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Nini - Capítulos 2 a 5 - A namorada do Diego começa a virar minha posse

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Um conto erótico de Paulo, O Consultor
Categoria: Heterossexual
Contém 4608 palavras
Data: 01/08/2026 02:12:33

Capítulo 2

Ela já sabia que eu tinha voltado.

Não disse isso com palavras na primeira vez, mas quando marquei a segunda consulta — três dias depois — o horário veio confirmado em menos de dez minutos. E quando cheguei, às 17h em ponto, a Nini que abriu a porta não era exatamente a mesma de antes.

O cabelo estava solto, ondulado, caído sobre um ombro. A blusa era uma regata preta de alças finas, um pouco mais decotada do que a anterior. A calça de moletom tinha sido trocada por uma legging cinza escura, colada, que marcava a linha da bunda e a curva da coxa. Nos pés, em vez do tênis de sempre, um salto fino bege, baixo, mas salto. O tipo de salto que uma fisioterapeuta não usa pra trabalhar o dia inteiro.

Ela sorriu quando me viu, mas o sorriso veio acompanhado de um olhar rápido de cima a baixo, como quem confirma alguma coisa.

— Pontual — falou.

— Sempre.

— Entra.

A avaliação dessa vez foi mais longa. Ou pareceu. As mãos dela demoravam um segundo a mais em cada ponto. Quando pediu pra eu tirar a camisa de novo, ela não desviou o olhar tão rápido quanto na primeira consulta. Eu notei a respiração dela mudar levemente quando meus ombros apareceram.

— Melhorou a mobilidade — comentou, a voz profissional demais. — Você segue bem a orientação.

— Tenho disciplina.

Ela soltou um riso baixo.

— Isso você sempre teve.

No final, enquanto eu vestia a camisa, ela estava de costas, guardando a prancheta. A legging marcava tudo. O salto fazia a bunda subir um pouco mais.

— Vamos pra praia? — perguntei.

Ela virou.

— Você lembrou.

— Lembrei.

O céu já estava mais carregado quando saímos. Nuvens pesadas vinham do mar. Ela não se importou. Tirou a regata no caminho e ficou só de top esportivo preto, o mesmo modelo justo de antes, só que agora combinava com a legging e o salto. O contraste era estranho e proposital: corpo de quem trabalha o dia inteiro e, ao mesmo tempo, alguém que escolheu se arrumar.

Andamos na areia em silêncio por alguns minutos. O vento estava mais forte.

— Diego perguntou quem era o paciente novo que tinha feito eu sorrir no consultório — ela falou de repente.

— E o que você respondeu?

— Que era um antigo colega de escola.

Ela chutou a areia.

— Ele nem pediu mais detalhes. Só falou “ah, legal” e voltou pro celular.

Eu não respondi na hora. Deixei o comentário pairar.

— Ele sempre foi assim? — perguntei depois.

— Desde sempre. No começo eu achava fofo. Agora…

Ela parou, olhou o horizonte.

— Agora eu acho que acomodação também é uma forma de ausência. Ele está presente, mas não está. Sabe? Não pergunta como foi meu dia de verdade. Não pergunta se eu estou cansada. Não pergunta se eu ainda quero as coisas que eu queria aos vinte.

— E você ainda quer?

Ela olhou pra mim de lado.

— Quero. Só não sei se cabe no espaço que sobra.

O vento trouxe as primeiras gotas. Finas, depois mais grossas. Em menos de dois minutos a chuva veio de verdade. Ela riu, pegou a regata e se cobriu por cima do top.

— Meu carro está ali — apontei. — Te levo.

Ela não hesitou.

Dentro do carro o cheiro de chuva e perfume dela se misturou. Eu liguei o ar quente. O vidro começou a embaçar quase na hora. O trânsito na avenida principal já estava lento por causa da água acumulada.

— Você mudou muito — ela falou, olhando pela lateral. — Não só o corpo. O jeito de ocupar o espaço.

— Você também.

— Eu?

— Você se arrumou hoje.

Ela soltou uma risada curta, sem negar.

— Talvez.

— Salto. Cabelo solto. Roupa mais justa.

— Você nota demais.

— Sempre notei.

O trânsito engarrafou de verdade perto do canal. A água já cobria parte da via. Eu desviei numa rua paralela e, duas esquinas depois da casa dela, o asfalto estava alagado o suficiente pra eu não arriscar. Parei no acostamento, longe o bastante pra não ser visto da portaria do prédio dela.

O motor ficou ligado. O ar quente. Os vidros completamente embaçados.

Ela não fez menção de descer.

— Vai demorar pra baixar — comentei.

— Vai.

O silêncio ficou diferente. Mais denso. Eu apoiei o braço no encosto do banco dela, sem tocar. Ela virou o rosto. Os olhos estavam mais escuros sob a luz fraca do painel.

— Sabe o que eu pensei quando você tirou a camisa na primeira consulta? — ela perguntou baixo.

— O quê?

— Que o Diego nunca teve esse corpo. E nunca vai ter. Não porque não possa. Porque não quer.

Eu não respondi. Só mantive o olhar.

Ela continuou, a voz quase em confissão:

— E eu fiquei com raiva de mim por ter pensado isso. Porque é injusto. Ele é bom. Só… não é o bastante. E eu estou cansada de fingir que é.

Eu levei a mão até o rosto dela. O polegar passou devagar pela maçã do rosto. Ela não se afastou. Pelo contrário: inclinou o rosto levemente contra a minha mão.

— Você merece mais do que “bom o bastante” — falei.

Foi ela quem se aproximou primeiro.

O beijo veio quente, úmido, com gosto de chuva e de alguém que estava segurando há dias. Eu puxei ela pelo queixo, aprofundando. A língua dela encontrou a minha sem hesitação. A mão dela subiu até meu pescoço, os dedos apertando a nuca. Eu desci a mão pela lateral do corpo dela, sentindo a legging colada, a curva da cintura, a subida da bunda. Ela soltou um som baixo contra minha boca quando meus dedos apertaram ali.

O carro estava completamente fechado. O ar quente. O barulho da chuva do lado de fora. Eu puxei ela mais pra perto, quase sobre o console. O beijo ficou mais fundo, mais molhado. A mão dela desceu até meu peito, apertando a camisa. Eu beijei o canto da boca, o maxilar, o início do pescoço. Ela inclinou a cabeça, oferecendo mais.

Quando nos separamos, os dois estavam ofegantes. A testa dela encostou na minha.

— Isso foi…

— Foi — completei.

Ela riu baixo, nervoso, a respiração ainda acelerada.

— Eu preciso ir.

— Eu sei.

Eu limpei um pedaço do vidro com a mão. A água na rua já tinha baixado um pouco. Ela ajeitou o cabelo, puxou a regata pra baixo e abriu a porta. Antes de descer, olhou pra trás uma última vez.

— Paulo…

— Fala.

— Não me faz pensar demais nisso.

— Eu não vou te fazer nada. Você é quem está pensando.

Ela mordeu o lábio inferior, como se quisesse responder e tivesse engolido a frase. Depois desceu, fechou a porta e caminhou as duas esquinas até o prédio, o salto fazendo barulho leve na calçada molhada, a legging marcada pela chuva.

Eu fiquei no carro mais um minuto, o vidro ainda embaçado, o gosto dela na boca.

A semente não estava mais só plantada.

Tinha começado a brotar.

Capítulo 3

Eu entrei no Close Friends do Instagram profissional dela na terça à noite.

O perfil era limpo, técnico, cheio de posts sobre mobilidade de ombro e prevenção de lesão. O Close Friends era outra coisa. Três vídeos curtos na academia: ela de legging preta colada, top curto, suada, fazendo agachamento de frente pro espelho com a câmera no chão. O ângulo pegava a bunda subindo e descendo com precisão. Outro story era só ela de biquíni branco fio dental na varanda do apartamento, de costas, olhando o mar, o cabelo molhado grudado na pele. Nenhum texto. Nenhuma legenda. Só o conteúdo.

Parecia que só eu estava ali.

Na quarta eu marquei a consulta. Ela confirmou em quatro minutos.

Quando cheguei, às 17h15, a Nini que abriu a porta estava diferente de novo. O cabelo preso num coque alto e solto de propósito. Blusa branca de manga curta, fina, quase transparente, o sutiã nude aparecendo por baixo. Saia lápis cinza escura, curta o bastante pra marcar a parte de cima das coxas quando ela andava. E salto. Dessa vez mais alto. Preto, fino, de pelo menos oito centímetros. O tipo de salto que faz barulho no piso e obriga a mulher a rebolar sem querer.

Ela me olhou de cima a baixo sem disfarçar.

— Você viu — falou, sem perguntar.

— Vi.

— E?

— Achei que você estava me mostrando alguma coisa.

Ela não negou. Só deu um meio sorriso e apontou a maca.

A avaliação foi mais longa e menos profissional. As mãos dela demoravam. Quando pediu pra eu deitar de bruços, a saia subiu o suficiente pra eu ver a linha da calcinha preta. Eu não comentei. Ela também não.

No final, enquanto eu vestia a camisa, ela estava encostada na mesa, os braços cruzados sob o peito.

— Hoje não tem praia — anunciou.

— Por quê?

— Porque dessa vez eu não vim de biquíni por baixo.

Eu olhei pra ela. Ela sustentou o olhar.

— E o que você veio por baixo?

— Acho que você vai descobrir.

O silêncio ficou carregado. Eu caminhei até ela, parei na frente, perto o bastante pra sentir o perfume.

— Diego?

— Foi pro interior. Pais. Fim de semana inteiro. Saiu ontem à noite.

Eu passei o polegar pelo maxilar dela. Ela não se afastou.

— Então você está sozinha.

— Estou.

A mão desceu pelo pescoço, pelo ombro, até a lateral do peito. Eu senti o mamilo endurecido por baixo do tecido fino. Ela soltou o ar pela boca.

— Você está brava com ele — falei.

— Estou.

— Fala.

Ela olhou pra mim de baixo, a voz mais baixa e mais dura:

— Ele me beijou na testa antes de sair e falou “cuida da casa”. Como se eu fosse a empregada que também dá pra ele de vez em quando. Ele não pergunta se eu quero ir junto. Não pergunta se eu estou bem. Não pergunta porra nenhuma. Só existe no sofá e na cama quando está com tesão. E mesmo assim é rápido. Sem vontade. Sem me olhar de verdade.

Eu apertei a cintura dela, puxando contra mim.

— Ele não te merece.

— Eu sei.

— Ele é acomodado. Medíocre. E você está se contentando com migalha porque se acostumou.

Ela fechou os olhos por um segundo. Quando abriu, já estava diferente.

— Me fode — pediu. — Aqui. Agora.

Eu virei ela de frente pra mesa. A saia subiu com um movimento só. Por baixo, uma calcinha preta de renda, mínima, já úmida no meio. Eu puxei o tecido pro lado, passei dois dedos entre as pernas dela e senti o quanto estava molhada.

— Isso tudo porque eu entrei no seu Close Friends?

— Isso tudo porque você existe — ela respondeu, a voz embargada. — E porque ele não.

Eu abri a calça, liberei o pau e enfiei de uma vez só. Ela soltou um gemido alto, as mãos se apoiando na mesa. Eu segurei o coque dela e puxei a cabeça pra trás, metendo fundo.

— Enquanto você está aqui me dando, ele está comendo comida de mãe no interior. Sem saber que a mulher dele está gemendo com outro pau.

— Porra…

— Fala o nome dele.

— Diego…

— Ele não te come assim. Ele não te olha assim. Ele não te fode como se você fosse dele.

Eu metia com força, a mesa balançando. A saia amassada na cintura, a calcinha esticada no lado, o salto dela batendo no chão a cada estocada. Ela gozou primeiro, o corpo travando, um gemido longo e rouco. Eu continuei, mais fundo, até gozar dentro, segurando o quadril dela com força.

Ficamos assim um tempo. Eu ainda dentro. Ela ofegante, a testa encostada na mesa.

Quando saí, a porra escorreu devagar pela parte interna da coxa. Eu ajeitei a calcinha dela no lugar, puxei a saia pra baixo e virei ela de frente. O batom estava borrado. Os olhos brilhando.

— Fim de semana livre — falei.

Ela ainda respirava pela boca.

— É.

— Então vem pra São Paulo. Eu te levo. Você respira cidade grande, ambição, gente que não se contenta com o mínimo. Segunda eu te trago de volta.

Ela olhou pra mim por um longo segundo. Depois sorriu de canto, ainda ofegante.

— Você está me convidando pra trair com mais calma?

— Estou te convidando pra lembrar quem você é.

Ela passou a língua no lábio inferior, sentindo o gosto do beijo que a gente nem tinha trocado direito.

— Eu vou.

Eu beijei a boca dela devagar, sujo, com gosto de sexo.

— Então arruma uma mala pequena. Eu te busco amanhã de manhã.

Ela assentiu. Eu saí do consultório deixando-a ainda encostada na mesa, a saia amassada, a calcinha molhada e a porra escorrendo devagar entre as pernas.

O Close Friends agora tinha um novo significado.

E o fim de semana ia ser só o começo.

Capítulo 4

(Sexta-feira à noite – São Paulo)

Ela chegou às 19h17 com uma mala de mão pequena e o cabelo solto. Eu abri a porta do apartamento e deixei ela entrar na frente.

O silêncio dela durou quase dez segundos.

O living era amplo, pé-direito alto, parede de vidro do chão ao teto com a cidade acesa lá embaixo. Sofá grande de couro escuro, cozinha americana integrada, iluminação indireta. Cheiro de comida no forno.

— Porra… — ela soltou baixo.

— Entra.

— Isso aqui é seu?

— É.

Ela andou até o vidro, parou com as mãos na cintura, olhando a avenida. A legging preta e a blusa oversized que usava pra viajar de repente pareciam pequenas demais pro espaço.

— Meus pais moram a vinte minutos daqui — falou, ainda de costas. — Eu nunca tinha entrado num ap desse.

— Agora entrou.

Eu me aproximei por trás, sem tocar, e apontei a cozinha.

— Senta. Eu vou terminar o jantar.

Ela se sentou no banco alto da ilha. Eu abri uma garrafa de vinho tinto encorpado, servi a taça dela até a metade e a minha um pouco menos. O forno já tinha o cheiro de carne e ervas. Eu finalizei a salada, tirei o prato principal e sirvi os dois.

Ela bebeu o primeiro gole olhando pra mim por cima da taça.

— Você cozinha.

— Quando quero impressionar.

— Está funcionando.

Comemos devagar. O vinho foi descendo. Na segunda taça o ombro dela já estava mais solto. Na terceira ela riu de uma besteira que eu falei e passou a mão no cabelo com mais frequência.

Foi aí que eu me levantei, fui até o quarto e voltei com uma sacola preta de loja.

— Eu comprei uma coisa pra você.

Ela franziu a testa, curiosa, e abriu. Por dentro: um vestido preto, curtíssimo, de tecido fino e brilhante, decote profundo na frente e nas costas quase inexistentes. A saia mal cobria o essencial. Junto, uma calcinha de renda preta mínima e um salto alto, fino, de pelo menos dez centímetros.

Ela segurou o vestido no ar.

— Paulo…

— Experimenta.

— Isso é…

— Vulgar. Eu sei. É de propósito.

Ela olhou pra mim por um segundo longo. Depois bebeu o resto da taça de uma vez, se levantou e foi pro banheiro sem falar nada.

Quando voltou, o vinho já tinha feito o trabalho.

O vestido grudava no corpo como segunda pele. O decote descia quase até o umbigo. As costas estavam nuas até a curva da bunda. A barra subia a cada passo. O salto fazia ela parecer mais alta, mais rebolada, mais disponível. A calcinha de renda mal cobria qualquer coisa.

Ela parou no meio da sala, meio sem graça, meio excitada.

— Eu pareço uma puta.

— Você parece minha.

Eu caminhei até ela, rodei o corpo com o olhar sem pressa e parei atrás. Passei a mão pela lateral da coxa, subindo por baixo do vestido até a bunda nua.

— Diego nunca te viu assim.

Ela soltou o ar.

— Diego nem imagina que eu tenho coragem de vestir uma coisa dessas.

— Porque ele não merece ver. Ele é o tipo de homem que se contenta com legging velha e sexo de cinco minutos no escuro. Você está aqui de vestido de puta no meu apartamento porque você sabe, lá no fundo, que merece ser comida por alguém que te olha e te quer de verdade.

Ela virou o rosto, os olhos já brilhando pelo vinho e pela humilhação.

— Fala mais.

— Ele te trata como companheira de aluguel. Você trabalha, você ambiciona, você se cuida, e ele deita no sofá e acha que está tudo bem. Enquanto isso você está aqui, molhada, de salto e vestido curto, pronta pra levar pau de outro homem.

Eu puxei o vestido pra cima, expondo a bunda. A calcinha de renda era tão pequena que o fio sumia no meio. Eu puxei o tecido pro lado e enfiei dois dedos de uma vez. Ela estava encharcada.

— Porra… — ela gemeu.

— Isso. Enquanto ele está no interior comendo comida de mãe, a namorada dele está no meu apartamento, de vestido de puta, com os dedos de outro homem dentro dela.

Eu a levei até o sofá grande, deitei ela de costas e abri as pernas. O vestido subiu até a cintura. Eu ajoelh ei entre as coxas dela e chupei a buceta por cima da renda primeiro, depois puxei a calcinha pro lado e enfiei a língua. Ela agarrou meu cabelo e rebolou contra a boca.

— Me fode — pediu, a voz já embriagada de vinho e tesão. — Me fode e fala mais dele.

Eu subi, abri a calça e enfiei de uma vez só. Ela gritou. Eu segurei as coxas abertas e meti fundo, olhando o rosto dela.

— Ele nunca te encheu assim. Nunca te olhou assim. Nunca te fodeu como se você fosse propriedade. Porque ele não tem capacidade. Ele é medíocre. E você está gozando com o pau de um homem que te comprou um vestido de puta só pra te foder melhor.

Ela gozou rápido, o corpo tremendo, as unhas nas minhas costas. Eu virei ela de quatro no sofá, puxei o vestido até as costas e enfiei de novo. A bunda batia contra mim a cada estocada. Eu segurava o cabelo dela e falava no ouvido:

— Essa buceta agora é minha. Esse fim de semana inteiro. Você vai dormir no meu pau, acordar com ele e lembrar que enquanto o namorado dela está longe, ela está sendo usada do jeito que sempre quis.

Eu gozei dentro, fundo, segurando o quadril dela com força. Ela ainda tremia quando eu saí. A porra escorreu devagar pela coxa, manchando o sofá e a renda preta.

Eu a deitei de lado, o vestido amassado, o salto ainda nos pés. Passei a mão pela bunda nua e apertei.

— Bem-vinda a São Paulo, Nini.

Ela riu baixo, ofegante, a voz rouca de vinho e sexo.

— Eu acho que acabei de trair de verdade.

— Você acabou de ser tomada.

Eu beijei a boca dela, devagar, sujo.

Lá embaixo a cidade continuava acesa.

Lá dentro do apartamento, a posse tinha começado.

Capítulo 5

(Sábado – Manhã)

Eu acordei antes dela.

A luz da cidade ainda entrava fraca pela parede de vidro. Nini estava deitada de lado no sofá grande, no mesmo lugar onde eu tinha gozado nela na noite anterior. O vestido preto estava amassado até a cintura, o tecido brilhante grudado na pele pelo suor e pela porra seca. O batom vermelho borrado no canto da boca e no queixo. A maquiagem escorrido leve sob os olhos. A calcinha de renda preta ainda estava no lugar, só que agora escura e rígida no meio, colada na buceta pelo que eu tinha deixado dentro dela.

Havia marcas brancas secas na parte interna das coxas, na barriga e num dos seios que tinha escapado do decote.

Eu fiquei olhando por um tempo.

Quando ela abriu os olhos, demorou dois segundos para entender onde estava. Depois tentou se sentar.

— Preciso tomar banho… — a voz saiu rouca, ainda pastosa de sono e vinho.

Eu segurei o braço dela antes que ela conseguisse levantar de verdade.

— Ainda não.

Ela olhou pra mim, confusa, o cabelo bagunçado caindo na cara.

— Paulo, eu estou nojenta. Está tudo seco em mim.

Eu me levantei, rodei o sofá e parei na frente dela. Peguei o cabelo com uma das mãos, perto da raiz, e puxei a cabeça dela para trás com firmeza. Com a outra mão abri a calça e liberei o pau já duro.

— Ainda não — repeti.

Virei ela de bruços no sofá sem muita delicadeza. O vestido subiu sozinho. A calcinha suja ficou no caminho só o bastante para eu puxar o fio pro lado. A buceta dela ainda estava meio aberta, suja, com restos secos e úmidos ao mesmo tempo. Eu cuspi em cima e enfiei de uma vez só, até o fundo.

Ela soltou um gemido alto, pela metade dor, pela metade choque.

Eu segurei o cabelo com mais força e comecei a meter pesado, sem aquecimento, sem carinho. Cada estocada fazia o sofá ranger e o corpo dela ir para frente.

— Olha o estado em que você está — falei perto do ouvido, metendo fundo. — Vestido de puta amassado, batom borrado, maquiagem escorrendo, calcinha engessada de porra e ainda assim você acorda querendo limpar. Não. Você vai ficar assim mais um pouco.

Ela tentou falar alguma coisa e eu puxei o cabelo mais forte, obrigando o pescoço a arquear.

— Seu namorado está no interior, dormindo na cama de solteiro da casa dos pais, achando que a mulher dele está “descansando em São Paulo”. Enquanto isso ela está aqui, de quatro no meu sofá, com a buceta já usada de ontem e levando mais pau de manhã. Que puta barata você se tornou em menos de vinte e quatro horas.

Eu metia com raiva controlada. O barulho molhado e sujo ia aumentando conforme a porra velha se misturava com a nova lubrificação dela.

— Fala o nome dele.

— Diego… — ela gemeu.

— De novo.

— Diego…

— Ele nunca te fodeu assim. Ele nunca te olhou assim. Ele te comeu seis anos como se fosse favor. Eu te uso como se fosse meu direito. E você está molhada pra caralho sendo tratada desse jeito.

Senti o corpo dela tremer. Ela gozou apertando o pau, um gemido longo e rouco contra o sofá. Eu não parei. Continuei metendo forte até sentir o próprio orgasmo chegar. Saí na última hora, jorrei no cu, na bunda, nas costas e no vestido. Alguns fios alcançaram o cabelo dela. Depois enfiei de novo só para empurrar parte da porra para dentro e saí deixando escorrer.

Ela ficou caída, ofegante, o corpo ainda tremendo levemente.

Eu ajeitei a roupa, passei a mão na própria porra que escorria pela bunda dela e limpei os dedos no tecido do vestido.

— Agora vou fazer o café.

Ela tentou se mexer.

— Paulo…

— Depois que o café estiver pronto e essa porra nova também secar em você… aí você pode ir se lavar. Até lá fica exatamente assim.

Eu saí em direção à cozinha sem olhar para trás.

O cheiro de sexo e porra seca ainda estava no sofá.

Nini permaneceu deitada, o vestido erguido, o corpo marcado, esperando a porra secar enquanto o cheiro de café começava a se espalhar pelo apartamento.

Ela demorou no banho.

Quando saiu, o cabelo ainda molhado escorrendo pelas costas, toalha enrolada no corpo, eu já estava sentado no sofá com uma sacola pequena ao lado. O cheiro de café ainda pairava, misturado com o de sexo da manhã.

— Vem cá.

Ela se aproximou. Eu abri a sacola e tirei o que tinha comprado no dia anterior: um micro biquíni preto, estilo SH Modas. O top era dois triângulos mínimos ligados por fio fino. A calcinha, um fio dental tão estreito que quase não tinha tecido na frente e nada atrás.

Ela segurou no ar.

— Paulo… isso não cobre nada.

— Exatamente.

Ficou olhando o biquíni por alguns segundos, depois soltou uma risada baixa, quase sem humor.

— Se o Diego ver marca de bronzeado diferente…

— Ele vai ver.

Ela levantou os olhos.

— E aí?

— Aí ele vai perguntar. E você vai inventar alguma desculpa ruim. Ou vai ficar quieta. De qualquer forma, toda vez que ele olhar sua bunda ou seu peito nos próximos dias, vai estar olhando uma marca que eu escolhi. Não ele.

Eu me levantei, tirei a toalha dela sem pedir e comecei a vestir o biquíni nela. O top mal cobria os mamilos. A calcinha sumiu entre as nádegas. Quando terminei, dei um passo atrás e olhei.

— Agora sim. Parece que você pertence a alguém que sabe o que quer.

Ela ficou vermelha, mas não se cobriu.

Na piscina do predio, o sol estava forte. Escolhi um ponto mais afastado, longe das famílias. Ela deitou de bruços primeiro. O fio dental subia a cada movimento mínimo, mostrando quase tudo. Eu passei protetor nela devagar, demorando nas nádegas, abrindo um pouco com os polegares.

Depois pedi o celular dela.

— Desbloqueia.

Ela obedeceu. Eu abri o Instagram e entrei no Close Friends dela. Comecei a tirar fotos. Ela de quatro na areia, olhando por cima do ombro. Deitada de lado, uma perna flexionada. Em pé, de costas, o olhar virado. Close na bunda com o fio perdido no meio. Close no peito marcado pelo top mínimo.

— Esses vão pro nosso Close Friends — falei, postando direto. — Só eu vou ver. Mas você vai saber que estão lá. Toda vez que abrir o app.

Ela não pediu para ver as fotos. Só ficou olhando o mar, o peito subindo e descendo mais rápido.

Em determinado momento ela falou, quase para si:

— Ele mandou mensagem agora pouco. Perguntou se eu estava bem.

— E o que você respondeu?

— Que estava.

Eu me inclinei e falei baixo no ouvido dela:

— Você está mentindo com a buceta ainda latejando da manhã e o cu marcado pelo meu pau. Respondeu que estava bem enquanto usa um biquíni que só uma puta usaria. Isso é o que ele faz de você: uma mentirosa molhada.

Ela fechou os olhos com força.

Voltamos no fim da tarde. O bronzeado novo já aparecia nas linhas do micro biquíni. Em casa eu mandei ela tomar banho de novo. Enquanto a água corria, preparei o jantar e abri outra garrafa de vinho. Deixei sobre a cama o que ela deveria usar:

Uma coleira preta fina de couro, com argola na frente.

Uma calcinha de renda preta ainda menor que a do dia anterior.

E um salto alto, agulha, vermelho.

Nada mais.

Quando ela saiu do banheiro, o cabelo úmido, parou na porta do quarto e viu as peças.

— Paulo…

— Veste.

Ela vestiu em silêncio. A calcinha quase não existia. O salto fazia o corpo arquear. A coleira ficou justa no pescoço. Eu me aproximei, passei o dedo na argola e puxei levemente para baixo, obrigando-a a ajoelhar.

— De hoje em diante, dentro desse apartamento, é assim que você fica quando eu quiser. Coleira, calcinha e salto. Nada de vestido, nada de blusa. Só o que eu deixei.

Ela ajoelhada, olhando para cima.

— E se eu falar não?

— Você não vai. Porque parte de você já espera que eu mande. E a outra parte está molhada só de estar assim.

Eu puxei a argola de novo, mais perto do meu pau ainda dentro da calça.

— Agora você vai ficar ajoelhada enquanto eu termino o jantar. Olhando para mim. Sem falar. Quando eu chamar, você engatinha até a mesa.

Ela obedeceu.

O resto da noite foi devagar e sujo. Eu a usei no chão da cozinha, depois em cima da mesa, depois de novo no sofá. Cada vez que ela gemia, eu puxava a coleira. Cada vez que ela gozava, eu lembrava em voz alta que o namorado dela estava dormindo no interior enquanto a mulher estava de coleira, de salto e engasgando com porra em São Paulo.

No final, deixei ela dormindo no sofá de novo: coleira ainda no pescoço, calcinha deslocada, salto em um dos pés, e marcas novas de mão e de dente no corpo.

Sábado estava fechado.

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