QUEM DISSE QUE QUEM AMA E É RESPEITADA É O QUE AS MULHERES QUEREM
Sou o Fernando, o Nandão, trinta e quatro anos. Casado há dez anos com a mulher mais linda, mais incrível, a minha parceria pra tudo, a Letícia, a Let, como a chamo sempre. Durante todo esse tempo, sempre achei que éramos um casal perfeito, que eu era o homem que ela precisava pra ser feliz, assim como eu era com ela. Sou um cara tranquilo, quieto mas atento, branco, peludão, muitos dizem que sou bonitão, magro, de cavanhaque; nunca me dediquei a malhar ou cuidar do corpo como deveria, mas sou uma pessoa legal. Trabalho como vendedor de uma marca de cerveja muito conhecida na região, passo boa parte do dia na rua, visitando clientes e rodando horas pelas cidades vizinhas, ouvindo reclamações de alguns deles. Quando chego em casa, todo aquele estresse acaba quando a vejo, fico satisfeito por ter uma mulher incrível me esperando ao meu lado e, é claro, por poder exercer o papel de um homem: proteger, prover e, em breve, procriar, dando conforto pra mulher que amo mais do que tudo na vida. As mulheres sempre dizem que todos os homens são iguais, mas agora provo que isso é mentira, pois a nossa vida sexual estava esfriando dia a dia, mas não por minha causa. Ela não quer mais fazer nada comigo, sempre arruma uma desculpa qualquer, e eu continuo tentando fazer tudo o que ela gosta, mas não consigo saber se ela gosta tanto de mim quanto eu gosto dela.
Na noite passada, tentei curtir com ela de novo: comecei a beijá-la, falar como ela é linda e gostosa, acariciar sua bunda e seus seios. Meu pau estava muito duro, eu acreditava que íamos ficar juntos de verdade naquela noite, mas quando tirei a cueca e fiquei pelado, me olhou, sorriu e disse que ia ao banheiro antes, pegou o celular e saiu do quarto. Uns minutos depois voltou falando com alguém, disse que era a amiga que estava com problemas, passou quase uma hora fora e eu acabei dormindo. Acordei às seis horas e ela já estava deitada ao meu lado, desci pra cozinha fazer café.
Mas o que descobri nesses últimos dias acabou comigo de vez, destruiu a minha alma de um jeito que nem consigo explicar direito, parecia um pesadelo onde o chão desapareceu debaixo dos meus pés e o baque foi grande demais. Durante todo o casamento, sempre achei que as nossas noites de amor eram perfeitas, pois demonstrava reações intensas que eu, na minha ilusão, julguei ser de puro prazer: gritava muito, apertava minhas costas com as unhas, pedia pra parar, dizia com a voz embargada que doía muito e não aguentava mais. Pra mim era a maior prova de que eu dava conta, de que a satisfazia como nenhum outro, nunca passou pela minha cabeça que aquilo tudo era uma farsa, uma mentira nojenta que ela fingia só pra não me magoar.
Era sábado, nove horas da manhã, eu estava no sofá assistindo jogo quando ouvi os passos dela descendo as escadas. Sentou ao meu lado, passei a mão com carinho na sua perna, me deu um beijo demorado no rosto e ficou me olhando com aqueles olhos meigos que achava tão lindos, dizendo suavemente que me amava muito. Pediu com jeito doce pra eu não ficar chateado com o que ia dizer, que não queria brigar nem me ver triste; fiquei sem entender, mas senti uma pontada estranha no peito e falei calmamente que não ia ficar bravo, que podia falar qualquer coisa e que nenhum problema era maior do que nós dois, baixou os olhos, ficou mexendo nos dedos por um tempão, parecia com medo e vergonha, repetiu várias vezes pra mim não ficar magoado e que nada ia mudar entre nós, então falou:
— Amor, escuta bem.
— Hum, que mistério, meu amor.
— Não é mistério, é receio de te ofender.
— Sabe que pode falar tudo comigo, Let. Nenhum problema é impossível de resolvermos juntos. Fala logo o que é.
— Promete que não vai ficar bravo e que isso não muda nada? Estou com muita vergonha, de verdade.
— Prometo, meu amor. Fala de uma vez.
— Não é reclamação, estou muito satisfeita contigo… mas… não teria jeito de o seu pau ficar só um pouquinho maior e mais grosso? Se fosse um pouco maior, seria melhor pra nós dois.
Na hora fiquei paralisado, parei de respirar por um segundo, senti como se alguém tivesse dado um soco forte no meio do estômago, fiquei sem ar e sem reação. Tentei pensar que ela só queria aproveitar mais, que não tinha má intenção, mas não conseguia parar de me culpar, de achar que devia ser melhor e ter mais pra dar pra quem dediquei toda a minha vida. Fiquei girando na cabeça: será que ela ficou calada todos esses anos por pena? Será que sempre olhou pra mim como se eu fosse menos do que precisava? Me senti tão pequeno e inútil, como se tudo o que construímos não tivesse valido nada.
Um tempo depois fui ao mercado comprar coisas pro almoço, e ao voltar passei na casa do seu Jorge, o seu pai , e vi o seu carro estacionado na entrada da garagem. Logo atrás, o seu Maurício chegava de caminhonete e buzinava impaciente, pois não conseguia entrar. Achei estranho, pois não tinha me avisado que ia visitar o pai, e ele raramente está em Porto Alegre, quase sempre fica na praia. Entrei no pátio pensando em zoar com o sogro, mas ouvi vozes e gemidos vindo da sala, depois risadas de homens brincando com o Maurício por ele quase perder a festinha. Espiei pelo vão da porta e não acreditei no que vi: a Letícia de quatro no sofá, o Rogério socando no seu cu, o Júlio com o pau atolado na sua boca e o Maurício tirando a calça pra entrar também, parou de chupar, olhou pra trás e falou:
— Pensei que o garanhão mais dotado não ia me dar a honra de ser fudida hoje, kkk.
— Claro que ia, nunca recuso uma festinha dessas, kkk. E vi o Fernando no mercado comprando comida e cerveja, esperei ele sair pra vir pra cá.
— Ele estava no mercado? Tadinho, vai ficar sozinho hoje, kkk.
— Porra, Let, tu é mesmo uma vadia, kkk. Podia ter deixado o almoço pronto, já que volta só amanhã.
— É, tenho que ligar pra ele inventar uma desculpa pra não ir pra casa hoje, mas isso é fácil.
— Mas ele não é tão trouxa assim, tem que ser uma desculpa boa.
— É, kkk, falo que a mãe ficou doente de novo, kkk.
— Só tu mesmo, Roger. Já falei que a Sandrinha estava doente, que o pai precisava de companhia, que fui ao cinema com a Júlia… já não tenho mais ideias, kkk.
— Tá bom, agora deixa eu mostrar como se faz pra deixar uma mulher gostosa assim com prazer, kkk.
— Humm, rapazes, agora é a hora de vocês verem o meu garanhão trabalhar.
O Maurício ficou pelado, se encaixou atrás e meteu aquele pau enorme todo na sua buceta de uma vez, ela deu um grito tão alto que a rua inteira deve ter ouvido. Os outros riram dizendo que eles tinham cuidado pra não machucar e ele tinha feito aquilo de primeira, mas ele não queria saber de conversa: agarrou firme nos seus quadris e começou a socar com toda a força, metendo até o fundo sem dó. O barulho do pau batendo na sua bunda era alto e forte, ele tirava quase tudo e metia de novo com violência, fazendo ela se contorcer, revirar os olhos e arranhar o sofá de puro prazer. Pra mim foi uma humilhação ver ela naquele transe, recebendo tudo e gozando tanto que o líquido escorria pelas coxas como uma cachoeira, totalmente entregue àquele homem.
Enquanto o Maurício continuava, o Rogério e o Júlio foram pra sua frente , rindo e se exibindo, encostaram os paus duros na sua boca e obrigaram-na a abrir o máximo que podia, agarrou os dois e começou a chupar os dois juntos com uma facilidade que me deu nojo, engolindo tudo enquanto gemia abafada. A mesa ao lado chegava a balançar com o impacto, rebolava e pedia pra meter mais forte, provando que tinha encontrado o que queria nas minhas costas. Depois eles mudaram de posição: o Rogério se posicionou ao lado do Maurício pra fazer dupla penetração, e ver ela recebendo os dois paus enormes ao mesmo tempo, um na buceta e o outro no cuzinho, foi o golpe final na minha alma. Mas aí percebi uma coisa: o pau do Rogério e do Júlio eram menores que o meu, só o Maurício tinha um tamanho parecido ou um pouco mais grosso,tudo o que falou sobre o meu pau era mentira, só pra me humilhar e botar pra baixo, pois se o tamanho fosse o problema não ia estar ali se entregando assim. Também vi que eles metiam forte e sem cuidado, a puta não reclamava de dor como fazia comigo.
O Maurício segurando seus cabelos puxou a sua cabeça pra trás, socando ainda mais forte, e ela gritava com dor e prazer sem parar. Na frente, o Júlio enfiava o pau bem no fundo da sua garganta , e de vez em quando eles batiam o pau no seu rosto , deixando a sua pele marcada. Ela nunca gostou de ficar tanto tempo assim comigo, e agora pedia pra continuar mais.
Quando eles começaram a cansar, o Rogério gozou na sua boca , depois o Júlio fez o mesmo, e engoliu tudo sem deixar cair nada, limpando até a ponta com a boca. Nunca deixou eu gozar na sua boca, mas com eles fazia aquilo com vontade. Depois o Maurício descansou um pouco, ficou duro de novo, ela sentou no colo dele e começou a rebolar, enquanto o Júlio metia por trás de novo. O Rogério ficou sentado ao lado batendo punheta olhando pra eles, e ela aceitava cada tapa e puxão, implorando por mais, parecendo outra mulher. fiquei ali escondido, vendo o meu casamento acabar e percebendo que tudo o que construímos em dez anos não valia nada pra ela.
Quando eles pararam pra respirar, limpou a boca, olhou pra trás com um sorriso de deboche e disse que podiam continuar, que depois dava um jeito. Disse que eu era desligado e acreditava em qualquer desculpa, que ia falar que a mãe tinha passado mal de novo. O Maurício brincou que o seu pai era assim também, parecia distraído mas era muito esperto, que eu era igual a ele, um otário.
Voltei pro meu carro com as pernas bambas, saí sem rumo e passei todo o fim de semana num motel barato, bebendo cerveja pra tentar esquecer aquela cena, mas não adiantou nada, ela ficava girando na minha cabeça sem parar. Na segunda-feira o celular não parou de tocar, era ela, deixei tocar até cair na caixa postal, depois veio mensagem perguntando onde eu estava e se tinha dado algo errado no trabalho. Respondi seco que estava bem, tive que resolver uns problemas e precisava pensar, que ia passar em casa à noite pra conversar.
Cheguei em casa, o cheiro do perfume dela me veio forte e me deu ânsia, estava no sofá, veio me abraçar com cara de santa, mas eu dei um passo pra trás, segurei seus braços pra manter distância e olhei bem nos olhos dela:
— Posso pedir uma coisa? A última coisa que faço por aqui.
— Claro, amor! Por que "a última"? Vem cá, me abraça.
— Não. Não encosta em mim, não toca em mim, entendeu, Letícia?
— Amor, o que aconteceu? É problema no trabalho? Está me assustando…
— No trabalho? Não, não tenho problema nenhum. Na verdade, pela primeira vez em dez anos, não tenho problema nenhum. Sabe por quê? Porque o pior problema da minha vida acabou.
— Fernando, por favor, me explica!
— Não precisa explicar nada, já aconteceu tudo. Tchau. Vou embora e te peço pra nunca mais me procurar. A não ser pra avisar que agora tem o tal centímetro que faltava, pra não reclamar mais. Espero que seja feliz assim, do jeito que quis.
Me virei fui embora sem olhar pra trás, ouvi ela gritando que me amava e não queria que eu fosse, mas não voltei. Fechei a porta e deixei pra trás tudo o que entreguei de mim: o amor, a vida, o cuidado, e devolvi a liberdade que ela disse sempre querer, sem compromissos, sem regras, só prazer de momento.
Seis meses depois a encontrei na parada de ônibus: estava com aparência horrível, parecia ter envelhecido vinte anos, contando moedas pra pagar a passagem. Soube que vendeu o seu carro dois meses depois que eu saí.
Fim.
