Cinco e pouco da manhã, me acordo, vejo pro lado: cadê Renan? Tento entender o que aconteceu ontem e não poderia pôr a culpa na bebida. Era sexo, e sexo é vontade. Me levantei, me enrolei na toalha e fui no quarto do Marcelo, e nada. Abri a porta da cozinha e já tinha visto: a bicicleta não estava mais lá. Ele tinha vazado cedo, talvez pela situação ou pela vergonha. O que me lembro são algumas cenas após pegar no sono: ele se espremendo no colchão de solteiro, no meu peitoral. Não sei se foi sonho ou real, a mente viajou naquele momento.
Fui pra minha casa, abri a porta e Marcelo dormia no sofá. Fui direto tomar meu banho, quando não vejo minha rola meia-bomba. Era leite já acumulado, era água caindo e pensamentos da noite. Que delícia, fazia mó tempo que não comia um cuzinho. Imagine tirar as pregas, raridade que tive o prazer.
A mão se destinava a uma punheta, mas não. Por hora, não precisava, deixava acumular. Saí do banheiro somente de toalha, ainda molhado, e parei pra acordar o marmanjo.
— Ei, ei, levanta aí.
Ele abria os olhos, me via só de toalha. Vi sua curiosidade focando no alvo. Ele despertava.
— Vai fazer meu café, vai...
Ele levantou na força do tentar raciocinar. Fui rumo à casa dele e eu me arrumar. Era sábado, hoje seria um dia pegado no trabalho e ouvia mulher já ligando, rsrs, e o dia começava. Já cedo pedia pra pegar ambas na rodoviária segunda. Ainda tinha um dia e meio de liberdade. Que delícia.
Desci rumo à casa e Marcelo ainda só de toalha, curtindo a sensação de estar solto. Chegando lá, ele estava de bico terminando o café. Sentei na mesa e fiquei aguardando.
— Que tá com essa cara, moleque?
— Olha a bagunça que você deixou na sala, lata de cerveja, affs.
— A mesma baderna que você deixa pra sua vó limpar.
Continuei falando, mesmo com o silêncio dele reinando.
— Não tem diferença, a única é que você vai limpar e deixar um brinco, igual ela faz com suas coisas. Eu vou trabalhar e, quando voltar, estará tudo bem organizado.
— Até camisinha, cara?
— Ah, então é por isso, porque comi teu comedor, rsrs. É ciúmes agora?
Gargalhei alto enquanto ele deixava o café na mesa. Ele quis se achar no direito de argumentar.
— E se eu falar pra tia em, Breno? Estamos 1x1 agora. Você tem seu segredo e eu o meu.
Jogou ele na mesa.
Naquela hora eu já tinha experiência suficiente pra lidar com aquilo. Nem esperei ele sentar, já cheguei junto, corpo a corpo.
— Isso não, Marcelinho, isso não. Você e eu sabemos bem que você não tem coragem de explanar pra sua tia.
Chegando bem próximo ao ponto de encostar ele naquela parede azulejada da sala, senti seu bafo com cheiro de pasta de dente, sua boca carnuda bem desenhada e, claro, o imaginário do que Renan curtia nele. Meu corpo quase colocou ao dele, aliás, meus lábios ficaram próximos.
— Sabe por quê?
Peguei as duas mãos dele, coloquei sobre meu peitoral, escorreguei sua mão, desci até a cintura, olhando bem no fundo dos seus olhos.
— Porque eu guardo mais do que seu segredo, e suas mãos dizem isso, sua respiração diz isso. Então você não vai contar pra minha mulher. Você tem muito a perder, eu não...
Soltei a mão dele, deixando no vácuo.
— Me sirva o café.
Ele colocava no meu copo e se sentava pra tomar em silêncio. Dei a primeira golada, segunda...
— Gostou do que ouviu na madrugada? Não precisa me responder. Eu vi um vulto em certos momentos e sei que é você, pois deixei os chinelos alinhados e, de manhã, estavam bagunçados. Sei que você passou por lá, ficou ouvindo eu comer ele, né? Gostou? Quantas punhetas bateu?
Levantei da mesa, dei uma golada no café.
— Relaxa, um dia você vai ter. Aliás, se merecer. Bom, vou nessa, sem pra voltar. Arruma essa casa e vi um cesto de roupa suja no seu quarto. Lava, se vira e já dá uma geral lá em casa também. Fui.
Deixei ele lá sentado, tomando seu café sem leite, kkkkkkk.
O sábado de trabalho foi puxado, muito carro pra arrumar e muito tesão. Isso mesmo, parece que comer o cuzinho do Renan me acendeu um fogo. Às vezes vinha à minha mente toda aquela cena, a frase do que ele mais gostava do Marcelo e, principalmente, meu ranço por aquele marmanjo folgado. Mas poucas ideias e muito leite acumulado.
Almocei pela região e continuei até 18h00 trabalhando. Era hora de fechar. A gurizada foi embora, fechei tudo e fui me organizar. Na minha oficina tem um cômodo ao fundo, chamo de casinha, um quarto e um banheiro. Joguei uma água no corpo pra tirar o cheiro de graxa e pensei em bater uma, mas não precisava mais disso.
Peguei o celular e mandei mensagem.
(- Que tá fazendo?!)
Não deu nem trinta segundos.
(- Acabei de chegar do futebol, tio. PQ?
(- Quero despejar leite, sabe onde é a minha oficina?
(- Ah, tio, tô todo ardido, não aguento, sua pic...
(- Não tô te perguntando. Sabe ou não?
(- Sei.
(- Te espero!)
Não respondi mais, deixei o celular numa mesa velha e esperei, pensando no privilégio que tinha em comer um cuzinho, treinar o outro. Falando nisso, não demorou muito, ouço bater no portão. Era Renan. Abri, ajudei ele a pôr a bicicleta num canto, voltei pra casinha, era assim que definia meu canto. Sentei na poltrona velha e cheia de poeira, abaixei o short enquanto ele entrava. Seu olhar arregalado, minha pica estava daquele jeito. Desde a hora que abri o portão, agora fora da bermuda, estralada.
— Só ajoelha, Renan!!!
Falei firme. Então, ali mesmo, ele ajoelhou e começou a abocanhar meu pau... Dessa vez mais animado, chupava ainda com dificuldade, mas melhorou. Demonstrava seu esforço naquela gulosa, passava a língua por toda a extensão do meu cacete enquanto, numa tentativa de engolir até o talo, engasgando, via ele tossir e se segurando nas minhas coxas, mas não fugia da vontade.
— Seu pau é muito grosso!!! — ouvia ele sussurrar.
Nem dei moral, continuei sentindo ele fazer o trabalho dele. Fui direcionando, segurei sua cabeça pelas orelhas e só fui fincando estaca dentro. Ele tentava tirar, me afastando, mas, ao sentir ele engasgar forte, aí que tirava. Seu olhar de desespero me dava mais tesão. Olhando pra aquela carinha de jogador, na mesma hora lembrei das suas palavras.
(Ele mama muito.)
Aquilo ecoou na minha mente. Era o elogio de Renan à mamada de Marcelo.
Na mesma hora veio uma sensação de tesão, de ódio.
— Tu vai abrir a boquinha e vou fazer dela meu fudedor...
Olhando nos olhos dele, sentia seu receio, mas eu só queria gozar na sua garganta, da mesma forma que talvez ele gozava na de Marcelo. Seria um pensamento de revanche? Fazer o que ele fazia com meu folgado??
— Abre a bocaaaaa, vai. Isso, caralho... ahhhh.
Bem aberta, só meti dentro. Que delícia. Até o fundão e tirava.
— Abre, abre, abre... ela é meu fudedor agora... AHHHHHHHHHH.
Meu pau estava afundado dentro da boca dele. Segurando pela cabeça, fazia da sua garganta meu brinquedo. Fincava firme, forte.
Ele babava em vários momentos, tossia e eu nem aí... Ele se apoiava firme nas minhas coxas, sentia sua pegada. Seria a mesma quando segurava na cintura de Marcelo?
— Tá gostoso? — soltei, deixei ele respirar.
— Sim!!!
Virei o rosto dele e dei uma lapada de rola na cara. Ele gemia enquanto apanhava de pica. O peso da minha pica deixava seu rosto vermelho.
— Agora é só você, faz eu gozar!
Encheu a mão com meu pau, foi acelerando, engolindo tudo numa velocidade. Subia e descia na extremidade do meu cacete. Ele fazia seu melhor e meu corpo já queria soltar o jato grosso...
— Acelera que tu vai tomar agora!!!
Ele foi mais rápido que podia. Forcei sua cabeça e dei uma ajuda. Quando forcei até a garganta dele, já soltando todo o leite acumulado, fazendo com que ele se soltasse com medo da pressão, mas antes engolindo uma quantidade da minha porra, ao mesmo tempo tentando se livrar pra não engolir tanto assim.
— Puta que pariuuuuuuuuuu... que gozada....
Olhei pra ele, estava de cabeça baixa. Ele também havia soltado seu gozo, sua expressão cansada, mas satisfeita.
— Nada de falar dessa pro Marcelo, ele já tá com ciúmes porque te comi, ok?
Vi ele em silêncio, apenas balançando a cabeça.
— Vai, acelera, se veste e vaza!
Continua.
Próximo Capítulo - Dezessete de Julho/26
Autor. Contos de Daniel
@contosdedaniel
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Aviso ao leitor = Esta é uma obra de ficção. Personagens, locais e acontecimentos são fictícios ou foram utilizados de forma ficcional para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência.
