Preparada, mas não sabia! - Cap 01 - Sociedade!
Herança, Transformação, Mudança sexo, Hormonização, Crossdresser.
(Esta série é uma obra de ficção cientifica, não contem pedofilia, nem crimes. Os personagens são adultos e livres. Passagens relacionadas ao passado, são apenas para contextualização das atividades seguintes. Nomes e detalhes identificáveis foram modificados para a preservação dos envolvidos.
Olá, Eu (Marcos) e meu primo (Alexandre) somos filhos únicos, por parte de nossas mães que são gêmeas e deste a Universidade elas sempre fizeram tudo juntas, minha mãe Magdalena formou-se em Administração e minha Tia Margarida formou-se em Direito.
Ambas desde cedo assumiram suas funções na fábrica de seus pais, que fabricavam Uniformes de trabalho, não era uma alfaiataria pois faziam essas roupas em escala, iniciaram com roupas para a área de indústria metalurgia, mas com o tempo ambas juntos com seus maridos ampliaram e expandiram para todas as áreas administrativas, de uniformes de laboratórios, por uniformes de escolas particulares, uniformes escolares, etc.
A característica mais interessante é que desde o início com meus avós, a administração sempre foi compartilhada, inclusive num estatuto da empresa, havia uma cláusula pétrea, que a gestão sempre seria feita por um homem e uma mulher, assim eles revezavam quando meus avós de cada 4 anos quem era presidente e quem era vice presidente da empresa.
Como as irmãs assumiram funções nos segundo escalão, isso nunca foi problema, casaram e quando meus avós apresentaram, aí elas assumiram como filhas únicas, da forma que uma era presidente e o vice era o cunhado, e quando eles eram presidentes, uma delas era vice. Sempre seguindo essa regra, de forma a terem voz e assim sempre as duas estariam envolvidas com as diretrizes da empresa, com isso a única coisa que modifica era que ao invés de 4 em 4 anos, a troca era pelo biênio.
Eu agora com 20 anos, e meu primo com 21 anos, uma diferença de apenas 2 meses, pois ele nasceu em dezembro e eu em janeiro, iniciamos a universidade, eu fiz a Universidade de Design de Moda (DM) com duração de 3 anos e meu primo fez a de Relações internacionais (RI), com duração de 3 anos e meio. A meta era, ao final, assumirmos funções no segundo escalão, casarmos e continuarmos o processo. Já estávamos no último semestre e já nos processos de estágio, por uma decisão familiar, não fizemos na empresa, pois a ideia era cada um obter conhecimento em outras empresas, voltadas ao nosso mercado de trabalho. O fato dele nascer na virada do ano, fez ele iniciar um ano antes na escola, mas iniciou a Universidade de Direito, e no semestre seguinte passou em RI e fechou a de Direito.
Desde nossos 10 anos, fomos preparados para essa função, fomos menores aprendizes, atuamos na ONG mantida pela empresa, que fazia cursos de formação para comunidades carentes, para assumirem funções envolvidas com a fábrica e área administrativa.
Com isso convivemos com todos, muitas vezes as pessoas não sabiam quem éramos, pois nossos pais mantinham certa distância na empresa, até para não haver favorecimentos, bem como transitarmos por todos os postos e áreas, conforme fomos crescendo e assumindo funções mais técnicas ou dinâmicas.
Eu iniciei o estágio supervisionado no Grupo Morena Rosa (com sede em Cianorte), em seu núcleo na região Metropolitana de Curitiba, responsável por marcas como Morena Rosa, Zinco, Maria Valentina e Lebôh. Meu primo conseguiu um estágio supervisionado no Centro Internacional de Negócios do Paraná (CIN-PR), ligado à Fiep.
Já praticamente encaminhados, nossos pais aproveitaram para fazerem juntos uma viagem para a Copenhagen Fashion Week (CPHFW) que é reconhecida atualmente como a semana de moda mais sustentável do mundo e um dos eventos mais importantes da Europa no que tange a práticas eco-friendly, uma tendência que nossa empresa queria incorporar aos uniformes industriais, aos uniformes escolares e assim abrir uma nova era, criar créditos de carbono, pois é notório o desperdício que envolvem as roupas e seus descartes.
Já tudo alinhado, eles iriam para feira, ficar mais 15 dias na Europa, para alinhar a linha que já estávamos importando para Espanha e Portugal e abrir outros mercados dentro da União Européia, através das câmaras de comércio já iniciadas no Brasil, chegando agora ao último passo que era os acordos internacionais.
Voltariam 1 mês e 2 semanas antes de nossa formatura, nós já tínhamos entregue os TCC, apresentado e estávamos apenas terminando a carga horário do estágio, seu relatório final e aí, pelas nossas contas, terminaríamos uns 10 dias antes do semestre e teríamos ainda 1 mês até a formatura.
Embora morássemos na mesma cidade, as casas eram distantes, quase cada uma no limite da cidade, com a viagem deles, meu primo resolveu morar lá em casa por esse período, assim economizamos tempo, cuidados e atenção dos empregados, pois as nossas condições permitiam tudo isso.
Tinha acabado de entrar no almoço quando o RH me chamou urgente para uma conversa, eu imaginei que era algo relacionado a minha efetivação, estava ainda pensando em como contornar esse pedido, sem gerar conflitos ou mal estar entre a diretoria, pois eu já havia mencionado com Mamãe aonde iria assumir em nossa empresa, o mesmo com o Ale, mas ele já sabia que não ficaria na empresa, por ser pública, não havia possibilidade de vínculos, só se houvesse um concurso, coisa inviável até o momento.
Demorei um pouco mais no almoço, conversando com Ale, pedindo dicas do que e como falar, e assim mostrar uma seriedade, mesmo no final do estágio e assim, não fechar portas ou futuras parcerias, pois o nicho de mercado nosso, poderia envolver a estrutura de uma empresa como esta que estava, coisa sempre muito bem pontuada por nossos pais em cada um de nossos estágios, manter as portas abertas, diálogos e futuras conexões.
Cheguei lá pediram para eu me sentar e logo entrou a presidente, a chefe do RH, a psicóloga e uma colega que fazia estágio junto comigo.
Na mesa uma pasta que imaginei no meu dossiê, o meu celular que ficava no RH quando chegavamos, pois o mesmo era “proibido” dentro do ambiente da indústria, pois nas últimas 40 horas de estágio de 400 horas, que a universidade determinava, era na fase final de produção, já havia passado pelas áreas de criação, marketing, mercado, distribuição e a final era a produção, direto no chão de fábrica.
A Psicóloga respirou fundo antes de começar, com a voz firme, mas visivelmente cuidadosa.
