No dia seguinte, acordo decidida a colocar um ponto final naquela loucura.
Jonas sai cedo para o trabalho, beijando minha testa antes de pegar as chaves. O gesto simples aperta meu peito imediatamente. Observo ele indo embora da janela da cozinha enquanto tento ignorar a culpa sufocante que volta ao pensar no dia anterior.
Vou até o quarto colocar um vestido para cuidar do jardim. Sei que Damien vai aparecer em algum momento, encostar naquele muro com aquele sorriso arrogante e começar com seus gracejos.
Mas dessa vez será diferente.
Vou ser clara.
Repito mentalmente o que vou dizer quando isso acontecer.
Aquilo foi um erro.
Um erro que nunca vai se repetir.
Eu amo meu marido e não quero mais nenhum tipo de aproximação.
Passo a manhã podando as roseiras, ajoelhada na terra úmida, usando a tesoura pequena de jardinagem para aparar os galhos secos. O som metálico das lâminas abrindo e fechando me ajuda a organizar os pensamentos por algumas horas.
Até eu ouvir o barulho do portão da casa ao lado.
Meu coração dispara na mesma hora.
Levanto os olhos discretamente.
Damien acabou de chegar.
Alto. Seguro. Irritantemente bonito.
Endureço a expressão e volto a atenção para as flores, fingindo concentração enquanto espero que ele se aproxime, pronta para repreendê-lo.
Mas ele não o faz.
Sinto seu olhar fulminante em minha direção durante todo o caminho até a porta da casa — intenso, pesado, quase físico.
E então ele simplesmente entra.
Me ignorando completamente.
Permaneço imóvel por alguns segundos, ainda segurando a tesoura entre os dedos.
Então olho para a porta por onde ele acabou de entrar, decepcionada.
Não.
Decepcionada não, aliviada é a palavra.
Aliviada por não precisar confrontá-lo, por ele já ter entendido que não deve mais me azucrinar.
Volto ao jardim, tentando ignorar o desconforto estranho que permanece dentro de mim.
Mas minha concentração desaparece.
A cada poucos minutos, meus olhos fogem sozinhos para a casa ao lado, esperando vê-lo surgir novamente.
Mas ele não aparece.
Os próximos dias seguem o mesmo padrão irritante.
Todas as tardes eu vou para o jardim pouco antes do horário em que sei que Damien costuma chegar. Ele sempre passa por mim sem dizer uma palavra. Mas nunca deixa de olhar.
E aquele olhar…
Firme. Seguro. Predatório.
A intensidade daqueles olhos me persegue durante o resto do dia. Faz meu rosto aquecer. Faz meu corpo reagir contra minha vontade. Faz nascer dentro de mim uma irritação crescente que parece muito mais próxima de frustração do que deveria.
No quarto dia, meu jardim já está impecável. Mesmo assim, vou até lá com meu borrifador de água, apesar de saber que isso não fará diferença nenhuma para as flores. Vou só para ter certeza de que ele não terá a audácia de fazer aquilo de novo.
Ele faz.
E a raiva sobe.
Por que continua olhando daquele jeito se não vai dizer nada?!
Vai continuar fingindo que nada aconteceu?!
Me levanto irritada e sigo até sua casa, pronta para tirar satisfação. Exigir que pare com isso.
Bato na porta com três batidas firmes.
A porta abre logo em seguida.
E toda a coragem que eu tinha ensaiado vacila por um segundo.
Damien ocupa a entrada inteira da casa. Alto, largo, com aquela camisa justa destacando o peito. Os olhos dele me encarando penetrantes, calmos demais.
"Entre."
A palavra soa educada, mas ele já não me engana.
Hesito por um instante antes de entrar, ainda tentando manter a postura firme que preparei durante dias. Sei exatamente o que preciso dizer. Sei que preciso impor limites.
A porta se fecha atrás de mim.
Meu corpo inteiro fica tenso esperando que ele me ataque outra vez. Agora estou preparada.
Mas Damien não se move.
Ele apenas continua me encarando em silêncio, os olhos escuros presos aos meus de um jeito quase sufocante.
Desvio o olhar primeiro.
E odeio perceber isso.
"Você demorou."
Ele diz por fim, numa voz baixa e firme.
"Ajoelhe-se."
O comando me atravessa como um choque.
Finalmente.
Estava demorando para ele mostrar quem realmente é.
A indignação volta rápido, dou um passo à frente, pronta para colocar um limite naquilo.
"Damien, eu já disse que tenho marido! Essas encaradas que você me dá têm que..."
Sou interrompida por um tapa forte no rosto – me calando imediatamente.
Ele repete, voz grave e inabalável:
"Eu disse para você se ajoelhar."
Meus joelhos vão parar no chão antes que eu perceba.
Sinto meu rosto quente enquanto assisto ele abaixar a calça e colocar o pau gigantesco para fora – negro, grosso, semi-ereto, latejando com veias salientes.
Ele não vem até minha boca.
Em vez disso, repousa a cabeça pesada na minha testa, o comprimento grosso atravessando todo o rosto como uma barra quente e pulsante.
Tento cerrar os olhos envergonhada, mas o cheiro dele — suor masculino, pele quente e aquele almíscar forte — invade minhas narinas e me deixa zonza.
Um calor lateja entre minhas as pernas, um calor que tento mas não consigo ignorar.
“Você está de castigo.”
Sua voz é baixa e controlada. Seguro minha respiração enquanto ele tira a camisa, revelando o peito largo e os músculos definidos.
“Hoje eu não vou te comer. Mas você vai me dar prazer.”
Seu eixo escorrega pela minha bochecha, roçando nos lábios até eu abrir.
Eu o recebo devagar, a boca se esticando ao redor da grossura, sentindo o gosto salgado e masculino na língua.
Começo a chupá-lo timidamente, a cabeça inchada me invadindo aos poucos, mas logo atingindo lugares mais profundos.
“Isso, chupa como uma boa puta.”
A humilhação queima meu rosto, mas meu corpo reage de maneira oposta.
A excitação entre minhas pernas cresce, latejando quente e molhada. Desço em seu comprimento com desejo, imaginando sentir essa largura novamente em minha outra entrada.
A mão dele vai para trás da minha cabeça. No começo é só um peso, mas logo ele empurra mais fundo, forçando a cabeça grossa contra minha garganta.
Meus olhos se enchem de lágrimas.
Ele fode minha boca com calma, mas sem muita preocupação com o meu conforto — investidas lentas e profundas que acertam minhas amígdalas ao final de cada movimento.
Saliva em excesso escorre em fios grossos pelo meu queixo, melando meu vestido na altura dos seios.
Ele aumenta o ritmo.
As duas mãos agora seguram minha cabeça com firmeza enquanto fode minha boca com mais intensidade. Grunhidos roucos escapam do peito dele, vibrando contra meus lábios.
Meus olhos se reviram nas órbitas, lacrimejantes, e por um momento perco o ar quando a cabeça grossa se entala bem no fundo da minha garganta.
De repente, ele puxa o pau para fora.
Um grunhido grave escapa dele enquanto jatos quentes e grossos de porra explodem no meu rosto.
Sinto o líquido quente acertar minha testa, bochechas, nariz, lábios e queixo, escorrendo devagar até pingar nos meus seios, manchando o vestido. Fico completamente marcada, melada com o seu material esbranquiçado.
Ele ajusta a calça e me olha de cima com aquela expressão calma e dominante.
“Você está proibida de se limpar até chegar na sua casa.”
Suas palavras vem com firmeza.
“Pode ir. E não me deixe mais esperando.”
Levanto devagar, as pernas trêmulas.
Sem falar mais nada, sigo até minha casa com o rosto e seios melados como ele ordenou, tomando cuidado para que nenhum vizinho me veja nesse estado.
Mesmo em casa, não me limpo imediatamente.
Ajoelho-me no chão da sala, da mesma forma que estava a tão pouco tempo.
E começo a me masturbar.
Coletando e degustando a porra de Damien enquanto me toco.
A sensação viscosa na pele, o gosto salgado na boca — tudo isso me excita ainda mais enquanto circulo meu clitóris inchado, também lubrificado pela sua porra.
O orgasmo vem intenso, com gemidos não contidos, enquanto meu corpo treme.
Logo após o clímax, a culpa vem.
Mas agora sei que nada posso fazer.
Sei que não posso mais ficar sem o pau de Damien, preciso daquela vara preta novamente, bem no fundo da minha bucetinha apertada.
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