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Todo mundo tem um preço 3 - A Passageira Sem Dinheiro

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Um conto erótico de Darkness
Categoria: Heterossexual
Contém 3062 palavras
Data: 31/07/2026 09:06:35

Capítulo 3 – A Passageira Sem Dinheiro

A chuva caía forte na Zona Sul de São Paulo. Daquelas que chegam de repente e transformam a cidade num caos. Nesses dias o melhor era fazer um extra como motorista de app, antes de virar fotógrafo eu era motorista de aplicativo, até por isso conheço a capital muito bem.

Os limpadores do Corolla trabalhavam no máximo e o asfalto brilhava com o reflexo dos faróis.

Eu estava parado há alguns minutos quando o app tocou. Aceitei a corrida. Era uma casa de bairro bom, muro alto, portão de madeira. Esperei pouco mais de um minuto quando a porta se abriu e uma mulher saiu correndo, a bolsa tentando proteger a cabeça da chuva.

Ela abriu a porta de trás, entrou e fechou com força. A água escorreu pelo vestido preto e pingou no banco.

Não me olhou. Não falou "boa noite". Só jogou a bolsa no banco ao lado e bufou alto.

— Puta que pariu… que dia merda.

Olhei pelo retrovisor. Morena, pele bronzeada, cabelo preto liso agora grudado no pescoço. Vestido curto e justo, decote generoso. Aliança no dedo. Corpo bem feito, seios firmes, cintura marcada. Uns vinte e oito anos.

Cara de quem tinha acabado de brigar com alguém.

— Boa noite. Poderia me confirma o seu nome e o destino? — perguntei, mantendo a voz calma.

Ela falou o nome dela e o endereço seco, quase sem abrir a boca, e se encostou no banco, os braços cruzados.

Comecei a dirigir. A chuva batia forte no teto.

Por uns minutos o silêncio ficou pesado. Depois ela falou, ainda irritada:

— Pode ir mais rápido? Tô com pressa.

— A chuva tá complicada. Vou no máximo que der sem arriscar.

Ela revirou os olhos e olhou pela janela. Ficou quieta mais um tempo, mexendo no celular com raiva. Depois jogou o aparelho na bolsa e soltou um suspiro longo.

— Homem é tudo igual… — murmurou, mais pra si mesma.

Não respondi. Deixei ela falar sozinha.

Mais alguns minutos se passaram. A raiva dela foi baixando aos poucos. Quando olhei pelo retrovisor de novo, ela estava me observando.

— Você é bem calmo, hein? — falou, o tom já menos agressivo.

— Faço o que posso.

— A maioria dos motoristas já estaria reclamando. Ou tentando puxar papo forçado.

— Prefiro deixar a pessoa em paz quando ela claramente não tá num dia bom.

Ela soltou um riso curto, quase sem humor.

— Observador.

Ficamos em silêncio mais um pouco. A chuva continuava constante. Em determinado momento ela se ajeitou no banco, o vestido subiu um pouco na coxa e ela não se deu ao trabalho de puxar pra baixo.

— Você trabalha só de noite? — perguntou.

— Depende do dia. Hoje sim.

— E gosta?

— Paga as contas.

Ela me olhou pelo retrovisor de novo, dessa vez com um pouco mais de interesse.

— Você não parece o tipo que fica só nisso.

— Não fico. Faço outras coisas.

— Tipo o quê?

— Fotografia.

Ela arqueou a sobrancelha.

— Sério?

— Sério.

— Interessante… — murmurou. Depois ficou quieta mais um tempo, mas o clima tinha mudado. A raiva inicial tinha baixado e agora tinha uma provocação leve no ar.

Ela cruzou as pernas de forma que o vestido subisse ainda mais. Não era um movimento inocente.

— E aí, fotógrafo… você já tirou foto de mulher de vestido molhado? — perguntou, a voz mais baixa, quase brincando.

— Já tirei de muita coisa.

Ela riu baixinho.

— Resposta esperta.

O resto do caminho foi assim: ela provocando de leve, eu respondendo calmo, sem me empolgar demais. Ela claramente gostava de testar. Não era flerte pesado, era mais uma forma de se sentir superior, de brincar com o motorista. Já estava acostumado com mulheres assim, elas flertam só para inflar o ego mais no fim não passa disso. Não vou estender muito a conversa porque ficamos somente no flerte de leve, até porque com a chuva que caia estava demorando muito por causa do trânsito.

Chegamos no condomínio. Parei em frente ao portão de pedestres.

— Chegamos.

Ela pegou a bolsa e começou a procurar a carteira. O rosto foi mudando aos poucos. Confusão. Depois preocupação.

— Que porra…

— Algum problema?

Ela revirou a bolsa inteira. Nada de carteira.

— Não é possível… eu juro que trouxe.

Ficou em silêncio por alguns segundos, olhando pra bolsa vazia. Depois olhou pra mim pelo retrovisor.

— Olha… eu realmente não tenho o dinheiro agora. Devo ter esquecido a carteira.

— A corrida deu sessenta e dois reais — falei, a voz ainda calma. — Se não tiver como pagar, eu vou precisar abrir uma reclamação no app. E se for necessário, posso registrar boletim.

Ela ficou pálida.

— Reclamação? Boletim?

— Já levei calote. Não quero mais problema.

Ela respirou fundo, olhou pela janela, depois de volta pra mim. O orgulho ainda tava ali, mas o desespero começou a aparecer.

Ficou em silêncio mais um tempo. Depois falou, a voz mais baixa:

— Tem… outro jeito de eu te pagar?

Arqueei a sobrancelha. Já tinha recebido algumas vezes esse argumento, pode garantir que é mais comum do que parece.

— Outro jeito?

Ela mordeu o lábio, olhou pro lado e depois de volta pra mim.

— A gente pode… resolver de outra forma. Aqui. Agora. Rápido.

Fiquei quieto por alguns tempo, deixando o silêncio pesar.

— Você tá oferecendo sexo no lugar do dinheiro?

Ela assentiu, o rosto um pouco vermelho, mas ainda tentando manter alguma pose.

— É. E a gente esquece essa história de reclamação ou boletim.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, olhando pra ela pelo retrovisor. A chuva continuava batendo forte no teto do carro.

— Você tem certeza do que tá oferecendo? — perguntei, a voz ainda calma.

Raquel assentiu, tentando manter a pose.

— Tenho. É só... A gente resolve e pronto.

— Então vem aqui na frente.

Ela hesitou só um segundo, depois puliu pro banco do passageiro, ficou olhando pra frente, a respiração um pouco acelerada.

Liguei o carro de novo e saí do condomínio. Não falei nada. Dirigi por uns cinco minutos até um estacionamento de um mercado grande, pouco iluminado, com pouquíssimo movimento por causa da chuva. Parei o carro no fundo, longe da rua e da entrada do mercado.

Desliguei o motor. O som da chuva ficou mais alto.

— Aqui ninguém vem — falei.

Ela olhou ao redor, depois pra mim. Ainda tentava manter aquele ar de quem estava no controle.

— Então… como a gente faz? — perguntou, a voz um pouco mais baixa.

Não respondi com palavras. Desci o banco um pouco, desabotoei a calça e tirei o pau pra fora. Já estava duro.

Raquel olhou, engoliu em seco e mordeu o lábio. Ainda assim, tentou manter a pose.

— Começamos assim. — murmurou.

Ela se inclinou e pegou meu pau com a mão. O toque foi hesitante no começo. Depois passou a língua na ponta, quase testando. Eu não forcei nada. Deixei ela no controle por enquanto.

Ela abriu a boca e me envolveu. Quente, molhada. Começou devagar, subindo e descendo com a mão ajudando. Eu só observava, a mão no encosto do banco.

— Isso… — falei baixo. — Continua.

Ela acelerou um pouco, o cabelo caindo no rosto. O som molhado da boca dela enchendo o carro. De vez em quando ela olhava pra cima, como se quisesse ver minha reação.

Deixei ela chupar por um tempo. Quando vi que ela estava mais entregue, passei a mão no cabelo dela e segurei com firmeza, sem puxar ainda.

— Mais fundo.

Ela obedeceu, engasgando levemente. O corpo dela tremeu. Eu senti o momento em que a pose dela começou a rachar.

Puxei a cabeça dela pra cima com cuidado.

— Tira o vestido.

Ela olhou pra mim, surpresa com o tom. Ainda assim, obedeceu. Puxou o vestido por cima da cabeça e ficou só de sutiã e calcinha pretos. A pele bronzeada brilhando com a umidade da chuva anterior.

— O sutiã também.

Ela desabotoou e tirou. Os seios apareceram firmes, os mamilos já duros. Eu não elogiei. Só olhei.

— Agora sobe aqui.

Ela hesitou um segundo, depois passou a perna por cima de mim e se acomodou no banco do motorista, de frente pra mim. A calcinha ainda no lugar. Eu puxei o tecido pro lado e senti com os dedos.

Ela estava molhada. Mais do que esperava.

— Olha só… — murmurei. — Você tava fingindo que não quer, mas tá encharcada.

Raquel corou, mas não respondeu. Eu deslizei dois dedos pra dentro dela e ela soltou um gemido baixo, o corpo retraindo por um segundo.

— Relaxa — falei. — Você que se ofereceu.

Comecei a mexer os dedos devagar, sentindo ela se abrir. A respiração dela foi ficando mais pesada. As mãos dela foram pro meu peito, apertando a camisa.

Quando ela já estava gemendo mais alto, tirei os dedos e segurei o pau, posicionando na entrada.

— Senta.

Ela obedeceu. Foi descendo devagar, sentindo cada centímetro. Quando chegou no fundo, soltou um gemido rouco e apoiou as mãos no meu peito.

Fiquei parado, deixando ela se acostumar.

— Agora se mexe.

Ela começou a rebolar, devagar no começo. Eu segurei a cintura dela com as duas mãos, controlando o ritmo. Não forcei. Só guiei.

Conforme ela ia ganhando confiança, o rebolado ficava mais forte. Os seios balançavam na minha frente. Eu subi uma mão e apertei um mamilo, fazendo ela gemer mais alto.

— Isso… continua — falei, a voz mais rouca.

Ela acelerou. O som dos corpos batendo misturado com a chuva. Eu sentia o aperto dela a cada movimento. A pose de superioridade dela ia caindo aos poucos. Os gemidos ficavam mais honestos, menos controlados.

Segurei a bunda dela com força e comecei a meter de baixo pra cima, encontrando o ritmo dela. Ela jogou a cabeça pra trás, o cabelo molhado grudando no pescoço.

— Caralho… — ela gemeu.

— Fala mais baixo — respondi. — Ou alguém pode ouvir.

Ela mordeu o lábio, tentando se controlar, mas o corpo já não obedecia tanto. Eu aumentei a força das estocadas. As mãos dela apertavam meus ombros com mais força.

O domínio foi crescendo aos poucos. Cada vez que ela gemia mais alto, eu metia mais fundo. Cada vez que ela tentava recuperar o fôlego, eu puxava a cintura dela com mais firmeza.

— Você gosta disso, né? — falei baixo. — De ser comida por um motorista de app no meio da chuva.

Ela não respondeu com palavras. Só gemeu mais alto quando eu apertei a bunda dela e meti com mais força.

O prazer dela estava claro. O corpo tremia, a boceta apertava. Eu sentia que ela estava perto.

— Não goza ainda — falei, segurando o ritmo.

Ela abriu os olhos, confusa e frustrada.

— Por quê?

— Porque eu ainda não terminei com você.

Continuei metendo de baixo pra cima com mais força, segurando a cintura dela. Raquel gemia baixo, as mãos no meu peito. Em vez de só apertar, me inclinei e abocanei um seio com vontade, chupando o mamilo com força enquanto meu pau ainda estava dentro da boceta dela.

Ela soltou um gemido mais alto e arqueou as costas.

Troquei de seio, chupando o outro com a mesma intensidade, a língua girando, puxando o mamilo entre os lábios. O corpo dela reagia cada vez mais. O quadril rebolava contra o meu com mais vontade, buscando o atrito.

Depois de um tempo eu a segurei pela cintura com firmeza e a virei de costas no banco, mandei ela apoiar as mãos no painel.

— Empina.

Ela obedeceu sem questionar. A bunda ficou empinada na minha frente. Entrei por trás de uma vez e comecei a comer ela com força e pegada. Estocadas firmes, profundas, ritmadas. Uma mão na cintura, a outra segurando o cabelo dela, puxando a cabeça pra trás com controle.

— Isso… Agora você tá no seu lugar.

Ela gemia a cada estocada. Quanto mais forte eu metia, mais o som saía. O corpo dela já não conseguia esconder o prazer. A boceta apertava, molhada, recebia cada investida.

— Caralho… — ela gemeu, a voz falhada.

— Fala baixo — respondi, metendo fundo. — Ou alguém vai ouvir a putinha sendo comida no carro de um motorista.

Ela corou, mas o corpo traiu de novo: apertou ainda mais em volta do meu pau. Eu senti o prazer dela crescendo rápido.

Continuei com o ritmo firme. Os gemidos dela foram ficando mais altos e frequentes. As mãos apertavam o painel. As pernas tremiam.

Quando percebi que ela estava bem perto de gozar, parei de repente, bem fundo dentro dela.

Ela soltou um gemido de frustração e tentou rebolar pra trás.

— Por quê…? — perguntou, ofegante. — Continua…

— Porque você tava gostando demais — respondi, a voz calma e firme. — Olha o estado da putinha. Gemendo alto no meu carro, toda molhada, prestes a gozar novamente.

Ela ficou quieta por um tempo, o corpo ainda tremendo de tesão acumulado, a respiração pesada.

— Por favor… continua…

— Ainda não.

Fiquei parado, só sentindo ela se contrair em volta do meu pau, tentando foder com o meu pau e como eu não deixava ela está ficando frustrada e excitada. Sai de dentro dela e depois a puxei de volta pra cima de mim com firmeza.

— Sobe. Agora você cavalga.

Ela se acomodou em cima de mim e começou a rebolar. Dessa vez eu deixei ela no ritmo que quisesse. Enquanto ela cavalgava, eu abocanhava os seios dela de novo, chupando com vontade, alternando entre um e outro, puxando os mamilos com os lábios e a língua.

Raquel acelerou. Os gemidos foram ficando mais soltos e honestos. Eu sentia o aperto dela aumentar a cada movimento. As unhas dela cravavam no meu peito.

Dessa vez eu não interrompi.

— Se você foder com vontade agora eu deixo você gozar — falei, olhando nos olhos dela.

Raquel começou a quicar, rebolar com mais intensidade e vontade. Eu segurava ela pelos cabelos e mantinha os olhos fixos nos dela, ela gemia olhando para mim o tempo todo eu xingava ela e isso parecia que a deixar ainda mais louca de tesão.

Ela gozou forte. O corpo inteiro tremeu em cima de mim. Um gemido longo e rouco escapou da garganta dela, mais alto do que os anteriores, resultado de ter sido dominada antes. As pernas tremeram, a boceta apertou em espasmos longos em volta do meu pau. Eu continuei segurando a cintura dela, deixando ela gozar até o fim, sentindo cada contração.

Quando os espasmos passaram, ela ficou mole, ofegante, a cabeça caída no meu ombro, o corpo ainda tremendo de leve.

— Sai — ordenei.

Ela saiu do meu colo com dificuldade. As pernas estavam visivelmente moles. Ficou ajoelhada no banco ao lado, respirando pesado, o cabelo bagunçado, o rosto vermelho.

— Agora chupa.

Ela olhou pro meu pau, ainda molhado dela, e hesitou.

— Chupa — repeti, mais firme.

Ela se inclinou e me engoliu. O gosto dela ainda estava em mim. Eu passei a mão no cabelo dela e segurei a cabeça com firmeza, sem forçar demais no começo.

— Isso… chupa direito, sua puta. Acabou de gozar no meu pau e agora tá mamando ele de novo.

A frase fez ela chupar com mais vontade. A boca subia e descia com ritmo, a língua trabalhando, engolindo o máximo que conseguia. Eu segurei a cabeça dela com as duas mãos e comecei a guiar o movimento, metendo na boca dela.

Quando senti o orgasmo chegar, segurei a cabeça dela com mais firmeza e gozei fundo na boca. Não soltei até terminar completamente. Vários jatos. Ela engoliu o que conseguiu, mas parte escorreu pelo canto da boca, pelo queixo e pingou no meu pau e na minha barriga.

Quando terminei, soltei a cabeça dela. Ela se afastou um pouco, ainda ofegante, com porra escorrendo do queixo e um pouco no peito. Eu olhei pra bagunça que ela tinha feito e ri baixo.

— Olha o estado que você me deixou.

Ela passou a mão no queixo, limpando o que escorria, o rosto vermelho e o corpo ainda mole. Não disse nada. Só tentou recuperar o fôlego.

Ficamos em silêncio por mais alguns segundos. Só o som da chuva batendo no teto do carro. Raquel ainda estava ajoelhada no banco, ofegante, limpando o que restava no queixo com a costas da mão. O corpo dela continuava mole, as pernas visivelmente cansadas.

Eu me ajeitei no banco, puxei a calça de volta e abotoei. Depois peguei um pacote de lenços no porta luva do carro e estendi pra ela.

— Toma.

Ela pegou sem falar nada. Limpou o rosto, o peito e tentou se ajeitar o máximo que conseguiu. Puxou a calcinha no lugar, colocou o sutiã e depois o vestido. Os movimentos eram lentos, sem nenhuma arrogância sobrando.

Quando terminou, ficou olhando pra frente, ainda respirando um pouco pesado.

— A corrida está paga — falei, a voz calma de novo.

Ela só assentiu.

Liguei o carro e saí do estacionamento. Dirigi de volta até o condomínio dela em silêncio. A chuva tinha diminuído. Quando parei em frente ao portão de pedestres, ela abriu a porta e colocou um pé pra fora.

Antes que ela saísse de vez, falei:

— Só mais uma coisa.

Ela parou e olhou pra mim pela primeira vez desde que tinha descido do meu colo. O rosto ainda estava vermelho e cansado.

— Eu gravo as corridas — continuei, a voz baixa e tranquila. — Por segurança. Então tenho tudo registrado… inclusive você oferecendo o pagamento alternativo. Já vi mulheres que oferecem esse tipo de pagamento, depois alegam que foram forcadas a algo que não foram. Mais um motivo por que eu gravo as corridas.

O rosto dela mudou na hora. Os olhos se arregalaram. O corpo, que já estava mole, ficou tenso de novo.

— Você… gravou?

— Gravei. Não vou divulgar pra ninguém. Mas se por acaso você decidir inventar alguma história depois… eu tenho como provar que foi consensual. Que foi você quem ofereceu.

Ela ficou em silêncio, claramente assustada. A mão apertava a alça da bolsa com força.

— Eu não vou falar nada — murmurou.

— Melhor assim.

Ela engoliu em seco, ainda me olhando com uma mistura de medo e vergonha. Depois baixou a cabeça e seguiu em frente.

Antes que ela se afastasse, baixei o vidro um pouco e falei, com um sorriso de lado:

— Ah, e avalia o motorista bem no app, tá? Cinco estrelas ajudam.

Ela me lançou um olhar rápido, ainda assustada, e caminhou até o portão sem responder. Sumiu do outro lado do muro.

Fiquei parado por alguns segundos, olhando o lugar onde ela tinha entrado. Depois respirei fundo, liguei o app de novo e coloquei o carro em movimento.

Só pra avisar também recebi as 5 estrelas, mas ela não escreveu nada.

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