🚫 Propagandas te atrapalhando? Assine o plano premium por menos de R$3/mês. Saiba mais →

De uma traição,de um desejo inexplicável, nasceu um novo mundo.

Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →
Um conto erótico de Hero
Categoria: Heterossexual
Contém 2261 palavras
Data: 13/07/2026 23:04:49

De uma traição,de um desejo inexplicável, nasceu um novo mundo.

Meu nome é Felipe, 35 anos, separado há três, moro em Porto Alegre e sempre me achei um cara normal. Mas carrego um desejo guardado há muito tempo, uma vontade que ficou mais nítida no vestiário da prefeitura, nas conversas de banheiro e no convívio diário com Rogério, meu melhor amigo, 39 anos. Somos funcionários municipais: ele é motorista de caminhão e de patrola, eu trabalho na mesma equipe, também no volante, rodando as ruas e estradas da região todo dia. Rogério é branco, bonitão, falso magro, corpo definido; o porte físico é realmente bom, peludão, um caipirão, safado, muito louco, mas sempre muito discreto. Não se abala com nada, sempre tranquilão, tem frase pronta pra qualquer momento, debochado, brincalhão, zoa quem tem intimidade, inteligente pra caralho, amigão de todos, alegre, divertido, não fala mal de ninguém, homem honesto e justo que não se mete em fofoca. Mas tem uma mania que me incomoda: vive acariciando as próprias bolas enquanto conversamos, às vezes mete a mão dentro da calça pra ajeitá-las com uma naturalidade absurda. Nas folgas, sempre me chama pra tomar umas na sua casa, ficar na piscina — o que me deixava louco, pois ele vestia uma sunga branca e seu pau ficava nítido quando molhava o tecido —, ou ficávamos assistindo a filmes e jogos. O cara é tão perfeito que, além de tudo, ainda canta muito bem, tem uma voz incrível e, nas festas em sua casa, sempre pega o microfone e arrasa no videokê. Letícia, sua mulher, é bonita, simpática e não fica enchendo o saco quando focamos no jogo ou na conversa.

Certa vez, após um turno dos infernais carregando entulho e arrumando ruas nas vilas, presenciei uma cena. Rogério conversava com uma mulher muito bonita e, quando menos reparei, ele já estava dentro da casa dela. Uns minutos depois voltou dando risada, dizendo que fudeu feito um coelho. Quando voltamos e fomos pro vestiário, ficou me observando enquanto eu hesitava, soltou sorriso de canto e gritou:

— Tá vagabundo, tu não vai tirar essa roupa não, seu porcão relaxado? Hahaha!

— Bha gaudério, na real vou tomar banho em casa, tô sem toalha.

— Nem pensar! Pode tirando essa merda e vem, tá com medo de água gelada?

— Não, qual é, tá me zoando?

— Te empresto a minha depois.

— Humm, tá bom, tá certo, seu debochado do caralho! — respondi rindo enquanto puxava a camisa pra cima.

Tirei toda a roupa e fui pro box ao lado do seu. Fiquei ali pelado, bem ao seu lado, sentindo o calor que saía do seu corpo. Ele nem me olhou, passou sabonete na bunda, nas pernas e no peito. Fiquei olhando direto pra ele, olhos arregalados, observando sua bunda perfeita, de macho mesmo, firme e bem feita. Suas mãos desciam sem cerimônia, passando nas bolas, subindo e descendo pelas coxas com uma naturalidade que me deixava com a boca seca. Quando se agachou um pouco pra lavar os pés, abrindo levemente as pernas, estremeci: a bunda ficou virada pra mim e deu pra ver direitinho que seu cu era zerado.

Nessa hora bateu uma certeza forte no peito: se um dia alguma coisa rolar entre nós, eu vou ser o passivo de verdade. Ele é muito macho, homem hétero por completo, daqueles que nasceram pra ficar por cima. Levantou-se de repente, virou pra mim com aquele sorriso de lado e deu tapa forte na minha barriga:

— Aê, seu tarado, olhando pra minha bunda, putão! Kkkk

— É, kkk, que posso fazer, tu tem uma bundinha, humm, porra, é perfeita, não tem jeito!

— Vai te fuder, seu trouxa! — começou a jogar água em mim dando risadas e voltou a se ensaboar como se nada tivesse acontecido.

Continuou falando sobre o serviço de domingo e sobre as estradas que precisam arrumar, como se não tivesse me pegado olhando tudo aquilo. Falou da chefia e dos problemas com a frota, nem percebeu que eu ficava ali ainda tremendo, revendo na cabeça cada detalhe. Disse que o trabalho era uma merda, que os chefes estavam pegando no pé de todos, mas que não estava nem aí porque sua vida era outra coisa. Eu concordava com tudo, balançando a cabeça, mas por dentro fervia, pensando naquela bunda, naquela força, em como seria ter ele bem perto de um jeito diferente. Depois de um tempo saímos do chuveiro, ainda pelados, secando devagar. Continuava naquela tranquilidade que me deixava maluco, passando toalha no peito, nos braços, depois descendo devagar pelas pernas.

— Porra Felipe, tu tá tenso pra caramba, cara — jogou a toalha no ombro e riu forte — Parece que carrega o mundo nas costas, vá dormir direito à noite!

— É a porra da rotina, passar o dia todo no volante, essa vida de motorista suga a gente até o tutano.

— Tá bem, tá bom, então hoje à noite nós tomamos uma lá em casa, tu precisa desopilar, tá parecendo viado preocupado.

— Bora logo então, não ia perder por nada!

Vestiu-se com uma naturalidade que me deixava babando, enquanto eu tentava enfiar a perna na calça sem tropeçar ou parecer um idiota. Deu tapa forte nas minhas costas, me zoando mais ainda com o jeito que eu me apressava. Saímos conversando sobre o serviço e sobre as patrolas, rindo alto pelo corredor vazio, e eu só pensava: se ele soubesse o que passa na minha cabeça quando estou pelado ao seu lado, ia me mandar pra puta que pariu. Mas ao mesmo tempo era tão aberto, tão solto, que às vezes eu tinha a impressão que sentia o meu olhar, que sabia exatamente onde eu estava tocando com os olhos.

Foi numa noite que Letícia viajou pra casa da mãe, nós já tínhamos bebido uma garrafa inteira de uísque, sentados no sofá da sala, luz baixa. Ficou calado um tempão, depois soltou o que estava guardado:

— Ela é uma boa mulher, Felipe, mas tu sabe como é, né? As coisas vão esfriando até que o fogo apaga de vez.

— Nem me fala viado! Depois de tanto tempo junto, o tesão muda de CEP, desaparece do mapa.

— Pois é, aqui viramos dois irmãos que dividem a mesma cama, não rola porra nenhuma.

Ajeitou-se no sofá, soltou o corpo pra trás e continuou:

— Tento chegar junto, faço jantar, trago flor, mas ela sempre tem desculpa pronta: dor de cabeça, cansada, problema com a irmã, até com o peixe do aquário! Porra meu, chego em casa depois de oito horas no volante e ela tá grudada no celular ou lendo livro, muitas vezes nem faz jantar, nem fala comigo. Deixo ela gastar todo nosso dinheiro e nem sei onde enfia toda essa grana.

— Bha, isso é foda demais, devia sentar e botar as cartas na mesa.

— Já tentei umas dez vezes, ela diz que eu quero brigar e sai andando como se eu fosse lixo. Acho que ela tá me traindo, bem capaz isso!

Olhou pra mim com os olhos brilhantes de bebida e raiva:

— Gostar até gosta, não nego, mas não deixa de dar pra outro qualquer. Vamos beber e esquecer essa desgraça de uma vez!

— Isso aí, vamos encher a cara até cair no chão, vagabundo! Hahaha!

De repente abriu bem as pernas, mostrou o volume enorme que já marcava a calça jeans:

— Olha aqui, vê como fico rápido, já tô duro que só poste! Hahaha!

— Fecha essa perna porra! Tu quer me matar do coração, seu safado! — ri, mas sentia a boca secar de vontade.

Fomos dar uma volta de carro pra espairecer. Em uma rua deserta, encostou o veículo:

— Vou dar uma mijada, aguenta aí.

Desceu, eu não estava precisando, mas mandei:

— Espera, também estou estourando de vontade, vou junto!

Fiquei do seu lado, encostado no muro, ele olhava para o céu, tranquilo, eu ficava olhando de soslaio para seu pau, vendo o balanço natural, aquela liberdade que tinha. Nós conversávamos sobre mulheres e sobre trabalho como se nada mais importasse, mas o meu foco era todo na cena. Rogério nem desconfiava da minha fixação.

— Bha, Felipe, a vida é uma merda, né? — soltou, dando um suspiro pesado enquanto guardava o membro.

— É, mas nós nos viramos, né Rogério?

— Nós nos viramos como podemos, parceiro. Só não pode é se deixar abater por causa de mulher.

Deu uma risada curta, meio amarga, e voltou pro carro. Fiquei olhando pra ele, sentindo uma pontada de desejo misturada com uma raiva enorme de Letícia, que não sabia o homem que tinha em casa. Entramos no carro e ele continuou falando, mas eu só conseguia pensar no que tinha visto ali, na intimidade alheia, no jeito como lidava com tudo com essa indiferença.

Um dia mandou eu ir na sua casa, que a Let tinha um negócio pra mim, e depois era pra ligar. Morava perto, cheguei rápido. Quando parei o carro, vi um cara entrando, ela estava na porta esperando e não me viu. O cara beijou sua boca e entrou. Rogério tinha dito que, se ela não estivesse na porta, era pra eu ir pelos fundos, chave debaixo do tapete, pacote na sala. Fiquei ali paralisado, mas a vontade de saber a verdade falou mais alto. Entrei devagar, sem barulho, cheguei perto da sala e vi tudo. Ela estava de joelhos chupando o pau do cara, fiquei atrás da porta olhando, a safadinha só de calcinha e sutiã, ele nu, bebendo o uísque do meu amigo como se fosse dono da casa. Fiquei com uma raiva do caralho, viu quando ele levantou, mandou ela de quatro, tirou a calcinha e começou a chupar sua buceta. Depois entrou devagar, depois metendo com força, segurando-a contra o estofado. A cena me deixou transtornado, quando o celular tocou: era ele. Corri pro carro quase tropeçando.

— Oi.

— Tu foi lá, ainda não?

— Tô chegando, liga pra ela agora dizendo que chego em dez minutos.

— Tá bom, depois me liga pra contar o que achou.

Esperei, vi o cara saindo arrumando a calça. Entrei, ela estava pálida, me deu o pacote sem olhar na minha cara e nem me convidou pra entrar. Fui embora, pensando no meu amigo sendo feito de otário. Depois, voltamos pro meu apartamento, ele entrou direto pro banho, ainda pilhado com a raiva de Letícia. Quando estava lá dentro, seu celular começou a vibrar. Era ela. Atendi com o coração na boca:

— Oi, Let, tudo bem?

— Sim, Felipe. Rogério está aí? Ele não chegou até agora, já são três da manhã e ele não atende.

— Humm, tá bom. Vou tentar falar com ele, se eu conseguir, te aviso na hora, tá?

— Tá bom, mas não esqueça de me avisar se achar esse desgraçado! Com certeza ele deve estar com qualquer vagabunda por aí.

— Fica tranquila, eu aviso.

Desliguei, sentindo um gosto amargo na boca. Saiu do banheiro, toalha na cintura, contei a situação e ele deu uma risada sarcástica, uma gargalhada cheia de veneno. Olhou pra mim diferente, se aproximou e senti meu corpo esquentar. Passou a mão no meu braço, apertou meu saco por cima da calça.

— Tu nunca contou, mas eu sei que tu olha pra mim diferente.

— Meu, eu...

— Não precisa falar nada, eu também senti a mesma coisa.

Me beijou com força, colocando toda a raiva e vontade ali. Nos despimos, virou-me, fiquei de quatro no sofá, entrou de uma vez, forte, fazendo-me apertar o estofado. Metia tudo com muita força, estava muito suado e gemendo baixo. Falei pra irmos pro meu quarto, mas empurrou-me e voltou a meter, dizendo que ainda não, que estava muito bom. Minutos depois, começou a gozar segurando a minha cabeça e metia bem no fundo, mordendo o meu pescoço e sempre socando. Quando terminou, olhou-me, sorriu, deu um beijo na minha boca e disse que éramos muito loucos, mas que ainda não tinha terminado.

Sentamos, pediu pra fazer uma linha pra ele. Quando fui fazer uma pra mim, deu um grito dizendo:

— Não, não, deixa que eu faço!

Levantou, ficou de pé na minha frente sorrindo. O pau ainda estava muito duro. Falou pra eu segurar o membro, fez uma linha em cima da sua cabeça e falou que era pra eu cheirar. Nós ríamos tanto que quase não conseguíamos respirar, uma gargalhada histérica de quem tinha passado dos limites, mas não estava nem aí. A zoação era total, o deboche da vida que levávamos, a adrenalina batendo forte enquanto nos divertíamos com a própria loucura. Ficamos pelados rindo e zoando da situação. Ele, chapado, começou a desabafar:

— Nunca mais eu volto pra aquela casa, Felipe. Aquela mulher não merece um minuto da minha vida. Aqui sim, aqui eu me sinto homem, aqui eu sou livre!

Chorava discretamente, com o rosto escondido no meu peito, enquanto eu fazia carinho no seu cabelo, tentando calmar aquele furacão.

— Fica aqui comigo, o tempo que precisar.

— Fico, pra sempre se deixar.

Dormimos abraçados, o suor de um grudado no outro, o momento que estávamos tendo eu não consigo escrever mas a sensação era algo tão diferente, mágico, especial aquele silêncio com a sua mão na minha cabeça eu sentindo o cheiro da sua axila, um cheiro misturado com perfume amadeirado, o cheiro da sua boca era algo inexplicável pra um cara que nunca sentiu nada tão especial,

Sabíamos que o que estava acontecendo não era algo momentâneo,era um início da nossa nova vida, sabíamos que teríamos que ser fortes no mundo real, mas alí naquele momento, era como se lá fora o mundo não tinha nada haver com nós.

Dias, meses, e um ano juntos, juntos, felizes, realizados e aguardando o seu divórcio.

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 6 estrelas.
Incentive Gipsy sexy a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de  Gipsy sexy Gipsy sexyContos: 140Seguidores: 259Seguindo: 23Mensagem Casado, 45 anos, branco, hetero, tenho boa criatividade, tenho um filho gay, não tenho problema de escrever nem um tipo de conto..

Comentários

Foto de perfil de Cantorx

Ótimo trabalho perfeito obrigado por sempre lembrar de quem gosta de história assim

1 0
Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →