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Da série O Galpão
Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 2804 palavras
Data: 29/07/2026 22:44:28
Última revisão: 29/07/2026 23:02:09

Na terça-feira, o galpão parecia maior, ou talvez fosse apenas a ausência de Cristiano ocupando espaço demais. Era engraçado como um ser humano conseguia deixar um vazio tão concreto.

A oficina continuava produzindo exatamente os mesmos sons de sempre: o estalo metálico das ferramentas, o compressor soltando um suspiro comprido, motores sendo ligados e desligados, o rádio velho da copa brigando inutilmente contra o barulho das máquinas. Ainda assim, alguma engrenagem invisível havia parado de funcionar. Passei a manhã inteira esperando ouvir uma risada que não veio.

— Tá procurando alguém?

Levantei a cabeça, Luquinhas estava encostado no batente da porta do escritório, segurando uma prancheta contra o peito. Tinha aquele sorriso enviesado que parecia conhecer uma piada antes de todo mundo.

— Não.

— Tá.

— Eu hein.

Ele entrou sem pedir licença.

— Cristiano tá de folga essa semana.

Continuei conferindo umas notas fiscais só para evitar olhar para ele.

— Eu sei.

Silêncio.

— Você ficou meio perdido aqui sem ele.

Sorri de canto.

— Você também observa demais.

— Eu observo quem vale a pena.

Aquilo veio acompanhado de um olhar tão direto que precisei fingir interesse num grampeador quebrado. Luquinhas era diferente de Cristiano. Cristiano invadia os lugares como quem derrubava portas, Luquinhas ocupava os espaços devagar, como fumaça. Era impossível perceber exatamente quando ele tinha chegado. Ele se sentou na mesa.

— Posso fazer uma pergunta?

— Você acabou de fazer.

Ele riu.

— Cê é um chato.

— Eu sei.

— Mas me diz uma coisa... você gosta dele?

A pergunta ficou parada entre nós. Não porque fosse ofensiva, mas porque parecia cedo demais para existir. Olhei pela janela, o calor fazia o ar tremular sobre o concreto do pátio.

— Não sei.

— Mentira.

Respirei fundo.

— Você gosta? – ele insistiu.

Encolhi um ombro.

— Eu gosto de gente complicada.

— Péssimo gosto.

— Também acho.

Nós dois rimos. Pela primeira vez desde que começara a trabalhar ali, a conversa não parecia um jogo de provocações, parecia... humana. Ele cruzou os braços.

— Cristiano é um cara difícil.

— Você conhece ele faz tempo?

— Crescemos no mesmo bairro.

Fez uma pausa curta.

— Ele aprende tudo na porrada.

Olhei para ele.

— Como assim?

— A vida dele sempre foi assim.

Outra pausa.

— Quando ele gosta de alguém... demora pra acreditar que merece.

Aquilo me pegou desprevenido.

— Você tá defendendo ele?

— Não.

Sorriu.

— Tô te avisando.

O restante do expediente passou num ritmo estranho. Luquinhas aparecia perto da minha mesa por qualquer motivo, perguntava se eu queria refrigerante. Depois queria uma ajuda para organizar umas caixas, depois inventava uma dúvida sobre um formulário que claramente ele sabia preencher sozinho. Sandra passou por nós duas vezes e abriu um sorriso divertido.

— Vocês dois resolveram virar dupla agora?

Luquinhas respondeu antes de mim.

— Alguém precisa fazer companhia pro universitário.

— Universitário nada — respondi — Mal terminei o ensino médio.

— Mas termina frase igual professor.

Ele saiu rindo, eu fiquei olhando. Havia algo de perigosamente encantador em alguém que fazia do humor um abrigo.

Naquela noite, meus pais viajaram para visitar uma tia em outra cidade, minha mãe deixou comida pronta. Meu pai repetiu três recomendações diferentes sobre fechar o portão, depois o carro desapareceu na esquina. A casa mergulhou num silêncio antigo.

Peguei um copo de suco, levei um livro para a varanda, nosso cachorro se aninhando sob os meus pés. Não consegui passar da segunda página, as cigarras cantavam tão alto que pareciam disputar espaço com o rádio do vizinho. Foi então que ouvi duas batidas no portão, curtas, desconhecidas. Abri. Era Cristiano, de camiseta cinza desbotada, calça jeans, boné virado para trás, as mãos escondidas nos bolsos. Parecia absurdamente desconfortável.

— Cê tá fazendo o que aqui?

Ele deu de ombros.

— Vim te ver.

Como se fosse a coisa mais simples do mundo. Abri o portão.

— Achei que você tava de folga.

— E tô.

— Então...

— Minha folga não impede minhas pernas de andar.

Sorri.

— Entra.

Nos sentamos na varanda. O rádio antigo do vizinho ainda estava ligado, tocava uma moda sertaneja baixa, daquelas que parecem conversar com a noite em vez de a ocupar. O vento carregava cheiro de terra úmida. Outro vizinho fazia churrasco, o cheiro de carvão queimado se misturava ao das flores do jardim da minha mãe. Cristiano olhava para frente, não para mim, nunca para mim. Só depois de muito tempo ele falou.

— Seus pais saíram? — perguntou Cristiano, a voz rouca, sem olhar para mim, fixando o vazio do quintal escuro.

— Sim. Não voltam hoje — respondi, a minha voz falhando.

Eu cruzei as pernas, tentando disfarçar o nervosismo que me fazia tremer as mãos.

— Passei lá no galpão mais cedo.

— Sério?

— Vi vocês.

Meu estômago apertou.

— Eu e o Luquinhas?

Ele assentiu. Silêncio.

— Ele gosta de você.

Não respondi.

— Eu sei quando alguém olha daquele jeito.

Cruzei os braços.

— Você veio aqui falar do Luquinhas?

— Não.

Outra pausa, longa, desconfortável. O rádio mudou de música. Cristiano respirou tão fundo que parecia estar criando coragem para levantar um caminhão sozinho.

— Posso falar um negócio?

— Pode.

Ele continuou olhando para a rua.

— Mas cê não ri.

— Tá bom.

— Nem manda eu embora.

Meu coração desacelerou, era estranho, quando as pessoas falam muito baixo, o mundo inteiro parece fazer silêncio para ouvir. Ele passou a mão pela nuca.

— Eu nunca fui bom nessas coisas.

Sorri de leve.

— Percebi.

Ele também sorriu, pequeno, quase invisível. Depois ficou sério outra vez.

— Eu fico pensando em você o dia inteiro.

A frase saiu seca, sem floreio, sem poesia. Justamente por isso acertou em cheio.

— No serviço...

Ele continuou.

— Em casa...

Respirou.

— Quando acordo.

Outra pausa.

— Antes de dormir.

Finalmente virou o rosto, os olhos azuis pareciam cansados. Não havia pose alguma ali, nem ironia, nem aquele rapaz que enfrentava o mundo no grito. Só um garoto de dezenove anos tentando não deixar a própria vulnerabilidade escapar pelas mãos.

— Ei...

A voz dele quase falhou.

— Esse sou eu.

Engoliu em seco.

— E...

Fez força para continuar.

— Só quero você.

Emudeci, minha garganta seca. Olhei para os lábios de Cristiano, depois para o pescoço, onde a pulsação era visível. Nenhum caminhão passando, nenhum cachorro latindo, nenhum som além do rádio distante. Eu não consegui responder. Cristiano baixou a cabeça, os dedos dele tremiam discretamente sobre os joelhos. Foi então que acrescentou, num fio de voz:

— Só... não me manda voltar pra casa agora.

A vulnerabilidade na voz de Cristiano rompeu a minha última barreira de resistência. Ele fez uma pausa longa, demorada o suficiente para que eu percebesse o esforço que aquela frase exigia.

— Eu simplesmente...

Respirou fundo.

— Não consigo encarar a mim mesmo sozinho de novo.

Naquele instante compreendi algo que até então me escapava. O maior inimigo de Cristiano nunca tinha sido a opinião dos outros, era o silêncio da própria casa. Era o quarto pequeno onde não precisava fingir para ninguém e, justamente por isso, tinha de enfrentar a pessoa que mais o assustava. Ele mesmo.

Sem pensar, aproximei minha cadeira apenas alguns centímetros, não o suficiente para transformar aquele momento em romance. Só o bastante para que nossos ombros quase se tocassem. Cristiano fechou os olhos por um segundo, como quem finalmente encontrava um lugar onde descansar.

Ele se aproximou, sua mão quente pousando sobre o meu joelho, apertando com firmeza, minhas pernas se abrindo involuntariamente. Foi quando, de repente, me levantei de um salto, a cadeira batendo para trás, e segurei o pulso de Cristiano, a pele quente e úmida, e o puxei para dentro da casa, fechando a porta com um baque seco que abafou a música do rádio.

Sem dizer uma palavra, guiei Cristiano pelo corredor escuro com passos rápidos e desiguais, passando pela sala de estar iluminada apenas pela luz da rua, até o meu quarto no fundo. Minha cama, que contrastava com a dele, um colchão novo e lençóis brancos, nos esperava contra a parede.

Assim que a porta do quarto se trancou, com um clique seco soando como um tiro no escuro, a tensão que segurava os nossos corpos se rompeu. Empurrei Cristiano contra a porta, nossos lábios se colando com urgência e fome desesperada, um choque elétrico que percorreu desde a boca até a ponta dos meus dedos.

Nosso beijo era dentes e língua, saliva e respiração ofegante. Minhas mãos desceram pelas costas de Cristiano, puxando a camisa para fora, meus dedos trêmulos encontrando a pele quente e firme da lombar dele. Cristiano retribuiu o meu beijo com fome, sua língua invadindo a minha boca, explorando o meu palato, o meu gosto e a umidade compartilhada.

Nos movemos em direção à cama, tropeçando nos nossos próprios pés, roupas sendo arrancadas em movimentos desajeitados e frenéticos. A camisa de Cristiano voou para o canto do quarto, seguida pela minha, expondo a minha barriga lisa e pálida que tremia sob o toque do meu menino homem.

Quando caímos no colchão, a espuma rangeu em protesto, mas não nos importamos. Apenas a pele contra a pele importava. Cristiano roçou o corpo pesado sobre o meu, a fricção das nossas ereções duras, ainda presas sob os jeans dele e o meu calção, criando uma pressão deliciosa e torturante. O sarro era lento no início, um ritmo de vaivém que permitia sentir cada movimento, mas logo a necessidade de mais contato se tornou insuportável.

Desabotoei o jeans de Cristiano, minha mão deslizando para dentro da cueca, segurando a ereção quente e pulsante, que já vazava uma umidade viscosa. Comecei a o masturbar com movimentos rápidos, meu polegar roçando na cabeça do pau a cada punhetada. Cristiano suspirou contra o meu pescoço, seus dentes roçando a minha pele sensível logo abaixo da orelha.

Nos atracamos novamente, pele contra pele, numa pegação ávida e desajeitada. Cristiano roçou seu pau duro, espesso e pulsante contra a minha coxa, enquanto eu esfregava a virilha contra o quadril dele, buscando fricção, calor, qualquer coisa para aliviar a pressão que crescia na base da minha espinha.

Nossas mãos trabalharam em sincronia, puxando as roupas para baixo, libertando os membros que se encontraram no ar frio do quarto. Com a nudez, o ar do quarto parecia ficar mais denso, mais quente. A masturbação mútua começou, punhos deslizando pelo eixo dos paus, polegares esfregando as cabecinhas, as glandes, espalhando o líquido pré-gozo que tornava o movimento escorregadio e rápido. Cristiano pegava no meu pau, menor que o dele, mas igualmente rijo, apertando a haste e deslizando a pele para cima e para baixo, sincronizando o ritmo com a nossa respiração ofegante.

Desci pelo corpo de Cristiano, beijando o peito, mordiscando os mamilos duros até que ele arqueou as costas, gemendo baixinho. Continuei descendo, minha língua traçando um caminho úmido pelo abdômen, até chegar à virilha, ao pênis ereto que me aguardava.

Sem aviso, envolvi a glande de Cristiano com a boca, o calor úmido da minha garganta envolvendo o membro de forma avassaladora. Cristiano enfiou os dedos no meu cabelo, guiando o ritmo, seus quadris se impulsionando para cima em busca de mais profundidade. Minha língua girava ao redor da cabeça do pau, pressionando a frestinha, enquanto a mão apertava a base da pica.

De repente, em um lampejo de inspiração, eu parei, me levantei e fui até a cozinha, sem dizer nenhuma palavra. Cristiano ficou atônito, sem entender, sentado nu sob a minha cama. Fui até o armário e tirei um pote de vidro com mel. O brilho dourado e viscoso refletiu a pouca luz que entrava pela janela.

Voltei para o quarto com um sorriso malicioso nos lábios. O olhar de Cristiano foi de confusão momentânea, ainda tentando somar 2 + 2 para entender a situação e o que estava para acontecer. Sem dar maiores explicações, despejei um fio de mel sobre o peito e a barriga de Cristiano, o líquido espesso escorrendo lentamente pelas curvas dos seus músculos.

A doçura no ar contrastava com o cheiro de suor e tesão. Me inclinei sobre Cristiano e comecei a lamber, minha língua recolhendo o mel, misturando o sabor doce com o salgado da pele dele. Mordi os ombros de Cristiano, suguei o mel do seu umbigo, deixando marcas vermelhas e brilhantes no corpo claro dele. Depois desci até a linha dos pelos pubianos claros e loiros, despejando o mel e limpando cada gota com uma devoção obsessiva.

Cristiano se contorcia debaixo de mim, os músculos da barriga se contraindo a cada contato, gemendo baixinho, suas mãos agarrando os lençóis. Nossa brincadeira gourmet intensificou o nosso desejo. Cristiano me virou de bruços, erguendo os meus quadris. Com as mãos, ele separou as minhas nádegas firmes, expondo o meu cuzinho rosado e contraído.

Ele não hesitou. Cristiano se inclinou e levou a língua à minha bunda, cravando a língua no centro, me chupando com precisão cirúrgica, fazendo um beijo grego profundo e lascivo. Ele lambeu o meu anelzinho, pressionando a língua contra a minha abertura, me sentindo tremer e gemer abafado contra o travesseiro.

Cristiano lambia, sugava e penetrava o meu cuzinho com a língua rígida, me preparando, me lubrificando, enquanto suas mãos massageavam as bandas firmes da minha bunda. A saliva dele se misturou com o meu sabor, untando a minha entrada para o que estava por vir.

Cristiano introduziu um dedo, lentamente, sentindo a resistência inicial dos meus músculos relaxarem para o aceitar. Um segundo dedo seguiu, abrindo espaço, preparando o caminho. Quando sentiu que eu estava pronto, Cristiano subiu em cima de mim e se posicionou entre as minhas pernas, alinhando seu pau duro e latejante com o meu cuzinho.

Ele guiou o cacete até a minha entrada, empurrando com cuidado. Eu já estava aberto e dilatado das nossas últimas fodas, meu cuzinho já ficando no formato da vara dele. Ele empurrou devagar, a cabeça da pica rompendo o meu anelzinho, e eu soltei um gemido alto, misturando dor e prazer, empurrando o meu traseiro para trás, engolindo o pau do meu jovem macho até a base. Cristiano entrou até o fim, seus quadris se encostando nas minhas nádegas.

Cristiano começou a se mover, primeiro com golpes curtos e cautelosos, depois ganhando confiança e velocidade. O som da pele batendo na pele encheu o quarto, acompanhado pelos grunhidos guturais dele. Ele segurava a minha cintura com força, marcando a minha pele pálida com os dedos, olhando para onde nossos corpos se conectavam, o pau entrando e saindo brilhante.

Mudamos de posição: eu me deitei de costas, erguendo as pernas e apoiando os calcanhares nos ombros de Cristiano, que se inclinou sobre mim, apoiando as mãos ao lado da minha cabeça. Ele me penetrou novamente, dessa vez mais fundo. Nessa posição cara a cara, cada penetração era profunda e direta, cada golpe era um choque elétrico.

Cristiano retirava e penetrava o cacete dentro de mim, introduzindo sua vara no meu buraquinho enquanto movia os quadris, a sensação de preenchimento me fazendo arquear as costas, meus dedos cravados nos braços de Cristiano.

— Caralho! Cristiano, isso... isso é muito! — gritei, os olhos virados para trás, meu corpo todo suando.

O ritmo aumentou, o som da pele batendo contra a pele enchendo o quarto, misturado aos meus gemidos incoerentes e às súplicas por mais. O colchão da cama de solteiro rangia em um ritmo frenético, ameaçando ceder.

A penetração avassaladora foi o ponto de ruptura. Cristiano bombeava com força, descontrolado, sentindo o próprio orgasmo se aproximando como um tsunami. Ele bateu na minha carne com violência, o som dos nossos corpos sendo um tambor de guerra.

O suor escorria pelos nossos corpos, o cheiro de sexo e mel impregnando o ar. Cristiano olhou nos meus olhos, vendo o prazer desenfreado refletido ali, e sentiu o próprio orgasmo se aproximando como uma maré.

— Vou gozar — sussurrou Cristiano, a voz quebrada.

— Eu também — respondi, a voz rouca.

Cristiano não respondeu com palavras, apenas com um urro primal. Com alguns golpes firmes e profundos, Cristiano atingiu o ponto certo em mim. Nós gozamos simultaneamente, nossos corpos se contorcendo em espasmos de prazer intenso, gritos abafados contra o pescoço um do outro.

Me ver contorcendo em prazer levou Cristiano a loucura. Ele se cravou fundo uma última vez, o corpo rígido, e explodiu dentro de mim, me enchendo com seu sêmen quente, gemendo o meu nome como uma prece.

Ele estrebuchou na cama, o pau pulsando e jogando jatos grossos de porra dentro de mim. O leite quente de Cristiano me encheu, enquanto eu ejaculava entre os nossos próprios corpos, o líquido se espalhando com o suor e o resto do mel.

Nós colapsamos sobre a cama pequena, ofegantes, súplices e loucos, na escuridão do quarto, o rádio do vizinho agora apenas um murmúrio distante e esquecido. Nossos corpos estavam grudados pelo suor, saliva, mel e sêmen. Cristiano me puxou para um abraço apertado, o rosto enterrado no meu pescoço, ambos tremendo.

E nós permanecemos assim. Sem pressa, sem promessas. Enquanto o rádio antigo deixava escapar uma canção qualquer para dentro da noite, e o vento levava embora tudo aquilo que nenhum dos dois ainda sabia nomear.

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Comentários

Foto de perfil de Xandão Sá

Que força é beleza a explosão da capitulação do amor. Tenho vontade de botar Cristiano no colo, embalar, acarinhar…

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