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Tendências – Cap 22 - Primeiro Assédio!

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Da série Tendências
Um conto erótico de Cigana CD
Categoria: Crossdresser
Contém 2055 palavras
Data: 16/07/2026 23:05:49

Tendências – Cap 22 - Primeiro Assédio!

Feminização, Menino para Menina, Transição, Crossdresser

Este episódio ocorreu a algum tempo, não há uso de material ilícito, nem apologias a uso de violência/drogas/pedofilia. Conta a história de Amanda, muito antes dela saber que seria Amanda.

No ônibus, acabei pegando um horário mais lotado, nem me liguei que estava feminina, nas idas para escola eu era menino, na volta da loja quando de ônibus também, esta era a primeira vez que retornei de ônibus.

Eu estava de saia, jaqueta e meia calça, e saltinho, do jeito que estava na médica, mas percebi uns garotos me olhando, um deles veio e começou a se insinuar, eu sem saber o que fazer, desconversei e tive a primeira importunação sexual, ele passou a mão em minha bunda e tentou pegar os meus seios.

Acho que eles sentiram que eu estava vulnerável, eu me assustei com a presença deles, eu devo com certeza ter demonstrado este medo, mas eu estava com medo.

Tentei me afastar, mas estava lotado, apenas homens a minha volta, e eu estava com uma bolsa da loja com roupas para lavar, da outra semana que não pegamos no sábado, e com uma mão só me apoiando na parte superior do ônibus, estava vulnerável.

O seu amigo que estava assistindo, virou-se em minha direção, se mexendo conforme o ônibus andava, como se fosse sair, mas virou-se ao meu lado, de frente para mim e como seu amigo passou a mão na minha calcinha, de frente, eu fiquei parada, com medo, agora eram 2 abusadores, isso ficou por uns 3 minutos, eu comecei a chorar, sem conseguir falar nada, quando ouvi de longe, uns dois bancos na parte de trás do ônibus, uma mulher gritando.

– Tem "tarado" , "mão boba" no ônibus, motorista para o carro e ninguém desce.

Ela disse já com o telefone, me filmando e as pessoas à minha volta e gritou.

– Tá tudo aqui, já chamei a polícia, motorista para agora esse carro.

Dois homens ao meu lado, já olharam pra senhora perguntando quem estava sendo abusada e ela apontou para mim, falando.

– É a menina ali que tá sendo abusada, é os moleques atrás e na frente, tem filmagem deles passando a mão nos seios dela e no cabelo. Não consegui pegar as mãos deles por baixo, mas ela começou a chorar.

Os dois já se viraram para mim, empurraram as pessoas, até chegar a mim, olharam os dois moleques e empurraram os moleques um pra cada lado, alguns começaram a xingar, e foi estranho, como se um buraco se formasse no ônibus e ninguém tocou em mim, as pessoas foram se afastando, dando espaço e os 2 primeiros homens, segurando os abusadores pelo braço, foram xingando.

O Motorista que já tinha parado o ônibus lá na frente, ligou pra empresa, falou o que estava acontecendo e abriu sua porta, já lá fora pelos gritos e confusão e xingamento de dentro do ônibus, acenou e um outro ônibus parou e veio até o motorista.

Nisso o motorista do ônibus, pela janela foi falando com a mulher que mostrou quem eram os moleques, já estavam ali sendo xingados pelos outros dois brutamontes, ele falou que iria abrir a porta, cuidada pelo outro motorista, que falou para as pessoas que eram trabalhadoras saírem e irem pro outro ônibus e assim ficou eu, a mulher uns 6 caras (entre eles os 2 que seguravam os moleques), todas as mulheres que iriam depor, pois já tinham sofrido abuso pelos moleques e não tiveram coragem em outras viagens.

Chegou a polícia nesse meio tempo, administrou o trânsito, todos foram retirados do ônibus, quando já tinha umas 6 viaturas bloqueando a tudo, o ônibus vazio saiu em direção ao terminal que era ali perto e por sorte não rolou violência, o que seria ruim para todos, mas os 2 moleques foram para a viatura, chegou mais 1 micro ônibus e fomos para a delegacia.

Chegando lá eu ainda chorando, a mulher me acolheu e falou.

– Calma menina, me diga pra quem eu devo ligar, não fale nada ainda com ninguém, espere sua mãe chegar, pelo jeito você é de menor, então vou ficar com você, sou de uma ong de combate a violência à mulher, se não tiver, já tá vindo minha advogada, digo da ONG, e logo já vamos te dar apoio, sou Joana, me fala o nr de sua mãe e eu converso com ela sem assustar.

Eu disse, logo ela ligou, falou com mamãe de mãos dadas comigo, desligou e mamãe ligou assustada para mim, dava para ver o barulho dela saindo de casa, fechando porta e vindo, embora rápida estava aparentemente calma, a Joana deve ter se apresentado e tudo mais, estava tão confusa e não conseguia prestar total atenção a tudo, então Joana falou.

– Sua mãe não disse, mas percebo que é uma menina trans, me confirma por favor que já vou chamar minha amiga de outra ONG e juntas vamos te ajudar, ela é psicóloga, posso ?

– Não sei, eu não sei, eu quero ir embora.

– Calma, eu vou chamar, mas direi a sua mãe o que estarei fazendo, fica calma, eu lido quase todos os dias com situações dessas, pode ficar tranquila, estou aqui para te proteger, conheço essa delegacia, eles irão lhe tratar com respeito, só não fale nada ainda, por favor, como é de menor, apenas diga isso e que sua mãe está vindo, não fale sobre mais nada, se acalme, em 10 minutos sua mãe chega.

Chegou a delegada, ela começou a me perguntar coisas então Joana interveio.

– Dra, já entramos em contato com a mãe dela, ela é de menor, peço uns 10 minutos, meu pessoal tá vindo, consegue aguardar, não sei o que a mãe irá decidir, só peço que não a pressione, por favor Dra.

– Pô Jô, não vou fazer nada que não seja na lei, mas tudo bem, você é uma pessoa direita, então vou dar um tempo, enquanto isso vou pegar o depoimento dos outros dois,e das meninas, só me confirme quem são, por que vieram todas no micro onibus???

Joana pegou os vídeos e mostrou, então a Delegada pediu para Joana repassar para ela, agora ela sabia que em uma viatura na jaulinha tinha os 2 abusadores e na Van ou Micro onibus os outros 4 homens e algumas mulheres.

– Joaquim, olha ai para mim a Van com os 4 homens, são do bem, testemunhas, tragam eles aqui para depoimento, os dois da gaiolinha deixa lá por enquanto, ninguém mexe com eles entendido, peça também para a Policial Sonia, atender as meninas, elas são testemunhas ou já sofreram abuso e identificaram os meliantes, precisamos destes depoimentos o mais rápido possivel, agiliza ai ok.

Isso já tava começando uma aglomeração no pátio da delegacia, era normal, quando chegava viaturas com pessoas, a Van e aumentava a aglomeração e a curiosidade era enorme e alguém já tinha falado que tinha estupradores ali, a história já tinha aumentado, tinha gente tirando fotos de celular alguns falando e de dentro víamos apenas aumentar a multidão.

Os homens foram ouvidos, rapidamente liberados, e a Delegada pediu para levarem eles até o Terminal, era inusitado isso para mim, mas como eles foram voluntários para virem, tratando-se de assédio, e eles não tendo nenhuma ficha, ela liberou pois já tinha os depoimentos, feitos com eles em lugares diferentes, e a multidão podia ser prejudicial aos homens, confundindo até com bandidos.

Uns eternos 12 minutos e mamãe chegou, já apavorada, mas me vendo apenas chorando me abraçou, fez as perguntas se tava machucada, se estava tudo bem, se me agrediram, nisso delegada chegou e falou.

– A Sra, é a mãe, por favor traga sua filha, a Joana vem junto.

Deu apenas tempo de mamãe olhando Joana falar.

– Obrigada Joana, sou grata.

E assim entramos, Joana foi apresentada, logo em seguida chegou o seu pessoal da ONG, mamãe agradeceu a todos, ela aceitou a advogada, e assim foi iniciado a minha identificação, assim que mamãe abriu sua carteira e tirou minha identidade, pois eu só andava com a de estudante a Dra parou e disse:

– Bom, vejo aqui que precisamos mudar um pouco os procedimentos, vou chamar uma escrivã, Diego, por favor, troque de lugar com a Bianca, depois conversamos. Peço que todos fiquem em silêncio, logo retomaremos. Demais tirando a mãe, vão para a ante sala, por favor, advogada e psicóloga fiquem, desde que a mãe concorde.

Mamãe apenas fez que sim com a cabeça permitindo.

Essa troca ocorreu até que rapidamente, assim que Bianca chegou, a Delegada falou.

– Bianca, assuma o depoimento, tratase da menor Xxxxxxx Xx Xxxxxxxxxxxxx , identificada como uma menina, documentos nr, registro civil masculino, mas … espere, perdão.

Ela olhou para mim e disse suavemente.

– Querida, como posso lhe chamar, farei algumas perguntas, não se sinta ofendida, mas tenho que registrar seus dados civis, depois se for seu desejo lhe trataremos pelo nome social, sua mãe concordando faremos como disse ou como melhor for, a Bianca foi chamada por ser uma Policial feminina, ela é trans também, por isso sinta-se mais à vontade, a Joana já conhece nossos procedimentos, ela poderá retornar a sala assim que nós terminar seu depoimento, que faremos isso em separado para não influenciar nenhuma testemunha, vítima ou acusados.

Ela parou e olhou para mim e mamãe e nisso mamãe disse.

– Filha, pode responder a delegada, Dra advogada, pode intervir caso ache necessário, na defesa de minha filha, obrigado Delegada pelo acolhimento.

– Vamos lá então, primeiro como podemos lhe chamar?

– Amanda, e eu disse meu nome completo com sobrenome, e fui respondendo as perguntas que eram de praxe, idade, documentos, e após todas as perguntas veio a que me assustou.

– Bom, Amanda, agora conte-nos como tudo começou.

E eu fui detalhando, nisso bateram a porta e o outro escrivão disse que havia terminado o depoimento de Joana, que iria trazer os 2 infratores para dentro, que já sabia que ambos eram maiores de idade, e um já tinham passagem por abuso.

Ao ouvir isso comecei a tremer e a chorar, a delegada chamou a atenção do outro escrivão, pediu para ele fechar a porta e não interromper, fazer o que falou e aguardar terminarmos.

Eu me acalmei e a delegada, repetiu a última frase pedindo para eu continuar.

Dali fomos para outra sala, aguardar, Joana veio conversar, se prontificou a acompanhar nosso caso, junto com sua amiga que acabara de acompanhar as outras vítimas anteriores e era de um grupo de auxílio a famílias com pessoas LGBTQIA+, de apoio às famílias, mamãe conversou muito com ela e comigo, e logo a Delegada nos liberou, demorou um pouco pois teve que dispersar a multidão lá fora, um dos agressores, fora preso e enviado ao presídio pois tinha um mandado de prisão, o outro saiu dali para uma delegacia maior, para evitar problemas, com eles dispersos a multidão que queria confusão foi embora.

Saímos por uma outra saída, a mamãe havia deixado o carro no estacionamento da polícia, quando chegou e se identificou, assim saímos e em casa fui tomar um banho, me sentia nojenta, mesmo não tendo encostado de fato e alguma parte de mim, apenas na meia calça e calcinha, e por cima do vestido, mas me sentia nojenta.

Mamãe enquanto tomava banho, pegou tudo e em um saco, também não queria aquelas roupas comigo, e foi dizendo algumas providências, como eu só voltar de Uber por um tempo, ela me pegar dia sim dia não no trabalho e etc.

Me acalmei mas pedi para não falar nada para Rose, não queria deixar ela nervosa, e eu era apenas mais uma na estatística, não saiu nada no jornal local, nem na semana, na sexta como havíamos marcado com Rose, fomos jantar com elas na casa de Rose e lá eu iniciei a conversa na sala depois do jantar.

Houve choro, indignação, mas também Rose sofrerá isto, mas em casa, por um primo dela que morava com eles e abusou dela quando ela era ainda um menino gay, como ela disse logo depois, era o motivo delas terem mudado de cidade e vindo para cá.

Eu fiquei abraçada a ela chorando e ela também e quando nos acalmamos era hora de ir embora, nos despedimos e sábado combinamos uma saída pra espairecer em um shopping perto dali.

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Comentários

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Barra pesada essa situação desconfortável. Complicado demais! O pior que se duvidar ate os homens cis sofrem assédio também ,mas acho muito pouco provável

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