permitia, mas daquela vez havia algo mais acontecendo. Então deixei. Ele respirava forte entre um beijo e outro, estava de olhos fechados (talvez evitando me olhar) e entrou por baixo do top até envolver meu peito todinho com a mão (o que não é difícil até hoje). Senti os dedos dele passando pelo meu mamilo duro, depois apertando, torcendo. Minhas pernas não paravam mais, de tanta aflição! Acabei me enroscando toda nele, ficando de lado contra ele, enquanto ele apertava meu seio e tentava empurrar o top para cima. Tive que dizer que ele podia fazer aquilo e ele acabou me deixando nua da cintura para cima, puxando nervosamente o top pelos meus braços. Em seguida ele tirou a camisa. Mesmo sem ninguém em casa eu fiquei nervosa, mas resolvi acabar com a paranóia e esqueci o assunto.

O calor do peito largo do Henrique contra o meu foi me deixando muito mais excitada. Além disso, eu sabia qual seria a próxima etapa. Não demorou um minuto e vi a cabaninha louro-palha passar pelo meu rosto em direção ao meu corpo. Henrique abocanhou meu peito com tanto gosto que eu quase desmaiei quando senti o molhado úmido e quente da saliva, o mordiscar leve dos dentes e a língua, junto com os dentes e lábios, colhendo o meu mamilo. Trêmula, pus-me a acariciar os cabelos amarelos e o rosto moreno do meu namoradinho das horas vagas e solitárias. Me lembro que comecei a me sentir tão molhada, tão molhada, que cheguei a dar um jeito de passar uma mão por dentro de uma das bocas do short para desgrudar a calcinha. Isso deve ter chamado a atenção do Henrique para o resto do meu corpo porque, logo depois, sem parar de chupar meus peitos, ora um ora outro, ele começou a percorrê-lo com a mão. Cruzei as pernas para evitar que ele avançasse demais o sinal, mas ele deu a volta e, mergulhando por dentro do meu shortinho, me agarrou a bunda por fora da calcinha e me puxou com força. Não tive a menor chance. Devo ter dito alguma coisa do gênero “Ai, garoto!”, mas ele começou a me massagear atrás. Os bicos dos meus peitos estavam tão duros e doloridos que quando ele esbarrava neles eu quase soltava um grito. Eu me senti um pouco nas mãos de um selvagem, forte mas meio desajeitado. Até que eu não deixava de ter razão – garoto é assim mesmo. Ele estava tão excitado que queria me agarrar, passar a mão pelo meu corpo todo, chegar lá onde eu nunca o tinha deixado chegar. Só que não sabia como, porque tinha tanta prática quanto eu – nenhuma! E eu não parava de sentir o pinto duro contra a minha coxa, aquilo estava me deixando maluca e eu era muito consciente da curiosidade que eu ainda não tinha conseguido matar. Então resolvi (doida!) perguntar se ele não queria fazer uma coisa. Ele perguntou “o quê?” me olhando bem dentro dos olhos. Eu estava tão encabulada que o meu rosto ferveu. Ele notou e disse, rindo, que eu estava de cara vermelha. Então tomei coragem e pedi. Ele arregalou os olhos e deu um riso meio nervoso. Mas eu insisti e disse que queria de qualquer jeito, que era tudo o que eu mais queria. Ele então se deitou de costas ao meu lado e, sem dizer nada, foi tirando a bermuda para ficar só de cueca, como eu tinha pedido. “Assim?”, ele perguntou. Eu fiz que sim com a cabeça e pulei para cima dele. Ficamos um sobre o outro um tempão, beijando, eu sentindo o pinto dele pulsando, todo duro contra o meu short.

Engraçado, eu não estava com a mínima vontade de ir além, naquele dia. Fiz o que estava com vontade de fazer, só isso. Quando agente é adolescente tem disso mesmo. Eu queria ver o Henrique nu, queria me esfregar nele e que ele se esfregasse em mim, queria que a gente se beijasse muito de língua e queria ficar ouvindo música no último furo como a gente estava fazendo. Mais nada. Quando eu saí de cima dele, vi a marca do pinto atravessando a cueca azul. Tinha um molhado grande nela, no lugar onde a ponta do pinto encostava. Eu não entendi o que era e fiz cara de espanto. O Henrique ficou todo encabulado, sem saber onde enfiar a cabeça, porque eu disse que não sabia que saía xixi nessas horas (boba!). Agora era eu que estava de lado contra ele deitado de costas, roçando minha coxa na dele. Depois que ele tirou a bermuda ficou como um garotinho desprotegido, parecia estar com medo de ser atacado, inseguro como se eu fosse fazer algum pedido absurdo. É claro que ele adivinhava que eu iria querer ver e eu achava que isso era o que mais ele queria. Mas alguns garotos ficam estranhos nesses momentos, como eu pude confirmar várias vezes, depois daquele dia. Me lembro até do tom da minha voz, quando perguntei “Vai me mostrar ou não?”. Henrique gelou, olhou para mim com a cara de “tadinho” mais bonitinha do mundo e, baixando o queixo para se olhar, levou as mãos à cueca e começou a empurrá-la virilha abaixo. Meu coração disparou, eu tamborilava impaciente na coxa direita do pobre do menino. Era a minha vez. Eu estava ansiosa mas perfeitamente segura de que aquela era a coisa que eu mais queria no momento. Meu olhar estava fixado nas mãos e na cueca do Henrique quando o elástico baixou todo e aquele troço comprido e grosso pulou para fora, a um palmo dos meus olhos, ficando deitado sobre a barriga plana, pouco abaixo do umbigo. Me lembro que minha mão foi parar na boca, para abafar um grito ou um risinho nervoso. A ponta foi o que me deu mais aflição, porque era arroxeada e isso me pareceu ser porque estava sendo estrangulada pela pele. Ele todo até que não era feio, bem branquinho como o resto do Henrique. Me lembro de ter achado cheinho no meio, como uma endívia (vocês conhecem endívia? é um legume que eu adoro, de gostinho amargo), com aquela coisa lisa e arroxeada na ponta. Logo comecei a pensar, a tentar imaginar como é que aquilo tudo entrava na gente, se entrava tudinho mesmo ou só a pontinha. Mesmo sendo super curiosa, até aquele dia eu ainda não tinha tido jeito de perguntar muita coisa aos garotos, mesmo se eu já tinha tocado nos pintos de alguns namoradinhos. E o Henrique era um pouco mais velho que os caras que eu tinha namorado; o dele era o maior que eu já tinha visto. Fiquei olhando um tempão para aquilo, que o Henrique tinha empunhado com a mão direita. Logo abaixo da mão dele tinha o saco, com pelinhos louros. longos e retorcidos. Não gostei dele, todo enrugado e mais escuro que o resto. Mas no resto é óbvio que eu quis pegar! Eu me lembro que me ajeitei na cama e pedi para pegar. Ele me deu. Fiquei com aquilo pulsando na mão. Achei a sensação estranha mas, ao mesmo tempo, muito legal. Logo notei que era superduro e grande, mas flexível, além de quente. Fiquei maravilhada com o liquido transparente saindo pelo buraquinho do xixi. O Henrique encostou o dedo e depois tirou para me mostrar que era como uma babinha. Me deu um pouco de nojo, claro, mas nada de mais. Com aquilo na mão eu não podia deixar de perguntar, é claro, como é que os meninos faziam aquela coisa que tinha um nome horrível: bater ou tocar (e eu lá sabia direito?) punheta. Isso deixou o Henrique todo empolgadinho. Ele foi logo explicando que tinha que segurar forte e sacudir para cima e para baixo. Fiz algumas vezes, só para ver qual era, mas logo parei, com medo que ele sujasse a minha cama. Depois chovi perguntas para tentar como um homem sente o orgasmo.

Para mim, esses últimos minutos foram bastante técnicos. O astral deixou de ser tão erótico e passou a ser bastante científico. Mas não para o Henrique. Logo percebi que ter uma menina segurando seu pinto era para ele uma coisa puramente erótica. Eu via sua cintura subir e descer, ondulando sem cessar, seu rosto vermelho e um risinho amarelo para disfarçar o tesão. Isso me fez esquecer um pouco a curiosidade científica e voltar à atmosfera anterior. Beijei sua boca enfiando bem a língua no fundo e deixando nossas salivas se misturarem. Senti na mão a reação imediata. Agora eu sei que ele estava se masturbando na minha mão. Mas, como eu disse, eu não queria ir muito longe. Aos pouquinhos, com muito jeito, fui fazendo o Henrique se vestir e voltamos aos beijos e carinhos inocentes. Quando olho para a linha do tempo, me dou conta de que o dia da minha primeira transa não estava tão longe assim. Foi por acaso que o Henrique não foi meu primeiro homem de verdade.

Aproveito para mandar um “obrigada!” a todos os que estão me escrevendo. É ótimo receber os emails de vocês. Desculpem se não tenho tempo para responder logo.

Luíza (luizaflor@hotmail.com)

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