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O Único que Ficou de Fora (2°TEMPORADA) - Primeiro Capítulo: O Passeio de Escuna

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Um conto erótico de Astrogildo Kabeça
Categoria: Grupal
Contém 3872 palavras
Data: 24/07/2026 18:53:09

Nota do Autor: Essa segunda temporada nada tem a ver com a primeira, publicada em 2024 e com final totalmente reformulado, muito mais explicado que o anterior. São personagens novos, outro enredo, mas o cerne da temática continua a mesma. Portanto, quem tiver chegando agora pode ler as duas histórias separadamente, sem qualquer tipo de ligação uma com a outra.

**************

O bar não estava cheio, eram umas 17 horas de uma quinta-feira, início de semestre,e cinco colegas de uma faculdade próxima bebiam uma cervejinha, acompanhados de um tira gosto simples. Era um botequinho básico, mas suficiente para universitários tomarem uma nas proximidades da instituição. Genildo, 23, estava acompanhado da namorada Naiara,20, Cauê, 24, Breno, 23, e a namorada dele, Beatriz,22. Naiara era loira de cabelos dourados, branquinha, corpo acentuado, mas sem nada protuberante. Começou a namorar Genildo numa calourada, quando este já estava alguns semestres adiante. Aliás, ela era a única ali que não era da mesma turma. Ficou amiga dos demais após o namoro iniciar, estando juntos há dois anos. Já Beatriz era a típica “cabo verde”, ou seja, era negra retinta, mas com cabelos lisos, lisíssimos, até mais do que os de Naiara. Era alta para os padrões femininos, 1,74, mas perto de Breno ficava baixa, pois este tinha quase 1,90. Tinha aquela estrutura corporal que, mesmo se emagrecer bastante, não fica totalmente franzina.

Estavam em papo solto quando Jemerson, proprietário daquele estabelecimento, se aproximou

Jemerson: Olá, turminha! Como está o atendimento? Bom, deixa eu contar uma novidade pra vocês… Fui designado para ser condutor de uma escuna e realizar passeios de pela baía. Já fui marujo, trabalhei como rebocador de embarcações, já cheguei até a fazer curso pra marinha mercante. Então… um almirante da reserva, o proprietário, me chamou pra fazer esses passeios, e pretendo convidar vocês pra fazer um… teste, um piloto, pra observar praias, points, ilhas, e demais pontos de parada, pra finalmente a coisa engrenar. E aí? Topam?

Cauê: Porra, Jemerson, você tá chamando a gente pra ser cobaia de sua experiência, velho? (Risos gerais)

Jemerson: kkkkkkk… calma, calma… é teste, mas é também passeio, estou sendo franco, será um passeio normal, terá diversão, apenas queria que isso fosse realizado por uma turma animada e fiel, como vocês. Vai ser cobrado, viu? Ahahahahah… vocês podem me ajudar, pedir onde parar, quanto tempo irá durar… então, vocês terão liberdade pra decidir e aí eu ir avaliando cada lugar.

Genildo: Porra, parece uma boa… vai ter o que mais?

Jemerson: comida, bebida, música, paradas para visitação, banho de mar… tudo o que um passeio pede. Farei um preço promocional, e aí ver depois um preço fixo por programa.

Beatriz: Poxa, parece legal,viu? Quantas pessoas cabem?

Jemerson: A escuna não é grande, cabem umas 17, no máximo 18 pessoas, mas eu queria fazer com vocês um esquema menor, dez sortudos, no máximo. A Íris vai estar lá me ajudando, o Diego também. Estarão sempre comigo. Não será todo fim de semana, será uma vez por mês. Então, terão vocês cinco aqui, e aí podem chamar mais outras cinco, vou fechar dez pessoas. Daí por diante, vou fechar pacotes de até quinze pessoas.

Íris era a esposa de Jemerson,39 - mesma idade do marido - ex-dançarina de pagode, fez parte de um grupo musical durante anos. Em razão dessa atividade passada, tinha um corpaço, todo tratado em academia. Coxas grossas, bunda farta e empinada, chamava atenção da estudantada que frequentava o local. Era parda, traços multiétnicos, cabelos cacheados e muito simpática. Diego tinha 18, era o garçom, auxiliava o casal no bar.

Naiara: Uau, gostei! Vamos, amor? Parece legal um dia no mar entre a gente

Genildo: Porra, vamos sim. Nunca participei de uma diversão assim. Vai ser show de bola!!

Jemerson: Fechado então?

Todos: Fechado!

Jemerson: Beleza! Será daqui a dez dias, saindo da marina, às 7 da manhã. Temos que aproveitar o dia.

Brindaram e pediram mais uma garrafa, animados em serem os escolhidos para a empreitada.

A idéia era convidar outros colegas para completarem a escuna, mas ninguém tomou atitude de chamar mais alguém. Somente Genildo, que pensou em abrir para outras pessoas de fora, fazer algo mais fora da bolha.

No dia seguinte, estava no corredor e viu se aproximar a professora Scheila Makamoto, 46, que estava retornando de licença médica. Tinha ficado dois semestres afastada por conta de uma diverticulite braba, que lhe rendeu duas cirurgias e remoção de parte do intestino. Era nissei, pais japoneses, solteira, sua face reproduzindo tipicamente a fisionomia de uma oriental. Olhos bem puxados, cabelos negros passando um pouco dos ombros. Não era tão magra, tinha alguma adiposidade, apesar dos perrengues clínicos que passou. Estava ainda um pouco abatida, aparecia alguns cabelos brancos, coisa que nao tinha antes do problema intestinal. Por essa razão, ela não se tornou sua orientadora oficial.

- Professora! Como vai a senhora, bem vinda de volta!

- Genildo, tudo bem?Obrigada! Estou voltando aos poucos, me readaptando.Vocês sobreviveram sem mim?

- Sobrevivemos... mas foi estranho. A senhora fez falta.

- Imagino que alguns tenham gostado de ter menos provas.

- Alguns, talvez. Eu não!

- Que diplomático...

- E como a senhora está? Melhor mesmo?

- Bem melhor. Não foi um período fácil. Às vezes a gente acha que o corpo vai aguentar tudo... até descobrir que ele resolve impor seus próprios limites.

- Fico feliz que tenha voltado.

Houve alguns segundos de silêncio até que Genildo resolveu tocar no assunto que vinha ensaiando.

- Professora... eu queria fazer um convite.

Ela arqueou uma sobrancelha.

- Um convite?

- É. No sábado da outra semana vai acontecer um passeio de escuna. O Jemerson, dono daquele bar ao lado da faculdade, vai passar a realizar passeio de escuna e quer uma viagem experimental, conhecer melhor alguns pontos de parada, praias e ilhas antes de começar a oferecer passeios regularmente.

- E você está me convidando?

- Estou.

- Confesso que não esperava.

- Pensei que seria uma boa oportunidade para a senhora relaxar um pouco depois de tudo o que passou.

Ela permaneceu em silêncio por um instante.

- Quem vai?

- Eu... a Naiara, o Breno, a Beatriz, o Cauê... velhos alunos, enfim.

Scheila soltou uma pequena risada.

- Ou seja... um barco cheio de universitários.

- Mais ou menos isso.

Ela cruzou os braços.

- Genildo... eu tenho quarenta e seis anos.

- Eu sei.

- Seus colegas têm pouco mais de vinte.

- Também sei.

- Não parece uma combinação muito natural.

- Talvez não. Mas ninguém vai se importar com idade. É só um passeio.

- Eu me sentiria deslocada.

- Quanto a isso, não se preocupe, vou chamar minha mãe também. Vocês tem mais ou menos a mesma idade, fariam companhia uma a outra.

Ela piscou, surpresa.

- Sua mãe?

- Sim, minha genitora!

- Quantos anos ela tem?Então ela é praticamente da minha idade.

- Exatamente.

Ela começou a rir.

- Espera... você pretende colocar sua mãe e sua professora numa escuna cercadas por estudantes?

- Então, como disse, é um passeio experiemental, poucas pessoas. Os colegas que citei a senhora conhece, deu aulas a todos. Como é um programa novo, pensei que pessoas mais maduras trariam perspectivas diferentes, gente com outro olhar sobre passeios desse tipo. O Jemerson é um cara legal, trabalhador, e queria ajudar ele nesse sentido.Ele quer testar o roteiro, saber onde vale a pena parar, o tempo de cada visita, o conforto da viagem. Todo mundo da minha idade vai achar qualquer praia maravilhosa.

- Que interessante a visão desse rapaz!

- Já vocês têm mais experiência de vida. Talvez observem coisas que a gente nem perceba. Conforto, organização, segurança... detalhes importantes para quem pretende transformar isso em um negócio.

Scheila ficou pensativa.

- Não estava pensando dessa forma.

- E tem outro motivo.

Ela esperou.

- A senhora passou por um momento muito difícil. Imagino que um dia de sol e mar, com uma distração básica, vai lhe fazer bem. Daí já dá pra presumir que nossa intenção não é fazer bagunça...

O semblante dela tornou-se mais sereno.

- Você pensou bastante antes de fazer esse convite, não foi?

- Pensei.

Ela sorriu com gratidão.

- Obrigada. É gentil da sua parte.Ainda assim... estar na companhia de alunos me parece bastante contraditório.

- Acho que a senhora está preocupada com formalidades, mas se atente a meus argumentos. Minha mãe estará lá, isso indica que ninguém tem desejo de extrapolar. Em outra ocasião, quando o passeio tiver consolidado, aí vai a turma da bagunça.

Ela voltou a encará-lo.

- Você já falou com ela?

- Ainda não.

- Você é corajoso, hein?

- Ela anda muito reclusa e depois da pandemia, piorou. Então, gostaria que vocês tivessem um programinha especial, juntar uma convalescente com outra que precisa se divertir um pouco.

Scheila deu uma pequena risada.

- Está tentando me convencer usando sua própria mãe como garantia.

- Estou sendo sincero.

Ela respirou fundo.

- Faça o seguinte... converse com ela primeiro. Isso me parece bem incomum, mas confesso que estou realmente precisando de algo assim, sair um pouco mesmo, tomar um sol. Não esperava que fosse nessas circunstâncias, mas… indo alguém de minha faixa etária e familiar seu, me sentiria mais ambientada.

- Certo.

- Se ela topar ir...eu aceito o convite também. Você citou alunos que irão bastante dedicados.

- Combinado.Tenho quase certeza de que vocês vão conversar como velhas amigas antes mesmo de a escuna deixar o cais.

- Esse coordenador não vai estranhar duas coroas no meio dessa juventude?

- Que nada! Ele vai ficar interessado, vocês podem dar opiniões bem diferenciadas. E a esposa dele ainda vai, ela é um pouco mais nova, mas também responsável. Ela será auxiliar dele.

- Então, tá.

Scheila riu enquanto seguia em direção ao estacionamento.

- Espero que sua idéia maluca de nos chamar tenha alguma coerência.

Genildo morava com a mãe,Jamile,49,morena,corpo rechonchudo, seios fartos.Era divorciada do pai de Genildo,há poucos anos, não desenvolvendo nenhum relacionamento posterior. Tinha uma vida bastante rotineira, era muito metódica, regrada,trabalhava num banco há quase trinta anos, e nunca foi próxima de seus colegas de trabalho. Passava os fins de semana assistindo TV. Seu rosto era bonito,latino,parecia uma paraguaia,mas tinha um semblante entediante. Estava há anos planejando reduzir os seios,no entanto, era um pouco relapsa quanto a isso,sempre deixando pra depois. Suas pernas grossas começavam a apresentar algumas varizes discretas.

Genildo chegou em casa, e resolveu fazer o aguardado convite.

- E aí, mãe? Tudo certo?

- Sempre… tá querendo me dizer alguma coisa?

- Queria fazer uma proposta

- É o que?

- Bom, o proprietário do bar que a gente frequenta, próximo da faculdade, vai realizar um passeio de escuna sábado da outra semana. Estávamos lá e ele chegou, explicou que vai passar a realizar passeios no fim de semana e nos convidou pra fazer uma viagem inicial, pra testar alguns lugares, e tal… tava pensando em convidar a senhora pra ir conosco.

- Peraí… como assim? Quem vai??

- Eu, a Naiara, uns colegas nossos… já falei com Bianca e Tony também. E uma professora minha.

Jamile ficou surpresa.

- Genildo! Você tá me convidando pra um passeio com seus colegas, Bianca… Bianca sua prima?? Tony, que morou aqui do lado??Pois então… você tá me chamando pra essa arruaça e ainda convidou uma professora??? Quem é essa maluca???

- Calma, dona Jamile, deixa eu explicar… É um passeio experimental, é pra ele avaliar pontos de parada,praias, lugares pra parar. Aí eu pensei… vou chamar algumas pessoas de fora do nosso meio, com outra observação,vendo outros potenciais,fazer algo pra desbravar mesmo, ver novas possibilidades… daí, depois,a senhora pode ir com minha tia,com amigas,fazer um passeio com sua turma. Nesse,pensei em algo mesmo diversificado,pra várias pessoas diferentes poderem pontuar o que é melhor pra viagens futuras. Tô querendo ajudar ele, merece algo mais preciso.

Jamile até considerou uma boa ideia, além de estar sendo prestativo. Porém,ainda não estava convencida.

- Tá, mas seus colegas não chamaram outros familiares também? Só iria eu de mãe?

- Não, pra essa experiência inicial ele indicou pouca gente. Ninguém se prontificou a chamar mais gente e eu tive essa iniciativa.

- Olha, é bem estranho,mas… quem é essa professora que você falou?

- Scheila, ela está retornando de licença médica. Ela ainda tá meio abatida, ela estava pra ser minha orientadora,então queria que ela aproveitasse esse passeio porque ela ficou afastada por tratamento e achei bom ela dar uma relaxada, num dia de sol,voltando a viver… pensei em tudo isso e na senhora,que só fica enfurnada nessa casa o tempo inteiro,não vai pra lugar nenhum, até a missa de domingo a senhora parou de ir… pensa um pouco,sai da rotina,não será uma arruaça,como disse,é um passeio inicial,não terá balburdia, nem confusão. Isso ficaria para uma outra oportunidade, quando o passeio tivesse rolando com roteiros definidos.

- Não terá bebida,som alto,nada disso?

- Terá bebida, um somzinho,mas não vai ser nenhum brega não, ahahahahaha… vai ser uma maneira de observar e ao mesmo tempo curtir um dia diferente. A senhora vai gostar,vai rever o Tony,perguntar pela mãe dele, tem a Bianca,que a senhora não vê a tempo… vai ser proveitoso,nada demais.

Jamile pensou. Genildo estava sendo persuasivo e realmente ela estava com a vida parada demais. Talvez… fosse algo interessante sim, ainda mais que iria alguém da idade dela.

- É,nesse caso,se sua professora está retornando de um problema de saúde,ela deve estar bem tranquila de que não vai haver bagunça…fiquei até curiosa de conhecê-la.Pra ter aceito,ela não deve ter nariz empinado.

- Não,ela é de boa.Exigente,mas se dá bem com os alunos.

Jamile pensou,pensou,pensou… e resolveu aceitar

- Bem,diante de tal situação,que é algo novo,que vai servir pro organizador notar o que será bom pro futuro,me parece que será algo mais leve. Sendo assim… eu topo. Mas tô confiando que seus colegas realmente se comportem e não haja som alto nem nada indecente!

- Não colocaria a senhora numa roubada dessas,pode deixar,tem dois casais de namorados,tranquilos,um colega animado,pra deixar tudo descontraído,vai ser um esqueminha decente,confia no moleque aqui.

- Ok. Vou me animar. De fato,não participo de nada disso há anos. Tendo alguém mais velho e que precisa de novos ares,fico mais entusiasmada.

- Fechado então.

O sábado chegou, o dia estava ainda clareando quando Genildo ia pela segunda vez ao banheiro. Uma forte diarreia o acometia. A situação tava braba

- Amor? Tá tudo bem aí?

- Depois eu falo,Nai.

Naiara tinha ido dormir na casa dele, afim de saírem todos juntos para a marina. Entretanto,havia aquele imprevisto,que parecia deixar todos a ver navios…

- Bom dia,Naiara. Já se arrumaram?Cadê Genildo?

- Bom dia,dona Jamile. Olha,parece que a coisa não tá boa não. Genildo parece que não tá passando bem…

- Meu Deus… Genildo, tá sentindo o que,meu filho?

Ouviram o barulho da descarga. Tempos depois,sai Genildo,suando bicas,uma cara preocupada.

- Porra, passei a noite com a barriga remexendo… quando foi uma hora atrás,veio a dor. Estou aqui, me esvaindo em merda…

- Vixi… então já era passeio…você tá pálido!

- Eu falei pra você não comer aquele pastel, você é muito teimoso! Taí o resultado

- Porra, tava com fome. Caramba, tô sentindo que ainda tem coisa pra sair…

- Vou fazer um chá

Jamile foi pra cozinha enquanto os dois conversavam sobre o passeio

- Desse jeito aí, é melhor a gente desistir.

- Bom, realmente eu não vou assim,mas vocês podem ir, na boa…

- Moço! Você praticamente organizou tudo, convidou outras pessoas, acha mesmo que sem você vai ter alguma graça?

- Ué, o passeio não depende de mim! Vou pedir que você vá com minha mãe, ela mal sai de casa,tava até empolgada pro passeio. Dexar de ir por minha causa seria um balde de água fria.

- E você acha que ela vai querer ir com você assim?duvido

- Não tenho cinco anos. Tenho que lidar com meus problemas, paciência.

- Olha… pra eu ir sem você só se ela aceitar. Realmente, você fala bastante que ela não sai pra lugar nenhum e eu concordo, toda vez que venho ela tá em casa, na dela.

- Vou falar com ela

Na cozinha,a água estava acabando de ferver e ela preparava a xícara quando Genildo apareceu

- Mãe, Naiara vai levar a senhora pro passeio. Eu fico aqui me cuidando.

- O que!De jeito nenhum!Como é que vou pra passeio com você assim?Nem tô ligando mais pra diversão.

- Ah, mãe,deixa de onda! Não sou criança, vai lá, se diverte. A senhora não preparou almoço,não tem nada aqui, já tava tudo programado,tudo pago… deixa eu me virar.

- Eu só aceitei porque você insistiu. Não dá pra aproveitar um passeio com você assim.

- Quer dizer que tudo o que a senhora fizer vai depender de minha presença?Vai lá,aproveita.

Naiara interveio,em favor de Genildo

- É,dona Jamile,não desista.Eu vou com a senhora. Eu bem que queria ficar com ele,mas pensando bem,ele tem razão.A senhora passa muito tempo em casa,e ai surgiu essa oportunidade.Desanuvia um pouco. Genildo vai ficar bem,eu mesma vou programar uma próxima,pra gente ir todos juntos.Não vai ter a mesma graça sem ele,mas pelo menos a senhora sai um pouco,vamos.

- E tem mais: a professora Scheila confirmou que iria por causa da senhora. Ela vai ficar bem chateada se não for. Vai lá,conhece ela, de repente,as duas trocam informações sobre programas culturais,alimentação saudável,cuidados com a saúde,sei lá…

Essa informação pegou Jamile de jeito.Verdade que ela aceitou mais por estar na companhia de alguém tão madura quanto ela do que ter o próprio Genildo como companhia.

- Ah,meu Deus,você me deixou numa situação,viu…sem você vai ficar esquisito,Naiara vai tá com os colegas…mas admito que não fiz almoço,não preparei nada,e estava animada assim,com algo diferente… então…vou acabar indo… vou me esforçar pra acompanhar esse passeio. E você vai ficar aí se recuperando,por via das dúvidas vou cumprir a promessa de ir.

- Pô,é isso aí! Vou comer umas frutas,de tarde já estarei legal.Não vai ser dessa vez,mas vai ter outras,pode deixar.

- Fica bem,amor. A galera vai ficar chateada,mas todo mundo vai entender. Eu vou mesmo pra acompanhar dona Jamile e tentar salvar alguma coisa sem sua presença.

- Fica bem,Genildo. Vou ligando pra ver como você está.

- Não vai piorar nada,já estou até me sentindo melhor,só não quero arriscar.

Assim,se despediram e foram até a Marina. As duas não estavam sorridentes não,pareciam até que iam pra uma consulta médica.

As duas chegaram 15 minutos antes do horário previsto para a saída do barco. Os demais já estavam presentes no cais da marina. O dia estava bonito,tranquilo,poucas pessoas zanzavam pelo local. Parte do grupo estava sentada em um banco de madeira,a outra em pé, trocando ideia.

- Acho que somos as últimas. Parece que já tá todo mundo aqui.

- Será que dá tempo de voltar?

- A senhora tá pensando nisso mesmo?

- Não, não… mas deu um frio na espinha, não costumo estar com tanta gente diferente. Ah, Genildo,você me paga!

Todos as viram chegar. Mas faltava alguém…Bianca foi a primeira a se pronunciar

- Naiara, tia Jamile, que bom que chegaram! Já ia mandar mensagens

Bianca,19,gostava de tinturar o cabelo,que estava verde, um pouco abaixo dos ombros e usava roupas meio espalhafatosas. Roqueirinha,tinha jeito rebelde,as vezes usava maquiagens pesadas e esmaltes pretos. Aceitou o convite pro passeio,pois gostava do primo Genildo,mas aquele programa não era muito sua cara. Tinha hábitos noturnos e odiava acordar cedo. Era baixa,falsa magra,nada exagerado. O pai dela era irmão do pai de Genildo.

Bianca: Cadê Genildo??

Jamile: Bem, tivemos um imprevisto.

Scheila: o que aconteceu?

Jamile: Genildo acordou com uma diarreia fortíssima. Passou a noite inteira no banheiro, coitado. Ele não conseguiu vir - sua voz ainda era de consternação

Beatriz: Ah, não, que pena! Tem um violão na escuna, queria tanto que ele tocasse!

Breno: Porra,então deu merda.

Cauê: Literalmente…

Naiara: Ele tá melhor,só não quis arriscar vir,poderia passar mal novamente… vim mais pra trazer dona Jamile,pra ela não ficar lá,com Genildo fora de combate - tranquilizou

Tony:Genildo é um cara dedicado. Mesmo doente, pensando nos outros.

Jamile: Ele disse que se a gente não viesse, todo o planejamento dele teria sido em vão.Bem teimoso…

Scheila:Você fez bem em vir. Ele deve estar mais tranquilo sabendo que a mãe está aproveitando o dia que ele tanto contribuiu pra acontecer. Aliás, quero aproveitar pra me apresentar, sou Scheila, a professora que voltou de licença médica pra apreciar um dia de sol.

Jamile: Ah, muito prazer,viu?! Estou aqui muito por sua presença

Scheila: Idem!

Jemerosn: Bom dia! Sou Jemerson, dono do bar e organizador deste passeio. O Genildo acabou de enviar uma mensagem, contando o ocorrido. Uma pena, mas ele me garantiu que vocês viriam. E aqui estão!

Jamile: Prazer,seu Jemerson.O Genildo me falou do seu bar,elogiou seu peixe frito,rs…

Jemerson: Ah,essa rapaziada gosta… Essa é minha esposa, Íris e esse é o Diego,trabalha conosco. Vão nos acompanhar durante todo o passeio, servir bebidas, me ajudar na condução, ajudar vocês se precisarem saltar… o que necessitarem, podem contar com eles.

Bianca se aproximou e se apresentou melhor, pois só havia cumprimentado na chegada; Tony fez o mesmo, falou com Jamile e Naiara. Tony era parrudinho, reservado, tinha um perfil conservador, de poucas palavras.Breno,Beatriz,e Cauê se apresentaram pra Jamile, pra Bianca, e Tony; Scheila se apresentou a Bianca e Tony. Tony e Bianca se beijaram quando se apresentaram e pareciam querer já criar alguma aproximação.

Bianca: se vocês não ligarem,pretendo fazer algumas filmagens e postar nas redes

Tony: Pessoal, sou mais tímido,Genildo não está aqui pra me incentivar,mas aos poucos vou me abrindo…

Cauê (provocando risos): Sei que ninguém tá aqui pra se embebedar,mas faço uma boa caipirinha,tá?

Scheila:Fui convidada pelo Genildo, que insistiu muito para que eu usufruísse de uma arejada após um período difícil de saúde.E fiquei ainda mais animada quando soube que a mãe dele viria. Precisamos de mais mulheres maduras para equilibrar essa energia jovem, não é?

Jamile: Eu estava muito relutante em vir, confesso. Mas meu filho me convenceu com a promessa de que haveria boa companhia. Não me lembro a última vez que fiz isso,espero não enjoar!

Jemerson: o mar tá calmo,não vai haver transtorno,garanto.

Apresentações feitas, entraram na escuna, que ia sair com alguns minutos de atraso. Motor ligado, alguns começaram a conversar timidamente, inicialmente em panelinhas.

Jemerson: Estabeleci algumas rotas, mas vocês estão aqui para apontarem outros rumos.Essa viagem é uma descoberta,portanto,fiquem a vontade. Que tudo corra em paz e um excelente passeio a todos.

E lá saiu a escuna. Onze pessoas partiam para uma nova experiência.Naiara enviou uma foto pra Genildo, somente ela. Ele já tinha mandado mensagem às duas dizendo que estava tudo bem, pedindo pra elas aproveitarem bastante.

O que seria feito…

(Continua…)

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Comentários

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Se seguir a linha do primeiro a putaria vai rolar solta e o Gênio vai ser o único que não vai aproveitar. Ficamos aqui desde já agoniados pra saber qual vai ser a reação do Genildo quando ele descobrir tudo. No outro conto deu B.O.

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Agora finalmente um conto aqui me deixou empolgado, quando li 2 temporada na acreditei, aí vi q não era continuação nem ramake e fiquei meio desapontado.

Porém agora lendo o início do conto e sabendo oque esperar, a expectativa tá grande pra esse ser ainda melhor q o primeiro.

Só peço uma coisa, garanta q o erotismo aconteça na hora de descrever o vamos ver, não poupe detalhes kkkk um dos problemas da primeira temporada era justamente esse, q na hora do vamo vê deixava a desejar nas descrições.

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Putz, coitado do Genildo. Gente boa demais!!

Gostando muito!!

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Já tô imaginando a putaria que vai rolar e o coitado do Genildo de fora kkkkk fiquei com dó dele

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