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Agora todo mundo quer comer minha mulher parte 10

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Um conto erótico de Ricardo
Categoria: Heterossexual
Contém 3351 palavras
Data: 14/07/2026 06:31:34

É com muita alegria que compartilho que, neste mês, fomos um dos 40 contos mais lidos do mês da CasadosContos

A Vanessa soltava gemidos que pareciam vir das entranhas. Era uma mistura de agonia e êxtase que cortava o som da cachoeira. Com o corpo todo arqueado, a cabeça pendurada para trás enquanto o Bruno a dominava na garganta, ela parecia não ter mais controle nenhum. O Juliano socava a buceta dela sem dó, cada estocada fazia o corpo dela dar um solavanco, e eu, lá atrás, arrombando o cuzinho dela sem parar, sentia as paredes internas pulsando e apertando o meu pau como se quisessem me sugar por inteiro.

O barulho na pedra da cachoeira — era uma loucura. O *nhum-nhum* molhado do Bruno na garganta dela se misturava com o estalo seco da minha pica batendo no cu dela e o som das coxas dela batendo nas coxas do Juliano. Ela gemia alto, uns sons abafados, tentando dizer alguma coisa, mas tudo o que saía era um choro de puro prazer.

A pele dela tava toda avermelhada, o suor misturado com a água da queda d'água deixava ela brilhando no sol que batia entre as árvores. Ela cavalgava o Juliano com uma voracidade selvagem enquanto o Bruno quase a sufocava com o pau, e eu lá atrás, não dava descanso. Eu dava umas estocadas tão profundas que via o corpo dela ser empurrado todo para a frente, contra o Juliano.

— Isso... mais... enfia tudo! — ela gemia com a voz toda tesuda, o rosto suado, os olhos vidrados de tanto tesão. Ela tava no limite. A cada vez que ela tomava uma pica na garganta, ela apertava o meu pau com o cu com uma força que me deixava tonto. A gente não ia parar. Ninguém ali tinha limite. O prazer dela era o nosso prazer, e ver ela ali, sendo destroçada pelos três, era a cena mais insana e gostosa que eu já tinha visto na vida. Ela soltava uns gritos agudos que pareciam se perder na mata, e a gente continuava socando, sem piedade, cada vez mais fundo, cada vez mais bruto.

Foram dez minutos que pareceram horas de pura loucura. O ritmo não diminuiu um segundo; pelo contrário, a intensidade só subiu. O ar estava pesado, o som de carne contra carne e os gemidos desesperados da Vanessa preenchiam todo o ambiente, abafando o barulho da cachoeira. O corpo dela já estava marcado de vermelho, tremendo, quase em colapso.

O Juliano começou a urrar, o ritmo dele ficou descontrolado e ele começou a socar a buceta dela com uma fúria brutal. O Bruno, lá na garganta dela, não aguentou a pressão e começou a dar estocadas rápidas e secas, forçando o pau fundo, fazendo ela soltar gemidos de engasgo. Eu, ali atrás, vendo o cu dela apertando o meu pau com uma força que eu sentia que ia me fazer explodir, dei uma última sequência de estocadas violentas.

Foi uma explosão coletiva.

O Juliano descarregou tudo dentro da buceta dela, com o corpo todo travado em espasmos. O Bruno puxou a cabeça dela pra frente e despejou leitadas grossas na garganta dela, fazendo ela se afogar enquanto engolia cada gota. Eu, sentindo o calor do cu dela apertar meu pau com tudo, dei a última investida lá no fundo e gozeiii todo meu leite no cuzinho dela.

A Vanessa entrou em um orgasmo tão violento que ela parou de respirar por um momento. Ela deu um grito agudo que ecoou na mata e depois desabou em cima de mim, com o corpo mole e trêmulo. O esperma dos três homens escorria por ela, sujando o rosto, a buceta e o cuzinho dela. Ela estava completamente coberta, branca de tanto leite, com uma cara de êxtase total, como se tivesse sido purificada pela nossa luxúria.

Ficamos todos ali, arfando, jogados na pedra. O cheiro de sexo e suor tava impregnado em tudo. A Vanessa, com os olhos revirados, ainda sentindo o calor do nosso gozo dentro dela, abriu um sorriso cansado, toda suja, sentindo o peso da nossa entrega. A gente tinha acabado com ela, e ela parecia nunca ter estado tão satisfeita.

Depois de uns minutos, a respiração começou a voltar ao normal, mas o clima ainda era pesado. A Vanessa tava ali, deitada sobre mim, com o corpo todo melado do nosso leite, parecendo uma boneca quebrada de tanto prazer. O Bruno e o Juliano tavam sentados na beira da pedra, recuperando o fôlego, com aquela cara de quem tinha acabado de sair de uma guerra.

A Vanessa levantou a cabeça devagar, o rosto todo sujo, e olhou pra cada um de nós com um sorriso preguiçoso e cheio de orgulho. Ela tava se sentindo a dona da situação, a mulher mais desejada do mundo naquele momento.

— Vocês foram muito bem, meus gostosos— ela murmurou, a voz ainda toda arrastada de tesão. — Mas precisamos ir, né?

Eu dei uma risada rouca, ainda sentindo o meu pau latejar de leve.

O Bruno e o Juliano se olharam, Eles começaram a se vestir em silêncio, ainda meio anestesiados.

— A gente precisa ir — o Juliano disse, rouco, enquanto terminava de abotoar a calça, sem conseguir tirar o olho do corpo da Vanessa. — Mas isso aqui... isso não vai sair da minha cabeça nunca.

Eu me levantei, ajudei a Vanessa a se levantar e a gente foi até a água pra tirar o excesso da sujeira. A água gelada limpou o corpo dela, mas aquele cheiro de sexo ia ficar na pele por muito tempo. Quando a gente saiu da trilha e voltou pra caminhonete, o sol já tava começando a baixar. O Bruno e o Juliano sumiram no meio do mato, cada um pro seu lado, como se fossem fantasmas que a gente tinha invocado só pra aquela tarde.

No caminho de volta pra cidade, dentro da caminhonete, a Vanessa encostou a cabeça no meu ombro e suspirou, olhando a estrada.

A viagem de volta foi silenciosa, mas carregada. Aquele clima de "fim de festa" misturado com a adrenalina ainda batia forte. Quando chegamos em casa e atravessamos a porta, a sensação de que a nossa rotina tinha mudado para sempre era inevitável. A casa parecia um santuário de segredos.

A porta de casa fechou e o silêncio lá fora pareceu sumir. A gente entrou e tudo parecia parado, como se a casa estivesse esperando a gente voltar carregando aquele cheiro forte de sexo. A Vanessa não disse nada, ela só caminhou direto pro meio da sala, parou e olhou em volta. Ela ainda parecia suja, com o cabelo meio bagunçado e aquele brilho no olho de quem tinha acabado de fazer uma loucura que nunca ia esquecer.

Ela se virou pra mim, com um sorriso de lado, aquele jeito dela de quem sabia exatamente o poder que tinha.

— Você tá pensando no que, Rafa? — ela perguntou, com a voz ainda arrastada, como se tivesse engolido toda aquela história e agora estivesse pronta pra próxima.

Eu fiquei parado na porta, sentindo o corpo ainda vibrar.

— Não consigo parar de pensar neles — falei, sentindo o peito apertar de um jeito doido. — E na forma como você se entregou praqueles caras.

Ela deu um passo em minha direção, tirando o resto de roupa que ainda estava grudada no corpo pelo suor. Ela não tinha vergonha. Ela se aproximou, passou a mão no meu rosto e, de repente, me empurrou pro sofá. Ela montou em cima de mim, sem aviso, e começou a beijar o meu pescoço, mordendo de leve, como se quisesse marcar território.

— Aquilo não foi nada perto do que a gente vai fazer agora — ela sussurrou no meu ouvido. — Aquela rotina nossa... aquele jeito de viver de antes... esquece. A partir de hoje, a gente não tem mais limite.

Ela começou a rebolar em cima de mim, devagar, sentindo o meu corpo reagir na hora. A casa não parecia mais o nosso canto sossegado; agora era o lugar onde a gente ia guardar tudo o que a gente ia aprontar. Ela se inclinou, olhou nos meus olhos e, com uma firmeza que me deixou sem ar, completou:

— Toma um banho, limpa esse suor. Mas não tenta esquecer nada, porque eu não vou. Isso é só o começo de tudo que a gente vai viver.

Ela se levantou e foi pro quarto, deixando o cheiro dela impregnado no ar. Eu fiquei lá, no escuro, ouvindo o barulho do chuveiro ligando, sentindo que aquela vida de antes tinha acabado ali, na beira daquela cachoeira, e que a partir de agora, o tudo tinha mudado de verdade.

Eu fui pro banheiro, mas não consegui nem ligar o chuveiro direito. Fiquei ali parado, olhando pro espelho, tentando processar o que tinha rolado. Minhas mãos ainda tremiam um pouco. Eu via o reflexo do meu corpo, ainda marcado de suor e do esforço, e a imagem da Vanessa naquela cachoeira, sendo usada por três homens, não saía da minha cabeça. Não era só tesão; era uma sensação de posse misturada com uma entrega que eu nunca tinha sentido antes.

Ouvi a porta do quarto abrir e os passos dela vindo na direção do banheiro. Ela não precisou dizer nada. Parou na porta, encostada no batente, com um roupão aberto, sem nada por baixo. O corpo dela ainda estava avermelhado onde o Bruno e o Juliano tinham apertado. Ela me olhou com aquele sorriso de quem sabia que tinha o controle total da situação.

— Ainda tá preso no que aconteceu lá, né? — ela disse, a voz rouca, sem tirar os olhos de mim. Ela entrou no banheiro, fechou a porta e veio chegando perto, devagar. — Esquece o que passou. O que importa é que a gente tá aqui, agora.

Ela passou a mão pelo meu peito, descendo até o cós da minha calça, onde eu ainda tava, e começou a abrir o zíper, sem pressa. Eu não conseguia reagir, só deixei ela fazer. Quando o meu pau ficou livre, ela ajoelhou na minha frente, naquele piso frio do banheiro, e olhou pra cima, com os olhos vidrados de novo.

— Você gostou de ver, não gostou? — ela perguntou, começando a lamber, fazendo um barulho molhado que ecoou nas paredes azulejadas. — Gostou de me ver sendo comida por eles enquanto você arrombava meu cu?

Eu puxei o cabelo dela pra trás, forçando ela a olhar pra mim, sentindo aquela sede de novo.

— Eu adorei amor— respondi, com a voz falhando. — Nunca vi nada tão sujo e tão gostoso.

Ela soltou uma risada baixa, satisfeita, e começou a chupar com uma força que me deixou tonto. O banheiro tava ficando quente, o vapor do chuveiro que ela tinha acabado de ligar começou a subir, deixando o ar pesado e abafado. Ela parecia não estar cansada, como se toda aquela loucura da tarde tivesse só servido de aquecimento.

— Então vamos ver se você aguenta o resto da noite — ela sussurrou, subindo o tronco e me puxando pra fora do banheiro, em direção ao quarto.

A gente não foi pro chuveiro. A gente foi pro quarto, pro meio da bagunça, onde a luz da rua entrava pela fresta da cortina. Ela se jogou na cama e me puxou junto, sem cerimônia. Ali, naquele quarto que antes era só nosso, a gente começou tudo de novo. Mas agora era diferente. Não tinha mais segredo, não tinha mais aquele peso de esconder o que a gente queria.

Eu me posicionei por cima dela, prendendo os braços dela acima da cabeça, e olhei bem no fundo dos olhos dela. Ela tava ali, entregue, esperando o que eu ia fazer, com a mesma cara de quem pedia pra ser destruída.

— A gente nunca mais vai ser o mesmo, né? — eu perguntei, enquanto começava a me mover, sentindo ela apertar o meu corpo.

Ela sorriu, aquele sorriso perigoso, e fechou os olhos, soltando um gemido que preencheu o quarto inteiro.

Eu comi ela a noite toda. Não tinha hora, não tinha jeito certo, era só o prazer de um destruindo o outro. O quarto virou um campo de guerra, com lençol no chão, suor por todo canto e o som dos nossos corpos batendo sem parar. A Vanessa estava insaciável; cada vez que eu achava que ela tinha chegado no limite, ela vinha com mais vontade, me puxando, me arranhando, pedindo mais fundo, mais forte, como se quisesse que a gente se fundisse de vez.

Depois de horas de tanta safadeza, o corpo da gente começou a pedir um tempo. O cansaço bateu de uma vez só, um peso bom que fazia os músculos tremerem. Eu me joguei pro lado, arfando, com o peito subindo e descendo, tentando puxar o ar que parecia ter sumido do quarto. A Vanessa caiu por cima de mim, com a cabeça no meu peito, a respiração lenta e pesada.

A gente não falou nada. Não precisava. O silêncio da casa era pesado, mas agora era um silêncio de quem tinha acabado de zerar a vida. Ela soltou um suspiro, se ajeitou no meu abraço e sentiu o calor do meu corpo. A pele dela ainda estava quente, grudada na minha pelo suor que secava.

Eu passei a mão no cabelo dela, sentindo o cheiro de sexo que ainda tava impregnado em tudo — na pele, nos lençóis, no ar. A Vanessa deu uma risadinha baixa, um som quase imperceptível de satisfação, e foi relaxando até o sono vir. Eu também não aguentei. O corpo dela, mole e entregue contra o meu, foi o melhor travesseiro que eu poderia ter.

A última coisa que eu lembro foi de sentir a mão dela agarrada na minha, como se ela não quisesse largar nem enquanto dormia.

O sol entrou pela fresta da cortina direto na minha cara. Acordei com o corpo todo moído, cada músculo parecia que tinha levado uma surra. A Vanessa ainda estava pesada em cima de mim, com um braço jogado sobre o meu peito e o rosto escondido no meu pescoço. Ela dormia tão fundo que mal se mexia.

Fiquei ali um tempo, só olhando pro teto, sentindo aquele resto de cansaço nos ossos. O lençol estava todo embolado no pé da cama e o quarto estava com um cheiro forte de suor e da noite passada. Olhei pra ela, toda bagunçada, com o cabelo grudado na testa e uma marca roxa bem de leve no ombro, lembrança do que a gente fez. Parecia uma boneca de pano depois de uma maratona.

A Vanessa deu um suspiro longo, se remexeu toda e, sem abrir os olhos, se apertou mais contra mim. Ela murmurou alguma coisa que eu não entendi, um som preguiçoso, e colou o rosto no meu peito de novo. O corpo dela ainda estava quente, muito quente.

— Que horas são? — ela perguntou com a voz toda rouca, quase um sussurro, ainda meio presa no sono.

— Não faço ideia — respondi, com a voz falhando, tentando buscar força pra levantar. — E nem quero saber.

Ela deu um sorriso preguiçoso, ainda de olhos fechados, e passou a mão na minha barriga, descendo devagar até o meio das pernas, onde tudo ainda parecia latejar um pouco.

— Nem eu — ela disse, e deu uma risadinha safada. — Só quero ficar aqui, sentindo o resto de você em mim.

A gente ficou ali, enroscados, sem pressa nenhuma. Não tinha almoço pra fazer, não tinha compromisso, não tinha nada. O mundo lá fora parecia distante pra caramba. A única coisa que importava era que a gente tinha acabado com tudo e, apesar da dor no corpo, eu nunca tinha me sentido tão satisfeito. A Vanessa, aos poucos, foi despertando, abrindo aquele par de olhos azuis devagar, cheios de sono, mas com aquele brilho de quem sabia exatamente o que a gente tinha aprontado e que ia querer repetir tudo de novo assim que a energia voltasse.

O sol da manhã entrava pela fresta da cortina, iluminando o quarto, mas a Vanessa ainda dormia profundamente, com o rosto sereno e os cabelos loiros espalhados pelo travesseiro. Fiquei ali um momento, observando-a, antes de me aproximar devagar para acordá-la.

Toquei levemente no ombro dela, fazendo um carinho suave no seu braço.

— Ei, amor... acorda — sussurrei perto do seu ouvido, vendo-a se mexer devagar e abrir os olhos azuis ainda sonolentos. — Tenho uma ideia ótima para o nosso almoço hoje. Que tal se a gente for naquela churrascaria que a gente tanto gosta? Comer uma carne boa, relaxar um pouco... o que acha?

Ela sorriu, aquele sorriso preguiçoso de quem acabou de despertar, e se espreguiçou na cama, ainda meio grogue de sono.

— Churrascaria? — ela repetiu, com a voz rouca, ajeitando o cabelo enquanto se sentava. — Adorei a ideia, Rafa. Me dá uns minutinhos para eu despertar direito e me arrumar?

— Claro, sem pressa. Vou te esperar lá fora — respondi, dando um beijo carinhoso na sua testa.

Ela se levantou e foi direto para o banheiro. Ouvi o barulho do chuveiro ligando logo em seguida, o som da água quente sendo o sinal de que o dia estava começando. Enquanto esperava, aproveitei para checar as coisas na sala e pegar as chaves do carro.

Minutos depois, a porta do banheiro se abriu e ela saiu, já pronta, ela usava um shortinho jeans extremamente curto e desfiado que contornava perfeitamente cada curva do seu bumbum, e uma blusa branca leve e ajustada.

Quando entramos na churrascaria, o efeito foi imediato. O ar pareceu ficar mais pesado e o movimento no salão desacelerou por um segundo. Aquele shortinho jeans, subindo perigosamente pelas coxas, e a blusa branca revelando o contorno de seu corpo, faziam dela o centro absoluto das atenções. Enquanto caminhávamos até a mesa, eu via os garçons perdendo o passo e os clientes virando o pescoço, incapazes de ignorar a forma como a roupa desenhava cada detalhe dela. Ela, por sua vez, exibia uma confiança magnética, caminhando com uma naturalidade provocante, ciente de que cada olhar faminto sobre ela só servia para alimentar a tensão que crescia entre nós dois.

Sentamos em uma mesa central, estrategicamente posicionada para que ela ficasse exposta a todo o recinto. O contraste do branco da blusa com a pele branquinha parecia brilhar sob as luzes do restaurante, e cada vez que ela se ajeitava na cadeira, o jeans desfiado subia mais, atraindo olhares descarados de homens em mesas próximas. Senti uma onda de possessividade subir pelo peito; ver aqueles rostos desconhecidos secando o corpo dela era um gatilho perverso. Ela percebeu meu tesão, abriu um sorriso ladino, inclinando-se para frente ao pegar o cardápio, fazendo com que o decote da blusa ficasse ainda mais evidente.

Um garçom se aproximou, mas ele mal conseguia focar na pergunta sobre a bebida; os olhos dele teimavam em descer para as pernas torneadas que ela cruzava e descruzava com uma lentidão calculada. Vanessa pediu uma água, mantendo os olhos fixos nos meus, mas com o corpo inclinado de um jeito que qualquer pessoa ao redor podia admirar o contorno de suas curvas. Ela parecia estar se divertindo com o jogo de cobiça alheia. Notei um homem numa mesa ao lado, com uma camisa social aberta, que não disfarçava a fome no olhar, medindo-a de cima a baixo como se quisesse devorá-la ali mesmo.

Eu apertei a mão dela por baixo da mesa, sentindo a firmeza dos dedos. Sabia que, para ela, aquele palco improvisado era apenas uma extensão do nosso prazer, um lembrete constante de que, embora todos quisessem, o direito de estar ali com ela era apenas meu. O cheiro do churrasco, a fumaça da carne grelhada e a tensão sexual que pairava sobre a mesa criavam uma atmosfera quase insuportável de desejo. Ela levava o copo à boca, lambendo um resquício de água no lábio inferior, mantendo o contato visual fixo, como se estivesse me desafiando a perder o controle ali mesmo, diante de todos. Aquela mistura de exibição pública e intimidade privada era, sem dúvida, o tempero mais perigoso da nossa tarde.

O clima de luxúria na mesa foi interrompido por uma presença que parecia pairar sobre nós antes mesmo de ser notada.

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