Vanessa ainda sentia o gosto do primeiro beijo de Guilherme quando a porta do apartamento bateu pela quarta vez naquela semana e a mão dele já estava no alto da cabeça dela. Não houve cumprimento. O cinto saiu com um estalo seco. O pau bateu no lábio inferior, quente, a glande lisa e brilhante de pré-gozo. Ela abriu a boca. Ele empurrou até a base de um movimento só. O nariz esmagou contra o pelo. A garganta fechou em volta da grossura e o ar sumiu. A saliva jorrou imediatamente, escorrendo pelos cantos da boca, pelo queixo, pingando em fio quente nos seios. Guilherme segurou os dois lados da cabeça e fodeu a boca com estocadas curtas e profundas. Cada vez que a glande batia no fundo, o estômago dela contraía e um novo jato de saliva escapava. As lágrimas vieram cedo, quentes, embaçando a visão, escorrendo pelas bochechas e caindo no colo. O barulho era molhado, engasgado, ritmado pelo impacto do saco no queixo. Quando ele gozou, os jatos preencheram a garganta tão rápido que parte voltou pelo nariz. Ele segurou a cabeça no lugar até o último espasmo e só então soltou. Vanessa puxou o ar com um som rouco e quebrado. Um fio branco e transparente escorreu da língua até o peito.
Na noite seguinte ele trouxe o outro.
O homem era mais baixo, o pau mais grosso, a cabeça larga demais para a boca dela. Guilherme a empurrou de joelhos entre os dois corpos. O pau estranho forçou os cantos dos lábios até doer. A glande abriu a garganta com dificuldade. O reflexo veio violento: o estômago revirou, a saliva jorrou em quantidade, as narinas dilataram tentando puxar qualquer ar. Guilherme segurou a cabeça dela e empurrou até o pelo baixo do outro se esmagar contra o nariz. O saco batia no queixo em estalos úmidos. Quando o homem tirou, a boca de Vanessa ficou aberta, a língua para fora, um fio espesso de saliva e pré-gozo ligando a glande ao lábio. Guilherme entrou em seguida. O pau dele deslizou sobre a saliva alheia e foi até o fim. A garganta se moldou, tremendo. As lágrimas escorriam em caminhos contínuos, levando o rímel preto em trilhas tortas até o maxilar. O flash do celular iluminou o lado do rosto dela. A lente pegou a boca esticada, a narina dilatada, o olhar vermelho e embaçado.
Eles a viraram. Os joelhos marcaram o piso frio. O amigo abriu as nádegas com os polegares e cuspiu duas vezes. A saliva escorreu pelo sulco e parou no cu. A cabeça larga pressionou o anel. O músculo cedeu com lentidão queimando. Vanessa sentiu a pele esticar, o ardor subir pela coluna, a sensação nítida de ser forçada a abrir além do limite confortável. Quando o saco finalmente encostou, o homem soltou o ar quente na nuca dela e começou a meter. Estocadas longas e pesadas. Cada retirada puxava as bordas para fora, mostrando o rosa interno úmido; cada investida empurrava o ar para fora dos pulmões em gemidos abafados contra o piso. Guilherme se ajoelhou na frente e enfiou de novo na boca. Os dois ritmos se encontraram. O corpo dela foi sacudido entre os dois homens, o cu e a garganta abertos ao mesmo tempo, a saliva escorrendo de um lado e o cu sendo dilatado do outro.
O celular continuava gravando. Guilherme ajustava o ângulo para capturar o momento em que o pau grosso sumia completamente e voltava brilhando. O amigo acelerou. As contrações dele foram fortes o bastante para ela sentir cada jato quente. A porra veio espessa, preenchendo até transbordar. Quando ele puxou, um fio branco acompanhou a glande e se rompeu, escorrendo pelo períneo até a boceta vazia e latejante.
Guilherme trocou de lugar. O pau dele entrou no cu já quente e escorregadio. O ângulo mudou. A glande raspava mais fundo, batendo num ponto que fazia a barriga dela contrair involuntariamente. Ele metia com força, uma mão no ombro, a outra ainda com o celular. A cada estocada a porra do outro era empurrada para fora e forçada a voltar. O cheiro de sexo, suor e saliva encheu o espaço entre os três. Quando Guilherme gozou, os jatos foram quentes o suficiente para ela sentir a temperatura mudar lá dentro. Ele saiu devagar. O cu ficou aberto um segundo inteiro, pulsando, antes de tentar se fechar. A mistura das duas porras escorreu em fio contínuo pela face interna da coxa e pingou no piso entre os joelhos.
Eles se vestiram sem pressa. Guilherme mostrou a tela do celular. O vídeo ainda capturava o cu dilatado, vermelho, brilhante, um fio branco saindo e descendo lentamente.
Nas noites que se seguiram o padrão se consolidou. A porta abria. A boca era preenchida até as lágrimas escorrerem e o ar faltar. O cu era aberto sem cerimônia, às vezes por um, às vezes por dois, às vezes enquanto o vibrador ligado no máximo ocupava a boceta. O celular gravava quase sempre. O flash virava parte da luz do apartamento. O rímel terminava sempre em caminhos pretos. A garganta ardia horas depois. O cu ficava aberto e latejando quando a porta se fechava.
Uma noite Guilherme chegou sozinho, cheirando a álcool barato, e jogou o telefone sobre a cama. Na tela a reportagem antiga rodava sem som: o sofá, o lençol branco, as legendas. Ele se masturbou olhando enquanto ela já estava de quatro, esperando. Quando o pau endureceu, circundou e enfiou no cu de uma vez. Não havia saliva nova suficiente. A entrada arranhou. A dor subiu em linha reta até a nuca. Ele meteu com estocadas longas e lentas, uma mão segurando o celular na altura do rosto dela. A tela ficava no campo de visão a cada movimento. A cada estocada o cu abria e fechava com um som úmido e obsceno, a porra de dias anteriores sendo reaquecida e empurrada para fora. As lágrimas escorriam em silêncio, encharcando o lençol sob o rosto.
Ele gozou sem avisar. Os jatos preencheram o pouco espaço que restava. Quando saiu, um fio espesso acompanhou a glande e se rompeu na nádega. Guilherme limpou o pau na pele dela com dois movimentos lentos, guardou o celular e se vestiu. Na porta parou apenas o tempo necessário para falar, sem se virar:
— Amanhã a chave fica embaixo do capacho. Vem mais gente.
Vanessa permaneceu na mesma posição depois que a porta se fechou. O cu latejava, aberto o bastante para sentir o ar frio do quarto entrar e sair a cada respiração. A porra escorria quente e lenta pela face interna da coxa, esfriando no caminho até o joelho e pingando no lençol. O vídeo da reportagem continuava pausado na tela do celular esquecido sobre a cama. A legenda branca ainda legível no escuro.
