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Uma traição que fez nascer um prazer diferente.

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Um conto erótico de Hero
Categoria: Heterossexual
Contém 2268 palavras
Data: 02/07/2026 20:30:43
Última revisão: 04/07/2026 19:45:01

Uma traição que fez nascer um prazer diferente.

Fevereiro de 2026.

Cara, não sei o que está acontecendo comigo, não consigo entender mais nada sobre os meus desejos, a minha regra de homem casado, a minha ética de macho e muito menos o que está acontecendo na minha vida, na minha casa e com a minha mulher. Eu conheço cada canto dessa casa, cada fio elétrico, mas demorei para entender o que acontecia debaixo do meu próprio teto, com a minha cabeça, comigo mesmo.

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Que bom, eu sou o Felipe, tenho 29 anos e trabalho com TI, passo o dia resolvendo problemas de computador, destravando sistemas, lidando com lógica, com máquinas — sei exatamente onde mexer — mas a minha vida pessoal virou uma bagunça que nenhuma ferramenta conseguia explicar. Sempre fui um cara comum, casado, na minha, sem nunca ter olhado para outro homem — até o Raul virar a nossa vida do avesso. Sou casado com a Letícia há quatro anos, ela tem 28 anos, vende lingerie, cuecas e cosméticos de porta em porta, é uma mulher incrível, parceira, sempre carinhosa, gentil, amável, sempre disposta, nunca tive nenhuma desconfiança dela; também né, ela não sai de casa quase nunca, trabalha em casa, sempre na dela, fala muito pouco com os vizinhos, fala bem baixo, mas tem um jeito manso que convence qualquer um. Moramos em Porto Alegre, numa casa muito grande e bonita, com um pátio e uma piscina pequena que herdamos do seu pai, a minha mãe mora no interior e o meu pai faleceu faz seis anos.

Depois que o meu velho se foi, o Raul foi a única pessoa com quem eu tinha afinidade; ele sempre foi o melhor amigo do meu pai, tem 56 anos, aposentado pelo estado do Rio Grande do Sul na área da segurança, sempre foi muito prestativo para mim, é um homem muito alto, muito forte, um baita alemão, tem mais de um metro e noventa de altura, forte pra caramba, corpo blindado de academia e corrida, careca, tem barba cheia e uns olhos verdes claros que parecem estar te lendo por dentro. Os braços do seu corpo são da grossura da minha coxa, cheios de veias, exala autoridade. A Let perto dele some, kkk: tem um metro e sessenta, é branquinha, daquelas que ficam vermelhas por qualquer coisa, tem cabelo loiro liso e um corpo lindo, uma bunda redonda que marca bem no jeans; perto do Raul, as suas atitudes e postura mudavam, ela baixava a cabeça, ficava sem jeito, mexendo no cabelo. Já eu sou o oposto dos dois: tamanho médio, um metro e setenta e oito, oitenta e dois quilos, barbudo, peludo e com aquela barriguinha de quem toma uma cerveja no fim de semana e come bem, com mãos grossas que mexem em ferramentas. Ela sempre fala que o que mais gosta em mim são os meus olhos e a minha bunda, que é bem redonda, peluda e durinha. Eu dizia que deveria gostar do meu pau, das minhas bolas, kkk:

— Não, amor, a tua bunda é perfeita, linda demais. Adoro tocar nela quando tu tá por cima de mim.

— Tá bom, mas ainda acho que tu tinha que gostar do meu pau, kkk.

O grandão sempre vinha aqui em casa toda semana, dizendo que era para me visitar, ver como a gente estava; a Let sempre servia cafezinho, bolo, sucos, até mesmo às vezes ele vinha e ficava bebendo as suas cervejas na área da piscina com ela, mas diz ela que ficava quieta, só observando de canto. Eu achava que era timidez, por respeito ao amigo da família, mas com o tempo o clima começou a pesar. Comecei a notar uns olhares demorados do seu rosto para ela, e o jeito que ela ficava tensa quando a caminhonete encostava na frente; aquilo começou a me dar um nó no peito, uma mistura estranha de ciúme com uma curiosidade esquisita que não admitia para mim mesmo.

Em um sábado de calor infernal aqui em Porto Alegre, eu estava limpando a piscina e a Letícia na cozinha picando frutas, escutei o motor na rua e o portão bateu: era o Raul, entrou pelos fundos de regata e calção de futebol, mostrando aqueles braços gigantescos.

— Bah, vivente, que trabalheira nesse sol, precisa de uma mão aí?

— Tá quase, só tirando as folhas.

— Olha que a patroa já tá vigiando nós, kkk.

O alemão me olhou e apontou com o queixo, olhei para trás e vi a Letícia na porta com uma jarra de suco: estava muito vermelha, com os olhos cravados no seu rosto, e ajeitou o shortinho curto, visivelmente nervosa.

— Fiz um suco gelado. Vocês querem, Raul? — a voz quase sumiu.

— Bah, salvou a vida. Essa tua hospitalidade me quebra, Letisinha — deu um passo na direção dela, secando o suor do pescoço.

— É o mínimo pro senhor...

— Senhor não, guria, sou quase um irmão pro teu marido, esquece essa cerimônia comigo, kkk.

Ela baixou a cabeça, com o pescoço completamente escarlate; quando foi entregar o copo, a mão dela tremeu, os dedos do seu corpo roçaram os dela por alguns segundos, ela deu uma olhada rápida para mim e puxou o braço de volta, mas ele continuou encarando-a por cima do copo de suco, sem piscar.

— O suco tá bom, mas aquele teu doce de canela da semana passada... É tão bom que dava pra comer até rezando — mandou a real, firme.

— Se quiser, faço mais pro fim de semana — respondeu, quase num sussurro.

— Olha que eu cobro, hein? Não me instiga que viro sócio dessa cozinha.

Fiquei ali com a peneira na mão, assistindo àquilo; havia uma eletricidade muito forte entre os dois. A postura de dominância dele contra o jeito submisso dela criava um tesão palpável no ar, e aquilo, em vez de me enfurecer, começou a me acender de um jeito que nunca tinha sentido. Ao entardecer, sentamos no pátio, ele afundou a cadeira de praia com o tamanho do seu corpo, ela trouxe cerveja, vestindo uma regata leve e um short bem justo, sentou mais afastada, encolhendo as pernas na cadeira.

— Como estão os treinos no Parcão, Raul? Aguenta o ritmo nesse mormaço? — perguntei.

— Calor não me derruba, guri. Teu pai corria comigo no meio-dia e não reclamava, essa gurizada de hoje que se quebra por nada.

— Meu foco é na cabeça, gasto energia ali — brinquei.

— Eu sei, mas o corpo tem que estar pronto. Se tu não cuida do que é teu, o ferro enferruja. Não é, Letícia?

Ela deu um salto na cadeira, assustada com a pergunta direta, olhou para o chão, puxando a barra do short.

— Cada um tem seu ritmo... O Felipe trabalha bastante.

— Trabalha, mas tá deixando o físico de lado, uma mulher bonita dessas do lado exige um cara que aguente o tranco — o Raul soltou, sem filtro nenhum, num tom de pura dominância.

Olhei para a minha mulher e vi que estava mordendo o lábio inferior — o tique que tem quando está muito excitada ou acuada; a minha própria cueca apertou na hora, o clima de safadeza estava escancarado.

— E tu, Raul? Não pensa em arrumar alguém? Um cara boa pinta, sozinho...

— Mulher dá muito trabalho, Felipe, ou é muito nova e não sabe o que quer, ou é rodada e cheia de manias. Gosto de coisa firme. Gosto de mulher que me deixa mandar. Fruta no ponto. Tá difícil de achar.

Falou aquilo olhando fixo nos olhos dela, ela não aguentou a pressão, levantou num pulo e pegou os copos vazios.

— Vou... vou ver o bolo no forno. Com licença.

O Raul acompanhou com os olhos a bunda redonda dela rebolando para dentro de casa e deu um sorriso de canto, totalmente dono da situação; senti um arrepio na espinha, e ali entendi que queria ver até onde aquilo ia. Naquela noite, jantamos quase em silêncio, ela serviu o prato do seu corpo com uma obediência que nunca tinha tido comigo. Dava para ver o desejo naqueles olhos; quando ele foi embora, a casa parecia vazia, mas a energia do alemão tinha ficado ali. No quarto, ela se vestiu só com uma calcinha de renda, deitamos mas nenhum dos dois conseguia se mexer — o fantasma do Raul estava no meio de nós.

— Tu achou ele diferente hoje, amor? — perguntei, sondando.

— Ele... ele é um homem muito firme, né? Decidido. Sabe o que quer — respondeu, virando de costas e respirando fundo.

Fiquei olhando pro teto, sabendo que as coisas já tinham mudado, mas sem dar qualquer sinal de que já desconfiava de algo.

Dias depois, o grandão sumiu por duas semanas. A nossa vida sexual decaiu muito, a rotina voltou a ser cinza, mas a tensão ficou no ar. Ela não me olhava direito, falava pouco, não queria mais ficar comigo, mas eu guardava tudo para mim, sem deixar perceber que já sabia o motivo.

Era sexta, tinha serviço marcado em Novo Hamburgo, mas o cliente desmarcou. Voltei mais cedo, sem avisar ninguém, e ao dobrar a esquina vi a caminhonete dele estacionada na frente. Fiquei parado olhando de longe, o coração disparou, deixei o meu carro bem afastado e fui andando devagar até a casa. Entrei pelos fundos, a porta da cozinha estava encostada, fui até a janela do quarto, empurrei a cortina bem devagar e as minhas pernas ficaram bambas: o Raul estava ali, e ela de joelhos na frente dele.

Vi tudo sem fazer barulho nenhum, sem ser notado. Fiquei escondido, assistindo a cada movimento, e percebi que ali estava a resposta para todas as minhas dúvidas. Quando vi que ele iria embora, me afastei devagar, voltei para o carro e esperei um pouco antes de entrar em casa, para que não desconfiassem de nada.

Quando cheguei, ela veio me receber de roupão, cabelo molhado, tentando disfarçar. Não falei nada, nem mostrei que tinha visto algo. Depois, no banheiro, encontrei a cueca dele esquecida — peguei, senti o cheiro, guardei o que vi e senti só para mim, e depois deixei tudo no lugar como se nada tivesse acontecido. Ela não percebeu que eu tinha visto a peça, nem que eu sabia de tudo. Ninguém desconfia. Ela acha que eu não sei de nada, o Raul também não. E eu continuo ali, observando, guardando o meu segredo, esperando o momento certo.

Cheguei na porta com aquela cara de bobo, olhando ela toda arrumada:

— Tá se arrumando tão linda assim só pra mim!

Ela virou pra mim com um sorriso travesso:

— Do jeito que eu tô me arrumando, não seria pra ti, porque se fosse pra ti eu ia estar muito mais linda!

— Ai amor, eu sei, mas aonde tu vai? Kkkkk!

— Então amor, minha mãe me ligou, ela não tá muito bem e faz tempo que eu não apareço lá, então vou passar a noite com ela e volto só amanhã! Tu se importa?

— Bem capaz! Bem capaz não? Que alívio! Yes, yes, yes!

— Palhaço, para com isso!

— Yes, yes! Livre da Let, livre da Let!

— Para, amor, amor... tô preocupada contigo, tu vai ficar sozinho no domingo?

— A Let vai embora agora! Kkkk! Livre, livre! Kkkk! Tô brincando, amor! Vai lá sim, vai pra casa da sua mãe, pode ficar tranquilo, tu sabe que eu gosto de ficar sozinho em casa.

— É amor, eu sei, eu sei... mas hoje é domingo, né?

— Grandes coisas! Pode ir. Sim, outra coisa: eu vou descer, vou dar uma limpada na piscina, quando tu tiver saindo tu me avisa, tá? Dá um beijinho.

Ela chegou mais perto:

— Beijinho? Dá um beijinho aqui, sabe... só que eu não quero só um beijinho, amor.

— Mas tu não tem tempo, meu amor.

— Ah, eu sei... só tô brincando contigo! Beijo, até amanhã!

Ela desceu as escadas, foi até a beira da piscina e disse:

— Amor, o Uber já tá chegando! Tchau!

Eu só acenei, e pensei baixinho: finalmente um tempo só para mim.

Mal terminei de limpar a piscina e vi o Raul chegar. Fui ao encontro dele como se não esperasse nada:

— Oi, Raul! Tudo bem? A Let acabou de sair, foi pra casa da mãe dela.

— Oi Lipe... não vim procurar ela não, vim falar contigo mesmo.

— Ah tá? Pois então, entra aí.

Os olhos seus percorreram devagar cada canto da casa como se ainda duvidasse do que falei, então perguntei:

— Mas então, diz aí o que um grande amigo quer?

— Que? Ah... bah, cara, kkkk, acho que eu tô ficando velho, sabe? Acabei esquecendo o que ia dizer — deu uma risada baixa, coçou a cabeça.

— Kkkk não tá não! Mas nem esquenta, vamos beber uma?

— É, acho que vai cair bem.

— Claro que vai.

— Tá, mas... ela vem ainda hoje?

— Não, foi pra casa da sua mãe, porra que alívio, kkk! Vai me dar um alívio agora!

— Bah, isso é muito bom, kkk! Às vezes faz bem ficar um pouco distante das mulheres, elas enchem muito o saco, né?

— Elas enchem e desvaziam o saco, kkkkkk!

— Pô, Felipe, é a tua mulher! Kkk.

— Grande coisa! Mulher longe é felicidade perto, kkk.

Sentamos ali, abrimos as garrafas e fomos conversando, no começo só besteiras e histórias antigas, mas aos poucos o clima foi esquentando, os olhares demoravam mais e eu sentia que finalmente ia descobrir se aquilo que faltava era real. Contei que ver já não bastava, que queria ir além, ele sorriu aquele sorriso calmo de quem já imaginava algo:

— Eu também vinha reparando em ti, guri, tu tem uma força que não mostra, né?

Ali ficamos só nós dois, sem pressa, sem ruídos, e tudo começou a mudar de vez.

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Foto de perfil de  Gipsy sexy Gipsy sexyContos: 140Seguidores: 253Seguindo: 23Mensagem Casado, 45 anos, branco, hetero, tenho boa criatividade, tenho um filho gay, não tenho problema de escrever nem um tipo de conto..

Comentários

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Conto sensacionbal. Não vejo a hora de ler a continuação...

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você está virando um dos melhores contistas do site. Adoro contos de cornos como eu, mas só se contados da perspectiva do corno, e você é muito bom nisso.

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Gostou de ser corno do véio né meu chapa! Eu tô teu lugar ia comer ela de qualquer jeito, com dor de cabeça ou não.

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E o cara era amigo do Pai do Felipe e amigo dele e esta fazendo isso com ele ,imagina se não fosse kkk.Tem razão ele não querer arrumar uma mulher, ele tem a do Felipe kkk.

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-Senti um arrepio na espinha, ai que entendi que queria ver até onde aquilo ia. Onde vai dar é um belo chifre na sua cabeça seu corno. Essa onda de corno manso, ta dominando o cdc, agora ate corno cheirador de cueca do macho da puta vadia.

Mas a história tá boa, torcendo para o corno reagir.

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