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O Submundo do Clube dos Cornos - Parte 4

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Um conto erótico de Mark da Nanda
Categoria: Grupal
Contém 3285 palavras
Data: 20/06/2026 08:20:41
Última revisão: 20/06/2026 08:27:38

Eles riram e ficaram em silêncio pouco depois, apenas ouvindo o casal gemer. Então, Cortez resmungou:

- Fiquei o tempo todo pensando se um dia você vai preferir outro pra te foder no meu lugar...

Luma apertou ele mais forte contra si:

- Isso não vai acontecer. Mas eu gosto de saber que você sente isso. Me faz sentir desejada… e poderosa.

Cortez não respondeu. Preferiu ficar em silêncio. Ele sabia que aquela porta, agora entreaberta, seria quase impossível de ser fechada.

[CONTINUANDO]

Depois de longos minutos assistindo uma mulata foder com dois caras, Luma levantou o rosto e encarou o marido. Havia algo diferente em seu olhar, uma mistura de ternura, tesão e talvez culpa:

- Amor… você quer ir embora? - Perguntou baixinho.

Cortez hesitou. Parte dele queria dizer “sim”. Queria pegar o carro e voltar para a segurança da casa deles. Mas outra parte, uma um tanto quanto sombria, queria ficar, queria ver até onde aquela noite poderia terminar:

- Ainda não. - Respondeu, com uma voz meio cansada: - Vamos tomar mais alguma coisa. Afinal, eu ainda não dancei com a minha esposa.

Luma sorriu para ele e concordou. Eles se arrumaram e voltaram para o salão principal. A mesa deles ainda estava lá reservada, intocada. Sentaram para apreciar a apresentação de uma modelo que girava de ponta cabeça no “pole dance”. Beberam, conversaram, riram, especialmente Luma, lembrando da ousadia da loira momentos atrás.

Um tempo depois, Ricardo surgiu novamente, agora acompanhado de outro homem: alto, cabelo com topete modelado a gel, barba bem feita, talvez uns quarenta e poucos anos, com uma presença que dominava o ambiente sem esforço.

- Olá, amigos. - Cumprimentou Ricardo com um sorriso: - Eu gostaria de apresentá-los ao Dom. Ele é uma espécie de anfitrião por aqui.

Dom olhou para eles com um sorriso misterioso, mas especialmente encarou Luma no fundo dos olhos. O olhar era denso, possessivo, como se ele já soubesse segredos que o marido dela nem imaginava:

- É um prazer conhece-los, amigos. Por aqui todos me conhecem como Dom Black. Mas podem me chamar apenas de Dom. Sou o dono deste modesto empreendimento.

- Dom... Black!? – Repetiu Cortez, confuso.

- Sim, marido! É um apelido que uso para manter uma certa aura de mistério. Faz parte do show. As mulheres adoram, não é, minha linda?

- É!? – Perguntou Luma, confusa.

- Ah é! Até o final da noite, você adorará também.

Luma, que até então só o havia conhecido por mensagens, ficou hipnotizada por sua presença. Ele era um conjunto inesperado de sensações que apenas Cortez havia despertado nela, mas com uma diferença: Cortez levou anos para se tornar referência para Luma; aquele estranho parecia estar conseguindo em segundos. Ele voltou a encará-la no fundo dos olhos:

- Luma, certo? - A voz dele era rouca, calma e autoritária: - Ricardo me falou bastante de você. E pelo que disse, você dominou as atenções na pista de dança. – Falou já se sentando ao seu lado.

Luma corou, mas não baixou os olhos. Apenas olhou rapidamente para Cortez que, por sua vez, sentiu o incômodo estranho no estômago. O tom com que Dom falava com Luma e a forma com que ela o ouvia passava mais do que gentileza. Parecia haver familiaridade demais naquele contato. Demais...

Ricardo também se sentou e os quatro conversaram por mais alguns minutos. Dom era inteligente e muito sedutor. Sabia exatamente o que dizer para fazer Luma rir e, ao mesmo tempo, fazer Cortez se sentir pequeno, mesmo sem ser indelicado. Em determinado momento, Dom se inclinou para frente e falou baixo, quase como se fosse um segredo:

- É a primeira vez de vocês, dá pra sentir. E novatos sempre têm medo. Mas não se envergonhem, o medo é bom… ele cria limites que apimentam o relacionamento ao serem superados aos poucos. Pensem nisso: qual é a graça de apenas seguir regras? Nenhuma! O verdadeiro prazer só começa quando se ousa quebrar algumas regras.

Cortez sentiu a mão de Luma apertar sua coxa por baixo da mesa. Ele não sabia se ela estava incomodada com tanta atenção, ou se estava ficando novamente excitada. Mas o Dom... ele parecia saber exatamente o que estava causando a ela.

Após um tempo, um garçom se aproximou e falou algo com o Dom. Isso o fez se desculpar pois teria que se ausentar. Antes de se levantar, pegou na mão de Luma e a beijou. Mas não foi um beijo qualquer: ele aproximou a ponta da língua primeira, depois os lábios e isso tudo sem desviar o olhar do dela. O efeito foi imediato: Luma se arrepiou toda, chegando a tremer. Nesse momento, Ricardo disse que também precisava ir ao banheiro. Sozinhos, Luma virou-se para o marido com os olhos brilhando:

- Um tanto abusado, não acha? – Disse Cortez.

- É!? Acho que não. Por quê?

- Por quê!? Ele pouco conversou comigo, Luma. Eu parecia ser um nada aqui. Ele praticamente só falou com você.

- É. Isso foi... – Ela concordou, olhando na direção em que ele havia sumido: - Aliás, você ouviu o convite que ele me fez?

- Não. Que convite?

- Acho que você conversava com o Ricardo... – Ela contemporizou, bebendo um gole de seu drinque: - Ele me convidou para dançar. Mas eu disse que precisava falar com você antes. Você deixa?

Cortez engoliu a seco. O ciúme agora tinha um gosto amargo e pior, já tinha um rosto, um apelido, e intenções não declaradas:

- Você quer dançar com ele, né?

Luma não respondeu de imediato, mas uma leve sorriso se antecipou a qualquer coisa. Era instintivo. Vinha de dentro dela. Então, ela não negou:

- Querer, eu quero. Ele me deixou curiosa… nervosa de um jeito estranho. De um jeito bom! Mas eu só vou se você deixar, e só quero que me deixe se for para você curtir, senão ficou por aqui mesmo.

- Curtir é uma palavra complicada, Luma. Não sei se é exatamente isso que eu sinto quando você dança com outro, porque...

- Se excitar? – Ela interrompeu o marido, repousando o copo no lábio inferior.

- É. Então... – Cortez gaguejou, um nervosismo estranho surgindo: - Façamos assim: uma dança, no mesmo formato da que teve com o Ricardo, ok?

- Entendi! Sem beijo, sobre a roupa, sem excessos, certo?

- Certo.

Foi o certo mais incerto que Cortez poderia ter dado. Bem nesse momento, uma dançarina acabou caindo no palco, chamando a atenção deles e desviando o foco daquele assunto. Foi breve. A moça nem se machucou, mas foi o tempo suficiente para que o Dom retornasse. E sua postura havia mudado:

- Vamos, minha linda? – Disse ele, já esticando a mão na direção de Luma.

- Como!? – Disse Cortez.

Aliás, ele não gostou da forma que ele chegou, sem sequer pedir para ele, o marido. Era um mínimo de educação que se esperava. Cortez então pousou sua mão sobre a de Luma e encarou Dom que perguntou para Luma:

- Você não falou com ele?

- Falei. E ele... deixou. Não deixou, amor?

Cortez a olhou por um instante, quase voltando atrás em sua palavra. Mas isso não acontecia, não com ele, não com Nolasco Cortez. Ele suspirou fundo e tirou sua mão de sobre a de Luma, olhando em seus olhos como se dissesse “vai logo”.

Foi o seu primeiro erro naquela noite, pois ela realmente foi enquanto ele ficou. E ele assistiu novamente. E dessa vez foi pior.

Dom não era como Ricardo, isso ficou claro bem rapidamente. Assim que chegaram ao centro da pista, o DJ mudou o tom e colocou uma música romântica, mudando até mesmo a iluminação para algo ainda mais intimista. Era uma coincidência enorme, até parecia combinado. Dom virou Luma para si e a puxou pela cintura, colando os corpos. Cortez viu que como ele a apertava, os seios pressionados no peito dele. Conforme giravam, de onde estava, Cortez via uma mão grande espalmada nas costas dela, enquanto a outra segurava a mão dela.

Em certo momento, viu que ele sussurrou algo no ouvido de Luma. Não foi breve, nem pareceu ofensivo. Ao contrário. Ela fechou os olhos e mordeu o lábio. Nesse momento, Dom pegou as mãos de Luma e as colocou em seu pescoço, enquanto suas mãos agora ficavam livres para explorar suas costas, uma para baixo, próxima a bunda e a outra para cima, próxima da nuca. Cortez não precisava ver para saber que, naquele momento, ele deveria estar pressionando um pau duro na barriga dela, porque ele, Cortez, estaria.

Quando a música acabou, Luma demorou alguns segundos a mais para se separar dele. Enquanto isso, Cortez via Dom falando algo em seu ouvido. Logo depois, ela voltou para a mesa com as pernas trêmulas. Assim que ela se sentou, pegou seu drinque e deu um grande gole, tudo sem olhar para o marido. Então, suspirou e o encarou:

- Amor... ele perguntou se eu não poderia dançar só mais uma. Posso?

- Luma, eu acho que...

Luma se sentou no colo do marido, interrompendo-o e o olhou nos fundos dos olhos:

- Eu quero. Estou excitada demais. Só mais essa e poderemos ir para casa, pra um motel, para onde você quiser. Eu te garanto que vai valer a pena. Prometo.

Cortez a olhou ainda por alguns segundos. Depois olhou na direção do Dom que conversava com um casal. Enfim, ele deu de ombros:

- Ok. Mas não abusa, hein?

- Aí que você se engana, queridinho. Eu vou abusar e muito de você hoje. Me aguarda, seu gostoso. – Disse ela, voltando saltitante para junto de Dom.

Assim que ela chegou ao lado dele, Dom a enlaçou pela cintura e a apresentou ao casal. Conversaram brevemente e uma nova música começou, mais romântica que a anterior. O casal se abraçou para dançar. E agora Luma é quem foi agarrando o pescoço dele, naturalmente grudando os corpos. Ele também não perdeu tempo e a envolveu em seus braços fortes, uma das mãos sobre a parte superior da bunda e a outra acariciando a nuca. E foi então que Cortez viu Dom chegar com sua boca próxima a de Luma. “Ela não faria...”, pensou Cortez se levantando pronto para acabar com aquela situação. Mas ela não fez, desviando da boca do Dom no último segundo.

Cortez então viu Dom cochichar algo no ouvido dela e viu ela negar veementemente com um movimento de cabeça. Dom não desistiu. Cochichou alguma outra coisa novamente e agora Luma o encarou em silêncio por segundos, dando de ombros na sequência.

A música acabou praticamente na sequência. Luma voltou à mesa, trazendo Dom pela mão. Ela encontrou Cortez ainda de pé e sorriu, e falou com ele, sem soltar a mão do Dom:

- Amor… O Dom me convidou pra conhecer a suíte privativa dele. Aliás, convidou a nós dois. Ele disse que lá podemos ter total privacidade para fazermos o que quisermos. Ele só pediu para assistir. Ou, se você permitir... daí, né... - Ela olhou rapidamente para o Dom e voltou a encarar o marido: - Enfim, se você quiser, nós poderíamos dançar num local mais discreto e ele poderia me tocar um pouco mais. Claro, se você permitir.

- Você falou para ele das nossas regras?

- Falei. E ele cumpriu todas, né?

Cortez ainda sentia o gosto amargo de algo que não o agradava. Ele sabia que ela queria. Era certo que Dom também. Só ele não sabia se queria continuar com aquele jogo perigoso. Quando pensou em negar, sentiu Luma tocá-lo na linha abaixo da cintura. Sua mão foi certeira e pressionou o seu pau que, traidor, parecia querer decidir tudo naquela noite. Ele encarou Luma e, mesmo assim, tentou resistir:

- Luma… a gente combinou que hoje seria só para conhecer. Até fizemos mais do que havíamos combinado lá no quarto...

- Eu sei! - Ela o interrompeu, um sorriso malicioso nos lábios e se aproximou de seu ouvido: - Mas já que a gente já passou daquele ponto, porque não ir um pouco mais além? Aliás, esse mocinho aqui parece bastante disposto também, né?

- Mas...

- O importante é a gente estar juntos, amor. – Ela o interrompeu novamente: - E eu estou louca para te pegar.

- Meu medo é esse: você perder o controle.

- Olha pra mim, amor. – Ela se afastou apenas o suficiente para Cortez encará-la e aquele sorriso malicioso: - Eu tô encharcada e você tá duro que nem pedra. Isso tudo tá mexendo com a gente de um jeito que nem a gente esperava. Vamos aproveitar...

Cortez ficou em silêncio. O medo agora era uma realidade quase palpável. E foi exatamente esse medo que o fez responder:

- A gente pode ir. Mas só vai rolar entre nós, ok? Ele pode até assistir, mas é só.

- Uma apalpadinha durante a dança, eu sei que você deixa. – Luma piscou um olho para o marido: - Por cima da roupa, claro, como namorico de adolescente.

- Eu fiz muita coisa nos meus namoricos de adolescente... – Resmungou Cortez e falou então o que não deveria: - Se for só tocar por cima da roupa… e se eu estiver junto o tempo todo… talvez.

Luma sorriu. Ela era pura malícia, transbordando excitação. Mas havia algo estranho naquele sorriso, uma sombra que Cortez não soube decifrar.

Ela então olhou para Dom e acenou positivamente com a cabeça. Se o sorriso de Luma já havia criado uma dúvida na cabeça de Cortez, o de Dom o fez gelar.

Dom a pegou pela mão novamente e a puxou sem sequer esperar por Cortez. Luma só teve tempo de esticar a mão e puxar o marido, obrigando-o a segui-los. Andaram por alguns bons segundos assim. Dom era conhecido, praticamente reverenciado naquele espaço. Todos em seu caminho o cumprimentavam com deferência. Inclusive, Cortez notou olhares que pareciam de inveja enquanto eram arrastados por ele. Nesse momento, achou que todos sabiam o que estava para acontecer, algo que nem mesmo Cortez ousava, ou queria, imaginar.

Enfim, chegaram a uma porta protegida por um imenso segurança. Dom nem precisou mandar para que a porta fosse aberta. Eles entraram por um corredor, subiram um lance de escadas e chegaram em outra porta.

Dom a abriu, acendeu a luz e entraram.

O quarto privativo era luxuoso, com uma cama king, espelhos e uma poltrona posicionada estrategicamente. Ele era de cores claras, bem diferente de todos os demais que o casal havia visitado naquele dia. Dom tirou sua camisa assim que entrou, exibindo o corpo escultural para eles. Então, sentou-se na poltrona e ficou observando o casal em silêncio por alguns segundos:

- É... então... – Resmungou, Luma.

- Beije seu marido, Luma. Não disse que estava excitada? Mostre para mim. – Retrucou Dom.

Luma se virou para Cortez e o beijou com fome, quase desesperadamente. Cortez retribuiu, abraçando-a e apertando sua bunda na direção de Dom, mostrando que aquele território ali já fora desbravado e conquistado. Ficaram naquele amasso gostoso, mas ainda um pouco acanhados com a presença silenciosa, mas ostensiva do Dom. E ele sabia. Ele sempre sabia o efeito que causava nas mulheres, e em seus maridos.

Com um único “Aham!”, Luma pareceu acordar de um transe. Ela olhou para o marido mais uma vez, como se pedisse uma permissão silenciosa. Cortez não entendeu de imediato, ficando parado. Luma deu um passo atrás. Depois outro. E outro. Ela então se virou e se aproximou do Dom, olhando-o de cima para baixo.

O que havia começado como uma dança, transformara-se em algo muito mais complexo. Dom, ainda sentado, levou suas mãos grandes as coxas dela, ainda por cima do vestido. Cortez não conseguia o que acontecia de onde estava, mas sabia que algo acontecia, pois as mãos de Dom se moviam lentamente pela lateral e à frente do corpo de Luma. Ela então gemeu e se contorceu levemente de uma forma como Cortez nunca havia presenciado antes. Era... diferente. Simplesmente diferente...

Em determinado momento, Dom parou de tocar Luma e se recostou em sua poltrona, apenas olhando nos olhos dela. Então, ele se inclinou e olhou para Cortez, com um sorriso de quem sabia muito bem o que estava fazendo:

- Ela tá encharcada, marido, prontinha para o Dom aqui. Só depende de você...

- E... E como você sabe? – Gaguejou Cortez.

- Consigo sentir o cheiro do mel daqui. Você não?

Dom olhou para Luma e com uma voz rouca, ordenou:

- Vire-se para o seu marido, minha linda. Levante o vestido e mostre para ele se estou errado.

Luma se virou para Cortez. Seu olhar estava vidrado, perdido em outra dimensão. E eles mal haviam começado. Com os dedos, ela foi puxando a barra do vestido para cima. Mais... Mais... Mais... Até levantá-lo acima da sua própria cintura, exibindo sua calcinha para o marido e a bunda para Dom que não resistiu e se inclinou para apertá-la, fazendo Luma dar um gritinho:

- Muito gostosa! – Falou o Dom, voltando a se recostar.

- Nada de... tocar... sem roupa... – Resmungou Cortez.

Dom apenas inclinou a cabeça de lado para olhá-lo nos olhos e sorriu. Não se desculpou. Não lamentou.

Cortez ficou atônito com a ousadia e com os olhos arregalados ao ver que o Dom estava certo. A umidade entre as pernas de Luma era evidente, quase escorria por suas pernas. Ele próprio respirava pesadamente, paralisado entre pegar a esposa e sair correndo, ou gozar nas próprias calças.

Não fez uma coisa, nem outra.

Luma então pareceu recobrar um pouco de sua sanidade, mas ainda com os olhos marejados de tesão:

- A-Amor… me deixa sentar no colo dele? Só sentir o pau dele por cima da roupa, me esfregar um pouquinho. Por favor…

Foi nesse instante que Cortez entendeu: a porta não estava mais entreaberta. Estava escancarada. E ele não sabia mais se tinha sequer as chaves para trancá-la. E pior, talvez nem estivessem com Luma.

Dom sentiu a excitação do casal. Sorriu em silêncio para si mesmo e falou:

- Estamos seguros. Aqui só entra quem eu permito. E só saem quando me dou por satisfeito.

Cortez sentiu o tom como um tapa em sua masculinidade. Mas em Luma, o efeito foi o inverso, a fez se sentir desejada, próxima de ser devorada. Dom continuou:

- Relaxa, marido. Eu respeito o casal. Sou o primeiro a defender limites. Mas também sou o primeiro a saber quando quebrá-los pelo próprio prazer do casal. Hoje, proponho apenas nos conhecermos melhor. - Disse, enquanto seus olhos devoravam a bunda de Luma que, naquele momento, havia engolido totalmente o fio da minúscula calcinha.

Luma respirava de forma entrecortada, tremendo de excitação entre os dois homens. Seu corpo parecia arder em febre. Dom sabia reconhecer os sinais. Ele estalou os dedos uma vez:

- Tira o vestido, Luma. Quero ver o teu corpo inteiro.

- Agora? – Perguntou Luma.

- Já. Obedeça.

Ela hesitou meio segundo sob o olhar de Cortez. Cortez, por sua vez, hesitou um segundo a mais, dando a ela uma certeza que nenhum dos dois parecia ter naquele momento. Enfim, Luma obedeceu, puxando o vestido por cima da cabeça, exibindo a lingerie rendada e transparente.

Dom voltou a ficar apenas na ponta da poltrona e deixou suas mãos grandes subirem pelas laterais das pernas e coxas dela, alcançando a bunda que ele fez questão de apertar com força:

- Caralho! Que bunda macia... Consegue ver que ela tá tremendo, marido? - Perguntou Dom, sem desviar o olhar da bunda de Luma: - Ela tá fervendo. Acho que ela está querendo um novo dono.

Cortez estava boquiaberto. Luma ousou ainda mais, sussurrando para o marido:

- Querendo ser corno...

- O que disse, minha linda? – Perguntou Dom, acariciando sua bunda.

Mas Dom havia ouvido perfeitamente as palavras de Luma. Ele só queria que ela repetisse em alto e bom som para observar as reações de Cortez:

- Ele quer ser o meu corno...

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 367Seguidores: 742Seguindo: 17Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Realmente um capitulo de tirar o fôlego e deixar a dúvida de qual será o limite do Cortes, pois a Luma já não tem mais nenhum e quer quebrar todos de uma vez só.

Agora eu deixo uma questão. Alguém poderia me dizer como passa a ser a visão e grau de respeito de uma esposa para com um marido depois que ela o torna submisso não somente a ela, mas a outro homem como é o caso aqui?

Será que o respeito o amor e a cumplicidade continuam os mesmos?

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Caramba, maratonei os 4 capítulos numa sentada só e terminei prendendo a respiração também, que conto maravilhoso. Parbéns, Mark!

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Luma esta completamente entregue e dominada. Ta dando um nervoso acompanhar as reações do Cortês! Ele é uma incógnita.

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Mais uma vez o marido sendo manipulado. Excelente conto.

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